Capítulo 2 – Os Inomináveis, St. Mungus, Inesperado, Conversas.

Dumbledore estava dirigindo-se para sua sala compenetrado em seus pensamentos.

Quão estranho a aparição dessas crianças, pelos seus conhecimentos a aparatação era impossível em Hogwarts, ele mesmo havia ajudado a reforçar as barreiras mágicas do castelo. Ele teria que informar ao ministério imediatamente para que o caso fosse investigado.

Qual não foi a surpresa de Alvo, logo após entrar em sua sala dois bruxos emergem das cinzas de sua lareira.

- Senhores.-Dumbledore os cumprimentou –Ao que devo a honra de suas visitas?

-Dumbledore, somos Inomináveis do Departamento da Regulação dos Transportes Temporais. Nossos especialistas detectaram que houve um abalo no tecido espaço-temporal. O senhor percebeu algo de estranho?

- Ah sim, chegaram a mais ou menos uma hora, quatro jovens em minha sala. Sendo que não pude detectar o meio de transporte que utilizaram para chegar em minha senhores tem alguma sugestão de como isso foi possível?

-Bom sugiro que os jovens possam ter aparatado...- falou o Inominável mais próximo.

- Suponho que isto não seja possível, pois em Hogwarts existem varias barreiras de feitiços que impedem a aparatação.

- Bom uma chave de portal talvez?- sugeriu o outro.

- Pouco provável também, pois se fosse por chave de um portal, teriam trago consigo um objeto.

Neste mesmo instante a porta do escritório abre-se subitamente, mostrando uma professora Minerva exasperada.

-Alvo desculpe incomodar, mas este vira-tempo foi achado junto ao pescoço de uma das jovens, estando totalmente estilhaçado.

- Bom senhores, eu suponho que agora já sabemos como os jovens chegaram até aqui.

-Creio diretor Dumbledore, que se o senhor permitir gostaríamos de interrogar os seus visitantes logo que eles acordarem.

-Sim, acho que isto é possível- falou Dumbledore encerrando a conversa.

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Vários dias se passaram, desde a chegada dos até então desconhecidos. Já estava para recomeçar as aulas, após as duas semanas de férias de inverno. Quando os jovens acordaram.

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Harry abriu os olhos e sentiu a sua visão embaçada, tateou a mesinha de cabeceira ao lado de sua cama e encontrou um par de óculos. E os colocou.

- Onde eu estou?- perguntou ao ver uma mulher totalmente de branco perto de sua cama.

- Ah vejo que acordou?- falou a mulher.

- Quem? – perguntou Harry confuso.

- Você. O senhor não se lembra quem é?- falou a mulher de branco.

- Não, não tenho nenhuma lembrança.- falou Harry- Na verdade eu não me lembro de nada.

-Ah, meu deus! – exclamou a enfermeira – Acho que o senhor perdeu a memória.

-Eu o que? – perguntou confuso.

-O senhor tem alguma lembranças, de quem é? Como chegou aqui? Alguma coisa assim?

- Não senhora, a propósito quem sou eu?- perguntou.

-O senhor é... bom iremos descobrir, mas você está aqui a mais de uma semana internado no St. Mungus inconsciente.- Falou a mulher com ar eficiente.

- A mais de uma semana?- perguntou Harry aturdido.

-Sim,- respondeu a mulher- e os seus outros amigos, estão acordando, só um ainda se encontra dormindo.

-Mas que amigos? – pergunta o moreno.

-Ah, é melhor o senhor descansar agora, pois logo logo, irão iniciar, um tratamento intensivo, para nós tentarmos recuperar as suas memórias, portanto nada de se esforçar.

-Mas...- tentou contrapor o rapaz.

-Mas nada, trate de descansar que nós logo iremos vir lhe buscar, para os tratamentos serem iniciados.

E assim a curandeira saiu, para ver os outros pacientes.

Eu acordei, com a minha cabeça quase em chamas – não literalmente-, olhei para as minhas mãos estavam mais pálidas do que o normal, meu estomago gemia em protesto eu estava com fome, meu corpo doía parecia que tinha acabado de brigar com alguém, mas o mais frustrante era de que eu estava com a memória em branco, não lembrava quem eu era, não lembrava onde morava, não sabia nem como tinha ido parar ali só sabia que estava morrendo de fome, meus cabelos ruivos caíram como uma cortina sobre o meu rosto e assim adormeci, mas não tardei a acordar, quando acordei tinha uma bandeja com frutas, suco de abobora, e uma sopa. Comi sem pestanejar, ao terminar olhei para os lados, do meu lado direito havia uma menina cabelos castanho cheios dormia tranquilamente e não estava pálida como eu, ao lado dela estava um garoto ruivo, um pouco parecido comigo deve confessar, que estava acordado devorando a sua bandeja de comida, e ao meu lado esquerdo havia outro garoto, cabelos pretos arrepiados dormia serenamente, e eu tratei de imitá-lo.

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Eu fiquei apavorada quando descobri que havia passado uma semana dormindo, acho que devo ter sido atacada por alguma coisa, nunca senti tanta dor em toda a minha vida, em meu corpo não havia marcas de machucados, minha cabeça doía, digo doía muito muito mesmo, uma curandeira muito simpática trouxe-me o que ela me contou ser um almoço, disse para mim não me esforçar e descansar um pouco, pois logo iríamos começar...

- Tratamento? – pedi sem entender.

- Sim, por acaso se lembra- me pedia ela -, qual o seu nome?

- Eu...ãhn... qual o meu nome? – pedi para ela.

- Ao que tudo indica a senhorita e os seus amigos...- ela havia começado a me explicar muito calma e agradavelmente.

- Meus amigos? Mas que amigos? – a interrompi.

- Ah como ia lhe dizendo, ao que tudo indica a senhorita e mais quatro jovens chegaram aqui no St. Mungus, inconscientes e permaneceram assim por mais de uma semana, alguns exames que fizemos apontaram que vocês estavam com a região temporal do cérebro danificada, agora senhorita trate de descansar que dentro de um pouco mais de uma hora eu venho buscá-la para começarmos o tratamento.

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Acordei com muita fome mesmo, digo um pouco mais que o normal, logo uma curandeira viu que eu estava acordado e me trouxe algo para comer. Pedi a ela o que estava acontecendo, pois ou era impressão minha, mas não lembrava de nada, parecia que meu cérebro tinha entrado em curto circuito, ela me explicou que ao que tudo indicava estávamos sem memória, e iríamos começar um tratamento para tentar recuperá-la, falou alguma coisa sobre os meus outros amigos estarem acordando, mas eu já estava voltando a dormir.

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Foi uma semana de exaustivos tratamentos, de longas e intensivas poções, de líquidos amarelo claro a roxo escuro, foi um trabalho minucioso, pois estavam lidando com a região temporal do cérebro dos bruxinhos aventureiros.

A semana foi cansativa e dolorosa, os líquidos eram eficientes mas a dores não eram nada boas.A semana passava exaustivamente para os quatro jovens que as poucos se lembravam de suas lembranças mais recentes, as coisas de repente estavam ficando claras para eles.

Lembravam de seu laço de amizade, das encrencas que já haviam se metido, lembravam de quase tudo, menos de suas lembranças mais antigas, não conseguiam ter conhecimento de quem eram os seus pais, de como fora sua infância, praticamente tudo relacionado a laços de família estava apagado, isso os deixava intrigados era como se a primeira parte de sua vida não tivesse existido, Ron e Gina se lembravam de que eram irmãos graças a como eles às vezes se tratavam em Hogwarts, mas mais nada lhes trazia conhecimento, era decepcionante, mas eles pelo menos sabiam que tinham um ao outro, e isto agora pelo menos bastava.

Amanhã eles começariam a estudar na Hogwarts de 1976, pois os alunos daquela época estariam voltado das comemorações de Natal e Ano Novo. Mas hoje eles já iriam retornariam ao Castelo para contar a Dumbledore tudo o que eles haviam relembrado.

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Eles aparataram até Hogsmead acompanhados por enfermeiros, de lá o guarda-caça Hagrid os acompanhou até Hogwarts, foram andando, pois já estavam devidamente recuperados.

Eu estava embasbacada vendo as diferenças e semelhanças que eu encontrei em minha tão amada Hogwarts, o tempo não havia mudado muito o castelo, duvido que tenha mudado muito nesses mil anos na verdade, Hogwarts parecia um sonho de inverno, o lago duramente congelado, os jardins pintados de branco pela neve que caia do céu nebuloso, os telhados salpicados de uma nuvem totalmente branca e ajeitada aos seus detalhes, os degraus deveriam estar escorregadios demais pela imagem que eu tinha dali, os javalis alados que guardavam o portão, estavam com os pelos brancos da neve, a maior diferença que eu podia perceber veio da vegetação, meu maior choque foi ver o salgueiro lutador tão pequeno como se a poucos anos tivesse sido plantado, ainda dava a impressão de poder mutilar qualquer um que se atrevesse a chegar perto apesar de tudo. A Floresta Proibida parecia um paraíso obscurecido pelas sombras causadas pelo crepúsculo.

- Hermione porque está sonhando acordada? – me perguntou nada delicadamente Ron.

- Ah, nada. Estava apenas apreciando Hogwarts, em sua esplendorosa apresentação de inverno. – repondi.

- Ah certo! Bom vamos logo, estou com fome! – como sempre Ronald conseguia acabar com esses momentos de incrível beleza.

- Você está sempre com fome – repliquei.

- Certo, vamos logo – Interrompeu Harry.

- Aposto que eu chego primeiro Harry – apostou Gina.

- Nem morto – replicou Harry.

- Eu também aposto que sou muito mais rápida que você Ron – disse Gina.

- Veremos Ginevra – respondeu Ron zombando e desatando a correr.

- Ronald Billius Weasley – gritou Gina.

- Ah não por favor, você não precisam...- tentei impedi-los – vocês parecem crianças – tentei contrapor, nada adiantou.

Hagrid ria, e eu continuava a caminhar ao seu lado, enquanto os três desatavam a correr, Gina não sabia de que modo, ia a frente, seguida por um Harry divertido e um Ron sem fô onde passavam iam deixando marcas de perfeitas pegadas, serviam estas como uma trilha pra mim.

Só então vi o que iria acontecer.

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Estávamos correndo distraidamente como de costume, Moony disse que isso era coisa de criança, mas Sirius e eu queríamos mesmo nos divertir Rabicho nos acompanharia como era de costume. Sirius e eu apostamos uma corrida, até Moony entrou na dança – digo na corrida-, íamos brincando entre nós, Rabicho falava de como havia sido monótonas as suas férias. Eu discordava totalmente Sirius havia se mudado lá pra casa, depois da Sra. Black o ter expulsado e ele ter saturado de ouvir falar em Voldemort.

OOOOOOOOOOOOOOOOOO

Sirius e James parecem pessoas sem infância, sempre propondo brincadeiras absurdas porem divertidas, por fim eu comecei a correr junto era divertido principalmente quando James te fazia engolir neve por dar chutes na mesma, e Rabicho lhe enchia de saliva de tanto dar risada, Sirius corria olhando para trás, mas quando virou-se pra frente...

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Um outro grupo havia acabado de encerrar uma guerra de bolas de neve. De fato eram quatro, rindo e brincando entre si, haviam percebido tanto quanto Harry, Ron e Gina a presença um do outro, o que era mas os sete já estavam próximos de mais, pois os quatros garotos também haviam começado a correr, sendo assim...

BUUUUUUUUUUUM!

Os sete haviam colidido, caindo ao chão com as costas na neve.

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-AAAAAAAAAAAAAAAAH – gritei.

Tá eu sei, pra Sirius Black meu gritinho foi bem escandaloso, mas faze o que é isso que acontece quando se da de cara com...

- Jamie, Jamiminho, amiguinho do Sirius aqui – falei -, por que pelas cuecas de Merlin você tem um irmão gêmeo?

- Sirius não fale bobagem- falou ele pra mim, sim deve ser bobagem-, você sabe muito bem que eu não... – ele deixou a frase morrer e abriu a boca igual a um peixe fora d água, ao ver aquele garoto muito, digo muito mesmo semelhante a ele, caído no chão igual a nós Marotos.

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Sirius deu de cara com um garoto muito parecido com o James, e soltou aqueles gritinhos agudos da hora que ele entra em pane. Sua cara parecia petrificada em estado de choque, a boca entreaberta os olhos azuis acinzentados arregalados, os cabelos jogados para trás e cheios de neve, causados pelo vento e pela batida.

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO Hermione

- Mas que diabos vocês pensam que estão fazendo? – perguntou um garoto baixíssimo, cabelos cor de palha, feinho

- Talvez o mesmo que vocês se você não tenha percebido – respondeu Harry.

- Ah e seria? – perguntou o mesmo garoto

- Correndo, né Rabicho – respondeu um moreno de cabelos espetados, olhos castanhos esverdeados, e sensacionalmente...espantado

-AAAAAAAAAAAAAAAAAH!- um garoto lindo, cabelos pretos com certos cachos beirando os ombros, olhos azuis acinzentados, gritou- Pontinhas ele é muito, digo realmente muito, e quando eu digo muito...

- Eu entendi Pads – responde o Pontinhas.

- Eu não entendi – disse Rabicho.

Moony apontou para Harry.

Eu não precisa ter uma detalhada explicação, quando olhei para onde Moony apontava, vi que era Harry e retornei a olhar para Pontas.

Eles pareciam irmãos gêmeos, ambos os cabelos pretos e arrepiados atrás, óculos redondos, exatamente do mesmo tamanho de estatura, apenas os olhos eram diferentes, Harry tinha olhos sensacionalmente verdes, enquanto Pontas tinha os misteriosos óculos castanho esverdeados.

- Quem? Ãhn... Como? – começaram os dois juntos.

- Ai meu Deus! – exclamou Hagrid – Crianças vamos ver Dumbledore agora.

- Acho uma ótima idéia – falei sendo igualmente imitada por Moony, corei.

Caminhamos em direção aos degraus, Gina, Harry, Ron, iam mais a frente, seguindo Hagrid, o moreno dos olhos azuis, o Rabicho e o Pontas iam logo depois e Moony ficou mais atrás.

Eu estava preste a cair, soube disso pois ao pisar no primeiro degrau totalmente coberto de gelo resvalei, iria conhecer o quão duro devia ser a grama de Hogwarts congelada, mas Moony não sei como, surgiu logo atrás de mim e me segurou pela cintura – me arrepiei toda- , e me impediu de cair.

- Obrigada – agradeci quando estava devidamente de pé e devo acrescentar enrubescida – Moony, não é?

- Por nada – disse ele gentilmente - me chame de Remus, Remus Lupin, Moony é apenas um apelido.

- Certo, Hermione, Hermione Granger – Vocês não deveriam chegar só hoje à noite?

- Ah! Bom os pais de James nos trouxeram antes, pois precisavam conversar com Dumbledore – explicou ele.

- James? – perguntei, tentando entender melhor o que ele havia falado.

- O de cabelos pretos arrepiados – comentou ele.

- A sim. – respondi bobamente.

Ele foi me explicando o nome de seus amigos que descobri que se chamavam, James Potter – estranhei muito-, Sirius Black e Peter Petigrew. Apresentei a ele – apenas pelos nomes-, Harry Potter – ele me olhou incrédulo-, Gina e Ron Weasley. Conversamos sobre coisas muito monótonas, ele me contou que torcia pelos Chudley Cannons, e eu lhe contei que tinha uma certa fobia por vassouras. Ele era monitor, mas confessou que não se achava digno, já que ficava com vergonha em presentear os amigos com detenções. Remus era fofo, simpático, atencioso, muito inteligente que quando percebi...

- Varinha de Alcaçuz – disse Hagrid, a gárgula de pedra que guardava a entrada secreta do escritório do notório diretor Alvo Dumbledore.

A gárgula girou revelando uma escada giratória subimos nela e lentamente chegamos a uma grande porta polida de carvalho, com a figura de uma Fênix entalhada na maçaneta. Hagrid deu três batidas na porta, e escutamos um sereno...

- Entre. – disse Alvo Dumbledore

A sala era incrivelmente fascinante, as paredes revestidas de retratos de vários diretores que o haviam antecedido, uma única parede composta somente de livros, mesinhas de madeira com pernas finas mas cheia de objetos que eu nunca tinha visto, acho que muitos eram de autoria do próprio Dumbledore.

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Alan e Marta Potter estavam encerrando uma conversa com Dumbledore quando ouviram batidas na porta, sete jovens quatro deles seus conhecidos já que um era seu próprio filho entravam timidamente na sala de Alvo Dumbledore.

- James, o que você esta fazendo aqui?- perguntou Alan, aparentemente preocupado.

- Bom..ah...?- o filho começa – eu não sei.

- Bom sentem-se, sentem-se – convidou Dumbledore, assim convocando sete cadeiras de chintz, para que os jovens ficassem bem acomodados. – Marta, Alan, acho que a nossa conversa está encerrada por tempo, não? – Dumbledore perguntou educadamente.

- Ah sim, certamente – disse Marta Potter- obrigada pela atenção Alvo.- agradeceu a mulher.

- A sim, e trate de nos avisar se James e Sirius estiverem aprontando muito- Alan falou, mas soltou uma piscadinha Marota para o filho, e seu amigo.

-Sem dúvida – Dumbledore falou prontamente- obrigada pelas informações.

- Ah, é nosso dever- respondeu formalmente a bela mulher que apesar da idade, conservava belos traços- Crianças, juízo e comportem-se.- terminou por fim dando um beijo carinhoso na bochecha do filho, que instantaneamente assumiu uma coloração avermelhada.

- Mãe! – exclamou um James corado.

- Não há de que, querido – disse dando-lhe um apertãozinho na bochecha.