Capítulo 2: Refletindo
Rin acompanhou Kagome e sentou-se com ela debaixo de uma árvore, longe do precipício que tentou pular anteriormente, encarou um pouco a morena que a analisava com certa preocupação.
– O Inuyasha deveria ter me deixado pular.. – Rin choramingou.
– Rin, esqueça isso, vamos me conte o que aconteceu... garanto que você vai se sentir melhor – Murmurou a sacerdotisa.
– Kagome, fiz tudo errado, eu pensei que o Sesshoumaru mudaria depois de ficarmos juntos, mas me enganei, como fui burra em forçar ele a se deitar comigo, propus algo que me arrependo – Sussurrou a garota com lágrimas nos olhos.
– Não fale isso, não se culpe, você acha que ele teria algo intimo com você se caso não sentisse nada, só por causa do que você supostamente propôs? – Pediu cautelosa a esposa de Inuyasha.
– Não sei, sabe, eu ouvi tantas coisas sobre as aventuras amorosas dele... as criadas comentavam que ele era rude depois que dormia com as youkais que cediam aos seus encantos. Eu pensei que comigo seria diferente, triste ilusão – Murmurou em prantos.
– Calma, não fique assim, creio que ele vai se arrepender do que fez contigo, é uma intuição que tenho – Kagome gesticulou.
– Como eu queria ficar com ele, mas não creio que ele vá mudar de idéia tão rapidamente, ele é muito orgulhoso – Confessou a jovem.
– Venha comigo e com o Inuyasha para o vilarejo, lá você vai se sentir melhor – Forçou um sorriso a sacerdotisa, para tentar animar a garota.
– Eu não sei... – Respondeu Rin pensativa.
Enquanto isso no castelo do senhor das terras do oeste, Sesshoumaru estava sentado em sua cadeira na biblioteca pensando nos últimos acontecimentos que haviam ocorrido nas últimas horas, por mais que tentasse ser indiferente ainda se preocupava com Rin, pena que cedeu aos seus instintos, colocando tudo a perder. Não deveria ter cedido a ela, deveria ter sido mais forte, como se sentia um fraco. Suspirou indignado e encheu o copo com conhaque, precisava de uma bebida forte para tentar esquecer a insanidade que fizera, pelo menos por algumas horas. De repente o silêncio que tanto o fazia refletir foi quebrado pela chegada barulhenta de seu servo, que adentrou na biblioteca de forma escandalosa.
– Ssssenhor Ssshoumaru, uma dass sservass viu a jovem Rin tentar pular do precipício e o seu meio-irmão a sssalvar.. Por que a Rin fez isso? O Sssenhor não vai fazer nada a respeito? – Jaken inquiriu agitado, fazendo Sesshoumaru arregalar os olhos surpreso por alguns segundos com tamanha falta de educação de seu servo de entrar ali e lhe questionar, mas isso era de menos.
– Saia daqui seu inútil e não ouse mais entrar aqui desse jeito e me fazer um monte de perguntas, isso somente me mostra que estou cercado de insolentes. Não me interessa mais o que a Rin faz ou deixa de fazer, ela não mora mais aqui e não me importune mais – Vociferou o youkai de madeixas prateadas se levantando da cadeira.
– Masss sssenhor – Protestou o youkai verde.
– Jaken, eu preciso ficar sozinho para pensar, retire-se agora! – Elevou a voz perigosamente o senhor das terras do oeste, fazendo o servo sair mais do que apressado da biblioteca.
– Rin... estou completamente de mãos atadas, não sei o que fazer, foi melhor assim – Sussurrou voltando a se sentar e a encher o copo com mais conhaque.
Nesse mesmo instante na floresta, Rin resolveu aceitar o convite de sua amiga e ir com ela até o vilarejo, pois não tinha para onde ir. As quatro primeiras semanas da jovem no vilarejo foram bons, aos poucos ela estava se acostumando com a simplicidade do lugar. Kagome e Inuyasha a convidaram para morar na mesma casa que eles, a pequena casa era a maior do vilarejo, possuindo três quartos, um banheiro, uma cozinha e uma sala. O casal estava esperando o seu primeiro filho, depois de anos juntos e naquele dia que encontraram Rin estavam voltando da viagem que fizeram a época de Kagome.
Atualmente Rin estava ajudando Kagome, que estava grávida de quatro meses a atender o pessoal do vilarejo e das vilas vizinhas, ela recepcionava as pessoas que se aglomeravam na sala da casa da sacerdotisa. A ex-protegida de Sesshsoumaru estava um pouco melhor da decepção que sofreu, mas ainda pensava em tudo o que tinha acontecido com ela, passando algumas noites em claro, que não passava despercebido pelos mais próximos da garota. Quando ela finalmente achou que podia tocar a vida em frente, algo inesperado aconteceu a pegando de surpresa.e conversando com sua amiga, um mal-estar que começou há quatro dias atrás e persistiu durante o jantar daquela noite, fazendo a sacerdotisa franzir a testa em preocupação e seguir a adolescente até o dormitório.
– O que está acontecendo Rin? – Inquiriu a mulher de cabelos escuros.
– Não estou me sentindo bem, um enjôo que começou a alguns dias atrás... acompanhado de vômitos, nada pára no meu estômago – Respondeu preocupada a garota, sentando-se em sua cama.
– Rin, eu quero que você me responda uma coisa... a sua menstruação está atrasada? – Pediu a sacerdotisa analisando a face da garota se contrair.
– Kagome, eu acho que sim... você sabe o que eu tenho? – Perguntou receosa a garota.
– Espere aqui, vou pegar uma coisa lá no meu quarto e daí poderei lhe dizer o que creio que seja – Replicou a morena saindo do dormitório da jovem, deixando-a pensativa.
Kagome estava com um pressentimento nada bom sobre isso, desconfiava que Rin estivesse grávida, temia que a garota se desesperasse e fizesse alguma loucura. Se ela estivesse esperando um filho de Sesshoumaru, qual seria a reação dele refletiu se caso Rin resolvesse contar, ninguém saberia previr. Enquanto procurava os últimos testes de gravidez que comprou na sua época, uma idéia passou pela sua cabeça, mas para que tudo corresse bem precisaria da ajuda de seu marido. Achando o teste se dirigiu para o quarto de sua hóspede, onde a encontrou em prantos, suspirou e se aproximou dela. Calmamente explicou como ela deveria proceder com o teste e sentou-se na cama da garota esperando seu retorno, depois de quinze minutos a garota adentrou no quarto e estendeu o exame para sua amiga ver o resultado.
– Não entendo como lê isso, mas você sabe – Estendeu o exame, que foi pego imediatamente pela sacerdotisa.
– Deixe-me ver – Kagome olhou cuidadosa e viu que o resultado deu positivo, isso a fez levantar uma das sobrancelhas.
– Então... o que deu? – Pediu curiosa e temerosa ao mesmo tempo.
– Rin, sente-se aqui do meu lado – Gesticulou a mulher de Inuyasha.
– Kagome, você está me deixando nervosa – Disse a garota sentando-se no colchão.
– Sei que no inicio talvez o que vou contar seja difícil, mas você tem que ser forte – Começou a sacerdotisa, sendo cortada pela garota que estava angustiada.
– Fala logo, por favor, sem rodeios.
– Você está grávida e suponho pelo que você me contou essa criança seja de Sesshoumaru – Contou pegando nas mãos da jovem.
– Ai, Kagome, o que ele fará quando souber.. – Rin choramingou e abraçou a amiga, que retribuiu.
– Não tema, nós acharemos uma solução, se você quiser ele nunca saberá que é o pai da criança – Sugeriu a sacerdotisa.
– Isso é bobagem Kagome, ele saberá – Disse Inuyasha adentrando no quarto.
– Só se nós contarmos – Replicou a morena ao marido.
– Sesshoumaru é um youkai completo, ele vai saber que ela está esperando um filho dele, só pelo cheiro, não tem nada que podemos fazer – Argumentou o meio youkai sério.
– Acabo de decidir que não vou me esconder dele, vou contar, mesmo que ele não queira, eu vou ter essa criança – Gesticulou a jovem se levantando.
– Isso é loucura Rin, ele vai te matar – Opinou a mulher de Inuyasha.
– É um risco que tenho que correr, mas faremos isso somente quando a minha barriga começar a aparecer – Rin falou decidida.
– Se caso mudar de idéia fique sabendo que te apoiaremos do mesmo jeito – Kagome garantiu.
E dessa maneira Kagome e Inuyasha saíram do dormitório da garota e foram até a sala para conversar o que fariam depois daquela descoberta e como ajudariam a jovem Rin em relação à Sesshoumaru.
Continua
Nota: Muito obrigado a todas as pessoas que estão acompanhando a minha fic, desculpem a demora em postar esse capítulo.
