keth masen cullen: obrigada pela review amr, agradeço de coração *o* [/qegay]
e sim, é uma versão de como Edward se transforma em vampiro, ao meu ver ficou.. diferente. Espero que goste.

teixeirinha: obrigada querida *o*
Eu sei que o prefacio não é muito explicativo, por essa razão eu resolvi adiantar o primeiro capitulo.
Espero que goste!


Mudanças.

Era noite, eu estava em casa, me preparando para dormir, quando uma coisa me chamou a atenção. Meus olhos estavam avermelhados.

Pisquei diversas vezes e por fim meus olhos voltaram para o verde, mais não o mesmo verde claro, agora um verde escuro, quase preto.

Resolvi ir falar com Emmett, meu irmão caçula, talvez ele saiba o que é.

Sai correndo do meu quarto e parei em frente ao de meu irmão, pelo silencio Rose já deveria ter ido. Bati algumas vezes e ele apareceu com a cara sonolenta, coçando os olhos.

– O que foi mano? – Emm me olhou estranho.

– Meus olhos.. estavam ver-vermelhos – Tentei não parecer nervoso.

– Cheirou uma de vinte? – Ele riu.

– Na- Ele me cortou.

– Sabe mano, você tem que saber onde comprar, não sou chegado nisso, mais se você gosta eu tenho uns contatos que vão te trazer uma da boa.

– Argh Emmett! Não estou usando drogas! – levantei a voz – Eu não sei como, mais meus olhos estavam vermelhos e agora estão verde-escuros.

– Sabe – ele coçou a nuca – talvez, você esteja virando um vampiro.. – esperei que ele começasse a rir, mais Emm se manteve serio. Então ele achava mesmo isso?

– Droga Emm, eu não sou um vampiro!

– Quem não é vampiro ursão? – Rose surgiu enrolada em um lençol.

– O Eddie ursinha – argh, como eu odeio que me chamem de Eddie – os olhos dele estavam vermelhos.

– Cheirou uma de vinte? – Rose arqueou a sobrancelha direita.

Bufei e fui para o meu quarto deixando o casalzinho pra traz.

Deitei na cama e fechei os olhos, esperei um pouco mais o sono não veio.

Abri os olhos e fitei o teto, parecia relaxante..

Continuei assim até o amanhecer, então me levantei e fui tomar banho para ir a escola.

[...]

Estava em meu volvo fazendo aquele caminho já conhecido pra casa de Bella, minha namorada. A mulher mais linda do mundo, com seus expressivos olhos castanho-chocolate e suas bochechas que sempre ruborizam quando ela é elogiada ou está com raiva.

Parei enfrente a sua casa e buzinei, vi seu rosto olhando pela janela e poucos segundos depois ela estava correndo em direção ao meu carro.

Abri a porta do carona pra que ela entrasse e sorri ao ver seu lindo rosto, corado pela rápida corrida.

– Bom dia Eddie – ela sorriu arteira. Bufei revirando os olhos.

– Bom dia Isabella.. – sorri torto.

– Ok, vamos pra escola logo! – ela sorriu.

Dirigi extremamente rápido – coisa que estava virando costume –, claro que Bella reclamou diversas vezes e na ultima me deu uma bolsada na cabeça, mais por incrível que pareça não senti nada.

Chegamos à escola incrivelmente cedo – devido a minha nova maneira de dirigir -, Bella estava diferente, não em seu jeito de ser, mais sim seu cheiro. Estava diferente, mais.. intenso, não era seu cheiro natural de morangos.. era algo doce e inebriante. Continuei pensando nisso até que sua voz me tirou de meus devaneios

– Você não dormiu bem.. – não era uma pergunta, Bella me conhecia bem demais.

– Não dormi – confessei.

– Porque?

– Não estava com sono.

– Você está com olheiras. – ela reclamou.

– Não me sinto cansado. – e era verdade, ultimamente eu sentia apenas um desconforto que ainda não consegui entender.

Ficamos em silencio, não totalmente, eu podia ouvir as vozes das pessoas ao meu redor, mais aparentemente não havia ninguém tão perto. O que me levou a conclusão de que a falta de sono me deixou retardado.

Saímos do carro assim que meus irmãos chegaram, cada um com seu "par".

Passei meu braço pela cintura de Bella, que estremeceu de imediato, me fazendo sorrir. Sua pele estava mais quente que de costume, talvez ela estivesse com febre.

– Você está frio. – ela disse antes que eu pudesse contestar sua quentura.

– Você que é quente de mais – brinquei, fazendo com que ela corasse.

– Boooom diaaaa – Alice veio saltitante e abraçou Bella.

– Bom dia Alice – Bella sorriu.

Ficamos mais um tempo conversando e fomos pra nossas aulas, minha primeira seria Biologia, que por sorte era com Bella.

Fomos pra sala e pouco tempo depois o Sr. Banner entrou equilibrando umas caixinhas pequenas nos braços. Ele as colocou na mesa de Mike e pediu pra ele começar a distribuí-las pela classe.

– Tudo bem, pessoal, eu quero que vocês peguem um pedaço de cada caixa. – ele disse enquanto tirava um par de luvas de borracha do seu jaleco e colocava-as nas mãos. – A primeira coisa é um cartão de instrução –, ele continuou pegando um cartão branco com quatro quadrados marcados nele. – A segunda é um aplicador –, ele segurou alguma coisa que parecia ter dentes – e a terceira é uma micro-agulha esterilizada. – Ele pegou um pacote de plástico azul e abriu. O aparador era quase invisível a essa distância.

Vi Bella ficando pálida ao meu lado, tive que morder o lábio para não rir, era incrível o quanto ela ficava mal ao sentir o cheiro de sangue.

– Eu vou passar com um conta gotas para preparar os seus cartões, então, por favor, não comece até que eu chegue em vocês. – Ele começou na mesa de Mike de novo, cuidadosamente colocando uma gota de água em cada quadradinho. – Agora eu quero que cada um de vocês fure o seu dedo cuidadosamente com a agulha... – Ele agarrou a mão de Mike e enfiou a agulha na pontinha do seu dedo do meio. Assim que a pequena gota de sangue saiu minha garganta coçou e minha boca se encheu de algo que não era saliva.

Ouvi um baque e olhei pro lado, Bella estava no chão, quase verde.

Corri pra carregá-la e fomos para a enfermaria, mal chegamos Mike veio arrastando outro rapaz, o cheiro de sangue veio como um tapa, fazendo minha garganta arder novamente, deixei Bella na maca e corri para o pátio.

O ar puro fez minha mente clarear e a ardência em minha garganta foi passando aos poucos. Ouvi passos apressados se aproximando e me virei, vendo Bella correndo, por incrível que pareça, sem cair.

– Edward.. o que.. aconteceu? – Bella perguntou ofegante.

– O cheiro de sangue. – minha garganta ardeu ao lembrar do cheiro. Nunca fui de me sentir mal com sangue, mais agora sinto sede só de pensar.

Eu ri ao lembrar do que Emmett disse "Talvez você esteja virando um vampiro".

– No que está pensando? – Bella perguntou se aproximando e rodeando minha cintura com seus braços frágeis.

– Emm disse que estou virando um vampiro. – Eu disse, rindo logo em seguida.

– Hmm.. faz sentido.. – Bella murmurou afundando o rosto em meu peito.

– Porque? – perguntei curioso, queria saber porque ela pensava assim, já que não havia motivos pra isso.

– Sua pele está fria, você está ficando mais pálido, com olheiras, não dorme, já não come tanto como antes e você.. – ela hesitou – está mais forte. – senti seu rosto esquentar.

Parando pra pensar.. tudo que ela disse é verdade, coincidência ou não, as mudanças começaram justo agora que falta 1 mês para meu aniversario de 18 anos, talvez seja apenas uma fase pré-maturidade.

– Não posso estar virando vampiro. – passei a mão em seus cabelos.

– Porque não? – ela levantou a cabeça pra me encarar com os olhos curiosos.

– Até onde eu sei, para virar vampiro.. é preciso ser mordido por um. Então, não é possível, a não ser que você seja uma vampira. – brinquei, dando meu sorriso torto que eu sabia que ela amava. Bella ficou num tom de vermelho-sangue, fazendo minha garganta arder.

Passei minha mão livre por seu rosto, chegando ao pescoço, sentindo o sangue pulsar sob meus dedos, fazendo minha boca encher de algo que não era água, meus dentes começaram a coçar.

Me afastei de Bella abruptamente, fazendo com que ela se assustasse.

– O que foi?

– Estou com fome – menti.

– Será que a Sra. Cope nos dispensa? – Bella perguntou pensativa.

– Claro, ela é me adora. – Eu ri. Bella revirou os olhos, murmurando um "convencido" tão baixo que quase não ouvi.

[...]

Estávamos chegando a minha casa, claro que não foi difícil convencer a Sra. Cope, bastou apenas meu melhor sorriso e ela se derreteu, acho que mais um sorriso e ela me daria despensa pelo resto da vida.

Assim que chegamos corri para a cozinha, mamãe estava decorando uma casa em Port Angeles e papai trabalhando no hospital.

Fiz um prato rápido – e o único que eu sabia -; arroz, bife e batata frita. Modéstia a parte o bife estava maravilhoso. Bella me olhava com os lábios franzidos, enquanto eu devorava um pedaço de carne.

– O que foi? – perguntei dando outra mordida no bife.

– Isso está cru Edward! – Ela apontou para o pedaço de carne em minha boca.

– Não está cru – murmurei de boca cheia. Ela revirou os olhos.

– A carne está quase falando de tão crua, e além do mais eu sinto o cheiro de sangue – ela franziu o nariz.

– Não está cru – repeti.

Bella apenas bufou, terminei de comer e lavei a pouca louça que sujei. Fomos para a sala, pouco tempo depois meu celular tocou.

Alice..

Eddie

Odeio que me chamem assim e você sabe.. Mary. – Alice odiava ser chamada de Mary, porque é justamente o nome da ex-namorada de Jasper.

Aghr! Precisamos conversar.. não saia de casa!

O que é?

É importante, me espere!

Ok, pequena.

Até mais..

Tchau.

Desliguei e fiquei tentando imaginar o que era tão importante assim, espero que Alice não tenha tido nenhum sonho comigo.

– O que Alice queria? – Bella perguntou.

– Não sei, ela só disse que era importante.

Ficamos esperando Alice chegar e Bella foi embora logo em seguida, disse que faria o jantar de Charlie.

– Então Alice, o que era tão importante? – me sentei no sofá e ela se sentou ao meu lado.

– Eu vi você mordendo a Bella.. – Alice mal terminou de falar, eu cai na gargalhada. Era isso?

– Alice.. isso é normal. – sorri ao lembrar do que Bella e eu fazemos quando Charlie sai pra pescar.

– Não era uma mordida normal – ela revirou os olhos – Bella estava sangrando e.. seus olhos.. estavam.. vermelhos.. – sua voz foi abaixando até ser somente um sussurro.

– Alice.. isso é.. besteira – tentei parecer serio, mais Alice me conhecia bem demais.

– Eu sei que seus olhos ficaram vermelhos ontem e- eu a interrompi.

– Não, eu não cheirei uma de vinte, Ok! – apertei a base do nariz entre o indicador e o polegar.

– Eu não ia dizer isso! – ela bufou.

– Se eu ouvir isso de novo vou surtar ok!? – suspirei.

– Tudo bem, mais eu tive sonhos estranhos com você.. – Alice fez um biquinho.

– O que acontecia? – perguntei confuso e preocupado, os sonhos de Alice sempre aconteciam, não importa o quanto eles fossem estranhos.

– Eu vi você atacando o papai, brigando com o Jacob – ela deu uma risadinha – e falando com um homem que eu não conheço.. mais se parecia com você.

– Como assim se parecia comigo? Porque eu ataquei o papai? O Jacó ficou machucado? – eu ri na ultima pergunta.

– Calma, calma! Bem.. ele tinha o seus traços e parecia ser bem novo. Hmm.. eu realmente não sei porque você atacou o papai – ela fez uma carinha pensativa, chega a ser engraçado – eu só vi você pulando no papai e mordendo ele. Eu realmente não sei quem saiu perdendo, eu vi o Jacob tremendo e então ficou tudo escuro.

– Porque raios eu fico mordendo as pessoas nos seus sonhos?

– Bem.. – ela se levantou – você – se afastou um pouco do sofá – vai virar um vampiro – e então saiu correndo, me deixando com cara de tacho no sofá.

Tentei digerir lentamente suas palavras mais minha cabeça estava trabalhando a todo vapor. Fiquei esperando que ela voltasse e dissesse algo como: "pegadinha do Malandro!". Mais ela não voltou, o que significa duas coisas; ou é verdade ou ela esqueceu de voltar com as câmeras.