A festa de lançamento do livro não estava muito cheia, quase ninguém apreciava mais um bom livro, mas isso não desanimava de forma alguma Tenten, ou Neji. Eles, como não poderia deixar de acontecer, se encontraram na festa, e isso não foi o mais importante que aconteceu, e se longe foi o mais chamativo.
O livro era de fato bom, ótimo nas palavras de Tenten, e ela acabou comprando um exemplar de 'Destinos'. Quando a festa já tinha acabado, ela viu Neji se aproximar dela.
-O que achou do livro? – ele perguntou casualmente.
-Ah, não me parece ser ruim, comprei um. – ela respondeu não dando muita conversa. Na verdade, estava cansada e queria desesperadamente chegar ao alcance de sua cama.
-É, eu também comprei um. – ele falou mostrando seu exemplar. – Hey, você tem o que fazer amanhã?
-Ah, na verdade... É sábado, e geralmente eu uso esse dia para limpar o apartamento. – Tenten respondeu, mas ficou intrigada com a pergunta. – Por quê?
-Eu... Estava pensando em alguma coisa pra fazer, mas não queria ir sozinho... – ele falou pensativo e parecia até um pouco decepcionado. Tenten notou isso. E essa era uma proposta quase irrecusável para qualquer uma. Mas ela não era qualquer uma.
-Sinto muito, mas eu tenho muito que fazer... Limpar o apartamento não é uma coisa que dure apenas 2 horas... – ela respondeu, podendo ler agora a decepção estampada no rosto de Neji e até uma ponta de incredulidade.
-Tudo bem então. Até mais. – ele falou e foi direto para seu carro importado. Tenten deu de ombros e andou calmamente até seu carro, mas alguma coisa a parou.
-Tenten! O que era que você conversava com Hyuuga Neji?! – Ino quase gritou ao seu lado. Tenten quase se esquecera que tinha que levar Ino de volta para casa.
-Ah, ele é... Meu vizinho. – ela falou simplesmente.
-Como você teve coragem de me esconder uma coisa dessas?! Neji? Seu vizinho? É quase um sonho... – ela suspirou balançando os longos cabelos loiros.
-Não sonhe demais Ino, e ele se mudou hoje, não tive tempo de contar a você. – Tenten disse se explicando, Ino pareceu engolir, o que foi um alívio.
-Tudo bem... Vamos embora?
-Sakura não falou que voltaria conosco? – ela perguntou.
-Ah, ela encontrou um cara, um amigo dela aí, ela voltou com ele.
-Tudo bem. Vamos voltar. Eu estou louca pra me deitar, meus pés estão me matando! – ela falou e entrou no carro. Ino deu a volta no carro e entrou também.
Para o alívio de Tenten logo ela estava deitada em sua cama se descalçando e pondo o vestido abaixo. Vestiu uma camisola e se deitou, dormiu quase que imediatamente.
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Neji chegou em casa rápido, trocou de roupa e ficou assistindo TV por um tempo. Quando ele viu o começo da propaganda da loja de seu pai, desligou a televisão. Ele ainda não tinha se esquecido do motivo de ter se mudado, e não esqueceria tão cedo. Ele foi até seu pai naquela quinta feira para dar uma resposta. Seu pai havia lhe proposto viajar para o exterior se ele esquecesse a idéia maluca de escrever um livro. Ele já tinha uma decisão, mas o pai havia pedido para ele responder naquela quinta feira. O motivo da briga era óbvio, Neji nunca abriria mão de fazer nada por seu pai. O outro, por seu lado, não queria ver o filho como um intelectual fraco e sem propósitos, assim como ele considerava qualquer outro escritor.
Fora difícil para Neji conviver com seu pai durante tanto tempo sendo filho único, e assim, o único a ter a vida perturbada por seu conflituoso pai. Ele tinha que se esconder para escrever e o que escrevia, o que se tornava mais difícil com o passar do tempo, quando seu pai começava a descobrir onde guardava tantos segredos.
Neji se jogou em sua cama e ficou pensando, afinal, na nossa mente é onde estamos seguros, onde podemos nos refugiar e desabafar sem que precisemos de qualquer outra pessoa. Acabou adormecendo depois de um tempo, não sem antes ter pensado naquela mulher ousada que havia lhe dito seu primeiro 'não'. Ele não desistiria dela tão fácil.
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Um grito se ouviu no quarto daquela jovem mulher e Tenten acordou assustada com seu próprio grito. Tinha sido um pesadelo horrível, mas ela não se lembrava mais o porquê. Ela foi até a cozinha e bebeu um pouco de água, depois foi até uma janela e ficou olhando a noite. A lua estava quase cheia, amarela como um grande queijo no céu. Era estranho que fosse tão tarde e ela ainda estivesse daquele jeito, grande, parecendo perto demais da Terra. Ela olhou a cidade, movimentada ainda, mesmo com a hora excedente. Voltou para sua cama, dessa vez pegou um outro travesseiro e o usou como refúgio para dormir, o agarrou e não soltou mais.
Amanheceu o dia e Tenten acordou já eram mais de 9 horas. Ela se vestiu e destinou o dia inteiro ao seu apartamento. Limpou tudo antes das 6 horas, cozinha, banheiros, os quartos, nada ficou para trás, e por incrível que pareça ela não se sentia cansada. Como não tinha o que fazer com o resto de seu sábado, tomou um banho e colocou uma roupa casual, desceu e foi dar uma volta. Parou na frente de um restaurante italiano que lhe pareceu incrivelmente convidativo depois de tanta arrumação e cheiro de produtos de limpeza.
Quando entrou no restaurante avistou um velho amigo. Lee estava a apenas algumas mesas de distância da entrada, e seu cabelo de cuia e suas sobrancelhas exageradas o deixavam ainda mais visível, sem contar suas roupas ridiculamente verdes.
-Oi Lee! Quanto tempo! – ela falou quando chegou perto o bastante da mesa do amigo.
-Olá Tenten! Sente-se. Pois é, desde que eu parei de dar aulas na escola... Bons tempos. – ele falou animado. – Como tem andado?
-Eu ainda estou dando aulas... Está tudo na mesma de sempre... – ela respondeu. – Como você tem se virado?
-Ah, eu fui contratado num curso de educação física na faculdade. Estou dando aulas lá desde então.
-Nossa! Então você deve estar bem... Que bom.
-É, mas eu vou ter que ir embora, me desculpe. Eu tenho que fazer algumas coisas e preparar aulas. Não me leve a mau...
-Não, pode ir, eu não quero atrasar você. Até mais. – ela falou, e pensou se alguma coisa no destino não estaria conspirando para que ela ficasse sozinha. Ela olhou em volta e uma garçonete veio para lhe atender.
-O que deseja?
-Ah, eu queria uma lasanha, e vinho para beber, por favor.
-Com licença. – a garçonete saiu depois de anotar o pedido.
Tenten ficou esperando impacientemente batendo os dedos na mesa enquanto esperava. Ela não percebeu nada do que acontecia em sua volta, e foi por esse motivo que estava alheia da chegada de quem lhe segurou a mão.
-Está impaciente por quê?
-Ah, nem eu sei... – ela falou olhando para cima, mas não precisou realmente fazer isso para perceber que quem estava ali era Neji. – O que está fazendo aqui?
-Eu estava apenas com fome. – ele deu de ombros e sentou-se junto à Tenten.
Eles ficaram sem conversar por um longo tempo, até que a garçonete chegou com o pedido de Tenten interrompendo o silêncio. Ela deixou tudo na mesa e perguntou a Neji se ele queria alguma coisa. Ele pediu o mesmo de Tenten e a mulher se foi outra vez, deixando-os a sós. O único ruído que quebrava o silêncio mortal entre eles era o do garfo batendo no prato. Não foi o jantar mais agradável para nenhum dos dois, mas eles não precisavam falar.
Quando acabaram, e Tenten esperou que Neji o fizesse, se separaram outra vez nos carros para voltarem para o mesmo prédio, para apartamentos vizinhos. Tenten continuava sem nada para fazer, e Neji idem. Os dois abriram as portas numa conexão calada e a fecharam atrás de si. Ela sentou no chão e começou a falar:
-Não tem nada pra fazer?
-Não, nem você parece ter. – Neji respondeu se encostando na porta.
-Não... Conte-me sua história... – ela falou quase desinteressada.
-O que? – ele perguntou incrédulo.
-Conte-me a sua história... Me diz alguma coisa que me divirta. – ela falou agora rindo da cara que ele fazia.
-Tudo bem, mas se você quer diversão, então não será na minha história que você vai encontrar. – ele riu.
-Então invente uma. – ela falou como se fosse óbvio.
-Tudo bem, nisso eu sou bom.
-Ótimo, arrumei um vizinho contador de histórias! – ela falou animada. Neji caminhou até Tenten e sentou-se ao seu lado. Nesse instante, houve um pique de luz, e Tenten soltou um gritinho abafado. A luz voltou rápido e então Neji começou a contar a história que acabava de brotar em sua mente.
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Oie gente!!
Espero que tenham gostado, mas eu não gostei... hehe
Acho que é alguma coisa no meu lapso de criatividade que me impede de fazer alguma coisa que preste, mas eu espero que tenha ficado bonzinho.
Deixem reviews .
Beijoos
Midori
