Coração de Leão
By Dama 9
Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem.
Boa Leitura!
Capitulo 2: O Vôo da Águia.
Sentiu algo gelado correr por seu braço, enquanto tudo ainda permanecia escuro. Onde estaria? –ela se perguntou, sentindo a cabeça latejar.
Tentou se mexer um pouco, mas parou sentindo dor. Instintivamente levou a mão até o ombro.
-Calma; ouviu uma voz infantil pedir, retendo-lhe a mão.
Parou por um momento, tentando reconhecê-la, sem perceber seu corpo relaxou ao sentir um cosmo cálido aproximando-se e ouvir uma voz conhecia.
-Ela já acordou?
Não sabia onde estava, mas sentia-se bem ali. Segura, como a muito não sentia. Um cheiro de alecrim chegou até si, deveria ser algum curativo que estava sendo feito, porque aquela sensação de frio, ainda perdurava. Mas não se importava com isso, apenas aquele cosmo presente, era o suficiente para lhe acalmar.
O cosmo se afastou, queria pedir que ficasse, mas recriminou-se imediatamente por tal pensamento. Era uma amazona, não podia se apegar nesse tipo de sentimento; ela tentou se convencer.
-Cuide dela; a voz avisou, já longe.
-Pode deixar; a voz infantil respondeu.
Aos poucos sentiu o corpo relaxar e caiu no sono, mesmo lutando contra o sono.
-o-o-o-o-
Andava de um lado para outro, estava quase abrindo um buraco no tape com isso, mas quem se importa? –ele pensou, quase rosnando com o que acabara de ouvir de Garahn.
-Pare com isso; Garahn falou, dando-lhe um cascudo.
-AI SEU IDIOTA; o leonino rosnou, serrando os punhos, para em seguida, para massageando a cabeça onde sentia que logo um galo se formaria.
-Ficar assim não vai adiantar nada; o amigo falou, calmamente.
-Puff! –Aiolia resmungou, continuando a andar.
Que os deuses lhe dessem muito paciência agora, ou um certo vilarejo de amazonas iria ser dizimado por suas garras; ele pensou, estalando-as instintivamente, lembrando-se de como a amazona estava com Litus.
Ela não acordara, alias, com aquela mascara era impossível saber disso, sem que ela quisesse. Mas não conseguia admitir que alguém tivesse tentado mata-la daquela forma, porque era isso que fizeram.
-Mestre Aiolia; Litus chamou, aproximando-se da sala.
-Como ela esta? –ele perguntou a queima roupa.
-Bem, esta dormindo; a garotinha respondeu. –Já terminei os curativos e coloquei a camisa que mandou no lugar da outra; ela explicou.
Deu um suspiro aliviado, deixando-se cair no sofá.
-Graças aos deuses; ele sussurrou, passando a mão nervosamente pelos cabelos, já não tão vermelhos quanto antes.
-Esta vendo; Garahn falou, como se já prevê-se que isso iria acontecer.
-Mestre Aiolia é melhor descansar um pouco; Litus sugeriu, preocupada.
-Mas...;
-Não seja teimoso; Garahn o cortou. –Vá tomar um banho e esfriar a cabeça; ele completou.
-...; Aiolia assentiu, dando-se por vencido. –Garahn, pode ir buscar aquele negocio pra mim? –ele perguntou.
-Claro, mas acho besteira você continuar com isso; ele o repreendeu.
-É melhor você ir logo; Aiolia falou aborrecido, deixando a sala.
-O que aconteceu? –Litus perguntou, confusa.
-Não se preocupe, agora vá descansar um pouco que ela deve demorar a acordar; Garahn avisou.
-...; A garotinha assentiu, voltando pelo caminho que fizera inicialmente.
-o-o-o-o-
Sentiu o corpo ainda um pouco dolorido, mas era apenas um leve incomodo. Deu um baixo suspiro, estava realmente cansada, mas de alguma forma estava se sentindo nova em folha.
Abriu os olhos lentamente, deparando-se com um cômodo bastante luxuoso, se comparado com as casas do vilarejo; ela pensou.
Uma arquitetura daquelas só vira no ultimo templo a muito tempo, quando tivera a primeira reunião com o Grande Mestre, quando fora apresentada a ele por sua mestra, depois disso, só recebera ordens e recado por intermediários, nada mais...
Levantou-se da cama, contendo um leve gemido de dor.
Olhou melhor em volta, vendo que estava sozinha e para sua surpresa, que não estava com sua blusa e sim com uma camisa duas vezes maior do que si; ela pensou, aproximando-se de um espelho.
A única coisa que lembrava era que estava no bosque e depois encontrara com Aiolia.
Aiolia...
Engoliu em seco ao lembrar-se que apagou depois. Instintivamente levou as mãos até o rosto. Embora estivesse olhando para o espelho e vendo a mascara ali, não pode conter o impulso de garantir isso.
Sabia que ele jamais se aproveitaria da situação, mas a curiosidade as vezes pode ser o pior inimigo de alguém.
Suspirou aliviada, abrindo parcialmente a gola da camisa, vendo que fora feito um curativo em seu ombro.
Será que fora ele? –a amazona se questionou, mas balançou a cabeça freneticamente para os lados, lembrando-se da voz infantil que ouvira. Provavelmente daquela garotinha filha do escultor.
Voltou-se para trás vendo em cima da cômoda um porta-retrato. Não conteve a curiosidade em se aproximar.
Deparou-se com dois rapazes, um deles vestindo armadura e outro não, mas ambos com sorrisos felizes nos lábios.
O mais jovem logo reconhecem como Aiolia apesar do cabelo e o outro, era Aioros; Marin pensou, tocando delicadamente o vidro.
Os olhos dele brilhavam tanto que se sentia contagiada, ainda mais pelo calor do sorriso dele e cativada e envolvia. Tão diferente de como era agora; ela pensou, dando um baixo suspiro.
Às vezes se pegava a pensar que Aioros não havia morrido. Já ouvira alguns sentinelas de Ares comentando que a historia sobre o corpo dele ter sido encontrado, era suspeita e mal contada, mas ninguém ousava contrariar o mestre, mesmo porque diziam que fora Shura de Capricórnio a encontrá-lo.
Não sabia o porque, mas não acreditava nisso, muito menos na traição de Aioros. Pelos comentários que ouvira de alguns vermes apadrinhados por Ares, ele era bem diferente de Shion, era como se ele tivesse duas faces.
Uma boa e outra má... Que ninguém nunca sabia qual era a que imperava em dados momentos. Mas isso não era importante agora; ela pensou, deixando os olhos correrem pelo quarto em busca de um banheiro.
Deu um baixo suspiro, era melhor encontrar um logo; a amazona pensou, abrindo lentamente a porta do quarto e colocando a cabeça para fora. Ninguém a vista; ela pensou, deixando o quarto.
Deu alguns passos para fora do quarto, buscando pelo banheiro, não era possível que aquele templo sendo tão grande, não houvesse um banheiro naquele corredor. Parou por um momento, vendo a três portas de distancia, uma entreaberta e dela conseguia ouvir o som de água.
-"Será?"-ela se perguntou.
Encaminhou-se até a porta, abrindo-a lentamente. A única coisa que via era uma tênue fumaça esbranquiçada de um ponto no chão. Provavelmente uma sala de banho, bem ao estilo grego; ela pensou, fitando o cômodo com curiosidade.
As paredes eram revestidas de mármore e poucos passos de onde estava pôde ver um grande aparador e um armário, naquela mesma parede um espelho relativamente grande. Aproximou-se com cautela, vendo que parte do piso estava molhado e como estava descalça, poderia escorregar.
Abriu alguns botões da camisa, abaixando um dos braços. Tomando o devido cuidado para não danificar o curativo, precisava ver o estrago feito pelas unhas da Cobra; ela pensou, suspirando cansada. Pelo menos a dor passara e poderia ir embora logo, mas como encarar o leonino depois do que acontecera? –Marin se perguntou.
-Garah, você demorou. Cadê a porcaria da tinta, ele já ta claro de novo;
Sentiu o corpo enrijecer ao ouvir aquela voz, não era possível; ela concluiu, virando-se lentamente para o lado e vendo que a tênue fumaça que erguia-se do chão, era nada mais nada menos do que a piscina de banho e que havia alguém saindo dela.
-"Por todos os deuses do mundo"; Marin pensou, sentindo a face incendiar-se por baixo da mascara.
Viu-o sair da água subindo lentamente alguns degraus na parte interna da piscina, arrumando uma curta toalha em volta da cintura, mas tal movimento foi mais revelador do que poderia ter sonhado imaginar em toda sua vida. A simples visão de tanta pele exposta a deixou petrificada.
-Garahn me da logo a porcaria da tint-...; Aiolia parou, no momento que ergueu a cabeça e sentiu que o cosmo ali presente não era o do amigo que viera trazer a tinta. -"Pelos deuses"; ele pensou, equilibrando-se no primeiro pilar de mármore que viu a seu lado, para simplesmente não escorrer e cair na piscina de banho novamente. –Marin;
-Aiolia; a amazona falou com a voz tremula, querendo sair imediatamente dali, entretanto uma força maior parecia impedi-la de mover um músculo sequer.
-O que esta fazendo aqui? –os dois perguntaram ao mesmo tempo.
Pararam, fitando-se por alguns minutos, que pareceram tão longos...
Se não tivesse reconhecido a voz, poderia jurar que aquele a sua frente não era o mesmo cavaleiro que conhecia; Marin pensou, vendo os cabelos que antes eram tão ou mais vermelhos que os seus, agora dourados, tão dourados como os raios de sol que cobria as areias da praia em um dia quente.
-Ahn! Bem...; Aiolia balbuciou, passando a mão freneticamente pela nuca, sinal de que para a surpresa da amazona, queria dizer que ele estava envergonhado com tudo aquilo.
-Eu acho melhor; os dois falaram novamente ao mesmo tempo. Pararam fitando-se novamente, sem saber o que falar.
-Pode falar; os dois falaram ao mesmo tempo.
-Pode falar primeiro; Marin falou, sem saber se saia correndo dali, ou se esperava seu corpo começar a aceitar novamente os comandos de seu cérebro de que não deveria estar ali.
-Fala você; ele adiantou-se.
-Ahn! Seu cabelo; ela falou, apontando para os fios dourados, sem saber ao certo porque perguntara exatamente sobre isso.
-É, voltou a cor natural de novo; Aiolia resmungou, abaixando os olhos e passando a mão entre os fios.
-Mas, pensei que fosse vermelho; a amazona comentou, vendo um sorriso triste formar-se nos lábios dele.
-Digamos que a cor natural não traz lembranças muito boas para algumas pessoas, então eu passo a maior parte do tempo com ele vermelho; o cavaleiro respondeu, dando alguns passos para se aproximar, mas instintivamente ela recuou.
-Não deveria ligar para isso; Marin o repreendeu, embora tivesse uma leve idéia sobre o motivo que levava essas pessoas a ficarem perturbadas com as lembranças que aquele dourado trazia.
-Falou a voz da experiência; ele respondeu sarcástico, passando por ela e indo até o armário próximo ao aparador, retirando do mesmo uma outra toalha, para secar os cabelos, já que o amigo demoraria a trazer a tinta.
Deu graças aos céus por estar com a mascara, ou certamente ele teria visto o que causara, sentia sua face extremamente quente e sabia que ela estava mais vermelha que seus cabelos.
Também pudera, se algum dia chegou a pensar que aquele cavaleiro não passava de um garoto magrelo que se batesse um vento desmontaria, agora estava tendo uma perspectiva única de que esse pensamento estava completamente errado.
Tudo parecia harmoniosamente no lugar, que nem que pegasse um paquímetro para tirar as medidas precisas, encontraria uma graminha de músculo que não estivesse do devido lugar; ela pensou, engolindo em seco, contendo um suspiro.
-O que quer dizer? –a amazona conseguiu perguntar, saindo daquele momento letárgico de filosofia.
-Como se você não soubesse dos hábitos patéticos de uns e outros nesse santuário, para com aqueles que lhes desagradam; Aiolia falou seco, sem voltar-se para ela.
-Mas você não depende delas para viver; Marin falou veemente, vendo-o fitar-se no espelho, enquanto passava algo com os dedos, por entre os fios de cabelo.
-Puff! Vai falar isso para a Shina quando ela tentar te matar de novo? –ele perguntou, sarcástico.
-Uhn? –ela murmurou, ficando tensa quanto à menção a amazona de Cobra.
-Garahn me contou o que aconteceu, treino de rotina, sei; Aiolia continuou, nem um pouco preocupado com a situação que estavam.
-Era sim um treino de rotina e isso não lhe diz respeito; Marin falou áspera, dando-lhe as costas para sair dali.
Estava extremamente irritada com o comportamento petulante do leonino, mas sentiu uma mão forte fechar-se sobre seu braço e puxa-la de volta. Prendeu a respiração sentindo seu corpo chocar-se contra outro e uma essência forte de alfazema chegar até si, rompendo as barreiras da mascara, de maneira embriagante e perigosa.
-É ai que você se engana; ele falou quase num sussurro, com os orbes cintilando intensamente ao senti-la estremecer.
-O que? –ela perguntou com a voz tremula, sentindo-se acuada diante dele, fazendo com que as lembranças do que quase acontecera na ultima vez que se encontraram assim, voltasse a sua mente.
-Porque me importo com o que acontece com você e acho patético você ficar se segurando; Aiolia confessou, irritado pela tentativa de fuga. –Você sabe que é bem mais forte do que ela, mas fica se segurando, porque? –ele insistiu em saber.
Tentou recuar um passo, mas sentiu-o acompanhar-lhe, mantendo seus corpos juntos e impedindo que ela fugisse por ainda lhe segurar. Precisava sair dali, alias, nunca deveria ter entrado ali; Marin pensou.
-Isso na-...;
-Eu já vi vocês treinando, Marin; o leonino a cortou, abrandando o olhar. –Lya não te treinou para ficar abaixando a cabeça para uma serpente como a Shina; ele completou, num tom de repreensão.
-Olha quem fala; ela rebateu, erguendo o queixo de maneira impertinente. –Aioros também não te treinou para usar seus demônios para afastar as pessoas que se importam de verdade com você;
-Não fale do meu irmão; Aiolia falou quase num rosnado, irritado, fazendo-a recuar um passo encostando-se em um pilar de mármore, prendendo a respiração ao ver os orbes verdes enegrecerem de ira. –Isso não lhe diz respeito...;
-Touché; Marin falou em tom de provocação, essa era sua desforra se ele queria dar lição de moral, agora iria ouvir. –Você fala dos outros, mas quando chega sua vez, você foge;
-Não estou fugindo; ele respondeu, com um olhar envenenado se aproximando mais.
-Então isso foi o que? Porque se bem sei é assim que você age com todos aqueles que se preocupam com você; Marin continuou apontando o indicador para ele, quase tocando-lhe o peito desnudo, embora ainda mantivesse a voz firme e controlada. –Como um leãozinho acuado tremendo diante de um predador mais forte; ela falou de maneira pausada quase soletrando as primeiras palavras, deixando as unhas correrem com suavidade, marcando parcialmente a pele bronzeada do peito do cavaleiro, arranhando-o.
Fitou-a com um olhar indecifrável, agir daquela maneira não condizia com a personalidade da amazona, se fosse em outra situação teria sorrido com isso. Era interessante ver que não eram só geminianos a terem variações de personalidade e até onde iriam com isso.
Respirou fundo, focando-se em um único ponto. Tudo bem que de certa forma ela estive parcialmente certa. Parcialmente, apenas...; ele corrigiu-se em pensamentos.
Não era qualquer um que deixava que se aproximasse de si. Naqueles últimos tempos aprendera muito convivendo com Litus e Garahn, talvez fosse isso que lhe fizesse ainda tentar se apegar em um fio de esperança, de que nem todos eram como uns e outros vermes que era obrigado a encontrar por ai.
Mas sabia que muitos daqueles que um dia chamara de amigos, jamais voltariam às boas relações de antes, quando Aioros ainda estava ali.
Embora agüentasse uma ou outra piadinha de Aldebaran, que parecia ser o único espirituoso daquele lugar, que não abaixava a cabeça para tudo que Ares mandasse e o artrópode de rabo torto, que ainda lhe irritava bastante, mas merecia algum credito. Entre outros, que eram de sua geração, mas queria uma certa distancia ainda.
Pareciam contribuir, para que não esquecesse os princípios que Aioros lhe ensinara, mas aproximar-se deles e agüentar tudo aquilo de novo. Não... mas e se; ele ponderou, voltando-se para ela, com um brilho diferente nos orbes.
-E que predador seria esse? –Aiolia perguntou quase num sussurro rouco em seu ouvido, enquanto apoiava uma das mãos sobre o pilar de mármore e mantendo a outra, ainda a segurando, deixando-os tão próximos que ela sentiu todos os músculos do corpo enrijecerem, por saber que não havia para onde correr.
-...; Entreabriu os lábios, em busca de uma resposta bem malcriada para afasta-lo, mas a mesma simplesmente fugiu de sua mente. Engoliu em seco, estava encrencada;
-O que foi? O gato comeu a sua língua? –ele perguntou de maneira provocante quase deixando um meio sorriso formar-se em seus lábios.
Voltou-se para a jovem de forma que se visse refletido na mascara de prata, mas isso seria por pouco tempo; o leonino pensou, instintivamente tocando o metal, deixando que seus dedos corressem com suavidade pelo mesmo, buscando pelo fecho que a faria cair.
-Aiolia; Marin falou com a voz tremula, retendo-lhe a mão antes que ele conseguisse o que queria.
-Parece que as coisas se inverteram, não? –Aiolia perguntou, fitando-a seriamente.
-Você não entende; ela sussurrou, abaixando a cabeça.
-Do que esta falando? –ele perguntou com suavidade, acalmando-se ao vê-la tão indefesa diante de si, que recriminou-se pelo que iria fazer.
-Acha que Aioros gostaria de ver o cavaleiro que treinou escondendo-se atrás de coisas superficiais, enquanto ele lutou até o final pelo que acreditava? –Marin perguntou, em tom veemente.
-Grandes idéias que só serviram para torna-lo um traidor e tira-lo de mim; Aiolia vociferou.
-Acha mesmo que ele é um traidor? –Marin perguntou, fitando-o de tal forma que mesmo sob a mascara ele sentiu esse olhar. Um minutou passou-se de forma que para eles era como se aquele momento houvesse sido congelado. –Esperava mais de você; ela falou com ar decepcionado, afastando-se dele e caminhando até a porta.
Fitou-a aproximar-se cada vez mais da porta...
Era claro que não achava o irmão um traidor, apenas não agüentava mais todas aquelas pessoas julgando-o e o criticando sem ao menos conhecê-lo, mas sentiu o coração se apertar ao ouvir o que ela falara.
-Esperava mais de você;
Ouviu a voz dela ecoar em sua mente enquanto a via cada vez mais perto, como se andasse em câmera lenta.
Aioros era seu grande orgulho, o cavaleiro que tinha como o símbolo de justiça e fidelidade aos princípios éticos e morais, se não fosse o irmão, muitas das batalhas travadas contra os titãs teria perecido.
Mas ela estava indo...; Ele pensou, ficando aflito.
-Espera; Aiolia falou, adiantando-se e empurrando a porta, assim que ela abrira uma fresta.
-O que quer? –Marin perguntou num tom frio, sem virar-se para trás.
-Não acho; ele responde veemente.
-O que? –a amazona perguntou, tentando abrir a porta, mas Aiolia apoiou a mão sobre a mesma ainda com mais força, para que ela não se movesse.
-Meu irmão não é um traidor e jamais será; o leonino respondeu com mais veemência.
-Pensou demais para responder; ela rebateu em tom de provocação.
Embora soubesse que ele não estava mentindo, o cavaleiro precisava ver que a opinião dos outros não era a que importava, mesmo que fosse difícil agüentar a hostilidade e indiferença de muitos que era obrigado a conviver naquele lugar.
Ele era forte e precisava aprender a lidar com isso, como um cavaleiro. Aquele cavaleiro que Aioros treinara para ser; ela concluiu em pensamentos.
Serrou os orbes de maneira perigosa, fazendo-a se virar para si com brusquidão, estava casado de ver aquela mascara inexpressiva sem poder conversar com ela, olhando diretamente em seus olhos.
Ouviu um baixo gemido escapar dos lábios da jovem e abrandou o olhar lembrando-se do braço ferido. Havia se esquecido completamente daquilo; o cavaleiro pensou, recriminando-se por mais uma atitude impensada.
–Desculpe, eu-...; Ele parou, vendo-a erguer a mão, mandando-o se calar.
-Você pode não ter mais fé nas pessoas, mas não caia no fundo do poço, perdendo a fé em você mesmo; Marin falou em tom solene.
-Marin; Aiolia murmurou surpreso com a reação dela.
-Obrigada por ter me salvado; ela completou antes de se afastar e abrir a porta para sair, mesmo diante do olhar surpreso dele, que parecia petrificado, sem conseguir mover-se ou ao menos, impedi-la de ir.
Continua...
Domo pessoal
Desculpem a demora, mas faz dias que esse capitulo estava pela metade e não saia nem a pau. Mas depois de muito pensa, pensar e pensar. Surgiu uma inspiraçãozinha, graças ao Hades XD, e o capitulo andou, alias, vai ganhar mais um pequeninhinho, mas é pra fechar com chave de ouro.
Espero sinceramente que tenham gostado e esse capitulo dedico a Saory-san, que ficou na torcida, pedindo para aquela toalha cair, mas devido ao horário, algumas partes foram reeditadas XD.
Enfim, obrigado a todos pelos review e grande apoio, desde que comecei com essa fic. Obrigada pessoal.
Até a próxima
Kisus
Já ne...
N/a: Não sou de fazer isso, mas vocês merecem ficar um pouquinho com a curiosidade atiçada.
Cenas do próximo capitulo XD :
-Sempre vou interferir, enquanto compartilharmos do mesmo corpo;
Ele não poderia estar vivo, mas seu corpo jamais foi encontrado, então...;
-Esta se sentindo bem, ou velhos demônios do passado, voltaram para lhe atormentar?
Acho que já deu, né. Até mais pessoal XD.
