A primeira vez que ela se apaixonou foi aos 12 anos. Amos Diggory era cinco anos mais velho, da Lufa-Lufa. 1,73, cabelos cor de areia cortados bem curtos, Monitor-Chefe.
Como nos filmes clichês que ela gostava, ele era bem popular e nem a notava. Lily adorava comentar com as amigas, aos risos e sussurros, o quanto ele era inteligente, simpático e bonito. Mas, diferente dos filmes anteriormente citados, Amos não se apaixonou por ela da noite pro dia, e eles não foram felizes para sempre. Na verdade, o máximo que ele chegara a notar a existência da menina foi quando esbarrou nela e gritou um pedido de desculpas apressado, enquanto sumia pelo corredor, atrasado para um encontro com a namorada. Porém, ela já havia "desapaixonado" e só riu do ocorrido, sem atribuir grande importância. Daquela paixonite, só restou uma certa preferência por loiros.
Dois anos depois, dera o primeiro beijo, com um vizinho chamado Bernard. Loirinho, tímido, corou ao beijá-la e não conseguiu olhá-la nos olhos depois.
Aconteceu em um jogo de verdade ou consequência e ela acabou se apaixonando por ele. Para sua tristeza, os sentimentos não eram recíprocos e, duas semanas depois, ele engatara em um namoro com uma morena chamada Susan.
Aos 17 anos, Lily já havia tido um namoro com um garoto da Corvinal, que durara pouco mais de quatro meses (o tempo que demorou para ambos perceberem que tinham confundido as coisas. O término foi tranquilo, eles continuaram amigos e ela até serviu de cupido para ele e sua amiga Katherine.) e foi nessa época que se apaixonou pela terceira vez. Diferente dos rapazes anteriores, James tinha os cabelos negros mais bagunçados de Hogwarts, era alto, magro, e musculoso devido ao Quadribol. Tinha uma inteligência acima da média, assim como sua preguiça. Adorava pregar peças e conhecia cada tijolo, quadro, passagem secreta ou porta escondida do castelo. Era inquieto, viciado em torta de chocolate, fascinado pelo mundo dos trouxas, livros de aventura e histórias de terror. Os dois eram tão opostos que se completavam.
Lily sempre gostou de ter controle sobre sua vida. Aos 7 anos, sua matéria predileta na escola era matemática, já que números são imutáveis e equações tem regras. Gostava de ler livros e ver filmes previsíveis, frequentava sempre os mesmos locais, teve os mesmos amigos desde criança. A verdade, era que a menina morria de medo dos diversos caminhos que a vida podia tomar. Tinha medo da mudança, de se decepcionar. E James Potter desafiava as regras, se recusava a seguir os padrões. Ele era incontrolável e imprevisível. Se apaixonar por ele também foi.
O rapaz conquistara primeiro sua amizade, e depois, lentamente, seu coração. Veio de fininho e a pegara desprevenida. Pelo menos, era isso que ela dizia a si mesma no início. Mas no fundo, Lily sabia muito bem o que estava fazendo, e não se arrependera uma única vez.

Aos 12 anos, James Potter não dava a mínima para garotas. Só queria saber de se divertir com os três melhores amigos, desvendando os segredos de Hogwarts. Sua primeira paixão foi no verão do terceiro para o quarto ano. A filha mais velha dos McKinnon, Grace, era linda. Tinha cabelos pretos como piche na altura dos ombros, era alta e esguia. O sorriso era doce, a voz baixa e os olhos azuis iguais ao da irmã Marlene chamavam muita atenção. Grace estava no sexto ano em Hogwarts e foi a segunda garota que James beijou na vida. O beijo em si fora ótimo e ele ficou feliz pelos 5 centímetros que ganhara durante as férias, que deixaram-no ligeiramente maior que Grace. Mas tudo que ele achava que sentia por ela acabou no segundo em que as bocas se desgrudaram.
Naquele ano, ele cresceu mais 8 centímetros e chamou cinco garotas para Hogsmeade. Três delas tiveram um segundo encontro, uma ele chegou a namorar por um curto período de tempo e a quinta rejeitou o convite. E foi por ela que ele se apaixonou. Durante maior parte do quarto e a primeira metade do quinto ano, era mais curiosidade e uma quedinha que levaram-no a continuar insistindo em Lily Evans. Lily Evans, que era quieta nas aulas, mas fora da sala falava alto, esforçada, pavio curto e queridinha dos professores, sem ser puxa-saco. Que era apaixonada por quadribol, os Beatles, madrugadas e pipoca doce. Que parecia gostar de todos em Hogwarts, menos dele.
Foi após o incidente com Snape, na tarde após os N.O.M.s, que tudo começou a mudar. Não somente os sentimentos pela ruiva, mas o próprio James. Naquele momento, ele questionou todas as suas atitudes, seus pensamentos e, no início do sexto ano, ele era praticamente outra pessoa. Mais responsável, atencioso, maduro. Menos detenções, azarações e confusões desnecessárias. Parou de insistir em chamar Lily para sair, e os dois iniciaram um relacionamento amigável.
Conversavam nas aulas que tinham em comum, se cumprimentavam nos corredores e esporadicamente se juntavam para tomar cervejas amanteigadas no Três Vassouras com os amigos. Ele se apaixonou de verdade por ela. Pelo jeito que o nariz se enrugava quando ela ria, a forma que os cabelos acaju caiam pelos ombros e costas. Pelos olhos verdes, que pareciam conseguir enxergar tudo que ele sentia e pensava e brilhavam quando ela falava sobre as coisas que amava. O orgulho que sentia em ser nascida trouxa, mesmo a medida que isso se tornava mais e mais perigoso. No dia em que ela lhe contara sobre a relação complicada que tinha com a irmã, abaixando a guarda e deixando-o entrar, ele teve esperanças.
E então, na manhã que os dois se beijaram pela primeira vez, na escada em frente ao retrato da Mulher Gorda, finalmente souberam porque nunca havia dado certo com mais ninguém.