O SEGREDO DOS ANJOS – PARTE III

ASCENSÃO

Dama 9 e Hana-Lis


Nota:

Os personagens de Saint Seiya não nos pertencem, pertencem a Masami Kurumada, Toei Animation e empresas licenciadas.

Apenas Diana e Aisty são personagens criadas única e exclusivamente por nós para essa trilogia.

Este é um trabalho de fã para fã sem fins lucrativos.

Uma boa leitura a todos!


Dama 9, Hana-Lis e amigos incentivam a criatividade e liberdade de expressão, mas não gostamos de COPY CATS. Então, participe dessa causa. Ao ver alguma história ou qualquer outra coisa feita por fã, ser plagiada ou utilizada de forma indevida sem os devidos créditos, Denuncie!


Capitulo 2 : A Fonte de Athena e o Dom de Ares.

.I.

Nos arredores do Santuário, em um bosque de sombras verdejantes erguia-se silencioso um antigo e pequeno templo que nada advertia. Era conhecido como "A Fonte de Athena".

Ali existia sim uma formosa fonte de brisas refrescantes. Ficou conhecido assim porque os ares desses arredores durante mil anos pareciam anestesiar a pele gelando-a e curando-a.

Inclusive dentro do Santuário poderia se dizer que quase ninguém conhecia a existência deste templo. Era como uma UTI para cavaleiros feridos nas batalhas.

Nos tempos mitológicos, a cada nova Guerra Santa, os cavaleiros que recebiam feridas mortais eram carregados para esse templo, onde ficariam até estarem totalmente recuperados.

Diz-se a lenda, que da distante altura da estátua de Athena caiu uma lágrima. Uma lágrima que era como um cosmos dourado que umedecia um ressecado deserto formando um oásis. Este cosmo envolvia todo o templo e seus arredores e diz-se que todos os cavaleiros se recuperaram de seus ferimentos salvando suas vidas...

Graças a esse dom, o dom de Athena.

-x-

Olhou uma última vez para o leito onde o amigo ainda permanecia imóvel, o braço direito enfaixado assim como parte do tórax onde ainda podiam-se ver alguns arranhões.

Não estava mais nas mãos da medicina moderna dos homens curá-lo, já haviam feito a sua parte. Os melhores médicos e especialistas já haviam sido acionados para isso, agora restava que o poder daquele lugar sagrado o fizesse se recuperar por completo.

Havia algo na cosmo-energia da Rainha das Amazonas, que nem mesmo o poder de Athena foi capaz de reverter. Teriam que esperar, mas ainda lhe custava entender uma coisa...

Por quê? Por que Shura havia feito aquilo? Jogar-se na sua frente diante do ataque de Hipólita?

Era para ele estar ali naquele leito; pensou Aioros se recordando de como tudo acontecera. Há dias que não se falavam direto, desde o acontecido na taverna e até chegava a pensar que o amigo o estava odiando, por pensar o que não devia a seu respeito.

Haviam brigado e feio, por conta do sentimento que agora via com total clareza devotarem a mesma mulher. Diana. E agora ali estava ele, prostrado naquele leito e inconsciente, tudo isso por, como sempre, agir antes de pensar.

-"Será que não percebe que o escolhido é você? Shura... Você é um idiota, um completo idiota!"; o sagitariano pensou, serrando os punhos nervosamente. Tendo ganas de chacoalhar o amigo inconsciente, quem sabe assim, pudesse fazê-lo despertar de uma vez e concertar as besteiras que fizera.

Havia ferido o coração da amazona por nada e agora estava ferido não só física como espiritualmente também. Ainda se recordava das últimas palavras de Shura antes de abater-se.

-"Ela não gostaria que você se machucasse...".

-Nem ela e nem eu, gostaríamos que você se machucasse...; ele murmurou sem conter a lágrima solitária que rolou por sua face. Sabia que o estado do amigo era grave, prova disso era o tamanho estrago em sua armadura, que Mu já havia se prontificado a consertar. Se não fosse por ela certamente teria perdido o braço com o golpe.

E pensar que agora podia ir, sem que soubesse a verdade que tanto o atormentava em torno do que de fato tinha com Diana... Ele tinha que se recuperar. Pela amizade que tinham, tinha que sobreviver. Precisava continuar lutando dentro de si, para abrir os olhos mais uma vez.

-Precisamos de você; Aioros murmurou num tom de voz quase inaudível. Em breve Apolo voltaria a atacar e todos os amigos talvez fossem insuficientes. –E ela também...; Completou com um olhar triste.

Nesse instante alguém bateu na porta, chamando-lhe a atenção. Afastou-se do leito do capricorniano e encontrou com Mú no meio do caminho.

-Como ele está? – o cavaleiro perguntou.

-Do mesmo jeito; Aioros respondeu com pesar.

-Ele vai ficar bem; Mú falou ao perceber o abatimento do sagitariano.

-Ele tem que ficar bem; o cavaleiro frisou, fitando a face pálida do amigo sobre a esteira.

-Acabei de impedir que um batalhão invadisse esse lugar; Mú comentou, olhando distraidamente para as dependências do belo jardim.

Para olhos comuns, aquele lugar seria apenas um cantinho tranqüilo para se estar, sem saber ao certo a real extensão dos poderes que ali habitavam. A mais pura e intensa energia de cura que poderia existir entre os céus e a terra, concentrava-se ali.

–Todos queriam vir até aqui pra ver como Shura estava, mas isso poderia agravar ainda mais a sua situação; ele explicou, vendo Aioros assentir. –Já analisei o estado da armadura dele; Mú continuou, mudando de assunto.

-E? –Aioros indagou. –Precisa de ajuda?

-Exato e pensei que você para isso; o ariano continuou, se referindo ao sangue que o sagitariano doaria para a armadura do amigo. –Eu mesmo poderia oferecer o sangue, mas se trabalhar no conserto da armadura enquanto você doa o sangue conseguiremos um resultado mais rápido.

-Tem razão, ele vai precisar dela logo logo, afinal Apolo finalmente mostrou que não está pra brincadeiras. Sua insanidade é maior do que imaginávamos; Mu assentiu e Aioros continuou. –Mas e quem vai ficar com ele? Não podemos deixá-lo só aqui e...

-Eu fico; uma terceira voz se fez presente.

Ambos voltaram-se para a porta aberta deparando-se com um par de orbes azuis a fitá-los.

-Diana? – Aioros falou surpreso, pouco antes de chegar ali, soubera por Saori que a jovem não estava bem, mas decidira ver o amigo primeiro, antes de passar no quarto dela, na volta. Entretanto, embora pálida, Diana parecia extremamente convicta de sua decisão de permanecer ali.

-Vão, consertem a armadura dele. Como você mesmo disse, ele vai precisar dela; a amazona falou aproximando-se do sagitariano.

Acatando ao pedido dela, Mú saiu sendo seguido instantes depois pelo sagitariano. Aioros fitou-a por alguns segundos, notando o olhar de puro pesar que ela lançava sobre o capricorniano.

-Ele vai ficar bem; Aioros sussurrou antes de se afastar. Ela precisava desse tempo sozinha; concluiu por fim.

A porta se fechou e a amazona voltou os orbes para o cavaleiro, sentando-se ao seu lado na beira da esteira. Levou o indicador até a face do mesmo com sutileza, havia arranhões ali. Sem saber por que apenas sentiu um imenso aperto no peito e grossas lágrimas brotaram dos orbes azuis e tristes.

Por que estava chorando?

Por que estava ali?

Eram perguntas às quais não sabia responder, assim como o estranho pressentimento que tivera horas atrás. Ainda se recordava de despertar em seu leito após a reunião e o estranho pressentimento, com o olhar de um homem vestido de branco junto da amiga Aisty. Médico? E pra que? Era ele quem precisava de cuidados e não ela; Ela pensou fitando a face pálida e sem vida do cavaleiro.

Brigas, brigas e mais brigas e até havia chegado a dizer que gostaria que ele sumisse, desaparecesse de sua vida, mas agora, ali diante daquele estado frágil em que se encontrava o cavaleiro, tudo o que mais queria era que os orbes castanhos voltassem a brilhar, mesmo que fosse em mais uma discussão.

Havia lhe ferido o coração e ainda doía, pensar que a julgara tão vulgar a ponto de dividir o seu coração com outro homem, porém doía muito mais pensar na remota possibilidade de perdê-lo.

Confusão, confusão, as lembranças da noite na taverna ainda eram revividas em sua mente, todas as brigas, todos os beijos...

Ah sim, os beijos, os momentos que haviam passado juntos, tudo junto formava um extenso emaranhado em sua cabeça e lhe dilacerava o peito. Tentaria não pensar no que havia acontecido e sim no que ainda poderia acontecer. Velaria seu sono, sua recuperação e depois... Resolveriam o tufão que permeava por entre suas vidas.

.II.

A rainha das amazonas, definitivamente surpreendera todos, mas ainda achava que ela havia demorado tempo de mais para aparecer. Apolo deveria estar realmente desesperado para mandá-la depois que Melina fracassara diversas vezes.

Suspirou cansada, Diana havia desmaiado fora com Saori ver o que estava acontecendo. O médico que a atendera, diagnosticara apenas uma queda de pressão, mas sabia que não era só isso, embora fosse um pouco difícil de acreditar, ainda mais porque estava na torcida do Aioros; ela pensou, balançando a cabeça, entrando no quarto.

Precisava tirar aquela túnica e aquele salto que estavam lhe matando; ela pensou, sentando-se na beirada da cama. Diana fora até a fonte ver como Shura estava, sabia o quão orgulhosa era a amiga e o quão difícil foi engolir esse orgulho e admitir que estava preocupada com ele. Milagres realmente acontecessem.

-Aisty;

Virou-se rapidamente para trás, ouvindo alguém lhe chamar. Balançou a cabeça, não tinha ninguém ali, estava em seu quarto. Sozinha, ninguém podia lhe chamar; ela pensou.

-Aisty;

Sentiu os pelos do braço arrepiarem-se. Olhou para todos os lados do cômodo, mas não viu ninguém. Deveria ser sua imaginação. Cruzou as pernas, para tirar as sandálias, quando viu uma aura avermelhada lhe envolver, levantou-se rapidamente da cama, elevando seu cosmo, tentando encontrar o dono daquela energia, mas sentiu o corpo pesar e tudo ficou escuro.

Não sabia ao certo quanto tempo estava deitada sobre a aquela superfície macia, no momento que seus olhos haviam se fechado, perdera qualquer noção de equilíbrio e tempo.

Abriu os olhos lentamente, deparando-se com um lago de águas cristalinas a poucos metros de onde estava, notou seus cabelos espalhados pela grama e não sobre o tapete, aos pés da cama, onde imaginara ter caído.

Mas afinal, que lugar era aquele? –ela se perguntou desorientada.

-No quarto templo da Coroa do Sol; uma voz grave e intensa falou, chamando-lhe a atenção.

Levantou-se rapidamente, olhando para os lados. A única coisa de que se lembrava era de estar em seu quarto, pretendendo se trocar, quando aquela estranha luz vermelha a envolvera e tudo ficou escuro.

Deparou-se com uma figura singular encostada em uma árvore, os orbes fechados e a expressão serena.

-Saga? –ela falou hesitante.

Não, não era ele. Conseguia sentir isso, embora a expressão fosse semelhante, a aparência era diferente. Aquele a sua frente tinha cabelos negros, mais curtos, que caiam sobre os ombros. Viu-o abrir os olhos voltando-se em sua direção. Eram vermelhos.

-Não, não sou o Saga, embora o conheça há muito tempo; ele respondeu de maneira enigmática.

-Quem é você? –Aisty perguntou hesitante.

-Um amigo intimo, que conviveu bastante tempo com ele; o estranho respondeu, com certa ironia e malicia.

-Ares; a jovem falou, serrando os orbes de maneira perigosa, levantou-se, mantendo-se na defensiva.

-Acalme-se criança, não vou lhe fazer mal; Ares falou, com uma expressão entediada.

-Como posso ter certeza disso? –ela rebateu.

-Se quisesse ter te mato, teria feito quando a deixei desacordada, mas ao contrario do que sabe sobre meus outros 'parentes', eu ainda sigo um código de ética, de não atacar um oponente impossibilitado de reagir; ele explicou, gesticulando displicente. –Agora sente-se e vamos conversar; ele completou, batendo sobre a grama a seu lado.

-Não espera mesmo que eu lhe obedeça, não é? –Aisty perguntou, com a voz fria.

Entretanto, no segundo seguinte sentiu o corpo tremer, quando ele virou-se em sua direção. Os orbes vermelhos cintilaram. Sua cabeça rodou com uma onda de vertigem, o corpo pesou, fazendo-a cair de joelhos no chão. Levou a mão até os olhos, esperando que assim pudesse voltá-los ao foco. Elevou seu cosmo, mas nem uma fagulha se acendeu. O que estava acontecendo?

-Deveria respeitar mais os mais velhos criança, eles sempre sabem o que fazem; Ares falou calmamente, como se estivesse falando com uma criança de cinco anos.

Levantou-se, caminhando lenta e elegantemente até ela. Ajoelhou-se a sua frente, tocando-lhe a face suavemente, erguendo-a pelo queixo. Os orbes novamente cintilaram, simplesmente não havia como recuar.

-Xiiiiii; ele sussurrou, tocando-lhe os lábios com a ponta dos dedos, quando viu que ela pretendia falar. –Fique calma e me ouça;

Sentiu o corpo amolecer, voltando a responder aos seus comandos. Suspirou aliviada, vendo-o levantar-se e ir até a beira da água. Ares sentou-se calmamente, batendo levemente sobre a grama, mandando-a se aproximar. Depois daquela demonstração de poder, não era nem louca de desafiá-lo; ela pensou, aproximando-se.

-Sabia decisão; ele falou, com um meio sorriso.

Serrou os orbes de maneira perigosa, vendo o reflexo dele sob o espelho dágua.

-O que quer?

-Paciência é uma virtude, criança; ele falou em tom de provocação.

-Se me chama de criança novamente, vou lhe mandar para o Tártaro; ela avisou, pretendendo se levantar, porém ele segurou-lhe pelo pulso, lançando-lhe um olhar sério.

-Perto de mim menina, você ainda é uma criança. Então aprenda a esperar os mais velhos falarem primeiro; Ares completou, vendo-a bufar e sentar-se novamente. –Pelos deuses, agora sei porque é você a herdeira de Selene; ele resmungou,

-O que quer dizer com isso? –Aisty perguntou confusa.

-Ártemis é passiva demais, embora tenha se voltado contra Apolo tenha sido um grande avanço. Pelo menos ela esta de volta à ativa, uma deusa da estirpe dela não deveria deixar os velhos hábitos de lado, devido a algumas insignificâncias; ele falou, gesticulando displicente.

-...; Entreabriu os lábios para discordar, porém ele ergueu a mão, impedindo-a. Estava começando a se irritar.

-Mas Selene sempre foi a mais arredia, digamos que esse é o genes ruim que passa de geração em geração; ele brincou. –Mas creio que deve estar querendo saber porque estou aqui, não?

-...; assentiu.

-Sou o Deus da Guerra...;

-"Sério?"; ela pensou, irônica.

-Sem ironias criança, isso é irritante; Ares a cortou, vendo-a abafar o riso. –Mas, se tem algo que eu realmente detesto é um idiota metido a sabichão querendo tomar o meu lugar; ele exasperou.

-Apolo? –ela perguntou descrente.

-Isso mesmo, esse idiota esta indo longe de mais. Criar intrigas, tudo bem. Dominar o mundo, aceitável, mas querer destruir isso aqui só por mero capricho, definitivamente não; ele completou.

-Ahn! É impressão a minha ou você não concorda com ele? –Aisty perguntou incrédula.

-Não, não concordo. E teria dominado esse mundo se aquele idiota do Saga não tivesse usado o báculo de Athena para se matar e me expulsar do corpo dele; Ares falou, indignado.

-Pelo menos uma atitude verdadeiramente nobre; ela rebateu.

-Detalhes; Ares rebateu, gesticulando displicente. –Mas a questão é, o que você esta disposta a fazer para acabar com Apolo?

-O que? –Aisty perguntou surpresa.

-Eu sei, eu mesmo poderia fazer isso, mas a verdade é que não posso; ele resmungou. –E nem pretendo defender esses mortais, porém vou dominar esse mundo daqui a 200 anos, mas ele ainda precisa existir quando eu voltar;

-Que absurdo; a jovem murmurou, incrédula quanto ao que estava ouvindo.

-Vamos ser claros então, tem uma forma de você e àquela outra amazona acabaram com Apolo...;

-As armaduras; ela o cortou.

-Acha mesmo que um bando de metal fundido é capaz de fazer algo contra ele? –Ares a questionou. –Não, e você sabe disso. Ainda mais agora que Hipólita esta de volta;

-O que sabe sobre isso?

-Apenas o necessário, mas a questão é. O que esta disposta a fazer para ter o poder necessário para acabar com Apolo? –ele perguntou em tom de barganha.

-Eu...; Ela murmurou, desviando o olhar.

Fora tudo muito rápido, mal teve tempo de elaborar a resposta quando viu-o tocar-lhe o alto da testa. Uma explosão de energia aconteceu, envolvendo-lhe o corpo. Sentiu a temperatura aumentar drasticamente como se seu corpo pegasse fogo. Ergueu a cabeça, deparando-se com os orbes dele sobre si. A lua prateada em seu pescoço aos poucos foi sendo tingida de vermelho, como se mudasse de fase, de crescente para cheia.

-Tudo nesse mundo funciona por opostos, não se esqueça disso; ele completou, colocando sobre sua mão um outro pingente, imediatamente o reconheceu como a outra lua.

Um flash passou em sua mente, lembrou-se que Diana havia colocado o pingente em cima do criado, antes de sair, mas porque ele estava com o pingente.

-Paciência criança, apenas o tempo é capaz de lhe dar todas as respostas; ele falou, quando o cosmo diminuiu de intensidade.

-Porque esta fazendo isso? –Aisty perguntou confusa, sentindo gostas e mais gotas de suor pingarem de sua testa.

-Digamos que estou pagando para ver o que os 'Santos de Athena' podem fazer para acabar com os planos de Apolo mais uma vez;

-Apenas um capricho? –ela perguntou.

-Talvez? –ele rebateu de maneira enigmática.

-O que eu tenho de fazer? –a jovem perguntou mais confiante.

-Começar a enfrentar seus demônios já é um bom começo; Ares completou, com um sorriso maroto, que lhe lembrava exatamente um certo alguém. –No mais, o tempo dirá; ele completou.

-AISTYYYYYYYYYYY; ouviu alguém gritar seu nome.

Sentiu a mente dar voltas, ficando atordoada. Tentou manter-se consciente, mas foi impossível. Sentiu o corpo cair sobre a grama e tudo apagou.

-o-o-o-o-

-Aisty; Saga chamou, chacoalhando-a.

Sentira o cosmo dela se alterar e fora ver o que era. Bateu na porta chamando-a, mas não houve nenhuma resposta. A única coisa que pensou foi em chutar a porta e entrar.

Para sua preocupação, encontrou-a caída ao lado da cama, segurando fortemente o pingente em forma de lua nova, contra o peito.

-Uhn? - ela murmurou, abrindo os olhos lentamente.

Será que fora tudo um sonho? Não, não fora; ela pensou vendo o pingente de lua em suas mãos.

-Aisty; Saga falou, tocando-lhe a face. Vendo gotas grosas de suor pingarem da testa.

-Saga; ela sussurrou, o reconhecendo.

-Graças a Zeus; ele murmurou, abraçando-a fortemente.

-Saga, cuidado; Aisty falou, afastando-se rapidamente.

Viu a jovem encostar-se na parede com um olhar assustado para a própria mão, foi quando notou a própria camisa queimada no formato da mão dela, simplesmente não sentira isso; ele pensou surpreso.

-Não foi nada; o geminiano falou, tentando se aproximar, mas ela encolheu-se mais na parede. –Esta tudo bem, acalma-se; ele pediu.

-Não se aproxime, por favor; Aisty pediu, vendo a marca vermelha que ficara sobre o peito do cavaleiro, sendo que mal o tocara.

-Não vai acontecer nada; Saga falou, aproximando-se calmamente. Viu o olhar hesitante.

Tocou-lhe o braço suavemente, vendo imediatamente uma aura vermelha a envolver. Recuou a mão, vendo-a sumir, mas que raios era aquilo? –ele se perguntou.

-Saga, por favor, me deixa sozinha; ela pediu, sentindo os orbes marejarem. Precisava colocar a cabeça em ordem e entender o que Ares fizera, antes que acabasse ferindo alguém.

-Não vou te deixar sozinha, não agora; ele falou veemente, deixando a mão fechar-se sobre o braço dela, puxando-a para si.

Sentiu uma certa resistência no começo, o cosmo dela elevou-se instintivamente. Abraçou-a fortemente, sentindo-a por fim se acalmar, aconchegando-se entre seus braços.

-Acalme-se, estou aqui com você; ele sussurrou.

Continua...

Respondendo Reviews...

*Amaterasu Sonne

Obrigada pelo coment, ficamos muito feliz por estar gostando da fic. Espero q tenha curtido esse capitulo. Um grande abraço. Dama 9 e Hana-Lis.

*Julyana Apony

Domo July-chan, obrigada pelo coment, fico muito feliz q esteja gostando dos conflitos entre Saga e Aisty, esses dois ainda vão dar muito pano pra manga, adorei desenvolver o romance entre os dois e nunca pensei q a Aisty faria tanta repercução, principalmente nas outras fics da "Saga de uma nova vida". Nos próximos eps, vc vai ver uma mudança geral no relacionamento desses dois, agora que a trilogia esta chegando ao fim. Obrigada novamente e até a proxima. Um forte abraço... Dama 9.