Apresentações
- Café muito bom... Afinal qual é seu nome? Perguntou Dean.
- Madeline. Madeline Castro. E vocês, quem são?
- Dean.
- Sam.
- Winchester.
Winchester? O nome era familiar pra Madeline. Talvez seus sonhos... Talvez sua mãe...
- Hum... O nome não é estranho. Minha mãe já o mencionou.
Dean olhou significativamente para Sam, que entendeu rapidamente. Seria Madeline mais um Winchester perdido? Resolveram esperar pra ver o que ela contava.
- Mas isso não importa agora. Vocês devem querer saber por que eu estou aqui nesse barraco, treinando, não é.
- É. Disse Dean, seco.
- Antes de tudo: Vocês são caçadores? Perguntou Madeline, interessadíssima.
- Somos. Disse Sam, que parecia um pouco mais paciente que Dean, apesar de por dentro estar extremamente apreensivo.
- Ótimo!
- Ótimo?! Exclamou Dean.
- Dean, sossega! Disse Sam.
Dean fez uma cara feia pro irmão e esperou Madeline falar, satisfeito com a xícara de café que ela acabara de encher de novo.
- Bem, vou explicar como vim parar aqui. Meu pai é caçador.
Informação crucial. Era isso que Dean e Sam queriam saber. Ela só poderia ser irmã deles... Está no sangue. Winchesters têm que ser caçadores, se encontrarem! É isso...
- Minha mãe sempre soube, mas ele achava que ela não sabia. Ela me contou que uma noite acordou e ele estava conversando com tal John Winchester no telefone. Ah! Lembrei-me porque o nome de vocês me é familiar! Bem, ela disse que, depois disso, ela o ouviu conversar com outras pessoas sobre assuntos estranhos e resolveu perguntar a ele, que explicou tudo a ela. Ele nunca tinha contado nada com medo de sua reação, mas foi totalmente diferente do que ele esperava. Ela entendeu e o apoiou no tempo em que ele esteve com ela. Ele também sempre deixou bem claro que não poderia ficar, pois o que ele caçava poderia vir atrás dela e ele não queria isso. Depois de 6 meses juntos, ele foi embora pra uma outra viagem de caça e deixou apenas um numero de telefone com minha mãe. Dois meses depois que ele a deixou, ela descobriu que estava grávida. Ligou e contou a ele, que ficou muito feliz, mas voltou a dizer que não poderia ficar junto de nós.
- É caçadores tendem a não criar laços. Sam disse já sabendo que Madeline não era sua irmã. Seu pai nunca tinha passado tanto tempo longe dele e de seu irmão, a não ser naqueles dias logo após a morte de Jéssica.
Isso o deixou aliviado, pois algo nela tinha chamado sua atenção, como se ambos estivessem ligados. Ficou feliz por saber que a ligação não era de sangue.
- Pois é – continuou Madeline – Minha mãe me disse que durante a gravidez ele não apareceu, mas que assim que nasci ele veio nos visitar e passou uns dois meses conosco. O primeiro presente que ele me deu foi este.
Ela mostrou a eles um colar, com um pingente em forma de pentagrama.
- Um típico presente de caçador. Disse Dean.
Madeline riu. Sam gostou do som.
- E não é que é! Depois ele me visitou de dois em dois anos, sempre no meu aniversário. Quando fiz 10 anos ele me explicou tudo o que fazia e porque não podia ficar conosco. Eu entendi e o admirei muito. Não via a hora de crescer e ser como ele.
Sam então falou:
- Você nunca teve medo? Assim, essas coisas não são fáceis...
- Eu sei – respondeu Madeline – mas meu pai sempre demonstrou ser tão corajoso que eu queria ser como ele. Minha mãe me disse que nada poderia me pegar, nunca, porque meu pai estava por aí dando um jeito nisso. Ela nunca me escondeu nada e eu aprendi a viver com a possibilidade de um monstro ou fantasma aparecer na minha janela.
"Como pode uma garota ser assim?" Pensou Sam.
- Bem, continuando... Depois disso, as visitas ficaram mais escassas. Ele veio quando eu tinha 14 e depois quando eu estava com 18 anos. Não apareceu mais desde então. Minha mãe ainda falava com ele no telefone. Eu não tinha o numero, apenas ela. Um dia eles discutiram, eu não sei por que e nenhum dos dois voltou a ligar. Pouco depois minha mãe faleceu e eu tomei a decisão de vir atrás do meu pai. Terminei a faculdade, pois era um desejo da minha mãe, deixei tudo arrumado e vim pra cá.
- Sentimos muito pela sua mãe – disse Sam, interessado – mas me desculpe como ela morreu?
- Lúpus. Ela adquiriu esta doença e se foi.
- Lamentamos muito! Disse Dean – Mas mesmo assim é estranho. Ninguém entra nessa vida porque quer. Algo sempre aparece pra forçar você, um demônio, um monstro...
- Não – Madeline falou – Eu nunca fui atacada, nem ninguém da minha família, a não ser meu pai, antes dele conhecer a minha mãe e tomar este rumo. Comigo e com ela nada aconteceu. Como se tivéssemos um anjo da guarda muito poderoso.
- É, um Castiel particular! – Dean resmungou com cara de dúvida.
- Castiel, Castiel. Bonito nome. Também não me é estranho!
Madeline bebeu seu café, que já estava esfriando na xícara.
"Quem ou o que é essa menina?" Pensou Dean.
- Bem Madeline – começou Sam- uma coisa você ainda não nos disse... Como se chama seu pai? É possível que possamos conhecê-lo.
- Meu pai se chama Bob. Bob Singer.
