Olá!!!! Aqui está a continuação da minha história "A cor do Gelo" ^-^
Os avisos são os mesmos: Hentai, Yaoi, Ménàge á trois, incesto e uma pequena porção de asneiras…
Os pares não são diferentes, a parte das personagens que eu inventei (Os filhos):
Principal:
ItaHinaSasu – Ou seja: SasuHina, ItaHina e ItaSasu. Filhos deste Trio: Daisuke, Itachi, Hinaro.
NejiIno. Filhos deste casal: Hizashi e Hina.
NaruSaku. Filhos deste casal: Jiraiya e Pinku
KibaTenten. Filhos deste casal: Neko-Neko. Tenten está grávida do segundo.
E mais alguns. Nesta história já não há InoHina. T-T
Não sei se irei colocar casais nos miúdos…
Capitulo 2
Loucos
_ Estás a gozar comigo?
Gaara olhou-o inexpressivamente, o seu bonito rosto afirmando que ele não estava, de maneira alguma, a gozar. Naruto esbugalhou os olhos, passando do rosto do seu amigo para o outro homem que estava atrás do Kazekage.
_ Só podes estar a gozar.
Naruto simplesmente não podia acreditar no que ouvia. Era absurdo! Ele sentia um enorme respeito e tinha uma grande amizade com Gaara, mas aquilo não era aceitável. Colocou os seus olhos azuis na janela redonda, fixando-se na paisagem arenosa de Suna.
O seu longo casaco branco decorado com chamas laranja e negras esvoaçou um pouco com a brisa que penetrou a sala pela janela. Os seus cabelos louros, já pelos ombros, imitaram o gesto enquanto ele cerrava os punhos.
_ O que me pedes é impossível. – Disse ele ao virar-se de novo para o seu amigo, que o olhava atenta e cuidadosamente – Nenhuma das vilas aliadas vai aceitar participar nos próximos exames Chunnin se eu permitir tal… coisa.
Gaara lançou um longo e cansado suspiro, fechando os seus olhos claros. Passou a mão pelo seu rosto pálido, num gesto impaciente.
_ Naruto, por favor. É um favor que te peço.
_ Um favor que não posso cumprir! – O Hokage levantou-se, claramente irado e apontou para a terceira pessoa presente – Eu não posso permitir a entrada dessa gente na minha aldeia, seria catastrófico! Especialmente quando o seu líder e o irmão são nossos traidores.
_ E meus aliados. – Completou Gaara num to frio – Até agora não tive reclamações.
Naruto olhou-o com a mesma frieza, cruzando os seus braços musculados por cima do seu peito duro.
_ Não permito traidores na minha aldeia. – Rosnou o louro enquanto estreitava os seus olhos de safira.
Para seu espanto, Gaara sorriu um pouco. Era um estranho, pequeno e quase assustador sorriso malicioso.
_ Aí, não? – Murmurou o ruivo, encostando-se na sua cadeira – Pois parece-me que abrigas traidores á catorze anos, Naruto.
O Hokage prendeu a respiração e o terceiro homem olhou para Gaara com curiosidade, mas não disse nada.
_ Ela não é uma traidora e sem duvida que os seus filhos também não o são. - A voz de Naruto estava assustadoramente calma, olhos azuis brilhavam com pura raiva – Não os vais ofender dessa maneira na minha presença, Gaara. És meu amigo, mas ela é a minha companheira.
_ As pessoas questionam-se, sabes, sobre a tua afeição por essa mulher e os seus filhos. Têm suspeitas.
Naruto esbugalhou os olhos com a acusação falsa e bateu com os punhos na delicada secretária de Gaara, que o olhou seriamente.
_ Cada palavra que sai pela tua boca é uma ofensa! Tu és um dos professores dos miúdos, como te atreves a insultar a sua mãe dessa maneira? A insultar-me? Eu amo Sakura e nunca lhe fui infiel, nem nunca serei. – Ele passou o olhar pelo outro homem antes de o colocar de novo em Gaara – Aquela mulher é como uma irmã para mim, ela sacrificou-se pela aldeia, ela preferiu abandonar o pai dos seus filhos a trair-nos. A trair-me. O mínimo que poderia fazer-lhe era acolhê-la. Eu amo aquelas crianças como se fossem minhas, e se continuas a falar dessa maneira não vou ser responsável pelas minhas acções!
_ Naruto, não estou a tentar insultar ninguém. Apenas a apresentar um facto.
_ Pois bem, o teu facto não presta, e sabes porquê? Porque não se te lembras mas aquela mulher lutou ao teu lado na grande guerra. Ela tinha três filhos bebés em casa, mãe solteira, quase rejeitada pelo seu próprio clã, mas lutou. E porquê? Porque ama Konoha. – Virou o seu olhar azul para o terceiro homem presente – Talvez ele também tenha amado a nossa aldeia, mas tal amor acabou.
Gaara inclinou um pouco a cabeça, sorrindo ligeiramente.
_ Mas tem outro amor, Naruto. Ele tem a sua família, os seus próprios filhos. Apenas quer que os seus descendentes sejam considerados verdadeiros ninjas. Não achas que as situações são parecidas?
O Hokage olhou-o com o sobrolho franzido.
_ Não. – Ao ver que Gaara iria abrir a boca para falar, Naruto cortou-o ao erguer a mão – não! Se me querem dar argumentos, então ele que fale.
O terceiro homem presente pestanejou, o seu rosto bonito não transparecia qualquer tipo de emoção. Longos cabelos negros escorriam pelas suas costas quase perfeitas, atados num delicado puxo. Naruto olhou-o com pura desconfiança, mas esperou que falasse.
_ Como Kazekage-sama referiu, quero que os meus filhos tenham as mesmas oportunidades que os outros. Apesar de não ter entendido o vosso tema de conversa á pouco, compreendo a sua relutância em aceitar a minha organização nos exames Chunnin que vão ocorrer na sua aldeia, mas eu lutei imenso para limpar o nosso nome, para dar uma vida melhor aos meus homens, Hokage-sama. Ficar-lhe-ia internamente grato se nos pudesse fazer este pequeno favor.
Naruto semicerrou os olhos, cruzando os braços.
_ E que garantias tenho que não irás tentar destruir Konoha?
_ Isso é algo que não farei, Hokage-sama. Por Favor… eu não sou um homem que costuma implorar, mas desta vez faço-o. Peço-lhe que nos deixe participar.
O Hokage cerrou os dentes, os seus olhos azuis brilharam de fúria. Virou-lhes costas, caminhando até a porta, que abriu com alguma violência.
_ Está bem, podem entrar. – Rosnou o louro enquanto olhava por cima do ombro – Mas se tu e o imbecil do teu irmão a magoam, então serei eu próprio a matar-vos.
Tanto o Kazekage como o homem que estava ao seu lado pestanejaram ao ouvir a porta ser fechada num estrondo violento. Gaara suspirou, inclinando-se de forma cansada, fechando os olhos antes de sorrir um pouco.
_ Pronto, Itachi, tens a permissão que necessitavas para o teu filho participar nos exames.
O Uchiha retribuiu-lhe o sorriso, os seus olhos negros ainda pregados á porta. O seu sobrolho negro franziu-se enquanto pensava em algo.
_ Gaara-kun, que conversa era aquela dos traidores e da mulher com filhos?
O ruivo pareceu hesitar, como se tal informação não fosse saudável para Itachi, mas o Uchiha continuou a olhar para o Kazekage de forma decisiva. Gaara mordeu o lábio, desviando o seu olhar claro.
_ Não é importante, Itachi. Acabarás por descobrir mais tarde ou mais cedo. – Murmurou o Kazekage friamente – Desejo que saias, tenho trabalho para fazer. Partiremos para Konoha daqui a três dias.
Itachi não estava satisfeito com a resposta, mas anuiu. Moveu-se elegantemente ao contornar a secretária. O seu cabelo negro não se diferenciava muito da sua roupa de combate, que se acentuava perfeitamente ao seu corpo duro.
_ Mais uma coisa, Gaara-kun. Quem é que eu e o meu irmão não podemos magoar?
Gaara olhou-o como se a resposta fosse óbvia.
_ A Caçadora Hyuga, como é evidente. – Respondeu o Kazekage secamente – É bom que não o faças, Itachi. Ela é a vice-Hokage, a segunda Ninja mais poderosa de Konoha. Não só Naruto te dava uma coça, como o primo dela e a sua mulher, a irmã, a médica, o companheiro de equipa, o seu antigo sensei, aquele tipo com quem eu lutei no meu primeiro exame chunnin, os filhos desta população toda e os trigémeos… tinhas muita gente atrás de ti, meu caro.
Itachi olhava-o de olhos esbugalhados.
_ Esqueceste-te da Ino.
_ Não, não me esqueci. Eu disse Neji e a sua mulher.
_ Eles casaram?
_ Evidentemente.
_ Devem ter um casamento muito violento.
- Um pouquinho. – Gaara franziu o sobrolho. Ino e Neji não eram assim tão violentos, até pareciam bastante carinhosos um com o outro. Apenas quando ela estivera grávida. Afastem-se de uma Yamanaka prenha se querem sobreviver.
Ele estremeceu um pouco com as memórias desagradáveis antes de olhar de novo para o Uchiha, que ostentava uma expressão confusa. Gaara respirou fundo, pegando num monte de cadernos de capa escura que ele precisava de ler.
_ Quem são os trigémeos?
Gaara paralisou desta vez. Como pudera ele descuidar-se dessa maneira? Soltar aquela palavra sem pensar nas consequências? Aquele homem não era estúpido, não era ignorante, era um dos melhores ninjas do planeta. Era obvio que se iria questionar ao ouvir "Trigémeos"
_ São os meus alunos de Konoha. Sentem uma terrível afeição pela Hinata-chan. – Não era mentira. Apesar de a rapariga dos três ser aquela quem ele treinava mais, os outros dois também tinham aulas mas com menos frequência. E aqueles três fariam tudo pela mãe.
Itachi semicerrou os olhos. Ele conseguia ver que o Kazekage estava a esconder alguma coisa. Mas o quê? Era obvio que tinha algo a ver com estes "Trigémeos". Hum… trigémeos, só de pensar nisso, Itachi ficava imediatamente com pena da mulher que os teve. Três bebés a sair numa só vez não era pêra doce.
_ Estou a ver. – Murmurou o Uchiha – Não tens que te preocupar. Nem eu nem o meu irmão queremos nada a ver com essa mulher. Na verdade, queremo-la bem á distância.
Ele virou-se, caminhando porta fora antes de a fechar calmamente atrás de si. Gaara sorriu com suavidade, inclinando a sua cadeira num gesto despreocupado.
_ Quem é que queres convencer com essas palavras? Eu ou tu?
_ Achim!
Os trigémeos olharam para a mãe, pestanejando. Hinata pegou num lenço e encostou-o ao nariz, franzindo o sobrolho. Estranho.
_ Comam ou vão chegar atrasados. – Disse ela num tom abafado pela peça de pano.
Os seus três filhos anuíram e recomeçaram a comer. Hinata suspirou, acabando de limpar o seu nariz e atirou o lenço para o lixo, caminhando até ao lavatório para lavar as mãos.
Não se podia atrasar. Com Naruto fora da aldeia, era ela quem ficava encarregue de tratar das coisas de Konoha. Os seus filhos poderiam chegar á área de treino na hora que quisessem, pois Kakashi chegava sempre muito tarde. Infelizmente ela não tinha esse luxo.
Virou-se para os seus filhos lentamente, sorrindo com carinho enquanto caminhava até ao cabide onde penduravam os casacos.
_ Vou para o escritório. Trancam a porta quando saírem? – Perguntou enquanto vestia o enorme casaco branco.
_ Qwao. – Murmurou Daisuke com a boca cheia. Tradução para o que ele tinha dito: Claro.
Hinata riu-se baixinho e afagou os cabelos de cada um.
Suspirou. Tinha muita papelada para tratar.
_ Onii-chan.
Fugaku ignorou a vozinha gritante. O rapaz de longos cabelos vermelhos, completamente desalinhados, estava sentado no enorme e quente dojo de Suna. As suas pernas finas estavam cruzadas, olhos escuros fechados, uma pose de relaxamento e meditação. A luz do sol abrasador do deserto entrava pela janela redonda, embatendo na nuca vermelha do rapaz, que ganhou uma cor de fogo.
Sentiu um pequeno toque na sua camisola escura e reprimiu um suspiro de aborrecimento.
_ Onii-chan!
Tentou, mais uma vez, ignorar a voz irritante. Infelizmente algo saltou para o seu colo.
_ Onii-chan!!
Abriu os olhos, fixando-os no rosto infantil da rapariguinha que se sentara tão confortavelmente por cima das suas pernas. Lançou-lhe um olhar irritado, mas ela limitou-se a sorrir-lhe.
_ Que foi?
_ Olha o que eu fiz, Onii-chan! – E mostrou-lhe o que tinha na mão, alargando o seu sorriso brilhante.
Fugaku olhou para o objecto rectangular com pouco interesse. Era uma folha de papel, decorada com desenhos infantis e um pouco apressados. Tinha sido interrompido para ver aquilo? Que raio!
Mikoto fez-se um pouco mais confortável no seu colo e apontou para a sua obra-prima excitadamente.
_ E'ta aqui sou eu. E'te aqui és tu. O maior é o Otou-san e o outro é o Otou-chan!
Fugaku não reprimiu um pequeno sorriso enquanto observava o infantil desenho da sua irmãzinha. Afagou os cabelos lisos da rapariguinha carinhosamente.
_ É para mim?
Mikoto franziu o sobrolho e apertou a folha de papel contra o seu peito. Fez-lhe uma careta, lançando-lhe a sua língua pequenina e as suas faces brancas ruborizavam um pouco.
_ Não! É meu. – E sorriu-lhe na expectativa – Mas se quisewes eu faço-te um.
_ Adoraria.
_ Ah, estás aqui, Mikoto-chan.
Ambos olharam para a porta de correr enquanto Sasuke entrava com o sobrolho escuro franzido. O homem caminhou na direcção dos filhos, suspirando pesadamente com as mãos nos bolsos das suas calças negras. Arrancou a sua filha de cinco anos do irmão e manteve-a nos braços.
_ Estás sempre a fugir-me, seu ratinho matreiro.
A rapariguinha morena riu-se alegremente antes de lhes praticamente espetar o desenho na cara.
_ Olha o que eu fiz, Otou-chan! Somos nós!
Sasuke pestanejou ao olhar para as figuras quase abstractas que estavam impressas no papel. Colocou os olhos na "pessoa" mais alta e sorriu.
_ Esse é o Itachi?
Mikoto olhou para o papel antes de se virar de novo para o pai, anuindo apressadamente.
_ Muito parecido. – Comentou, arrancando mais um enorme sorriso da rapariga.
_ Quem é que está parecido?
Sasuke olhou para trás, observando o seu irmão caminhar na sua direcção. Mikoto mexeu-se nos seus braços, abanando a folha.
_ Otou-san! Olha! Olha! Estás aqui e o Otou-chan diz que estás pareciwo!
Itachi olhou para folha de papel e sorriu, afagando o cabelo negro da filha, que soltou uma risadinha e agarrou-se a Sasuke, cansada com tanta atenção.
_ Eu vi o Hokage sair de Suna á bocado. Vai regressar á aldeia dele. – Comentou Fugaku, atraindo os olhares dos pais e da irmã – Conseguiste?
O Uchiha mais velho suspirou e anuiu, sentando-se no chão ao lado do filho. Sasuke imitou-o, colocando Mikoto por cima das suas pernas.
_ Foi muito difícil. Parecia que ele estava determinado a não nos deixar entrar. – Sem pensar duas vezes, deitou-se no chão de madeira, cruzando as mãos atrás da cabeça – Mas o Gaara-kun lá o conseguiu demover. Foi muito estranho. – Olhou para Sasuke – Tu já foste colega de equipa dele. Tinha o Naruto alguma mulher de quem ele gostasse muito… para além de uma tal de Sakura.
O mais novo dos dois ficou pensativo, franzindo o sobrolho. Coçou a cabeça, desalinhando ainda mais os seus cabelos negros.
_ Acho que não… apenas Hinata, mas essa era a nossa outra colega.
_ Não pode ser a Hinata, a mulher de quem eles falaram tinha filhos e parecia ser considerada uma espécie de traidora. – Murmurou Itachi secamente, olhando para o tecto – Que eu saiba, Hinata não tem filhos e não é traidora.
_ Como é que sabes que ela não tem fiwos? – Mikoto abraçou-se ao pai mais novo, olhando para o mais velho com os seus olhinhos escuros – Já não a vês há muito temwo. Pode ter casawo e ter tido bebés! O tio Deidara disse que ela era uma senhwa muito simpática e bonita. Eu awo que ela sewia uma Okaa-san muito Boa!
Tanto Itachi como Sasuke sentiram a chama do ciúme ao pensar em Hinata casada, com um bando de miúdos á sua volta a chamar-lhe de mamã. Nenhum homem tinha direito de lhe tocar, muito menos de casar com ela e de lhe dar algo tão profundo como filhos.
Fugaku nunca percebera a reacção estranha dos seus pais ao ouviram o nome daquela mulher. Ele sempre via emoções esquisitas nos olhos dos dois. Via raiva, ciúme, dor e um pouco de traição. Mas quem era a tal Hinata? Gaara falava dela com Temari e Kankuro. Deidara falava dela, principalmente para chatear Itachi. Até a sua falecida mãe falava dela quando se chateava com Sasuke, a gritar que ele não a amava, mas sim àquela Hyuga nojenta.
Essa Hyuga Hinata parecia ser muito estranha. Seria ela uma puta nojenta como Karin a descrevera tantas vezes? Ou seria ela bela e carinhosa como Deidara afirmava? Gaara era o que dizia outras coisas mais espectaculares sobre essa mulher, como o facto de ela ser uma espécie de vice-Hokage de Konoha, também a melhor caçadora de todo o sempre e uma das Hyuga mais poderosas da História. Mas quem era na realidade? Seria ela casada e mãe de filhos? Seria loura, morena ou ruiva? Seria gorda, magra ou de boas proporções? Seria bruta ou simpática?
Enigmas da Natureza.
Decidiu mudar o tema de conversa, antes que os seus pais ficassem deprimidos.
_ Sora e Miso vão comigo, não é, visto que eles são Gennin como eu.
_ Sim, Fugaku-kun, eles vão contigo. Vão ser da tua equipa. – Respondeu Itachi num tom cansado, fechando os olhos. – Em três dias partiremos para Konoha com Gaara, Deidara e Kisame. Vocês os dois – Continuou referindo-se a Sasuke e Mikoto – Também vão. – Abriu os olhos, olhando para a sua família – Quero que os nossos pirralhos vejam a aldeia onde crescemos.
Mikoto fez um som admirado, antes de se rir baixinho. Fugaku lançou um olhar carinhoso á sua irmãzinha irritante, sem esconder um pequeno sorrisinho do seu rosto. Virou a cabeça para a janela, e olhou lá para fora de forma determinada.
Iria passar aqueles exames, iria vencer qualquer ninja que se atrevesse a passar pelo seu caminho e, acima de tudo, iria descobrir quem era Hyuga Hinata e o que é que essa mulher significava para os seus pais.
Pois ninguém pararia o novo génio Uchiha, visto que não havia mais nenhum.
6 dias depois.
Itachi não estava bem-disposta. Porquê? Primeiro não tinha tido uma noite de jeito, mal conseguira dormir, vai se lá saber porquê. Segundo ouvia o gritar do irmão mais velho lá no quarto dele. Sinceramente, quem é que andava aos berros logo de manhã? E terceiro: Doía-lhe a barrinha e sentia-se estranhamente húmida no meio das pernas.
Em resumo, ela não queria sair da cama.
Reprimiu um gemido dorido enquanto colocava as suas mãos femininas por cima do ventre. Porque raio é que lhe doía? Não parecia ser do estômago, estava demasiado em baixo. Seriam os intestinos? Talvez, mas ela não se lembrava de ter comido o que quer que seja que lhe fizesse mal.
Ouviu o suave bater na sua porta e a voz doce da sua mãe.
_ Ita-chan, estás de pé?
A porta abriu-se e Itachi sabia que Hinata tinha entrado, mas não se atreveu a olhar para ela. Enterrou a cabeça na almofada com mais força e resmungou baixinho.
_ Estás bem, fofinha? – Hinata destapou a cabeça da rapariga, observando a expressão dolorosa que esta ostentava. Colocou a mão na testa da filha para ver se ela tinha febre e franziu o sobrolho – Não estás quente. – Murmurou ela suavemente.
_ Dói-me a barriga. – Resmungou Itachi num tom abafado pela almofada.
_ Oh! Vou fazer-te um chá. Espera aqui, que eu já venho.
_ Não! – Itachi não iria ficar na cama como uma menina doentinha. Ela era a melhor ninja do seu ano, porra, aguentava uma dorzinha – Eu vou levantar-me e bebo o chá lá em baixo.
Hinata suspirou, observando a filha levantar-se da cama lentamente, atirando os cobertores para trás. As duas paralisaram ao olhar para o meio das pernas da rapariga mais nova.
Sangue.
Então era por isso que ela se sentia um pouquinho húmida.
_ Raios. – Resmungou Itachi – Eu sabia que isto iria acabar por acontecer mais cedo ou mais tarde.
Hinata começou a morder a manga da sua camisola, lágrimas de felicidade brilhavam nos cantos dos seus olhos brancos. A sua menina tinha tido a sua primeira menstruação! Que maravilhoso! Ela estava a tornar-se numa mulher… a sua bebezinha fofinha estava a crescer!
Perdida nos seus pensamentos, não reparou que Itachi a olhava como se fosse louca.
_ Okaa-san, eu não sei do meu… - Daisuke, que entrara no quarto da irmã a correr, calou-se ao ver o sangue no meio das pernas de Itachi e esbugalhou os seus olhos negros – Ita-chan… Aaaah! ITAC-CHAN ESTÁ MORRER!
Ao ouvir o grito estridente e algo feminino do irmão, Hinaro entrara no quarto num segundo, colando as mãos á boca.
_ OKAA-SAN! TEMOS QUE A LEVAR Á TIA SAKURA!
_ Daisuke-kun.
_ ELA ESTÁ A ESVAIR-SE EM SANGUE!
_ Daisuke…
_ HIME, VAI CHAMAR A TIA SAKURA!
_ Palerma! – Desta vez tinha sido Itachi a chamá-lo e Daisuke calou-se instantaneamente – Pára com isso. Eu não estou a morrer. Veio-me o período.
Daisuke e Hinaro pestanejaram.
_ O quem?
Itachi bateu com a sua mão na testa, num gesto de incredulidade. Hinata sorriu antes de suspirar, virando-se para os seus filhinhos ignorantes sobre a anatomia feminina.
_ Queridinhos, quando uma mulher chega a uma certa idade, começa a sangrar pelas partes íntimas uma vez por mês. É um sinal de fertilidade, quer dizer que poderá ter bebés.
Daisuke e Hinaro pestanejaram mais uma vez, olhando aparvalhadamente para a mãe.
_ Tu também tens disso? – Perguntou o mais velho dos trigémeos, olhando desconfiadamente para o ventre da mãe.
_ Evidentemente, se não, não estavas aqui.
_ Eu também vou ter disso?
_ Tu não és uma mulher.
_ Ah.
Hinata riu-se baixinho, tapando a boca com a mão. Aqueles os dois eram tão adoráveis enquanto as observavam como se fossem criaturas de outro planeta.
Daisuke suspirou de alívio ao saber que a sua irmã não estava a morrer. Era só o período, não que ele entendesse o que essa coisa nojenta na verdade era, mas tudo bem… olhou outra vez para o meio das pernas de Itachi, onde o vermelho tingia o branco das calças do pijama.
_ Quanto tempo isto dura?
_ Por volta de cinco dias.
_ UMA MULHER SANGRA DURANTE CINCO DIAS SEM MORRER? – Virou o seu rosto para Itachi, que o olhava com irritação – Que raio de criatura és tu!?
Itachi olhou sombriamente, sorrindo de uma maneira quase assustadora.
_ Um demónio.
_ Não me admirava nada, és má como as cobras e feia como um porco.
Hinata e Hinaro suspiraram enquanto a discussão entre os outros dois começava. Daisuke insultava Itachi depois Itachi insultava Daisuke. Era sempre assim, nunca falhava. Era quase diário. A mãe dos trigémeos massajou as têmporas antes de colocar as mãos na sua cintura redonda, olhando para o seu filho mais velho e para a sua filha de maneira quase ameaçadora.
_ Hei, parem com isso, vocês os dois! – Ralhou ela, ainda com suavidade. Daisuke e Itachi olharam para ela com os olhos muito abertos, pequenos rubores nos seus rostos pálidos – Nada de discussões. Ita-chan, vai á casa de banho lavar-te, eu já lá vou explicar o que deves fazer.
A rapariga anuiu, levantando-se da cama lentamente enquanto caminhava para fora do quarto, resmungando baixinho.
Hinata olhou para os seus dois rapazes, sorrindo delicadamente.
_ Fofinhos, vocês entraram numa idade crítica, onde o vosso corpo irá sofrer mudanças. Se houver alguma coisa que vos aconteça e ficarem assustados nãos hesitem em falar comigo, sim? – Ela sorriu quando eles acenaram com as cabeças e inclinou-se, dando um beijo a cada um. Ao erguer-se de novo, franziu o sobrolho. – Excepto erecções. Quando tiverem uma peçam ajuda ao tio Neji, ele saberá o que fazer.
Os rapazes anuíram, observando a mãe sair do quarto para ir ajudar Itachi. Daisuke olhou para Hinaro.
_ O que é uma erecção?
Hinaro encolheu os ombros.
_ Pára de andar de um lado para o outro, estás a irritar-me.
Hinata concordou silenciosamente com Sakura, enquanto ambas observavam Naruto caminhar pelo seu escritório de braços cruzados atrás das costas, sobrolho franzido e lábios comprimidos.
_ Eles chegam hoje.
As duas mulheres suspiraram. Sabiam bem que Naruto estava preocupado. Gaara e a Akatsuki chegavam naquele dia a Konoha. Hinata mordeu o lábio, receosa. Iria vê-los de novo. Catorze anos depois iriam reencontrar-se… como estariam? Tinham encontrado uma substituta? Seria ela mais bonita e talentosa?
Bah, quem queria saber? Ela não se deveria preocupar com essas coisas, mas sim com a segurança da aldeia e dos seus três bebés, que já estavam a entrar na adolescência.
_ Eu sabia que Gaara era louco quando se aliou á Akatsuki á sete anos atrás, mas agora sei que ele é totalmente chanfrado. – Resmungou Sakura com mal humor, cruzando os seus braços femininos por cima do peito.
_ Gaara achou que eles tinham algo de bom. – Naruto olhou para a janela – Se não fosse assim nunca teria feito tal coisa. Além disso não quero perder Gaara como aliado, é demasiado importante para a aldeia mantermos as nossas alianças com Suna.
_ Mas estamos a falar de criminosos! Eles tentaram matar-te quando tinhas doze anos, Naruto! Queriam o que tinha dentro de ti.
_ Mas nunca mais o tentaram fazer. Talvez até resulte. Talvez até nos dêem uma razão para se tornarem nosso aliados.
Sakura e Hinata esbugalharam os olhos, chocadas.
_ Queres ficar aliado á Akatsuki? Estás louco? – A mulher de cabelos rosa levantou-se, caminhando em direcção do marido e colocou as suas mãos aparentemente delicadas nos ombros largos de Naruto – Os líderes daquela organização são traidores da nossa aldeia!
_ Viemos a descobrir que não tinha sido Itachi a destruir a sua família, e Sasuke tinha uma razão para fazer o que fez.
_ Nenhuma razão é boa para tentar matar o nosso melhor amigo! – Gritou Sakura exasperada, olhando-o com os seus olhos verdes – E se ele tenta fazer o mesmo?
_ Se ele tentar fazer tal coisa conto contigo para me tratares das feridas e da Hinata-chan para cuidar da aldeia enquanto estou lesionado. – Naruto lançou-lhe um pequeno sorriso – Além disso vais ter que tratar dele também, visto que eu não mataria um dos pais dos meus afilhados.
Sakura suspirou, massajando as têmporas. Sentou-se novamente ao lado de Hinata, que não tinha proferido qualquer palavra e tapou o seu rosto bonito com as mãos.
_ Onde vão ficar? – Perguntou ela enquanto o som saia abafado.
_ Na casa ao lado da de Hinata. Coloquei alguns homens a remodelá-la, já deve estar pronta.
_ Não!
Ambos olharam para Hinata, que fulminava Naruto com os seus olhar branco. O Hokage engoliu em seco.
_ Vais pô-los tão perto de mim!? Da minha família? Estás louco?!
_ Hinata-chan, era a única hipótese. Aquela casa era grande e estava vazia, tem também o bónus de estar afastada da população e assim podes vigiá-los para ver se fazem alguma coisa.
Com um rugido, a Caçadora Hyuga levantou-se com a sua elegância fria, caminhando na direcção do homem de cabelos louros. Espetou um dos seus dedos finos e elegantes no peito duro de Naruto, que a olhou chocado.
_ Estás a pedir-me que os espie? Pois bem, podes esquecê-lo. Foi a espiar a Akatsuki que eu engravidei!
_ Pensava que tinhas engravidado por ter dormido com eles.
_ Essa foi a consequência de espiar a Akatsuki, seu imbecil! – Completou Sakura de sobrolho franzido. De vez em quando Naruto ainda se saía com coisas um pouco estúpidas.
_ Não os quero espiar, Naruto-kun. Não me obrigues a fazer uma coisa dessas.
O homem respirou fundo, passando a sua mão grande pelos cabelos dourados.
_ Está bem. Mas vai vendo se eles fazem alguma coisa que não devam.
Hinata anuiu, olhando para a janela. Naruto e Sakura fizeram o mesmo, franzido o sobrolho cada um.
_ Algures por ali está a Akatsuki, prestes a entrar em Konoha.
_ Só espero que não façam nada de mal.
Segundo capitulo, pessoal! ^-^
Eu sei que Hinaro e Daisuke pareceram um bocado estúpidos, mas Hinata nunca lhes tinha explicado os horrores da adolescência.
E os Uchiha apareceram! Devem ter notado nos erros ortográficos nas falas de Mikoto. A menina tem cinco anos, dêem-lhe um desconto. Sora e Miso, que apenas foram mencionados neste capitulo mas irão aparecer para o próximo:
Sora: Rapaz, 11 anos, cabelos louros, olhos azuis, filho de Deidara.
Miso: Rapariga, 10 anos, cabelos azuis, olhos amarelos, filha de Kisame.
Ah, sim e devem ter reparado que Fugaku e Mikoto tratam Itachi por Otou-san e Sasuke por Otou-chan. Era para os distinguir, ou iria ficar muito confuso O.o
Obrigado pelas reviews. Tive seis logo no primeiro capítulo, yey! Sim, eu contento-me com isso… eu sei, sou patética.
misha yanata: Sim é basicamente a mesma coisa que no primeiro fic. Daisuke é o bem, Itachi o mal e Hinaro o neutro. Ainda bem que gostas dos filhotes!
nyo-mila: Daisuke também é o meu favorito. Hinaro é muito inseguro, sim, mas tem uns toques mais violentos que a mãe, vais ver. Quanto a Itachi… bem… não sei. Ah, e o Itachi (Homem) não vai violar os filhos O.o nas minhas histórias ele pode ser um tarado, mas é só para Sasuke e Hinata, mais ninguém tem esse direito. Acho que na história original, Naruto tinha doze anos quando entrou no exame chunnin. Pelo menos é o que está na wikipédia. Ainda bem que gostas da história! ^-^
BeatrizHyuuga: Isso foi um pouco estranho, mas ok. ^-^
abacaxi: Sem stress, miúda, ainda bem que gostas dos meus trigémeos. Eles tinham que ter personalidades diferentes, ou então pareciam clones. O.o isso seria estranho… ^-^
Hyuuga Maya - Haruno Tomoe: Uiii, obrigado, fofinha ^\\\^
Mrs. Loockers: Olha tu! XD. Ainda bem que não te desiludi, seria horripilante da minha parte. Tudo bem quanto á review tardia, mais vale tarde que nunca ^.^ Ainda bem que gostas da minha versão Itachi feminina com muito mau feitio. ^-^ ela é muito interessante, acho eu.
Obrigado mais uma vez!
Leiam "Lacrimosa", "A nona peça" e "Scar" please!
Bjs,
Evil.
