Capítulo 2

Primeiro, América ficou chocado, depois deprimido, mas agora estava apenas irritado. Que tipo de máquina do tempo quebra depois da primeira vez de uso? Tudo bem, havia caído refrigerante nela, mas isso não é desculpa para máquina quebrar totalmente!

Ele resmungou e se jogou pesadamente no chão, perto de uma pilha estúpida de lixo. Nem o celular ele tinha, havia deixado na casa de Japão. Não que ele tivesse cogitado ligar para alguém, América só queria seus jogos para não morrer de tédio. Isso antes da bateria acabar, depois ele literalmente morreria de tédio.

Não havia absolutamente nada lá, com a exceção de algumas rachaduras na terra. Talvez ele as enumerasse antes de inventar amigos imaginários, como Inglaterra fazia.

Ele sentia falta de Inglaterra, sentia falta de todos. América nunca mais os veria, nem veria nada vivo. Ele podia muito bem-

Ele piscou. Podia ver alguma coisa distante, alguma coisa se mexendo.

"Eu devo estar ficando maluco." América suspirou. Ele só estava lá há dez minutos. Deve ser um recorde.

A figura se movia lentamente. À medida que se aproximava, América podia observar que aquilo parecia estar vestindo algum tipo de capa.

E, o mais importante, tinha forma humana.

América se levantou. Se essa pessoa fosse real, não apenas um delírio seu, ela poderia ajudá-lo com sua máquina do tempo. Aquele era o futuro, afinal de contas. Eles devem ter inventado isso há anos.

"Ei! Aqui!" Ele gritou acenando freneticamente. A figura virou a cabeça em direção a América. Mas, invés de ir de encontro ao estadunidense, ou até mesmo acenar de volta, a figura se virou e correu o mais rápido que pode na direção contrária.

"Que diabos?" Pensou América antes de persegui-lo.

Apesar da grande vantagem da criatura sobre América, ela não era muito rápida. América rapidamente ganhou terreno e se aproximou.

"Por que você está correndo?" Ele perguntou quando estava confiante que a pessoa não escaparia. Ela olhou para trás, surpresa, mas não respondeu, apenas tentou desesperadamente correr mais rápido. América não podia ver direito os olhos da pessoa, mesmo que o capuz estivesse abaixado quando começaram a correr, mas tinha algo de familiar naqueles olhos...

Uma grande rachadura separou América de sua presa. O estranho diminuiu levemente a velocidade, olhou para trás, mas não parou.

América olhou para seus pés. Subitamente, a terra parecia muito mais frágil e quebradiça.

Com cuidado, ele deu mais um passo a frente, mas esse movimentou causou mais milhões de fendas na terra.

"Ai, mer..." Mas América não pode terminar sua frase, nesse momento a terra sob seus pés desabou, derrubando o americano.

América gemeu enquanto acordava. Abriu os olhos devagar, deixando-os se acostumar com o escuro.

Ele não tinha ideia de onde estava, mas percebeu duas coisas:

1. Seus braços estavam amarrados nas costas

2. Ele não estava sozinho

Duas figuras encapuzadas estavam paradas um pouco distantes de América, o capuz cobria até um pouco abaixo dos olhos, impedindo América de ver todo seu rosto. Eles estavam conversando sem notar que América já havia voltado à consciência. Apesar da capa do estranho que havia no terreno baldio ser preta, essas capas eram de uma cor marrom suja.

"O que... O que está acontecendo?" Perguntou América, tentando se livrar das cordas.

As duas criaturas se separaram rapidamente dado ao espanto do som da voz de América.

"Então você acordou." Disse a primeira voz, fria. América empalideceu quando o primeiro estranhou sacou um objeto com formato de arma de dentro da capa.

A pessoa caminhou até ele, levantou a arma vagarosamente.

"Quem é você?" Perguntou a segunda voz, um pouco menos áspera que a primeira.

América não respondeu, ele estava muito ocupado encarando a arma.

"Responda a pergunta!" Rosnou o primeiro, aproximando a arma da testa de América.

"A-América! Meu nome é América!" Ele gaguejou, sua voz saindo mais fina do que havia previsto.

"Certo, América, de onde você vem?" Perguntou o mais calmo.

"Um... América?"

Se não fosse pelo capuz, América teria certeza que o segundo estava o encarando.

"Você acha isso engraçado?" Perguntou o segundo, sua voz parecia bem mais perigosa agora.

"N-Não acho." As pessoas até podiam dizer que América era idiota, mas ele sabia que não era uma boa ideia contrariar um homem que apontava uma arma para ele.

O primeiro voltou para perto de seu parceiro.

"O que você acha que devemos fazer com ele?" Perguntou o homem armado, sem desviar o olhar de América.

"Ele pode ser um espião. Devemos matá-lo." Respondeu o segundo.

América decidiu que não gostava mais do segundo.

N/T: Dessa vez a tradução foi da Naty Lupin e eu betei (não sou grande coisa como beta, mas dá pro gasto).

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