Capítulo 2.
Isso não é irônico?
Era mais uma daquelas noites de sábado em que a chuva estava enfurecida e descontava sua raiva em meu cabelo, armando-o impiedosamente. Eu estava inteirinha ensopada, tendo andado a caminho do pubsem meu guarda-chuva. Foi um alívio ter entrado no Três Vassouras, sentir o ar quente e o cheiro de comida e bebida familiar. Deixei meu casaco em um cabide perto da porta de entrada, antes de me direcionar até a mesa em que sempre sentávamos.
Alice e James estavam lá, juntinhos, como sempre. Uma cena típica de nossas noites. Eles conversavam e bebiam, sorrindo, rindo, com certeza, de algo só deles. Alice tinha olhos verdes, cabelos cor de areia e era linda de dar inveja, talvez mais ainda do que sua prima Stephanie Escandalosa. Afinal, Alice não fazia nenhum esforço para ser; era natural em tudo o que fazia. Desde a aparência até os sentimentos que nutria pelo meu primo. James tinha um sorriso trivial constante, de lado, escarnecido e malicioso, como se estivesse sempre pensando em algum jeito de sacanear alguém. Às vezes era um tonto, mas do tipo mais charmoso.
Scorpius estava com eles observando as pessoas como gostava de fazer, e tinha essa mania de passar os dedos no cabelo loiro, distraído, como se não suportasse que caíssem em seus olhos. Estava usando uma camisa social preta com as mangas dobradas até os cotovelos e a gravata frouxa no colarinho, com três botões abertos. Ele tinha um ar tranquilo e despreocupado, e até sorriu quando me postei a frente deles, ciente de que molhava tudo ao meu redor.
Alice olhou preocupada; James me ofereceu sua caipirinha. Olhavam cheios de expectativas pela novidade que meus passos prometiam a eles. Acabei abrindo o sorriso mais leve e tranquilo que consegui dar. Scorpius arrastou uma cadeira com um pé para eu sentar ao seu lado.
– Antes de vocês perguntarem sobre isso– já fui dizendo, apontando para mim mesma e o meu cabelo ensopado –, eu esqueci meu guarda-chuva na casa do Brian hoje.
Os três ficaram me observando como se estivessem esperando mais informações, enquanto eu me sentava. Então acrescentei:
– Ah, sim. E nós terminamos de uma vez.
– Nenhum xingamento, nenhuma lágrima, só um guarda-chuva esquecido na casa dele? – riu James enquanto dava um gole na sua bebida, achando estranho. – E nós aqui, preocupados que você passaria pela porta aos prantos.
– É – concordou Alice me encarando com aqueles olhos grandes no objetivo de enxergar através de mim como se eu fosse uma porta de vidro. – Estávamos até decidindoo filme que íamos alugar hoje. Pensamos em um com a Katherine Heigl. Comédia romântica, sutil, sem compromisso de gostarmos, apenas uma sessão para te animar. Acha que precisa?
– Gente, não estou mal – falei depressa. – Sério. Brian e eu já não estávamos mais nos suportando. O que tem para comer hoje? Estou afim de um hambúrguer. Vou lá pedir para o Eric.
Eric, o barman, era tão musculoso que mais parecia o segurança. Tinha vinte e sete anos, no máximo, com o olhar distante e sorridente. Quando me viu sentando no balcão, largou o pano no ombro direito e disse:
– E aí, ruiva. Johnny te deixando com muita dor de cabeça?
Johnny tinha cinco anos e era um de meus alunos. E, detalhe, o filho de Eric. Ele foi casado aos vinte anos, uma vez me contou, mas se separou da moça quando Johnny nasceu. Eric não tinha a guarda do filho, mas amava aquela peste e estava sempre tirando folga do bar quando tinha o tempo para sair com o garoto.
– Ah, dessa vez não é ele, acredite.
– Então o que rola? – perguntou, entregando-me um copo e uma garrafa.
– Mudanças.
– Sei como é. Tenho um freguês que sempre pediu rum, mas hoje ele quis vodka.
– Mais ou menos isso – ri. – Passamos a vida inteira pedindo rum, de repente, então, sem nenhuma explicação, queremos vodka. – Quando ele encheu meu copo, franzi a testa. – Está querendo embebedar a professora do seu próprio filho?
– Se está dando dinheiro para essa espelunca, não me importo nenhum pouco – confessou.
– Está explicado porque Johnny não mora com você – eu tentei fazer a graça, mas não deu certo, porque Eric ficou muito sério de repente. Acho que esse tipo de assunto o deixava bem sensível. Arrependi-me imediatamente pela minha insensibilidade. Rose, idiota! – Ah, desculpe, Eric, não quis... minha cabeça está cheia. Brian e eu terminamos hoje e esqueci meu guarda-chuva preferido com ele. Peguei a maior chuva, provavelmente vou ficar resfriada amanhã. E... não queria te lembrar disso. Tenho certeza que você lutou muito para conseguir a guarda do Johnny. Essas coisas são bem complicadas mesmo. Mas as mães sempre conseguem porque geralmente...
Ele pareceu esquecer que estava chateado e interrompeu minha tagarelice nervosa:
– Você terminou com seu namorado?
– Sim, não estava mais dando certo.
Eric se debruçou no balcão, muito interessado.
– Legal, você podia sair comigo agora.
– Boa tentativa – sorri lisonjeada. – Mas sabe que não vai conseguir me embebedar para tanto, querido.
Como se fosse importante chamar uma mulher para sair toda vez que ela confessava ter terminado um relacionamento, ele apenas deu uma risada e cumprimentou quando Scorpius apareceu ao meu lado pedindo mais um whisky. Eric se afastou para os fundos atendendo ao pedido. Scorpius então olhou para mim, encostando-se no balcão. Ele tinha olhos acinzentados e intimidadores, mas eu bocejei para ele.
– Que foi?
– Conheço você, sabia? Mais até do que Alice e James juntos.
– Infelizmente. O que vai fazer? Me obrigar a dizer que eu chorei tudo a tarde inteira antes de vir aqui para não demonstrar que eu estou precisando de umdesses e não dos filmes da Katherine Heigl? – mostrei o copo com o líquido alcoólico.
– Viu? – ele sorriu de lado, meio satisfeito, olhando para a porta de entrada do Três Vassouras. – Nem preciso mais obrigá-la a me contar as coisas.
– E você não conte àqueles dois – mandei. – Não quero encher Alice com meus problemas.
– Se você fosse homem – disse Scorpius quando sua bebida chegou – eu levaria você a um stripclub, Rose.
– Mas como eu sou mulher... – estimulei para que continuasse.
– Geralmente eu ofereço a mulheres desiludidas cinco minutos de amasso no banheiro, para ajudá-las esquecerem um pouco os problemas, mas...
– Mas você agora está saindo com Stephanie e quer levar isso a sério – terminei por ele, bebendo um gole demorado da caipirinha. – E por falar em modelo de revista, ela acabou de entrar.
– Estou vendo. Bem, já que não podemos dar uns amassos – brincou – o que acha de eu ensinar você a andar de moto?
Quase cuspi o líquido na cara dele. Olhei para Scorpius durante vários segundos para me certificar se ele estava falando sério.
– Você faria isso?
Ele fez que sim.
– Você sacrificaria sua moto só para me ver animada?
Ele assentiu.
– Você voltaria a me ensinar a andar com a sua moto mesmo sabendo o quanto eu sou desastrada e que quebrei ela na última vez e você ficou muito puto comigo e prometeu que nunca mais ia me ensinar tal coisa?
Ele assentiu, mas tinha hesitado um pouco agora.
– Lembra o que eu disse sobre compensar sua ajuda com Steph?
– Isso é totalmente diferente. Eu podia morrer tentando andar na sua moto. Você não corre perigo de se acidentar, sei lá, transando com Stephanie. Eu acho.
Scorpius soltou uma risada despreocupada.
– Rose, um dia você vai ter que aprender a andar de moto. E um dia eu vou ter que aprender a manter uma garota por algum tempo na minha vida, certo?
Você manteve uma garota há mais de dez anos na sua vida, pensei em dizer mas logo compreendi que era em um sentido completamente diferente, então abanei a cabeça num suspiro.
– Quando começaremos ás aulas? – eu quis saber. Se algo me deixava meio para baixo, como fins de namoros ou algo assim, eu não costumava perder a disposição para as coisas. Muito pelo contrário. Quanto mais eu me ocupava com alguma coisa, melhor era para o meu estado de espírito.
– Amanhã não tenho nada para fazer – falou. – Podemos passear se não chover.
– Beleza. Amanhã então. Domingo. Fechado.
Scorpius ajeitou o colarinho da camisa, observando Stephanie saindo do banheiro. Ela estava ajeitando o cabelo, como se não admitisse nenhum fio desorganizado. Ainda não tinha nos visto, portanto desfilou com sua bolsa Prada até uma mesa ocupada por cinco garotas mais insuportavelmente sofisticadas. Tinha até poeira pairando sobre a mesa delas, provavelmente pelo excesso de blush naqueles rostos fúteis. Scorpius fez um muxoxo ao reparar nisso.
– Odeio que elas fiquem em bando – murmurou.
– Ei, mas se quer realmente ter algo a mais com ela – ensinei – deve aguentar as amigas.
– Então vou me aproximar. – Ele esperou que eu desse uma opinião sobre isso.
Eu não entendia porque ele fazia questão de ter meus palpites. Scorpius era capaz de conquistar qualquer mulher só olhando para ela. Que diferença faria dizer a ele para se aproximar ou não? Mas era como a cautela que se tem quando entra num ambiente novo. Hesitamos e nunca sabemos se alguma coisa vai sair do jeito que a gente espera. Scorpius estava pisando em um território muito novo.
– Scorpius, só haja naturalmente. Ok, não tão naturalmente, porque ainda proíbem sexo em público.
– Certo.
Ele se afastou para cumprimentar Stephanie. Ao fazer isso, conseguiu arrancar o maior sorriso no rosto da moça e lhe dar um beijo nos lábios. Por consequência, despertou o interesse em todas as amigas dela ali. Elas abriram um espaço para ele se sentar e Scorpius aceitou, ficando ao lado de Stephanie. Alguns minutos depois já estava com o braço ao redor dela, tranquilo, elegante, contando algo interessante que a fazia dar risada. Não eram risadas tão altas quanto os gemidos que eu bem escutava à noite. Mas eram significativas também.
Voltei para a mesa com Alice e James, ainda com o copo.
– Scorpius não vai voltar aqui tão cedo – contei.
– Finalmente o tarado foi fisgado – exclamou Alice, satisfeita. – Sempre soube que no fim Scorpius tinha essa vontade absurda de dormir de conchinha com uma garota! Só não imaginava que ia ser com minha prima, mas a gente releva isso, não tem nenhum problema.
Eu tive que rir.
– Estranho, não acham? Ele querer uma namorada agora – franzi a testa. – Teve tantos anos para isso.
James deu de ombros.
– Uma hora acontece. Olha para mim e Alice – e sorriu como se pedisse que tirasse uma foto deles. – Ela me fisgou totalmente, não é, amor?
– É, mas Scorpius nunca namorou – argumentei.
– Do mesmo modo que você nunca teve uma noite de prazer com um estranho, Rose – analisou Alice. – Vai me dizer que já não teve essa vontade, mas seus princípios caretas nunca deixaram?
– Eu não sou careta – retruquei. – Não dormia com nenhum estranho porque eu tinhaum namorado.
– Então agora quer dizer que você faria isso? – James deu um sorrisinho, desafiando-me. – Afinal, você está solteira agora.
Dei de ombros, mas hesitei em responder. Talvez, se por um acaso...
– Todo mundo precisa de loucuras, Rose – disse Alice. –Você não terminou com Brian porque uma vilã de novela queria separar vocês ou algo assim. Todo mundo precisa de loucuras, pense bem nisso.
E eu realmente pensava nisso. Passei três anos namorando o mesmo cara, sendo elogiada pelo mesmo cara e dormindo com o mesmo cara. Minha vida tinha se transformado em um tédio e eu me acostumara a ele de forma banal. Relacionamentos não deviam ser banais. Eu via como Alice se comportava com James. Por mais que existissem dias ruins em seus trabalhos, estavam sempre sorrindo um para o outro, fazendo coisas novas e nunca se deixando levar pelo ordinário. Tudo para eles era uma aventura. A última coisa emocionante que Brian tinha feito comigo foi me levar para assistir ao pôr-do-sol, mas na verdade tinha ido até lá porque seus amigos estavam chamando para ficarmos bêbados. E eu não ficava bêbada com outras pessoas que não fossem com meus próprios amigos de verdade.
Brian era uma ótima pessoa, mas estava na cara que ele também não iria conseguir ficar mais tempo comigo. Nem mesmo as transas estavam divertidas. Eu começara a me sentir obrigada a transar com ele em um algum momento para lembrar a mim mesma que estávamos namorando e que era só uma fase pela qual devíamos passar juntos. Casais tinham crise, certo? Mas então quando Alice começou a morar com James para valer, eu percebi uma coisa. Brian e eu também estávamos agindo como casados. E perceber isso me assustou bastante, porque pensei no que minha mãe sempre dizia.
"Olha, Rose, quando você encontrar o homem da sua vida nenhuma preocupação no futuro irá fazer diferença. Ele deve te enviar aquela sensação de que você não consegue viver a vida sem ele, em hipótese alguma."
"Mãe, não está se esquecendo de algo ainda mais importante?"
"O que, filha?"
"Eu não sei. Talvez sexo."
Quero dizer, veja bem. Esse negócio de ter um homem que me enviasse a sensação de ser impossível viver sem ele não se aplicava a casos amorosos. Eu não via minha vida sem Scorpius, por exemplo. Ou sem James. Ou sem Albus. Ou sem meu pai.
"É, filha, tem razão" ela disse depressa quando argumentei isso com ela.
"Brian e eu estamos um tédio na cama. Você não iria me julgar por estar querendoterminar com ele por causa disso, iria, mãe? Acho que quero terminar com ele."
E, sim, eu ainda falo com minha mãe antes de tomar uma decisão difícil.
Mas ainda não sou careta.
– Você é sim – teimou James.
– Não sou não.
– É sim!
– Não sou.
– Você é muito careta.
– Não sou!
E então eu fiz a cagada.
Apostei com James Potter.
– Eu consigo transar com um estranho. Aposto quinze libras!
– Rose, acho melhor largar esse copo – Alice tirou da minha mão, cautelosamente.
– Opa, agora a coisa está ficando interessante – disse James jogando as mãos pro ar. – Quinze libras apostadas. Rose Weasley vai para a cama com um estranho!
– Eu não vou essa noite.
– Tudo bem, você terminou um relacionamento de três anos. Nada mais justo do que esperar até amanhã. Você escolhe ou eu escolho o cara?
– Eu escolho, lógico!
– Alice está de prova. Nós apostamos. E você vai fazer loucuras, coisas que você nunca fez antes.
– Ótimo! Eu faço até uma lista se quiser.
– Isso é tão careta, Rosie!
– Cala a boca. Me dá uma caneta, Alice, você tem?
Ela tirou da bolsa uma caneta de assinar cheques. Eu comecei a escrever no guardanapo:
"Coisas que vou fazer agora que estou solteira."
Por Rose Weasley
Ter uma noite de prazer com um cara que você nunca conheceu.
Aprender a andar de moto.
Comprar um guarda-chuva novo.
Ser mais mais loucuras.
Não me arrepender de nada.
Lembrando que eu estava meio bêbada quando fiz a lista. Mas uma aposta era uma aposta e James nunca se esquecia de apostas. Apertamos a mão, Alice testemunhando tudo. E Scorpius chegou bem na hora que nós três assinávamos o guardanapo. Ele estava segurando a mão de Stephanie.
– Rose vai transar com um estranho! – contou James de repente, explicando nosso comportamento afobado.
Scorpius soltou uma risada e fez aquele arrogante aperto no nó da gravata.
– A nossa Rose? Duvido. Ela mal consegue conversar com estranhos.
– Sexo não é conversa, é? – eu me levantei e enfiei o guardanapo no nariz dele. – Está até na minha lista. Vou fazer. Não duvide!
Ele ergueu as sobrancelhas.
– Tudo bem, então. Se está na sua lista deve ser importante pra você. Stephanie e eu vamos ao cinema.
– Que fofos!
– O que vão assistir? – perguntou Alice.
– Os Cavaleiros da Cidade 3. Vocês querem ir também? – quis saber Stephanie, e meu queixo caiu.
Os Cavaleiros da Cidade eram nossos filmes preferidos. Meu e de Scorpius. Nossa tradição era assistir aos filmes juntos. Scorpius tinha passado meses lembrando a mim do filme e de que ia comprar ingresso para nós dois assim que pudesse. Esperava que assistíssemos primeiro do que todo mundo, como fizemos nos últimos seis anos, mas pelo visto ele priorizou o cinema para a Stephanie Escandalosa, que, eu tinha certeza, não gostava de filmes épicos como eu gostava.
– Ahh, não, não queremos atrapalhar vocês – disse Alice depressa, o que agradecimuito. – Eles beberam um pouquinho. Você sabe como James e Rose ficam quando bebem juntos, Scorpius. Se a mais sensata do grupo não resiste aos drinques, agora eu tenho que ficar aqui para tomar conta.
Ele assentiu, franzindo a testa para mim. Eu estava enfeitando o guardanapo com mais itens para a minha lista sem olhar para os dois.
– Até amanhã então – Scorpius disse. Não respondi.
– Tchau – disseram James e Alice em uníssono. Quando Scorpius e sua namoradasaiu do Três Vassouras, James disse para mim: – Você apostando comigo que consegue pegar um cara desconhecido por uma noite enquanto Scorpius está indo ao cinema com uma garota. Isso não é irônico?
Não sei. Só pensei que não haveria graça assistir ao filme agora sem ouvir os comentários de Scorpius ao meu lado no cinema. Ele já ia assistir com Stephanie. Seis anos de tradição, desde a estréia do primeiro filme, quebrados. Seis anos. Assim como três anos namorando Brian e agora tudo terminado. Assim como vinte e quatro sem ver Scorpius com uma namorada e agora tudo enlouquecido.
Olhei para a lista no guardanapo. Se todos estavam mudando, não vi porque continuar sendo a mesma sensata e careta Rose Weasley de sempre.
Bem, eu ia completar tudo daquela lista.
E não ia me arrepender de nada.
Segundo capítulo prontinho! Será mesmo que Scorpius quebraria a tradição deles com a escandalosa? Sintam-se a vontade para não gostarem de Stephanie - e esperem o próximo capítulo HEHEHEHEHE POR FAVOR COMENTEM, é só escrever, não custa nada certo? Além disso, comentários me dão inspiração e eu posso postar rápido quando tenho inspiração :) Espero que tenham gostado! Beijos.
