Começo - Capitulo 1
Peeen, peeen, peeen (para quem não sabe que barulho é esse, é a maldita gralha do meu despertador).
Mesmo eu já estava acordado a essa hora eu me irritava com esse som pois ele me dizia: "levanta malandro hora de ir para a escola". Bufei, mas mesmo assim me levantei fui ao banheiro e encarei um garoto (na época da aborrecencia, meio alto, olhos verdes, cabelo castanho escuro e curto, meio "fofinho", mas ainda assim um pouco musculoso) me encarando do outro lado do espelho.
Tomei um banho gelado com a intenção de me acordar e depois comi um bom café da manhã e depois fui escovar os dentes. Um inicio de dia normal como qualquer outro.
-Mãe já to indo. - Falei para minha mãe que ainda estava deitada em sua cama.
-Tenha uma boa aula - Foi a resposta dela.
Sai de casa pensando: "Como seria bom se eu morasse em Hogwarts e não precisasse andar todos os dias para ir pro colégio, ou fosse um jumper e 'pulasse' direto pro colégio, ou ate quem sabe se eu tivesse um pegasus para me levar ao colégio", fiquei pensando em varias maneiras melhores de viajar do que a pé boa parte do caminho.
-E ai Nathan?- Alguém falou me distraindo de meus pensamentos "filosóficos".
-E ai Blase?- Falei cumprimentando meu amigo, um garoto mais ou menos da minha altura (ainda estamos discutindo para ver quem é o maior), olhos castanhos e cabelos da mesma cor com um topete, magro quase um esqueleto (sem ser anoréxico).
-Pronto para a aula?- Perguntou ele
-Nunca estou pronto mas vou levando, fazer o que?
-Soubesse que a Melissa deu um fora no Maicon?- É, eu sei o Blase é uma fofoqueira.
-E como ce sabe?
-Elementar meu caro, tenho muitos informantes.
-Ah ta bom, mas ce sabe que eu num precisava saber dessas fofocas.
-Mas tu num era gamado nela?
-Naum, era o Michel. – respondi, como essa conversa estava me cansando resolvi mudar de assunto- Cara deu uma tremenda tempestade ontem, visse?
-Vi, parecia meio sobrenatural.- Falou meio sussurrando.
-Sinistro véio- dissemos juntos, (piada interna, não comente)
Chegamos ao colégio no momento exato que o sinal tocou.
-Melhor vocês irem para as suas salas já. -disse um monitor que estava do lado da porta de entrada, com esse amistoso comprimento resolvemos correr para sala.
Divagando
Uma vez um professor muito legal disse em uma aula:
-O cérebro humano só pode se concentrar em uma única coisa durante 10 minutos depois disso ele fica 2 ou 3 minutos "viajando".
Bom minha concentração é mais ou menos assim, mas na aula de biologia onde a professora é muito monótona (pra não dizer chata) é ao contrario 2 minutos de atenção e 10 viajando. O pior era que essa era a primeira aula do dia. Nem vou comentar que eu nem prestei atenção.
Voltando
As aulas passaram beem devagar, normal. Bateu o sinal para o recreio e nós saímos para o pátio que era bem grande. O colégio onde eu estudo era alguns prédios separados e entre eles tinha o pátio.
Como sempre eu, Blase, Michel e o André ficamos em um canto do pátio comendo e conversando, e também, como sempre, vieram os valentões encher o nosso saco.
- Ora se não é o quarteto de esquisitos - disse Luan o "líder" do grupinho.
- Ora se não é o pintor de roda pé e os seus ajudantes do jardim de infância – respondeu Blase se referindo a altura do Luan e da inteligência dos outros.
- Cara nóis tamos aqui no nosso canto dava pra vocês saírem daqui e incomodar outra pessoa? – falei, sou um cara que não gosta muito de briga.
- Olha só a menininha não quer brigar- disse Maicon o vice-líder da turminha do mal.
- Fala muito o chifruinho, soube que sua namorada te traiu e depois te deu um pé na bunda- falou Michel.
- Ahh seu viadinho, vai encarar?- disse o Maicon já indo pra cima do Michel.
- Pode vir playba.
- Parem ces dois! Guardinha a vista.- avisei, um monitor a vista era a única forma de parar uma briga.
- No final da aula você vai ver o que é bom para tosse cachinhos dourados.
O "cachinhos dourados" se referia ao cabelo cacheado e loiro de Michel que era um cara um pouco mais alto que eu de olhos azuis um típico "anjinho".
- Ta bom, só não vai chorar para a mamãe quando eu acabar com tigo.
A Turminha do mal saiu fazendo conta que não ouviram a ultima parte.
-Parabéns Michel, arranjasse outra briga com eles- falou André o caçula da turma, cabelo totalmente preto e olhos verdes, uma cabeça mais baixo do resto da equipe.
- Eles que provocaram.- enquanto Michel falava isso o sinal bateu.
- Só uma pergunta como ce sabe que a Melissa traiu o Maicon- perguntou um Blase muito curioso.
- Quem tu acha que ajudou ela a trair o Maicon?- todos rimos depois disso.
- Não queis um chiclete?- falei maroto
- Por quê?
- Pois tu beijasse alguém que já teve a boca invadida pela língua do Maicon.- todos fizeram cara de nojo.
- Argh! Só tu pra pensar em uma coisa dessas. Cara to precisando mesmo desse chiclete.
Passe um chiclete para ele e começamos a falar de coisas mais agradáveis. Do nada ouvi um barulho de pneus freando.
- Cara mais um acidente na frente do colégio isso ta ficando monótono- falou André dando uma bufada.
Entramos na sala e nos preparamos para mais uma aula. A professora chegou, escreveu no quadro 'bom dia' e o dia em que estávamos.
- Bom turma, hoje vamos aprender geometria espacial.
- Gente isso é chato até o nome me da sono -sussurrou Blase no fundo da sala para a nossa turma de fundo, todos assentiram.
Do nada entra uma mulher de roupa preta de estilo ninja sem ser muito colada e com uma colt (pros leigos se lê um rifle muito grande) pela porta.
- Desculpe professora a aula foi cancelada.- falou de forma assustadora de dar medo.- Por favor alunos queiram me acompanhar ate o ginásio.- Não sei porque mas esse "por favor" dela me pareceu uma ordem e eu acho que quem não cumprisse não iria gostar do resultado.
Todos os aluno obedeceram, é claro, alguns começaram a tremer de medo outros choraram Estranhamente eu não senti medo, não por ser corajoso, mas sim porque não tinha ainda caído a ficha do que estava acontecendo e que todos ali corriam perigo.
Quando chegamos ao ginásio vimos que todas as outras turmas de ensino médio haviam sido trazidas como a nossa, me juntei ao Blase, Michel e ao André para ver se sabiam o porque disso estar acontecendo.
- Cara de onde eles vieram? - perguntei dando uma olhada em volta vendo mais pessoas de roupa preta.
- Num sei, mas eles dão medo. - disse André ainda tremendo.
- Silêncio!- disse um cara de roupa preta atrás de nós.
Ficamos quietos, não aconteceu nada de mais por 15 minutos, no centro do ginásio se reuniram 7 pessoas que pareciam os lideres daquele estranho grupo, eles aparentavam ter entre 20 e 30 anos, menos uma garota que tinha mais ou menos 16, todos com porte atlético e por incrível que pareça cada um tinha uma espada embainhada em sua cintura.
O grupo de lideres parecia discutir sobre algo, depois de algum tempo pareceram concordar. A garota de 16 que eu comecei a reparar melhor tinha cabelos castanhos quase ruivos, olhos de um verde muito forte, ela parecia ser um pouco mais baixa do que eu. Ela foi na frente da arquibancada dizendo:
- Todos os garotos de 16 e 17 anos venham aqui na quadra e façam uma fila em cima da linha de futsal - cara ela parecia meu prof° de Ed. Física.
Eu, o Blase e o Michel nos levantamos, o André não se levantou pois ele ainda tinha 15, e fomos a quadra e entramos na fila lado a lado com outros 20 alunos de mesma idade.
- Bom. - disse a garota- Estou achando isso muito chato, por isso vamos fazer um jogo. Quem conseguir me derrubar em uma luta vai poder sair do ginásio e voltar para a sua sala.
- E quem perder? – perguntou um garoto que eu não reconheci.
- Vai ficar aqui até que me vença.
- E se eu não quiser lutar?- perguntou Blase que estava do meu lado.
- Não tem alternativa, é lutar ou lutar.
- Então o Blasinho está com medo de uma garota? – perguntou Lean.
- Não enche anão de jardim- respondeu Blase
- Bom, agora já sei quem vai ser o primeiro. Você vem.- Falou a garota apontando para o Lean- O resto pode se sentar.
- Cuidado para não se machucar guria- Falou Lean se levantando- Qual é o seu nome?
- Meu nome é Marin, mas pode me chamar de sua assasina.- respondeu ela
- Uma guria de língua afiada, vou gostar de te domar.
- 10 pila que ele não passa do primeiro minuto- sussurrei pros meus amigos.
- 7,50 que não passa dos primeiros 30 segundos- sussurrou Michel
- 15, nocaute no primeiro soco - Blase falou marotamente.
- Vocês três calem a boca- falou Eduardo, um outro cara da turminha do mal, o guarda-costas do Maicon e do Luan, grande e burro.
- É calem a boca – falou o quarto componente da turminha do mal o Vitor, o Maria-vai-com-as-outras, ele era legal antes de entrar para essa turma.
Um barulho de um corpo caindo atraiu nossa atenção para o centro da quadra onde tinha a Marin de pé enquanto que o Luan tinha caído no chão.
- Próximo- falou Marin. – Nenhum candidato?- completou quando viu que ninguém se movimentava.- Então você.- apontou para um cara do ouro lado da fila.
Era o Luis um cara que malhava e fazia takendô (não sei escrever), ele era uma cabeça mais baixo que eu, mas era muito musculoso. Mas mesmo com a academia e com o treinamento em luta ele não agüentou mais de 1 minuto contra ela. E assim foi indo até que…
-Você - falou ela apontando para mim, com isso pensei "fudeu", me levantei fui ate ela e a cumprimentei.
- Prazer Nathaniel.- estiquei o braço para cumprimentá-la, mas ela não aceitou. Sem querer olhei pro lado pra dar em ombros pros meus amigos e quando me virei pra encará-la eu só vi uma mão vindo em minha direção.
Quando me dei conta estava de cara pro chão com o rosto todo dolorido parecia que eu tinha desmaiado.
- Próximo - quando ouvi isso me deu um aceso de raiva, mas como eu sou mais racional do que emotivo decidi ficar no chão para não apanhar mais. Olhei pro lado discretamente e vi que mais da metade da fila do inicio estava que nem eu, inconsciente no chão, olhando melhor vi meus amigos no chão, também inconscientes. Aquilo só fez aumentar a minha raiva.
"Ela vem e acaba com minha aula chata, bate em toda a minha sala, em meus amigos e em mim e vai sair impune, ahhh num vai não" pensei enquanto me levantava.
- Olha só uma das belas adormecidas levantou. - isso é cutucar a onça com a vara curta.
Divagando
Sabe aqueles momentos em que o vilão bate, espanca o mocinho ate ele ficar no chão e do nada surge uma força misteriosa e faz o mocinho levantar e virar a luta a seu favor, então esse momento não era um desses.
Voltando
Depois que eu me levantei fui correndo ao encontro dela, pois eu sabia que tentar uma luta corpo a corpo normal não iria adiantar então eu apelei para a força bruta, mas não contava que ela desviasse de mim e desse um soco certeiro na boca do meu estomago. Como qualquer mortal eu me dobrei de dor e cai no chão de novo.
- Pensei que seria mais divertido – falou magoada.
Eu estava no chão me contorcendo de dor, pensei em meus heróis favoritos que mesmo todo machucados voltavam a lutar. Do nada comecei a cantar em pensamento aquela musica dos "Cavaleiros do Zodíaco"
"Faça elevar
o cosmo do seu coração
todo mal combater
despertar o poder
sua constelação
sempre ira lhe proteger
liberta da dor e
da forças pra lutar"
Sei que é uma musica muito podre e ainda não sei ela completa, mas do nada a dor na barriga diminuiu e eu me levantei para encarar mais uma vez ela.
- Então vai querer mais?- perguntou gozando da minha cara – vocês - apontou para o resto da fila que ainda não tinha lutado – tirem esses perdedores da quadra.
Todos se levantaram e tiraram seus amigos da quadra, eu tirei o Michel e o Blase e os coloquei em seus lugares de origem da fila.
Quando todos foram tirados da quadra fui até o meio, onde sempre se começa uma partida de basquete e de futebol, com a Marin e nós nos encaramos. Ela começou com um soco de direita direcionado para minha cara, com grande habilidade usei o movimento encerrar carro do Karate Kid que é fazer uma defesa de dentro para fora com o antebraço e no mesmo movimento dei um soco de direita, que para a surpresa minha e de todos acertou em cheio no rosto dela.
Depois do soco ela cambaleou para trás e parou um pouco se recuperando.
- Sorte de principiante.
- Ah, desculpa foi sem querer- falei sinceramente ainda não acreditando no que fiz.
- Vai pro inferno- falou entre os dentes.
A partir dali a luta ficou mais séria.
Ela correu em minha direção e deu uma rasteira pretendendo ajudá-la a acertar meu pé eu dei um chute na perna que estava vindo, deu uma dor terrível, depois como se nada tivesse acontecido ela chutou mirando em minha barriga, mas eu peguei seu pé no ar e empurrei ela para trás tentando derrubá-la, mas ela se soltou e deu um soco em meu peito porque eu não sei, deve ter doido mais nela que em mim, depois ela se afastou de mim com um pulo para trás, me impressionei com distancia de uns 2 metros.
- Ate que enfim alguém que possa me divertir.
- Ei estamos empatados nessa luta.
- É o que você pensa.
- Até agora você só me deu um soco e ainda foi no peito.
- Mais os outros dois socos que eu já tinha te dado e fico ganhando.
- Mas esta é outra luta, esses socos não contam.
- Contam sim
- Não contam
- Contam sim
- Não contam
- Contam sim
- Não contam
- Contam sim
- Não contam
- Contam sim
- Não contam
- Contam sim
- Contam sim – Usei a tática do Perna-longa
- Não contam e ponto final- ela caiu
- Ta bom- falei rindo
- Hã?-disse meio confusa- Você me enganou. - rosnou furiosa
- E você caiu como patinho- falei rindo mais ainda.
E então ela veio correndo para cima de mim, como planejei, quando ela chegou perto fiz o mesmo truque que ela tinha feito em mim, desviei dela e dei uma rasteira, com isso ela caiu no chão.
- Ganhei o jogo - disse vitorioso
- Parabéns. – do nada apareceu uma mulher na minha frente e um cara do meu lado. – Acha que é ele Ronald?- perguntou ela para seu colega.
- Provavelmente, chame todos aqui.
Do nada apareceram todas as pessoas de preto que estavam no meu colégio ao meu redor.
- Vou fazer agora, se preparem! – ela tirou sua espada da bainha e enfiou ate a empunhadura na minha barriga e depois a tirou.
O meu único pensamento foi "Vou morrer na escola, que lugar pra se morrer", mas antes de cair no chão ouve uma explosão que saiu do meu corpo mandando todo mundo para longe.
- Um primordial de fogo, lancem água – disse um dos lideres.
Cada um gritou alguma coisa e do nada apareceram vários tipos de (não sei descrever de outra forma) magias de água de todas as formas desde jatos de água a ondas gigantes, mas antes de conseguirem me acertar, todas pararam a uns 2 metros de mim e do nada se voltaram contra quem havia as lançado.
Enquanto eles tentavam se desviar da água, todo o meu redor começou a pegar fogo, o chão da quadra era de madeira e eu não queria queimá-lo e então sem mais nem menos a madeira ao meu redor começou a sair do chão e foi se empilhando em um canto do ginásio, quando olhei para o chão ao meu redor ele era só de cimento.
- Vamos tentar de novo, precisamos fazer o selo – falou a líder que me transpôs com a espada.
Lembrando-me do meu ferimento olhei para ele e descobri uma queimadura no lugar, o fogo havia fechado ele.
As pessoas de preto lançaram de novo as magias de água ma dessa vez elas continuaram ate meio metro de mim e depois evaporaram, com isso senti o fogo ao meu redor se enfraquecendo.
- Agora vamos fazer o selamento – todos os lideres ficaram em torno de mim e começaram a murmurar encantamentos.
Senti medo do que eles estavam fazendo e do nada meu fogo aumentou e começou a crescer árvores do piso aprisionando os lideres. O fogo começou a queimar todo o ginásio, mas eu não queria isso.
Então como se fosse uma lembrança esquecida, uma imagem apareceu em minha mente, eu sabia o que tinha de ser feito
