Título: Deslumbre.
Autora: Toynako
Betada por: Komui.
Dedicada á: Komui; esta me incentivou muito a continuar esta FIC.
Anime: Katekyo Hitman Reborn.
Casal: Yamamoto x Gokudera
Classificação: + 18.
Gênero: Yaoi/Lemon
Status: Possivelmente três CAPs.
Direitos Autorais: Nada me pertence, apenas crio estórias para distrair leitores em tédio.
Obs¹: Esse CAP, diferente do primeiro, não segure a estória, no próximo CAP voltará a seguir fielmente esta.
Obs²: A estória é centrada em Gokudera, com este adulto, dez anos no passado.
OBS. da beta: OOUUN, TOY, OBRIGADA. ;-; Sinceramente? Amei. Mas, eu já disse que não aceito o Gokkun sendo o uke toda vez? Enfim, espero que todos que leiam isso deixem uma review, senão, eu e a autora ficaremos brabas. Irei morder vocês até a morte e jogar café quente em cima se não deixarem. Ficou a dica aqui, OK.
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Deslumbre
Olhei aturdido de um lado para o outro, ajoelhado em frente de uma loja. Notei aquela pequena vaquinha correndo sorridente segurando a sua Jyuunen Bazooka. Estava óbvio agora, devia ter voltado dez anos...
Levantei-me, limpando meu terno negro, aproveitando para arrumar meus cabelos. Dei um suspiro, começando a andar no que antes, era a minha vizinhança. Era nostálgico ver tudo aquilo, prédios que eu mal lembrava que existiam.
Bem, nada disso importava, só teria que esperar cinco minutos se passarem; e tudo estaria resolvido. Foi então que olhei para meu relógio, notando que já estava a mais de vinte minutos naquela época.
"— Como!?" – exclamei raivoso, notando em seguida os olhares curiosos em minha direção "— O que farei...? " – falei mais baixo.
Aquilo era impossível, não tinha como tal fato estar acontecendo afinal, a Jyuunen Bazooka nunca falhava... Bem, quase, nunca.
Alem disso, tinha que resolver outro problema... Eu estava sem dinheiro e sem lugar para ficar até que a confusão toda se passasse... Nem se me custasse a vida, eu voltaria para minha casa com a idade em que estava.
"— Gokudera...?" – ouvi uma foz familiar soar nas minhas costas.
Virei-me, me deparando com nada menos do que Yamamoto, vestindo aquele uniforme de baseball. Eu ficava louco quando via este vestido desse jeito. Mas procurei me controlar.
"— Está enganado." – avisei de imediato, voltando a dar as costas para este.
"— Não tem como eu me enganar..." – ouvi, mas não dei importância, comecei a me distanciar do moreno.
Espantei-me quando senti este segurar meu pulso, tanto que me virei para saber o que este ainda queria conversar.
"— Não tem como me enganar... Eu conheço seu olhar..." – ele comentou.
Engoli seco. Pelos meus cálculos, nesta data, ainda não tínhamos começado a namorar... Para falar a verdade, eu nem notava quando este, de uma forma branda, dava alguma cantada.
Mas adulto, com esta idade que estou, é impossível não notar... Senti minhas bochechas ficarem vermelhas, por uma simples frase de um garoto mais novo que eu... Tinha que colocar na minha cabeça que aquele na minha frente, ainda não era o Yamamoto que conhecia.
"— Está bem?" – ele perguntou, só pude concordar com a cabeça "— Você está estranho... Mais alto..."
Impossível que só agora o idiota notasse que eu estava mais alto que ele... Bem, uma vez Yamamoto, sempre Yamamoto... Era o que vivia dizendo.
"— Na verdade não..." – falei após um tempo, soltando minha mão "— Para o bem da ciência, Reborn usou uma máquina para eu vir do futuro por uns tempos." – dei uma desculpa, pois sabia que este aceitaria tudo "— O Gokudera daqui, está no meu lugar..." – expliquei, vendo que este realmente acreditava "— Não se preocupe, o Yamamoto do futuro está cuidando muito bem de mim, quero dizer, do Gokudera dessa época."
"— Complicado..." – ele falou, sorrindo sem jeito.
Adorava este sorriso... Fazia quase dois anos que não via o Yamamoto, e quando estava voltando para a base, tive alguns contratempos e por fim, parei nesta era...
"— Então, no futuro você ficará assim...?" – me perguntou, me olhando de cima a baixo.
"— Sim..." – envergonhei-me, me sentindo um idiota por isso, mas sempre que o Yamamoto me olhava com aquele olhar, eu sabia que este iria querer algo.
"— Tem lugar para ir?"
"— Não." – respondi, e por reflexo recuei um passo.
Eu realmente não sabia como o eu de antigamente, não notava aquele sorriso pervertido que o moreno dava. Uma coisa eu admitia, eu era muito ingênuo nessa era.
"— Meu velho está viajando." – comentou "— Fique comigo." – pediu.
Aquilo não estava indo bem. Meu corpo sentia uma falta absurda do Yamamoto, e agora com esse garoto a minha frente, não conseguia parar de amá-lo, mesmo sabendo ser errado.
"— Acho melhor não..." – tentei recusar, mas senti novamente sua mão segurando meu pulso, não pude evitar em estremecer. Meu corpo estava muito carente.
"— ...?"
O olhar meio interrogativo, acompanhado por aquele sorriso maroto... Eu sabia muito bem o que era. Este tinha notado o meu embaraço e vermelhidão na face. Abaixei o rosto, fazendo com que meu cabelo o cubra; em uma tentativa que sabia ser inútil de disfarçar.
"— Tudo bem... Eu vou." – aceitei "— Então vamos logo, idiota, eu quero tomar um banho..." – reclamei, dando as costas para este e livrando novamente minha mão.
"— Hahaha." – o ouvi rir, e começar a me segui "— Que divertido."
Notava, em quanto andava os olhares curiosos que recebia do moreno, e também o sorriso de encanto. Por dentro fiquei feliz, afinal, era bom saber que não importando a idade este sempre me amaria.
Mas, se este me ama, e eu o amo... Irá dar muito trabalho ficar calmo e quieto, notando os olhares febris que sei que receberei...
Mal notei e já estava na frente da casa do meu amado. Talvez os vários pensamentos em mente me fizessem não notar meus passos.
"— Entre." – avisou, abrindo a porta e dando passagem "— Vou preparar seu banho."
"— Certo..." – não fiz muita cerimônia, pois sabia quase como decorada cada cômoda daquela casa "— Obrigado." – sorri.
Instintivamente, andei em direção ao quarto do moreno, e assim que cheguei neste, não pude me conter em me jogar em sua cama, abraçando um de seus travesseiros... Aquele cheiro suave e envolvente, eu senti uma falta absurda dele.
"— Está pronto o ba-..." – Yamamoto ficou mudo, me vendo abraçado a um de seus travesseiros "— Sono...?" – perguntou, ficando vermelho.
"— De-desculpe-me... É que eu..." – sentei-me na cama, devolvendo o travesseiro para o lugar de onde tinha pegado "— Vou tomar o meu banho." – falei, me levantando.
"— Claro, deixei uma toalha limpa lá... Só não possuo roupas para o seu tamanho..."
"— Tudo bem." – aviso, saindo do quarto "— Não se preocupe, eu conheço o caminho."
Andei lento até o meu destino. Tudo mal havia começado e já sentia meu coração disparar acelerado. Pergunto-me o que o Yamamoto da minha era estaria fazendo... Conhecendo-o do jeito que conheço esse pervertido, é bem capaz de estar me maliciando mesmo em quanto adolescente.
Não consegui conter meu riso, em quanto tomava meu banho. Aquele pensamento era absurdo por demais. O Yamamoto não faria isto com ele mesmo... Se bem que...
Desliguei o chuveiro, chocado com minha linha de pensamento. Era lógico. O pior era que realmente era lógico... Sequei-me com a toalha lá colocada, me vestindo em seguida.
Bem melhor agora, eu estava há quase dois dias viajando sem mal parar para descansar... Tudo no desejo desesperado de me jogar o quanto antes nos braços do meu moreno.
Tudo em vão.
Dei um suspiro, terminado de me vestir, só não coloquei meu paletó, ficando apenas com aquela camiseta avermelhada que usava por baixo. Sai do banheiro, dobrando a roupa, indo em direção ao quarto do moreno.
"— Estou bem melhor agora... – comentei, entrando novamente no quarto do Yamamoto, vendo este sentado no chão, perto da mesa "— Fazendo o que?" – indaguei, chegando mais perto.
"— Matemática..." – falou este, apontando para alguns livros do assunto "— Não sou muito bom nisso." – sorriu.
"— Eu sei. Idiota." – disse, sentando-me ao eu lado "— Por estar me acolhendo, te ajudarei, mas só um pouco."
"— Obrigado." – agradeceu sorridente.
O moreno sempre teve problemas com números, nem me lembrava mais de quantas vezes depois de começarmos a namorar, que eu ainda ajudava-o... E de quantas vezes essas ajudas acabavam na cama deste.
Suspirei. Hoje eu estava impossível. Suspirando feito uma garotinha apaixonada pelo cara que gostava. Empenhei-me mais em ajudar aquele idiota em miniatura, tentando ignorar os olhares curiosos em relação ao meu corpo.
"— Gokudera..."
"— Que foi? Não entendeu novamente?"
"— Não é isso." – avisou, soltando o lápis para me encarar "— Posso te perguntar algumas coisas?"
"— Dependendo do que for; sim." – acatei seu pedido, apoiando minha cabeça na mesa com meu braço.
"— Como eu fiquei daqui a dez anos?"
Essa pergunta me chocou, tentei disfarçar meu embaraço, pois em minha mente só vinha o corpo desnudo e malhado deste a minha frente. Nossa! Eu havia me tornado um pervertido.
"— Bem..." – soltei um suspiro "— Alto, forte, bonito..." – comecei a falar, fazendo círculos imaginários com minha outra mão na mesa "— Muito habilidoso com a espada."
"— Sério!?" – ele me perguntou animado.
"— Sim, você virou um ótimo espadachim." – falei.
"— Não me refiro a isso..." – ele comentou, aproximando-se mais de mim "— Você me acha bonito, então...?"
Eu olhei espantado para a cara deste. Quando que diabos eu havia falado isso...? Notei em seguida que minha boca se moveu sozinha quando estava tentando descrevê-lo. A saudade era muita. Meus olhos já se prendiam nos lábios à frente, de tanto desejo.
Eu amava-o, eu desisti de negar isso há muitos anos e nossa relação sempre fora uma das mais 'quentes' em toda a Vongola, não perdia nem para Dino e Hibari...
"— Bem..." – fiquei desconcertado "— Foi o que as meninas disseram..." – tentei disfarçar.
"— Entendo... Diga-me mais então..."
"— Como eu estava dizendo, você ficou muito forte... Um pouco mais alto que eu também." – sorri, levando minha mão a sua cabeça, batendo-a de leve "— Olhando-o daqui de cima, você parece bem pequeno." – provoquei-o um pouco.
"— Mas eu sou bem grande..." – ouvi-o sussurrar baixo, com uma voz pervertida, me olhando sensual.
Não consegui me conter ao ver aquele olhar, minha mão lentamente começou a fazer carinhos em sua cabeça, como se tivesse saudades da seda negra daquele cabelo. Fechei os olhos, deixando-me imaginar estar com este adulto.
"— Gokudera...?" – ouvi meu nome, me fazendo de imediato parar o que estava fazendo e me afastar.
"— Melhor começar com a matemática." – avisei vermelho pelo que tinha feito "— E trate de prestar mais a atenção."
––X––
O dia havia se passado assim... Eu tentando me controlar, sentindo aqueles olhares febris em mim em quanto tentava por alguma coisa na mente daquele idiota. Já estava começando a ficar preocupado, já era para há tempos eu ter voltado a minha era, para os braços do meu Yamamoto...
"— Acho melhor eu ir dormir..." – avisei, levantando-me, olhando-o em quanto este guardava os materiais de estudo.
"— Espere um instante..." – este me pediu.
"— ..." – esperei-o guardar tudo e se levantar também "—Diga. "
"— Só mais uma duvida."
"— Se você quiser saber da formula novamente eu-"
"— Não é isso!" – ele me interrompeu exaltado "— Desculpe-me ter gritado..." – pediu "— Mas eu tenho uma pergunta sobre o futuro..."
"— Não é mais fácil você só esperar por ele, idiota?"
"— Não com você assim em minha frente..."
"— Diga então..." – envergonhei-me, virando o rosto.
"— Como é a nossa relação?"
"— QUE!?"
"— Nós... Como nos estamos?" – me perguntou novamente.
Meu coração acelerou novamente, minhas pernas ficaram bambas, tentei encontrar palavras para dizer. Porém não poderia simplesmente falar que éramos namorados amantes. Ainda era muito cedo este saber disso.
"— Amigos." – respondi depois de um tempo.
"— ...Amigos...?" – repetiu o que eu disse "— É isso mesmo que somos?"
"— Sim... O que mais poderíamos ser?" – indaguei, com toda a frieza que consegui juntar.
"— Tem razão..." – escutei-o falar baixo, quase em tom choroso "— Se é assim, talvez seja melhor eu desistir então..."
"— Desistir...?"
Eu abri os olhos espantados, e se por acaso eu tivesse acabado de fazer desistir de tentar me conquistar? E se por acaso, eu tivesse terminado com o nosso romance. Impossível! Tudo o que mais amava naquele mundo era aquele moreno a minha frente.
O que seria de mim, se eu não o amasse?
Provavelmente, teria me tornado uma pessoa fria, que se contentaria em ser mandado pelos outros. Desesperei-me, abraçando-o com força. Seria melhor revelar tudo para aquele garoto, pois não queria ter o risco de nada.
"— Eu menti!" – exclamei, abraçando-o mais "— Eu te amo..."
Notei este me abraçar também, meio afogueado. Não conseguia mais me conter, então puxei–o um pouco, tomando sua boca. Vibrei. Era o mesmo gosto, afinal era o mesmo Yamamoto...
Intensifiquei aquele beijo, tornando-o mais quente, necessitado, explorando aquela deliciosa boca com minha língua ávida. Afastei-me após algum tempo, desfazendo o abraço neste. Levando minha mão a boca, finalmente notando o absurdo que tinha feito.
"— Desculpe..." – pedi, recuando alguns passos, ainda com minha mão a boca "— Excedi-me."
Olhava-o parado no mesmo lugar, com uma cara de completo deleite e espanto. Quase que novamente o agarrei, mas recuei até chegar à porta, abrindo-a rapidamente. Eu tinha que sair dali logo.
"— Desculpe..." – pedi novamente "— Eu vou para o quarto... Melhor eu ir dormir..."
Quase corri em direção ao outro quarto. E ainda não acredito no quão infantilmente eu estava me comportando. Assim que chegue neste, me joguei a cama, encolhendo-me todo, levando meus dedos aos lábios.
Ainda sentia o gosto de meu amado neste. Eu queria tanto, necessitava tanto de seus toques. Mal notei quando dormir naquele colchão, pensando naquele que amava.
Gemi sentindo um toque gentil e provocante em meu rosto, lentamente abri meus olhos, me acordando daquele doce sonho. No entanto não consegui ver quase nada, o quarto estava na penumbra, porém reconhecia muito bem de quem era àquela mão a me acariciar.
"— Yamamoto?" – chamei seu nome fraco.
"— De-desculpe..." – ouvi uma desculpa meio gaguejada "— Te acordei..."
"— Tudo bem, já estou acostumado..." – falei sem pensar.
"— Acostumado?" – indagou curioso, sentando-se na cama.
"— Você tem um péssimo hábito de me atacar em quando eu estou dormindo..." – reclamei, mesmo sabendo que falar para este, não adiantaria "— Apesar de admitir que gosto..."
"— Gosta..." – senti que sua voz ficou mais rouca.
Minha vista acostumou-se àquela escuridão. Mas eu odiava não poder ver completamente os contornos de seu corpo, sentei-me na cama. Passando gentilmente minha mão na que acariciava meu rosto.
"— Pode ligar a luz?" – eu pedi.
Sabia ser loucura, sabia estar errado. Mas meu corpo reagiu a um simples toque, e agora eu queria pelo menos um pouco mais daquela insanidade. Notei este se levantar, e em instantes o quarto ficou claro.
"— Gokudera... Eu posso... Com você..." – estava lúcida, a vergonha e a ansiedade neste.
"— Se você puder me responder com sinceridade uma pergunta..."
"— Claro."
"— Imagine que você é o Yamamoto de dez anos do futuro... E estaria a quase dois anos sem me ver..." – dei um suspiro "— Se o eu dessa era aparecesse todo vulnerável, você tentaria atacá-lo?" – indaguei a dúvida de meu coração.
"— Se eu soubesse que você me amaria no futuro e que insistindo um pouco você se renderia a mim... Sem dúvidas eu faria isso." – falou sincero, andando em minha direção "— Mas provavelmente, não iria até o final." – comentou, sentando-se na cama.
"— Foi o que pensei..." – abaixei meu rosto envergonhado "— Então não é traição... Caso eu e você agora... Nós..."
"— Eu sempre serei eu, e você sempre será você... Não importando o ano ou a idade."
Por um momento, o jeito maduro que o outro disse a frase, me lembrou o Yamamoto mais velho. Sorri, era claro que me lembraria este, enfim era a mesma pessoa. Levei minha mão a sua face, fazendo-o um suave carinho.
Sorri fraco, afinal eu sempre fazia isto quando queria mais, só que este Yamamoto ainda não havia descoberto isto. Seria divertido e prazeroso ficar nos braços de alguém inexperiente.
"— Idiota. O que está esperando para me beijar?" – provoquei-o.
"— Posso?"
"— Sim... Meu corpo todo te pertence." – avisei, olhando-o de forma apaixonada e recebendo o mesmo olhar.
Este lentamente se aproximou de mim, quase como se tivesse medo de tudo aquilo fosse um sonho. Fechei meus olhos, sentindo levemente este encostar os seus lábios aos meus. Deliro com a doce inexperiência deste.
"— Pode fazer o que quiser..." – provoquei-o mais "— Eu não mordo que nem o Hibari."
"— Ele morde mesmo?" – olhou-me assustado.
"— Sim, o Dino é que tem que lidar com isso." – não pude evitar em rir um pouco.
"— Pobrezinho."
"— Pobrezinho nada, todo mundo sabe que o Dino ama ser mordido pelo Hibari." – ri mais, não me contendo e caindo na gargalhada.
Sabia que seriam assuntos que este Yamamoto não entenderia, mas isso não me importou, continuei a rir até a crise passar. Levei minha mão aos meus cabelos arrumando-os, notando agora a cara de bobo apaixonado que estava sem entender nada do moreno a minha frente.
"— Sabe..." – me aproximei mais deste "— Por algum motivo, sinto como se o Yamamoto do futuro estivesse atacando o Gokudera daqui." – comento, levando minha mão novamente ao seu rosto.
Foi minha vez de tomar a iniciativa, lambi meus lábios, sentindo-os secos e necessitando da boca á frente, me inclinei para frente, fazendo-o se deitar na cama. Notei de prontidão o olhar quase assustado que este me deu. Sorri acalentador, ficando de quatro em cima deste.
"— Calma." – falei para me aproximar de seu ouvido "— Não se preocupe, eu sou o passivo, sempre fui." – confortei-o, sussurrando rouco em seu ouvido.
Não resisti e mordi aquela área, principalmente por saber muito bem que ele era bem sensível ali. Em resposta a esse meu ato escutei um delicioso gemido. Ah! Como eu senti falta destes gemidos langorosos e roucos.
"— Gokudera, eu te a-" – calei-o, colocando um dedo em sua boca.
"— Não diga isso para mim agora, guarde para se confessar com todo amor quando o eu dessa era voltar." – pedi, aproveitando para circular com meu dedo o seu lábio "— Eu já sei, muito bem, que você me ama."
Não dei mais tempos de respostas, beijei-o com quase selvageria na boca, entreabrindo esta quando sentir a sua língua pedir passagem. Delirei, sentindo-a em minha boca vasculhando esta com uma curiosidade apaixonada.
"— Ahn..." – gemi fraco, assim que este se separou de minha boca.
"— Gostoso..." – falou fraco, com os olhos brilhando.
Voltei a mordiscá-lo a orelha e pescoço, apenas para atiçá-lo mais, senti aquelas mãos doces acariciando minha nuca, o tremor que tive fora de tanta saudade deste ato.
"— Está bem?" – ele me perguntou.
Abracei-o com força, juntando o máximo que podia nossos corpos. Era saudade, muita saudade. Durante quase dois longos anos, me privei de qualquer carinho, seguindo as ordens do Décimo e ficando em outro posto da 'Família'.
Os primeiros meses pareciam um inferno! Sentia-me fraco, exposto, apesar de sempre poder falar com o moreno por telefone ou até por holograma. Mas a falta daquelas mãos quentes em meu corpo fazia meu coração pesar.
"— Agora estou..." – sussurrei em seu ouvido "— Finalmente, depois de dois anos... Agora eu estou bem.."
Voltei a beijá-lo sua boca, em quanto minhas mãos foram quase que instintivamente para a blusa deste tentando remove-la. Notei este, ainda entre o beijo, me ajudar a tirar aquela peça de roupa incômoda.
Assim que me livrei daquilo, tateei todo seu peito, de uma forma nostálgica e excitada. Lambi novamente meus lábios, para em seguida beijar aquela parte, deixando varias marcas de minha passagem. Eu sabia que o moreno adorava isso.
"— Ahwm, Gokudera..." – gemeu rouco meu nome, me segurando pelos cabelos.
Olhei para cima, me deparando com o mesmo sorriso que conhecia, porém ate mais ingênuo. Comecei agora a lamber, todos os lugares por onde tinha passado antes só beijando, deixando uma trilha quente e úmida pelo peito deste.
Sentei-me em seu abdômen, para assim começar a retirar minha camisa, tirando os botões das suas casas. Gemi, quando senti um aperto em minhas cochas. Olhei meio raivoso para este, apesar de ter adorado.
"— São macias..." – falou este, lambendo os lábios.
Oh não! Eu simplesmente me derretia quando este fazia isso, com aquela cara sensual e provocativa. Comecei a retirar mais rápido minha camisa, não ligando que alguns botões desta fossem arrancados por mim.
"— Comporte-se."– pedi maroto, retirando aquela mão boba do lugar.
Voltei a me deitar sobre esse, gemendo baixo só pelo simples contato com o corpo quente deste. Passei minhas mãos pela calça de elástico que este estava usando, indo até, cós para assim abaixá-la lentamente.
O olhar extasiado a me observar, me deixava mais excitado ainda. E também pelo fato de que, de uma certa forma, estar no comando daquilo tudo. Tirei aquela calça quase com sofreguidão, tirando em seguida sua cueca.
Ouvi um gemido, em quanto me mexia mais para baixo, roçando de propósito no membro já duro deste. Assim que vi novamente aquele objeto de tanto desejo a minha frente, meus dedos vagaram levemente por todo ele, em quase uma adoração.
"— Unwm... Gokudera..." – ouvi meu nome em meio a um gemido novamente.
Porém eu apenas continuava a olhar aquilo a minha frente, sentindo meu coração bater desesperadamente. Lentamente passava meus dedos neste, sentindo-o estremecer ante ao meu toque.
Não resisti mais, segurei-o começando a manuseá-lo lento, olhando prontamente para o rosto deste quando escutei um gemido mais langoroso. Eu gemi baixo, parando aquilo tudo para retirar o resto de minhas roupas.
"— Quer que eu tire...?" – perguntou com a voz banhada em luxuria, eu apenas neguei com a cabeça.
"— Fique assim." – pedi, jogando minhas calças ao lado da cama.
Notei o olhar fascinado em direção ao meu corpo, em quanto retirava a ultima peça de roupa, que teve o mesmo destino da outra. Fiquei ajoelhado no meio de suas pernas abertas, para assim este ter uma visão melhor.
Nossa. Dois anos sem aquele tarado, me deixou tão pervertido quanto ele. Lambi meus lábios, passando de forma ousada minha mão pelo meu corpo, notando o ofegar mais necessitado que este dava.
"— Eu preciso realmente, desesperadamente, me confessar assim que você voltar do futuro..." – ouvi-o comentar baixo, se sentando na cama para me tocar "— Como é belo..." – disse, beijando meu peito.
Eu tremi, segurando sua cabeça para beijá-lo novamente, porém de forma mais calma, apreciando mais aquele gosto tão viciante. Quando apartei o beijo, senti as suas mãos descerem por meu corpo, apertando quase descaradamente minhas nádegas.
"— Ahn!" – gemi, jogando minha cabeça para trás "— Yamamoto..."
Apesar da delícia que estava, tirei aquelas mãos dali, me afastando apenas um pouco e me abaixando, ficando cara a cara novamente com o membro deste. Sorri, dando uma lambida bem úmida da base a ponta.
"— Ahhhnwm..." – arqueou, segurando com firmeza meus cabelos.
Quanta saudade daqueles gemidos... Não me aguentei mais, abri minha boca e abocanhei sem pressa o membro dele, sugando-o com insistência pecaminosa, sentindo suas mãos em minha cabeça forçá-la mais, implorando para ir mais fundo.
Acatei. Eu estava mais que nas nuvens sentindo novamente aquele pedaço de carne em minha boca. Ah! Quanta saudade! Levei minha mão ao meu próprio membro, começando a manuseá-lo no mesmo ritmo em que sugava aquele que amava.
"— Nhnm..." – escutei os gemidos destes um pouco mais desesperados.
Ah! Como eu queria escutar aquele gemido entorpecido de prazer em quanto este gozava... Empenhava-me mais e mais, fazendo do jeito que sabia que deixava este louco. Em quanto, me masturbava.
"— Es-hum-espere..."
Ignorei seu pedido desta vez, eu estava mais que necessitado por tudo aquilo, minha mão me acariciando movia-se quase com frenesi. No entanto, foi obrigado a tirar minha boca de onde estava, quando senti um puxão quase desesperado em meus cabelos, para que eu parasse tudo aquilo.
"— Não quer...?" – perguntei choroso, parando inclusive de me dar prazer.
"— Não é isso..." – ele se inclinou e beijou meus cabelos, me senti mais confortado com este singelo ato "— Eu quero fazer em você..." – me pediu.
Eu quase gozei ao escutar aquela voz rouca e baixa próximo aos meus ouvidos. Gemi baixo, quase inaudível, fechando meus olhos ao sentir um toque suave em meu rosto.
"— Me diga..." – mordeu-me, de leve minha orelha "— Como devo fazer..." – indagou quase como louco para proporcionar prazer.
Eu não estava pensando em roubar a primeira vez do Yamamoto agora... Entretanto, aquele pedido sensual, brando, provocante, manso... Aquela simples frase me desarmou completamente.
Poderia ser até melhor, este ter um pouco de experiência... Tomara que 'eu' me perdoe quando perceber... Quem liga para isso!?
"— Eu..." – sussurrei fraco, sentando-me a sua frente "— Tudo bem..." – soltei um suspiro "— Faça o que quiser..." – abracei-o com força, o fazendo tombar na cama.
Gememos, quando sentimos nossos sexos roçarem por causa da 'queda'. Por instinto, talvez, comecei a movimentar meus quadris em círculos lentos, sentido mais contatos prazerosos.
"— Uhnm." – gemeu, para meu completo deleite, levando suas mãos as minhas costas.
Continuei a me mover lentamente, beijando-lhe os ombros, sentindo este fazer o mesmo com os meus. Deliciava-me com tudo, nem ligava para o corpo deste estar menor que o meu.
Arqueei lento, corando um pouco, sentindo as mãos que antes estavam tateando minhas costas, agora apertarem descaradamente minhas nádegas. Eu sabia que o Yamamoto adorava fazer isso, principalmente por saber que eu sempre corava com isto.
"— Posso...?" – ouvi.
"— Um instante..."
Afastei-me só um pouco, pegando sua mão e retirando-a de lá, levei a minha boca, lambendo com insistência seus dedos, fazendo uma cara de depravado com a finalidade de apenas atiçado-lo mais.
E pelo olhar de quem olhava um animal pronto para ser devorado que recebia, estava claro que tudo estava dando certo.
"— Aiw..." – reclamou meio gemido, quando mordi de propósito a ponta de seus dedos, afastando-os de minha boca, vendo-os pingando em saliva.
"— Agora sim..." – me aproximei de seu ouvido "— Pode." – conclui.
Notei um ofegar mais profundo da parte de Yamamoto, possivelmente de êxtase ou deslumbre. Senti novamente aquela mão a me apertar, passando agora de forma curiosa e inexperiente seu dedo úmido, por 'aquele' lugar.
Arqueei, sentindo um leve forçar, como se tivesse medo de me machucar. Ah! Essa inexperiência está me matando de prazer...
"— Se eu te machucar, me avisa..."
A doce fala de um apaixonado com medo de ferir seu amado... Era assim que eu sempre pensava quando ouvia esta. Mesmo após já estarmos namorando há anos, o Yamamoto sempre fora gentil com relação a isso... Sempre priorizando o meu prazer.
"— Ahh, Yamamoto..." – agarrei-me a seu pescoço, me entregando todo ao deleite de ser lentamente violado "— Te amo..." – choraminguei a declaração.
Aquele cuidadoso dedo entrava mais e mais, começando a se mover no processo, eu não precisava mais de tanto preparo assim... Mas admito que estava adorando aquele excesso que estava recebendo.
"— Mais..." – gemi baixo, movimentando meus quadris.
Senti mais outro dedo ser acrescentado, mordi os lábios com força ao prazer nostálgico de sentir este me tocando tão intimamente aos tantos anos. Absurdamente bom. principalmente por saber que aquilo se ampliaria em muito.
"— Tira..." – pedi em um sussurro totalmente manhoso "— Não aguento mais..."
"— Te machuquei?" – olhou-me preocupado, parando de mover seu dedo.
"— Muito pelo contrário..." – soltei um suspiro deliciado "— Eu preciso de mais..."
O olhar preocupado transformou-se completamente para um pecaminoso, acompanhando de um sorriso maroto, quase provocante. Ofeguei baixo, sentido-o retirar aqueles dedos de dentro de mim.
Sorri, sentando-me em seu abdômen, sobre o olhar curioso e extasiado. Levantei meu quadril, ficando na posição correta, sentindo aquele membro duro roçar úmido em minha intimidade.
Não possuía o tamanho que estava acostumado, mas seria igualmente prazeroso, simplesmente pelo fator de ser o Yamamoto entrando em mim. Abaixei-me lentamente, arqueando as costas levemente.
Escutei um gemido mais alto e quase necessitado do moreno, olhei, com certa dificuldade, pois minha franja estava atrapalhando, para o rosto deste. Quase gozei com a visão que tive.
Por causa dessa visão, abaixei-me com força, fazendo nós dois gemerem arrastadamente, quase como loucos. Parei por um instante, mais para recuperar o ar em meus pulmões.
"— Ahn... Bom..." – escutei, sentindo suas mãos vagarem por minha coxa.
"— Sim... E muito."
Respirei mais fundo, começando assim a me mover em cima dele. Como aquilo era prazeroso! Eu mal conseguia me manter de olhos abertos, mas me esforçava nisto para poder ver a carinha deslumbrada e quase se perdendo no abismo dos prazeres do Yamamoto.
"— Gokuderaaa!" – urrou meu nome, usando quase todo o ar dos pulmões.
Eu sabia que aquela experiência estava sendo absurdamente nova e prazerosa, e por este motivo ele não duraria muito. Levei minha mão ao meu membro, movimentando-o com quase urgência.
"— Yama-Hunhm..." – tentei falar seu nome, mas o que conseguiu foi gemer.
"— Mais..." – ouvi em quase gemido, sentindo-o levar suas mãos aos meus quadris, me movimentando mais rápido.
"— Ahhh!" – joguei minha cabeça para trás, sentindo minha respiração completamente descompassada.
Tratei de me mover mais rápido que podia, me inclinando para frente, tomando assim aquela boca no qual emitia-se gemidos ensandecidos. Beijei-o forte, profundo, notando que nós dois gemíamos entre este beijo úmido, quente.
Meu corpo se retesou, quando senti uma estocada em um lugar que me deu muito prazer, um prazer sem limites. Separei minha boca a sua, minha mente quase totalmente nublada.
"— Neste ponto!" – gritei, quase "— Bem aí!" – pedi, necessitado.
"— Ahwnm."
Ele fez como eu pedi, para minha completa loucura, me acertava sucessivas vezes naquele ponto. Tive que parar de me masturbar e segurar firme meu membro. Não queria gozar antes dele.
Para alguém que pensei que não aguentaria muito tempo, me enganei completamente. Bem, como sempre falo... Uma vez Yamamoto, sempre Yamamoto.
Mordia meus lábios, tentando, pelo menos, diminuir um pouco a intensidade de meus gritos delirantes. Sorte absurda a nossa que o pai dele não estava em casa. Pois eu não me importaria em deixá-lo órfão, caso este atrapalhasse... O explodiria sem um pingo de piedade.
Certo, talvez eu estivesse sendo dramático demais.
"— Gok-ahn! Gokudera..."
Estremeci mais, se é que isso era possível, quando senti uma de suas mãos tocando a minha que segurava forte meu membro. Tentei lutar para este não a remover, pois sabia, pelo estado em que estava, que assim que fizesse isso, não duraria mais nem um minuto.
"— Nãooo..." – gemi arrastado, não parando um instante de me mover em aquele membro.
"— Larga..." – pediu manhoso "— Ahn... Deixe-me ver..."
"— Eu...!"
"— Por favor." – pediu, acariciando minha mão.
Não pude resisti aquele pedido, soltei meu membro, sentindo uma corrente elétrica forte quando o moreno o segurou e começou a manuseá-lo rápido, quase apressado.
Como poderia aguentar aquilo tudo? Ficando dois anos carente destes toques libidinosos!?
Realmente não tinha como aguentar a sedução de Yamamoto, em nenhuma idade. Eu sabia, sabia muito bem.
"— Aanhw-ahhnwm!" – gritei de puro êxtase, restando-me todo, sentindo aquele absurdo prazer esvair de mim, pelas mãos ingênuas, porém muito habilidosas do moreno.
"— Hayatooo!" – gemeu meu nome alto, tanto quanto eu, chegando ao orgasmo dentro de mim.
Fiquei a me movimentar lentamente, até que cai em exaustão em cima dele, abraçando-o fortemente, tomando seus lábios em um beijo calmo, tal qual a calmaria depois da tempestade.
Tentávamos nos recuperar daquela louca que fizemos. Tirei aquele membro de mim lentamente, com contragosto ao sentir o vazio, mas satisfeito pelo liquido quente a escorrer daquele lugar. A prova do amor deste...
"— Eu sou louco..." – sussurrei, deitando-me agora ao seu lado "— Pensando melhor agora..." – dei uma pausa, para respirar, ainda estava entorpecido pelo prazer "—Eu não vou me perdoar por isso."
"— Eu te convenço..." – falou sorrindo, puxando a coberta para nos cobrir "— Posso dormir aqui...?" – me perguntou manhoso.
"— A casa é sua. Idiota." – falei brincalhão, me aninhando em seus braços "— Pode sim."
"— Obrigado..." – ouvi um bocejo "— Estou exausto..." – comentou, fechando os olhos.
"— Também..." – menti um pouco, pois sabia que eu ainda aguentava várias rodadas dessas "— Bons sonhos."
"— Espero que isto não seja um sonho... Quero acordar com você em meus braços..."
"— Idiota." – beijei de leve sua testa "— Dorme logo."
Em alguns minutos, senti a respiração branda e compassada. Yamamoto dormira. Fiquei ainda boa parte apenas a observá-lo...
Aquele rosto adolescente, belo e provocante. Passava lentamente minhas mãos pelos seus cabelos, em sua suave carícia. Ah! Como ele era sereno dormindo.
Agora quase para cair no sono, em quanto insistia em olhar para seu rosto, só me via uma pequena frase em mente que entoava na minha cabeça repedidas vezes, em uma doce e apaixonada melodia.
Eu te amo...
CONTINUA...
03/07/09
Nota da autora:
Bem, quase três meses após o primeiro CAP, e finalmente posto a continuação. O motivo é que eu estava em duvidas em fazer ou não um Oneshot ou uma fic com três CAPs...
Por incentivos de algumas pessoas, acabei por optando fazer a continuação. Agora que decidi isto, o próximo CAP não demorará muito a sair (pelo menos, eu acho).
Será que o Gokudera foi desleal consigo mesmo? (fico me perguntando isso...)
No próximo CAP, como informei lá em cima (duvido que alguém tenha lido XD) a estória seguirá o curso certo.
Agradecimentos:
Acho que viciei neste anime (acho não, tenho certeza), mas com os personagens tão cativantes que nem esta estória tem... Quem resistiria?
Huhuhuh, obrigada a todos que deixaram suas Review no CAP anterior, e principalmente aqueles que pediram para que eu continuasse com a FIC. É graças a todos que eu pude levar esse projeto adiante.
By: Toynako
