Capítulo 2 : After dark

" Você vai matar alguém, desse jeito. "

" Por favor, eu escuto isso toda hora! " - House rolara os olhos. Wilson, sentado à sua frente, coloca a mão na boca e olha pela janela.

" É o quinto diagnóstico. Você nunca chega ao quarto. Algo está errado, House."

" Você está aqui. Isso está errado. "

" Ou você está ferrado porque quer saber com quem Cuddy saiu noite passada. "

House olha para ele, mas era incoerente encará-lo nos olhos. Wilson era demasiadamente insuportável quando pensava estar certo. Mas para por seus planos em prática, teria que dispensá-lo.

" Não tem nenhum moribundo sofrendo por aí não ? "

" Já estou saindo." - Wilson saira, desconcertado. No caminho para sua sala, mudou de idéia. House o impedira de falar, não de agir. E isso seria uma ferramenta valiosa naquele momento.


Wilson bateu na porta, mas o barulho lá dentro chama sua atenção. Cuddy ria. Ele encostou a cara no vidro, esperando ouvir algo mais revelador. Nada. Malditas portas de vidro temperado.

" Posso ajudar, Dr Wilson ? "

Wilson quase quebrara a porta, tamanho o susto que a enfermeira lhe fez tomar. Ele envergonhou-se, a face ficou rosada. Ele engasga com as palavras. Respira fundo. Quem se importa se ele estava quase ultrapassando o vidro da Dean of Medicine, apenas para ver do que ela estava rindo ?

" Well, será que eu poderia falar com a Dra Cuddy ?"

" Ela pediu pra não ser interrompida. "

Wilson mede mentalmente a situação. Seria melhor voltar em outra hora. No entanto, ele virou as costas e a porta abriu-se.

" Te vejo mais tarde. " O sorriso dela denunciava tudo, mas o beijo que o homem em questão lhe dera nos lábios, é, isso calaria qualquer dúvida.

" Wilson ? Precisa de algo ? "

" Não. Obrigada Cuddy. "

Nenhuma pergunta lhe daria a informação que ele precisava.


House's Office

" Eu esqueço que nossa pequena princesa não sabe seguir ordens. Se você não ia fazer o procedimento certo, delegasse a obrigação para o Pequeno Príncipe ou para o Blecaute. Mas não mate a paciente, entende ? "

Cameron queria chorar. Ela havia injetado muito mais contraste no ultrassom que fizera, levando todos à crer que o diagnóstico era um típico caso de câncer. E ainda por cima, aplicara na paciente um medicamento que lhe causava alergia severa. Por Deus. House a queria matar e ela gostaria de correr para longe, livrar-se daquela pressão.

" Ela me disse que .. "

" Bla Bla Bla. Não me interessa se ela é mãe solteira, se é uma vadia, se quer ganhar o Academy Awards e salvar as famigeradas crianças africanas. Ela é a paciente, e nosso papel é mantê-la viva. Não o contrário. "

A conversa fora interrompida quando Stacy aparecera na porta, com um ligeiro sorriso nos lábios.

" Vamos ? "

House foi saindo da sala. Voltou e jogou o pincel atômico nas mãos de Foreman.

" A liderança está com o Petróleo. Liberem logo essa coitada. "


" Avise-me quando estiver pronta. "

" Uh .. hm" - Stacy tentara dizer alguma coisa. Deus, que homem era aquele. Que força. Que vigor. Mark jamais a faria berrar à plenos pulmões como House facilmente conseguia fazer. Sua pele queimava, ela podia sentir o orgasmo crepitando por dentro das suas veias.

House a observara por alguns minutos. Seu pensamento perdeu-se, Cuddy surgira. Ela realmente estava brava nos últimos dias. Brava demais. Ele tivera a real impressão de que ela ia lhe partir a mandíbula durante a última discussão que tiveram. Mas porquê. Essa era a questão. E quem era aquele cara ? Ele precisava saber. O cara ja estava a buscando no hospital. Isso quer dizer que eles tinham intimidade de ... Não, Cuddy não teria feito. Ou teria ?

" No que está pensando ? "

Stacy o trouxera de volta.

" Em nada. "

Ele quebrou o silêncio voltando a beijá-la.