Harry Potter e seus personagens pertencem a J. K. Rowling (mas eu acho que todo mundo já sabe disso...)
Essa história pertence a adorável The-Shy-Quiet-One.
A tradução é toda minha.
Capitulo dois: Rescue/Resgate
Sirius colocou na mesa a xícara de café que havia terminado se inclinando para trás e deixou o calor o aquecer, apreciando o fato de que ele podia ter café agora, ao contrário daquela coisa estranha e arenosa que eles serviam em Azkaban. Ele ainda encontrava problemas em se ajustar a ideia de que ele estava livre agora. Parecia um sonho e ele beliscava sua coxa por baixo da mesa de vez em quando para ter certeza. Mas isso era real! Ele estava sentado na mesa da cozinha no largo Grimmauld bebendo café com seu melhor amigo e seu velho diretor. Ele tinha até achado a visão de seu velho elfo doméstico, Kreacher, uma boa coisa. O elfo havia feito café para eles e fez uma careta para Sirius, tendo nunca realmente gostado muito dele.
"Então, eu suponho que deveríamos visitar Harry agora." Sirius sugeriu timidamente, levantando de sua cadeira se alongando de uma maneira muito canina. Ele bocejou e pegou sua xícara, carregando-a para a pia.
"É tarde, Sirius. Harry estará na cama, adormecido…"
"Eu quero estar lá quando ele completar quarto anos." Sirius declarou simplesmente, passando uma mão pelo seu longo cabelo preto. He bocejou. "Mas talvez um banho primeiro…"
Ele subiu as escadas até o banheiro no primeiro andar, gemendo para a vista das pernas de cobra da banheira de mármore preto. Ele olhou seu reflexo no espelho e pulou em choque. Aquele homem magro e de cabelo desgrenhado era realmente ele? Ele estendeu a mão e sentiu seu rosto… Ele ainda era bonito, mas… ele parecia… assombrado. Mas então, isso era esperado após passar um tempo em Azkaban rodeado por Dementadores que sugavam cada pedaço de esperança e felicidade para fora de você cada vez que você sentia isso.
Sirius tirou suas roupas da prisão, sentindo a sujeira arranhar contra sua pele enquanto isso. Ele ligou a água para o banho e esperou um momento até esquentar antes de subir e puxar a cortina em volta da banheira. Ele gemeu; seu corpo inteiro relaxando enquanto anos de sujeira e sombra encadeados saiam dele e iam pelo ralo. Sua pele estava pálida, ele notou. Muito mais pálida do que havia sido por anos. Ele precisava pegar um sol, com certeza.
Lavando-se com o sabonete que estava na bandeja do lado da banheira, Sirius podia sentir os anos de Azkaban sendo removidos de sua pele, podia sentir a maravilhosa leveza outra vez. Ele esfregou o sabonete em seu cabelo, esfregando forte e por um longo tempo, trabalhando para tirar toda a sujeira bruta e endurecida. Ele não havia tido a chance de penteá-los por três anos, embora essa fosse uma de suas melhores características.
Assim que se sentiu limpo o suficiente, Sirius saiu do banho e enrolou uma toalha em sua cintura, alcançando o pente velho que estava do lado da pia. Ele o passou em seu cabelo e fez uma careta quando ficou preso em um pedaço bem emaranhado. Isso ia ser impossível. Ele pegou sua varinha e encostou do lado de sua cabeça, murmurando um velho feitiço. Ele sentiu seu cabelo expandir, depois os viu se espalhar pelos lados, fazendo o parecer um tanto demente. Ele gemeu e começou a passar o pente novamente, o emaranhado tendo sumido agora. Ele notou que o tamanho passava seus ombros… Ele teria que pedir a Moony que os cortasse depois que vissem Harry.
Sentindo-se bem melhor com sua aparência agora, Sirius desceu as escadas ainda vestindo sua toalha, ignorando o fato de que suas costelas apareciam. "Certo, Moony, vamos."
"Oh, então havia uma pessoa debaixo de toda aquela sujeira." Remus sorriu para Sirius, levantando e puxando uma cadeira. "Mas você não acha que deveria colocar alguma roupa antes de sair? Ter bruxos em sua casa será uma coisa para os Dursleys. Ter um deles quase pelado será outra totalmente diferente."
"Oh." Sirius olhou para baixo, como se acabasse de perceber que estava vestindo apenas uma toalha. "Certo." Ele correu de volta para a escada, subindo até chegar ao ultimo patamar. Sem se incomodar em olhar para o antigo quarto de seu irmão mais novo, Sirius abriu a porta de seu quarto.
Tudo estava igual como ele havia deixado, aos dezesseis anos, quando fugiu para viver com os Potters. Sua cama ainda estava desfeita, suas fotos ainda na parede, um livro que ele não queria, jogado no chão. Ele foi até a cômoda e a abriu, esperando mariposas ou fadas mordentes voarem para ele, mas isso não aconteceu. Ele tateou, puxando um conjunto de simples vestes negras. Ele deixou a toalha cair e colocou as vestes, ignorando o cheiro de mofo devido ao desuso. Elas ainda serviam, surpreendentemente. Elas eram até um pouco grande.
"Ok. Agora estamos prontos?" Sirius perguntou quando voltou à cozinha. Remus sorriu e acenou, mas Dumbledore suspirou.
"Eu ainda não aconselharia isso…"
"Nós estamos indo, você queira ou não, Dumbledore." Sirius balançou sua cabeça. "Eu preciso ver meu afilhado. Eu preciso saber que ele está bem."
"O que eu entendo, mas você também precisa levar em consideração que-"
"Não há mais nada a considerar." Sirius guardou sua varinha e voltou para a escada, Remus e Dumbledore o seguindo. "Agora, onde ele está? Qual é o endereço?"
Dumbledore estendeu os braços aos dois homens. "Eu os levarei até lá. Apenas segurem firme." Sirius e Remus pegaram um braço do homem e seguraram firme enquanto ele girava em seus calcanhares, aparatando direto para fora dos corredores do largo Grimmauld.
Eles apareceram em silêncio, uma luz se acendeu na rua. Todas as casas pereciam exatamente iguais, todos os gramados bem cuidados e verdes. Parecia uma daquelas vizinhanças inacreditavelmente seguras, onde nunca havia acontecido nada ruim e tudo o que acontecia era apenas fofoca. Tudo era muito… perfeito. Sirius suspirou. James e Lily iriam querer que Harry crescesse em um lugar um pouco mais único do que isso, um lugar seguro, mas com… mais arvores. Algum lugar mais mágico. Aquele definitivamente não era um lugar para um garotinho brincar com sua vassoura de brinquedo.
"Dumbledore, isso está certo?" Sirius perguntou preocupado, olhando as casas idênticas com um olhar de nojo. Ele virou sua cabeça para olhar a placa da rua. Ela confirmava que eles estavam na Rua dos Alfeneiros.
"Sim, o numero quatro é logo ali." Dumbledore disse, indicando a quarta casa à esquerda. Sirius foi em direção a ela, quase correndo de tanta emoção por poder ver seu afilhado. Ele estava tão perto agora! "Calma, Sirius. Eu acho que, talvez, eu deveria ir primeiro."
Dumbledore parou em frente à porta e tocou a campainha com seu longo dedo. Sirius e Remus ficaram atrás dele, o cachorro pulando sobre seus joelhos e o lobisomem parecendo cada vez mais e mais estressado pela antecipação.
…..
Harry estava sonhando de novo. Ele se revirou sobre seu pequeno colchão no armário debaixo da escada, choramingando com as imagens que voavam em seu cérebro de quase quatro anos. Alguém estava gritando… e então havia uma horrível luz verde que ele odiava muito. Aquela luz se associava à horrível risada maluca que não poderia ser descrita como nada diferente de mal.
"Quem diabos poderia ser essa hora?" Vernon Dursley andou até a porta da frente. Era dez da noite, muito tarde para visitas, com certeza. O homem grande abriu a porta quase a desmontando e se encontrou face a face com um senhor velho, com seu cabelo branco e barba que passava sua cintura. Havia dois outros homens atrás dele, um com um longo cabelo preto, o outro parecendo muito tímido, de cabelos castanhos. Todos usavam vestes. "Que diabos vocês querem?"
"Boa noite, Sr. Dursley." Dumbledore falou gentilmente, com um ar de quem falava com uma criança inquieta. Ele andou através da soleira da porta, sem ser convidado e seus companheiros o seguiram, fechando a porta atrás deles. "Nós viemos visitar o pequeno Harry, no entanto, sabemos que é um pouco tarde."
"Porque você quer ver aquele garoto?" Vernon disse com raiva, sua face ficando roxa a mera menção de seu sobrinho. Petúnia apareceu na porta da sala de estar e engasgou quando viu os três bruxos na entrada.
"O que é isso? O que está acontecendo?" Ela perguntou, deslizando para trás de seu marido.
"Eles querem ver o garoto."
"Onde ele está?" Sirius perguntou com urgência, dando um passo para frente e ignorando o modo como o trouxa estremeceu quando ele fez isso. "Dormindo em seu quarto, eu espero." Ele correu para as escadas, passando por eles sem convite. Ele foi para o corredor enquanto Vernon Dursley gritava com ele.
"Saia da minha casa seu verme!"
"Por favor, se acalme Sr. Durlsey."
"Nós só queremos ver o Harry." Remus afirmou tranquilamente, tentando o acalmar e falhando miseravelmente.
Sirius entrou em cada quarto do andar de cima, mas não achou nada interessante para ele. Havia o típico quarto dos pais, um quarto de brincar cheio de brinquedos que pareciam já ter visto dias melhores, uma bola dormindo no próximo quarto, e um quarto vago que parecia ser para hóspedes. Mas não havia qualquer sinal de Harry. "Onde está ele, Dursley? O que você fez com meu afilhado?"
"A-afilhado?" Petunia gaguejou.
"Exato. Agora onde ele está? Aqui…?" Sirius vagou pela sala de estar, procurando em volta. Não havia sinais de Harry aqui também. Somente fotos daquela bola lá de cima. Ele franziu a testa. Porque não havia fotos de Harry aqui? Com certeza ele não poderia ser aquela criança loira, que parecia um leitão, que ele viu lá em cima? "O que você fez com ele?"
….
Havia gritos… Harry sentou-se em sua cama, procurando por seus óculos quebrados no armário escuro. Ele os achou e colocou em seu rosto, a fita que ele usava para emendá-los arranhando a já irritada pele de seu nariz. A fita fazia seus óculos escorregarem em seu rosto as vezes, especialmente quanto estava quente e ele ficava suado. Ele podia ouvir as vozes, elas eram abafadas pelo seu armário.
As escadas acima de sua cabeça bradaram e ele se encolheu um pouco, percebendo que algo ruim estava acontecendo para o Tio Vernon estar passadno por elas desse jeito a essa hora da noite. Que horas eram afinal? Ele havia estado na cama por algum tempo agora… eles sempre o mandavam pra cama logo após o jantar, deixando Dudley ficar acordado para assistir tv após seu banho e dando a ele um lanche antes de ir para cama. Mas Harry sempre imaginou que era porque Dudley era mais velho e ele era apenas o Harry, a amargura da existência de seus tios.
"O que você fez com ele?" Harry piscou, ouvindo a voz estranha. Apenas… Era familiar de alguma forma. Ele não sabia de onde, mas ele sabia de alguma maneira, que ele já havia ouvido antes em algum lugar, e isso aqueceu seu pequeno interior. "Cadê o Harry?"
Seu nome! A voz familiar do estranho havia dito seu nome! Harry mordeu seu pequeno lábio, dividido entre pedir para ser liberado do armário e encarar a ira de Vernon, ou ficar lá. Eventualmente, a curiosidade ganhou. Ele levantou o punho e bateu na porta do armário.
….
"O que foi isso?" Remus perguntou. Seu ouvido sensível percebendo o bater de Harry na porta. Ele olhou em volta da entrada, preocupado com o bem estar do menino já que Sirius não o havia encontrado ainda. Não deveria ser tão difícil achar um garotinho, devia?
"Eu juro, Dursley, se você prejudicou meu afilhado de qualquer maneira…" Sirius o agarrou, segurando a frente da camisa do homem, o pressionando a ponta de sua varinha no pescoço do homem. "Diga-me onde ele está, ou eu juro que eu…"
….
Harry bateu na porta mais forte agora, sentindo uma urgência desesperada de sair daquele armário e chegar até a voz. Ele tinha que saber de quem era… ele simplesmente tinha. Ele ergueu as duas mãos, batendo-as o mais forte que podia contra a porta. "Deixa eu 'saí'! Deixa eu 'saí'!" Essas palavras que ele nunca tinha se atrevido a dizer antes deixaram sua boca antes que pudesse parar. Elas eram proibidas e ele estava certo de que receberia uma surra, mas naquele momento, ele não se importou. Tudo o que importava era chegar até o dono da voz.
…
"Deixa eu 'saí'! Deixa eu 'saí'!"
Os cinco adultos que estavam na entrada viraram suas cabeças para olhar para a escada. A pequena porta abaixo dela estava se movendo, fazendo um barulho como se alguma coisa... ou alguém... batia nela. Sirius liberou Vernon de seu controle e parou se abaixando em frente a porta, horror estampado em seu rosto. "Harry?" O barulho parou imediatamente.
"Sim! Harry! Pui favoooooooooi deixa eu saí!"
Sirius agarrou o trinco e o puxou para trás, abrindo a porta e enchendo o armário escuro de luz. Seus olhos cinzentos caíram no pequeno menino com um emaranhado cabelo preto, óculos sobre seus olhos de esmeralda amendoados. Ele usava um pijama azul coberto com nuvens fofas e que parecia que já haviam visto dias melhores. Sem pensar, Sirius esticou suas mãos, mas Harry se encolheu para longe, com medo.
Harry olhou para o homem, o medo estampado em seu rosto. Ele estava dividido entre o medo do homem e sair do seu armário, mas ele não tinha uma escolha. O homem o pegou e o tirou do armário. Harry choramingou certo que o homem o pegaria por ter feito tanto barulho. Mas o homem não o machucou.
Ele o abraçou.
Sirius se agarrou firmemente a Harry, colocando uma mão atrás de sua cabeça instintivamente, já que não o havia segurado desde que era um bebê. Ele fechou seus olhos, enterrando seu rosto no ombro do menino e respirando seu cheiro. "Oh Harry."
Harry explodiu em lágrimas, incerto do que fazer com essa estranha forma de afeição que nunca havia experenciado. Ninguém nunca havia o segurado ao menos que fosse para machucá-lo desde que ele aprendeu a andar. Ele envolveu seus pequenos braços no pescoço do homem e segurou como se sua vida dependesse disso, suas pernas se mexendo para envolver o torso do homem, não querendo que ele se fosse. Ele cheirava engraçado… mas… estranhamente familiar. Quase como uma essência que ele havia se esquecido de cheirar até agora. Suas lágrimas se acalmaram.
"Vocês tem dois quartos extras lá em cima, e vocês o mantinham debaixo da escada?" Remus parecia lívido, e Sirius podia ver o lobo em seus olhos.
"Como você se atreve! Ele é uma criança, não uma… uma… vassoura!" Sirius gritou ultrajado. Ele sentiu Harry tenso e passou uma mão em suas costas, aconchegando-o mais perto, tentando tranquilizá-lo. "Shhhh, Prongslet. Certo. Nós estamos saindo. Vocês nunca mais terão permissão de ver Harry novamente. Como seu guardião legal, considerado através do testamento dos pais dele, eu o estou levando. Se vocês tentarem nos parar, eu explodirei sua casa com vocês dentro."
Sirius se virou, marchando por Dumbledore, Remus, e os boquiabertos Dursleys. "Remus, pegue as coisas dele."
"Certo." Remus assentiu e se enfiou dentro do armário para procurar as coisas que o garoto poderia querer manter. Ele encontrou um urso de pelúcia, ou pelo menos achava que era… não tinha uma cabeça, mas o largou. Não havia nada ali que valesse a pena. Nem mesmo para o pequeno padrão do menino.
Harry sentiu a agradável brisa de verão atingir seu rosto e abriu seus olhos, olhando para a porta aberta do numero quatro curiosamente. Nunca mais ver seu tio e sua tia? Levar ele? Ele piscou, virando sua cabeça para o homem que tinha finalmente, vindo para levá-lo para longe desse lugar horrível. Isso era um sonho? Não… não podia ser. Era muito… Real.
"Se eu soubesse antes." Dumbledore suspirou, olhando um tanto culpado enquanto ele fechava a porta atrás de si e de Remus que não carregava nada a não ser o cobertor em que Harry foi deixado há três anos. "Eu sinto muito."
"Dumbledore, não tinha como você saber. Era a única opção, de qualquer jeito. Remus não teria sido autorizado a ficar com ele." Sirius disse, balançando a cabeça, acariciando afetuosamente o cabelo bagunçado de Harry. Ele não podia acreditar que estava segurando seu afilhado afinal! Ele estava maior do que da ultima vez que o havia visto, apesar de mais magro do que ele gostaria de vê-lo. "Hey Harry."
"Oi." Harry respondeu simplesmente, seus olhos abertos com o choque de tudo. Ele ainda não entendia o que estava acontecendo, nem o porquê de eles estarem deixando o numero quatro, mas adultos não gostavam quando ele fazia perguntas, então ele ficou calado.
"Você provavelmente não se lembra de mim, Prongslet, mas eu sou seu padrinho, Sirius." Sirius explicou gentilmente, carregando o pequeno garoto pela rua até o local onde eles iriam aparatar. Era o lugar mais seguro para aparecer ou desaparecer sem os trouxas perceberem. "Mas você sempre me chamou de Padfoot."
"Padfoot." Harry franziu a testa, o nome saiu estranho da sua língua. Ele não conseguia se lembrar de já tê-lo dito alguma vez.
"Bem, era algo mais parecido com 'pafú' quando você era um bebê."
"Eu conhecia voxê quando eu ela um bebê?" Harry perguntou curiosamente, abraçando fortemente Padfoot, mas não querendo parar de olhá-lo. Ele não era como nenhum homem que Harry já havia visto antes em sua vida. Seus cabelos eram longos e seu rosto era ligeiramente afundado, mas ele tinha uma bondade em seus olhos cinza que mesmo o garoto de quatro anos notou. Isso era estranho, mas ele se sentia… seguro nos braços desse homem.
"É isso ai." Sirius sorriu para ele, sacudindo alguns daqueles cabelos desarrumados que estavam cobrindo os olhos do menino para poder vê-lo melhor. "Sua mãe e seu pai eram dois dos meus melhores amigos." Ele observou os olhos do menino crescerem tão incrivelmente, formando duas esferas perfeitas.
"'Voxe' conheceu minha mãe e meu pai?" Harry não podia acreditar. Ninguém nunca havia falado sobre seus pais antes. Tudo que ele sabia sobre eles era que haviam morrido em um acidente de carro quando ele era muito pequeno e foi por isso que ele foi viver com seus tios.
"Sim." Sirius sorriu, balançando Harry para trás enquanto caminhavam. "Mas nós podemos falar mais sobre isso amanhã. Por agora, eu acho que é melhor você voltar a dormir." Harry bocejou e balançou a cabeça, mas depois a deitou no ombro de Sirius. Ele estava bastante sonolento.
"Eu não 'tô' com sono."
"Sim, você está." Sirius sorriu enquanto os olhos de Harry fechavam cansadamente e ele se apagou como uma lâmpada¹. Seria mais fácil aparatar com ele agora. Sirius não queria ter que explicar todo o processo tão tarde na noite.
Os três homens e o garotinho aparataram, aparecendo segundos depois no Largo Grimmauld. Harry ainda estava dormindo, completamente inconsciente do mundo ao seu redor, exceto que ele estava quente e estava confortável dormir no ombro daquele homem. Sirius o carregou para dentro da casa, decidindo que eles deveriam mudar a decoração ou se mudar. Ele imaginou que mudar seria a melhor opção. Ele possuía dinheiro suficiente em seu cofre no Gringotts, pois sendo o único Black vivo, herdou tudo quando seus pais morreram. Afinal, Harry merecia um lugar melhor para viver do que toda essa velha porcaria de casa.
"Eu devo voltar para a escola. Eu escreverei uma carta ao ministério para explicar as novas acomodações do garoto. Eles precisam ser avisados. Eu confio que vocês ficarão bem?" Dumbledore perguntou e Sirius assentiu enquanto ele se dirigia as escadas.
"Nós ficaremos bem. Eu só vou colocá-lo na cama. Moony, você pode ficar em meu quarto se quiser. Eu não acho que Harry precise ver garotas trouxas de biquíni quando ele acordar."
Remus riu e os seguiu para cima, lançando a Sirius um boa noite no segundo piso. Sirius carregou Harry até um dos mais limpos e menos sinistros quartos da casa. O quarto havia sido uma sala de jogos dele e de Regulus quando eles eram mais jovens e foi convertido em um quarto de hóspedes quando os dois foram para a escola. Sirius se sentou na cama, tirando seus sapatos e deitando. Ele colocou os cobertores sobre ele e Harry, que estava deitado em seu peito agora. Ele não queria sair de perto do menino ainda, não quando ele havia acabado de tê-lo de volta. Ele segurou seu afilhado bem perto enquanto ele adormeceu.
N/T:
¹ out of a light: expressão usada queo uma pessoa dorme muito rápido. Assim como uma lâmpada apaga imediatamente queo você a desliga, a pessoa dorme assim que encosta no travesseiro.
Sirius até que se comportou bem não? Mas será que a história termina ai?
No próximo capitulo Harry encontra mais um dos nossos queridos personagens, será que alguém adivinha quem?
Espero que o próximo capitulo saia entre quarta e quinta feira da semana que vem.
Mais uma coisa, eu gosto de responder as reviews que recebo, elas fazem muito bem para quem está escrevendo e eu gosto de agradecer.
Se você não faz o login no site não tem como eu te mandar uma resposta, então deixo meu muito obrigada aqui.
Qualquer erro, por favor, me avisem para eu poder corrigir.
bjs,
Carol
Proximo capitulo: Manhã
