In truth, I like you (Na verdade, eu gosto de você)
Ayu tocou a campainha da casa de Nina e logo alguém estava abrindo a porta. Era Hiroki e logo atrás vinha Nina. Quando as duas amigas se viram, a reação da menor foi automática. Nina correu em direção a Ayu e praticamente pulou em seus braços, dando um forte abraço.
- Ayuuuu! Quanto tempo!
A morena apenas riu em resposta. Ela não tinha mudado nada desde o dia em que se conheceram e Ayu gostava disso. Hiroki e Tetsushi também se sentiam aliviados com isso, nenhum deles saberia o que fazer se Nina mudasse aquele seu jeito atrapalhado e alegre. Então, trazendo-os de volta para a realidade, a voz de Mei soou.
- Mamãe, o titio Yuta quer saber o… – a garota parou de falar quando chegou à porta – Ah… D-desculpa… E-eu não sabia q-que vocês já tinham chegado…
Mei parecia terrivelmente encabulada e rapidamente tinha se escondido atrás do pai.
- O que foi, Mei-chan? Não precisa ficar assim. – Tetsushi sorria para ela, tentando acalmá-la. Estava acostumado com aquilo, mas se perguntava quando ela perderia a timidez.
Nina soltou de Ayu e foi pegar a filha no colo.
- Vamos lá ver o que o Yuta quer, Mei? – com um sorriso alegre no rosto, a loira carregava a filha para dentro de casa, indo até onde Yuta e Sayaka estavam.
- Bom, vamos entrando então. – Hiroki deu espaço para os amigos passarem, mas estranhou ao ver que eles não traziam nenhuma bagagem – Ué… E as malas de vocês…?
- Ah, já deixamos em casa. Não queríamos vir com aquele monte de coisa, então o taxista nos deixou lá antes de virmos ver vocês. – Ayu sorria.
Kyosuke, parecendo incomodado por ninguém tê-lo notado ainda, segurou timidamente na mão da mãe.
- Entendi… Ah, é! – Hiroki pareceu se lembrar de algo, fechando rapidamente a porta e indo buscar algo na cozinha. Quando voltou, tinha um pequeno embrulho na mão – Era para termos entregado antes de vocês viajarem, mas ainda não sabíamos o que comprar. Feliz aniversário, Kyosuke.
O garoto estendeu a mão livre e pegou o presente.
- Obrigado… – ele parecia envergonhado com a situação.
Hiroki apenas sorriu em resposta ao garoto e logo se voltou para Ayu e Tetsushi.
- Yuta e Sayaka também estão aqui. Devem estar lá em cima.
- Então vamos lá cumprimentá-los. Kyosuke ainda não os conheceu, não é mesmo? – Tetsushi desviou o olhar para o filho quando terminava de falar, como se quisesse confirmar o que dizia. O garoto balançou a cabeça afirmativamente.
Hiroki pareceu contente ao ver que o garoto estava curioso para conhecer os outros. Mesmo que nenhuma palavra tivesse sido dita, o brilho nos olhos do garoto mostrava o que ele estava pensando. Então Hiroki se virou em direção à escada e começou a andar, com os outros três logo atrás.
- É puro ciúme, sim. No fundo, o Leo é bonzinho. Deve adorar a Mei. – Sayaka observava a garota fazendo carinho no gato adormecido em seu colo.
Nina também olhava a cena, parecendo aliviada. Então ela não era a única a achar aquilo.
- Mas talvez seja bom dar um pouco mais de atenção a ele. Você disse que ele já a arranhou uma vez, não foi? – Yuta tinha um ar sério e olhava fixamente para Nina.
- É, mas não foi proposital. Ele veio cheio de manha depois, dizendo que só queria afastar a Mei… Parecia mesmo uma criancinha. – Nina pareceu achar graça ao se lembrar da cena.
- Interrompendo algo? – a voz de Tetsushi fez com que os três adultos se virassem em direção à porta.
- Ah, vocês chegaram! – Yuta foi até eles e os cumprimentou – E quem seria esse garotinho tão parecido com você, Kaji? – ao terminar de falar, Yuta colocou uma mão sobre a cabeça de Kyosuke.
- Esse é o Kyosuke, nosso filhinho lindo. – a resposta veio de Ayu e, enquanto ela terminava de falar, abraçava o filho com mais força do que ele esperava.
Sayaka havia se juntado a eles nesse meio tempo.
- É mesmo a cara de vocês. – ela sorria alegremente – Já falei para o Yuta que nós também deveríamos ter uma criança, mas ele não quer nem saber – ela olhou de soslaio para o rapaz na última frase, com uma aura meio fria.
- Crianças dão muito trabalho… E eu seria um desastre como pai. – Yuta parecia mais tranqüilo do que deveria com a situação.
- E onde está a Mei? Kyosuke ainda não agradeceu a ela pelo presente. Nem a Nina. – Ayu percorreu todos os cantos com o olhar até focalizar a garota – Ah! Achei. Vai lá, Kyo. Mamãe sabe que você consegue. – e então deu um beijo na testa do garoto, incentivando-o a ir até Mei.
- Vocês vão ficar aí em pé por quanto tempo? Podem entrar, viu? – Nina sorria divertidamente.
Estavam em uma sala, não tão grande quanto a que havia no piso debaixo, mas espaçosa o suficiente. Era usada quando tinham visitas ou quando alguém tinha alguma coisa do trabalho ou da escola para fazer. Justamente por isso tinha móveis de tipos variados, o que dava um ar diferente ao cômodo. Não era nada estranho. Na verdade, era um dos cômodos preferidos de todos.
Kyosuke se aproximou de Mei enquanto os outros se juntavam a Nina.
- Esse é o Leo…? – ele perguntou sem muita vontade e se abaixou ao lado da garota.
- É, sim. – Mei estava tão distraída acariciando o gato que não havia percebido a proximidade. Quem olhasse não acreditaria que ela era a mesma garota tímida de antes.
Ficaram alguns segundos em silêncio, o que fez a voz dos adultos parecerem mais altas do que estavam. Então Kyosuke falou o que precisava, fazendo com que Mei ficasse levemente corada.
- Obrigado… Pelo presente de aniversário…
- N-não foi nada, Kyo-chan… – ela sempre chamava o garoto assim. Era uma mania sua a de chamar todos daquela forma quando falava com a pessoa. Yu-chan, Sayaka-chan, Ayu-chan e Tetsu-chan. Os únicos que não tinham algum apelido eram seus pais e Leo.
Depois disso, voltaram ao silêncio. Daquela vez, no entanto, não ouviam os adultos. Eram apenas eles e Leo, que dormia profundamente no colo de Mei enquanto recebia carinho das crianças.
N/A: Aaaaah, achei que ficou fofo esse capítulo! Nem sei se alguém vai ler a fic, mas vou continuar escrevendo! Porque eu amo Ultramaniac. Um dia alguém vai achar essa fic e vai ler, eu sei que sim. (Sim, eu sei que estou sendo terrivelmente esperançosa) Bom, vou pular uns (vários) anos desse para o próximo capítulo... Vamos ao colegial! Não, não estou dizendo que estou indo para a aula, só que... Ah, deixa. Só ler o próximo capítulo que dá para entender...
