Escrita por: Versão original em inglês: Queen Vampyre Akasha

Versão em espanhol: Lilia Black

Tradução: Ilia-Chan

Betagem: Videly


N/A:

Savvy: Bem, eu consegui um novo datilógrafo.

Remus: …Isso está errado. Ela me sacaneia na estória e eu acabo tendo que digitar para ela.

Savvy: Quieto!

Remus :calado:

Savvy: Melhor assim. :Sorriso Diabólico:

Remus: Socorro:Com cara de assustado:

Savvy: Não enche, Remus. Ninguém vai escutar seus gritos


:Março, o primeiro mês:

Dia Primeiro: O Plano

―Black, afinal sobre o que é esse plano?― Snape sibilou, estreitando seus olhos.

Sirius havia levado Gilderoy Lockhart e Severus Snape para sua sala de estar juntamente com Remus (que não estava com uma cara das mais saudáveis) e Harry, que não conseguia parar de rir.

―A minha idéia é a aquela que eu descrevi na carta que mandei para vocês.― Sirius disse.

―Você tem algum espelho por aí?― Gilderoy pediu. ― Eu acho que meu cabelo está um pouco desarrumado.

Todos em volta de Lockhart ficaram em silêncio, completamente embasbacados pela lógica do loiro.

―Continuando.― Sirius disse. ― Como eu disse na carta, eu não sei se o bebê que Remus espera é realmente meu. Então vocês estão aqui para termos certeza!

―Como, Black?― Snape perguntou. ―Você vai ter que esperar nove meses de qualquer maneira. Por que nos trazer para cá agora?

―Porque vocês podem deixar o país.― Harry respondeu como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo.

―Cale a boca, Potter.― Snape sibilou novamente.

―De qualquer modo, eu não estou certo de que o filho é meu, então vocês devem ficar por perto.― Sirius disse simplesmente.

―E o que te faz pensar que nós vamos ficar?―Gilderoy perguntou.

―Ah, é simples. ―Sirius disse. ―Acontece que eu sei de uma certa pessoa que foi dar em cima de uma moça linda e levou um fora dela na semana passada .

Gilderoy riu nervoso.

―Ela queria um autógrafo, eu juro

E,―Sirius continuou, não querendo saber de explicações― Eu sei que alguém costumava ter uma queda por CERTAS pessoas.

Severus engasgou-se.

―Você não sabe de nada.― Defendeu-se dramaticamente.

―Tem certeza?― Sirius ergueu uma elegante sobrancelha.― Seus quartos são lá em cima. E Harry concordou em vigiá-los.

Gilderoy e Severus voltaram-se para encarar Harry.

―Muitíssimo obrigado, Potter.―Severus disse de forma sarcástica― Agora eu estou preso aqui com um animago louco, um garoto que nunca usou um pente na vida e …

Severus foi interrompido por um Remus muito apressado que saiu correndo em direção do banheiro, tapando a boca com uma das mãos.

―E um lobisomem com enjôos matinais.― murmurou em derrota.― Tudo bem, Black, eu aceito ser sua companhia.

―Não que nós tivéssemos escolha.― foi a vez de Gilderoy falar.― Mas o que ficaremos fazendo por aqui nesses noves meses?

―Bem, como o bebê pode não ser meu, por que eu deveria tomar conta de Remus sozinho?― Sirius argumentou.

―Você está de brincadeira!.―Os supostos outros "papais" responderam em coro.

―Eu queria que ele estivesse.―Remus gritou do banheiro.

―Não estou, vocês dois juntamente comigo, são os responsáveis pela saúde de Remus e do neném.

Severus olhou feio para Remus quando esse estava voltando à sala.

―Maldito seja, Lupin.― Ele disse.― Maldito seja.

―Pelo quê?―Remus perguntou.

―Maldita seja a sua fertilidade.

Dia 14- Barf Bucet (1)

―Siri?―Ouviu-se um lamento.―Siri, você está aí?

―Não, ele não est�, Lupin.― Severus respondeu do quarto de hóspedes.―O que você quer?

―Uma sopinha seria muito bem vinda.

Severus resmungando veio até o quarto que Remus estava.

Pelas duas últimas semanas o lobisomem estava muito mal. Ao menos eram apenas enjôos matinais. Mas ninguém teria sossego enquanto o bebê não nascesse.

―E por que eu deveria fazer isso?

―Faça a porcaria da sopa pra ele, Severus.― Gilderoy disse.―Quando Black chegar ele pode tomar conta do resto.

―E por que você não faz isso?― Severus berrou.

―Porque estou ocupado!

―Vocês dois querem parar de brigar POR FAVOR.― Remus implorou.― Minha cabeça está me matando e vocês só estão piorando as coisas.

―Você não se meta! ―Os outros dois gritaram.

―Talvez o bebê seja seu, Lokchart. Você deveria ajudar também.

―NÃO é dele! ― Remus retorquiu.

―Certo!― Harry gritou de seu quarto.―Eu faço! Só, CALEM A BOCA!

―Eu acho que vou vomitar.― Remus lamuriou.

―Assim como eu.―Severus disse saindo do quarto. ―Gilderoy é terrível o bastante pra deixar qualquer um doente.

―Não, eu LITERALMENTE vou vomitar.―Remus disse saindo da cama.

Severus contorceu-se de nojo enquanto ouvia os sons vindos do banheiro.

―Traga um balde, Potter!― Severus disse.

Dia 25– Dores de Cabeça

Todos os cinco homens estavam sentados à mesa de jantar.

Severus e Sirius estavam discutindo, não na intensidade de costume, mas ainda assim discutindo.

Gilderoy estava lá folheando um álbum com antigas fotografias dele mesmo.

Harry observava a todos cuidadosamente, assim como Remus, que tentava manter o café da manhã no estômago com aqueles montes de comida à sua frente. Ele não queria ferir ninguém naquele dia. Ele estava com humor tão 'bom' quanto ou pior do que o de Gina em sua última TPM.

―Vocês dois poderiam parar? ―Remus pediu apoiando sua cabeça no ombro de Harry.

Harry olhou para Remus, pensado em livrar aquele peso de si. Porém, ele lembrou-se que Remus havia estado um tanto rabugento nos últimos dias e resolveu deixar como estava.

Severus continuou a discutir com Sirius.

―Black, apenas cale a boca e me passe as ervilhas, OK? Eu estou tentando ser civilizado, mas…

―Você quer as ervilhas?―Sirius perguntou, pegando uma colher cheia de ervilhas.―Tudo Bem.

Com um movimento de pulso, Sirius lançou o vegetal em Severus, que ficou com alguns pontinhos verdes presos nos oleosos cabelos negros.

―OK, Black eu vou pagar na mesma moeda.―Severus rosnou, catapultando com a colher um punhado de purê(2) de batatas.

…O qual caiu no rosto de Gilderoy.

―Ahhh! Eu nem estava na briga, por que estou todo sujo?

―Oh, parem!―Choramingou Remus, massageando suas têmporas delicadamente. Uma briga séria estava para acontecer e ele não estava com paciência para aquilo hoje.

Gilderoy pegou um pedaço de pão e atirou-o em Severus.

…Só para atingir a face de Harry.

―Desde quando eu estou nessa discussão?―Disse Harry se levantando.

Foi Harry erguer-se e a cabeça de Remus escorregar do ombro do outro, piorando a dor do outro.

Isso foi à gota d'água.

―CALEM A BOCA!― Remus urrou e sua face estava vermelha.

Todos os outros pararam.

―Agora os quatro vão limpar toda essa algazarra.―Remus disse tremendo de raiva.

―Por que eu?―Harry perguntou―Eu só estava…

Remus rosnou para ele.

―Sim, senhor.―Respondeu mais do que rápido, olhando para os pés.

―Entenderam?―Analisando todos eles.

Quatro acenos de cabeça responderam positivamente.

―Ótimo. E se eu ouvir um pio de qualquer um. Eu vou deixar vocês trancados do lado de fora e na chuva. Ouviram?

Mais quatro acenos positivos.

Gilderoy pegou a varinha.

―Não, Lockhart, vocês vão limpar isso tudo com as MÃOS, nada de mágica.

Gilderoy guardou a varinha de volta e bufou.

―Disse alguma coisa, Lockheart?―Ameaçou.

―N…

―Por que está falando, eu acho que pedi silêncio.

Gilderoy calou-se e assentiu.

―Melhor. Eu vou estar lá em cima.

Assim que Remus subiu alguns degraus, um burburinho veio da direção dos homens na sala de jantar.

―Eu ouvi dizer que a noite hoje vai ter muitos raios. Eu odiaria estar lá fora.

Toda a conversa morreu depois disso.

Dia 31 – Cansaço.

Gilderoy e Remus acabavam de sair pela porta da frente.

Hoje era o dia de Gilderoy ser o guarda-costas do gestante. Ele foi incumbido de levar Remus ao St. Mungus, e escoltar o homem de olhos dourados era tudo que ele não queria.

Eles estavam indo ao hospital naquele momento, e o loiro não tinha intenção de tentar aproveitar a saída.

―Tem certeza que não prefere que Severus vá com você?― Gilderoy perguntou.

―Pare de tentar se ver livre disso. Eu tentei. Sirius não ia me deixar fora disso também.

―Mas…

Remus rosnou para o loiro.

―Vamos.―Gilderoy disse caminhando decidido logo atrás de Remus.

Logo eles estavam na sala de espera do St. Mungus brincado de fazer círculos com os polegares e aguardando pacientemente.

―Gilderoy?― Remus perguntou deixando de lado a revista que estivera folheando.

―Sim?

―…Você não… Você não gosta mais de mim, não é?― Remus perguntou e seu tom era nervoso, recusando-se a encará-lo.

Gilderoy empalideceu.

―Para ser honesto.― Começou Gilderoy.― Só um pouquinho.

Remus sorriu.

―Você não acha que é seu, acha?―Perguntou.

―Eu ESPERO que não.―Gilderoy disse―Black me mataria.

―Eu não consigo enfiar isso na cabeça dele.―Lastimou-se.―Ele não acredita em mim.

―Ele irá.―Gilderoy disse, tentando consolar Remus que parecia querer desabar em prantos a qualquer momento.

―Gilderoy?

―Sim, Remus.―Gilderoy disse e sorria enquanto admirava o brilho dos olhos de Remus.

―Sua mão está sobre minha coxa.―Remus informou.―Isso é muito desconfortável.

Gilderoy olhou para baixo e viu onde sua mão esquerda estava. Ele rapidamente puxou-a de volta ao próprio colo.

―Obrigado.―Disse Remus se virando e dando as costas a Gilderoy.

―Remus Lupin?―Uma voz chamou.―Consultório 36B, por favor.

Remus e Gilderoy caminharam até a sala e foram recebidos por uma pequena bruxa rechonchuda.

―Ah, Remus?―A Bruxa inquiriu.―Você não era casado com Sirius Black?

Gilderoy já ia responder, mas Remus foi mais rápido.

―Sirius… não pôde vir hoje. Ele pediu para Gilderoy me acompanhar.―Mentiu.

A bruxa acreditou e disse:

―Bom, então, dispa-se e nós iremos começar.

Remus ficou sem cor.

―Me despir?―Perguntou.

―Retire sua roupa, Senhor Lupin.

Remus corou dessa vez.

―Gilderoy, fique de costas.―Remus pediu gentilmente.

―Mas…

―FIQUE DE COSTAS!

Gilderoy virou-se imediatamente.

A bruxa sussurrou no ouvido de Lockhart: ―Nunca discuta com dois tipos de pessoa: Lobisomens e gestantes. Infelizmente você tem os dois numa mesma pessoa.

Remus sentou-se na maca usando nada mais que uma cueca azul.

A bruxa apalpou e empurrou seu ventre por quase vinte minutos, fazendo alguns sons e anotando algo eu uma prancheta. Todo esse processo já estava deixando Remus meio paranóico.

Gilderoy ainda estava ali parado de costas para tudo. Ele estava tentado a dar uma espiada no corpo seminu de Remus, mas conteve-se. Tinha que agüentar firme.

―Pode se vestir agora.―Disse a bruxa.

Gilderoy quase se virou.

―Fique aí.―Remus ordenou, começando a passar a camisa pela cabeça. E o outro obedeceu.

―Está tudo na mais perfeita ordem.―Disse a bruxa.―Você tem tido enjôos, dores de cabeça? Fadiga, talvez?

―Isso tudo.―Respondeu Remus.

―Tudo super normal.― A pequena bruxa disse.―Você poderá notar algumas mudanças na estrutura de seu corpo durante esses primeiros meses.

―Como o quê?―Remus perguntou.

―Basicamente, alargamento nos quadris. Nada para se preocupar, a não ser que você seja uma pessoa vaidosa.

Remus sorria balançado a cabeça negativamente e vestiu o suéter.

―Já pode se virar, Gilderoy.―Remus disse saindo de cima da mesa.

Ele foi embora do consultório e Gilderoy ia logo atrás dele.

:Fim do capítulo Dois:


N/A:

Notinhas de Rodapé pra deixar o povo curioso:

(1) Eu não achei a expressão em canto nenhum, se alguém tiver alguma sugestão sou toa ouvidos. Acho deve ser algo relacionado às náuseas da gravidez, mas achei melhor não arriscar;

(2) Bem, escrevi assim e o Word aceitou… Mas eu sei que tem gente que pronuncia na forma francesa/- como se fosse 'i' ao invés de 'u';


Nota do Grupo Os Tradutores:

Aqui está mais um capitulo dessa maravilhosa fic!

Adoramos todo o retorno que essa fic teve e ficamos realmente muito felizes que nosso grupo esteja realmente dando certo.

Agradecimentos à: Jessie Lovegood, Sarah-Lupin-Black, Alessa, Dana Norram, Tininha, Aniannka, Cami Rocha, Kisa, Bárbara G.; muito obrigado mesmo pela força!

Até o próximo capítulo!