Aviso: Sim, mudei de idéia. Teremos uma mocinha (lê-se: alguém que ocupe o lugar de Johanna). Mas sua importância ainda é um caso a se pensar.

Aviso2: Agradeço a Pérola Pevett, Mara e Shey Snape pelo apoio e pelas reviews.


por favor, leiam os avisos.


Porque não matá-lo?

A senhorita Lane, me guiou até o andar de cima, onde antes funcionava a minha antiga barbearia. Subi as escadas seguindo os passos daquela mulher. A vista dali de cima mudara muito. O céu sobre nossas cabeças nunca fora tão cinza.

Ela parou no ultimo degrau, certificou-se de que a porta à nossa frente estava fechada, colocou a chave na respectiva fechadura e girando-a, trouxe o meu passado à tona.

Lane entrou primeiro, correu para a única e imensa janela daquele cômodo. Afastou as gastas cortinas deixando alguma luz entrar.

– Está vendo aquele berço?

– Sim – respondi, sem entender. Eu tinha milhares de recordações em minha mente, mas daquele berço não havia nenhuma.

– Quem esteve aqui, depois de Lílian?

– Ninguém mais morou aqui, Sr. Sna- - –Todd – ela se corrigiu. – Era isso que eu queria lhe dizer.

– Me diga, então!

– A noiva do barbeiro- - – ela disse como se não falasse de mim. – - - descobriu que estava grávida, alguns poucos meses depois do julgamento dele.

– Ou seja; – voltei-me a ela – O barbeiro já havia partido quando ela deu a luz?

– Sim, senhor Todd. Ela dera a luz a uma linda menininha, chamada Ginny

– Ginny? – confirmei o nome que ouvi – Eu tenho uma filha- -

– Como tem certeza que a filha é sua, Sr Todd? – Lane me perguntou, insolente. Senti a maldade em seu tom de voz.

– O que está querendo dizer? É claro que é minha!

– É claro que é. – ela se viu obrigada a concordar.

– Onde ela vive?

– Nos Potters.

– Tomaram-na para si? – eu perguntei, perplexo, já sabendo a resposta.

– Mas ainda há algo que você precisa saber - -

Insisti para que me fizesse a outra revelação ali mesmo, afinal não deveria ser algo de extrema importância. Agora que eu tinha uma filha, nada mais me importava. Eu iria matar o seu algoz, libertando-a. Eu iria buscar aquela pequena parte viva de Lílian, estivesse ela; nos Potters ou no inferno.

Lane, fora os meus olhos me conduzindo até o centro daquela cidade, agora estranha para mim. Paramos próximos a uma multidão:

– Tem alguém que eu quero que você veja – ela me disse voltando-se a um homem próximo a nós.

O reconheci no exato momento em que meus olhos pararam sobre a sua face. Seus cabelos ainda eram longos e escuros. Sua voz ainda exalava uma dissimulada jovialidade, e os seus modos ainda eram tão falsos quanto os anéis que adornavam seus dedos, era o homem que, juntamente com o Advogado Potter, arruinara a minha vida: Sirius Black: um outro parasita da lei londrina.

– Vou matá-lo! – bradei, me esquivando da tentativa furtiva da mulher ao meu lado em me manter sereno.

– Vai matá-lo como? Não seja tolo! – ela me censurou, antes de percebermos que, da multidão, se aproximava uma grande carruagem.

Senhoras e Senhores! Apresento a vocês, o maior barbeiro de todos os tempos: Ludvic Manov – uma voz infantil anunciou de dentro da carruagem.

Um homem louro desceu do coche, e ostentando uma imponência inexistente, caminhou em meio à multidão. Ele fora seguido pelo dono da voz que o anunciou, um garotinho magricela, também muito louro.

– Embelezei Czares! – ele gritou, tentando chamar atenção. Meus ouvidos jamais haviam ouvido um sotaque como aquele – Trouxe, à velhos carecas, a alegria de possuir uma boa peruca! Mas nada – ele continuou pausadamente – Nada - - Se compara a barbear pescoços ingleses.

Dei de ombros àquela cena, ele era um charlatão, sem sombra de dúvidas.

O Delegado da cidade estava ali, assistindo a tudo, mas não fazia nada. Pelo contrário, ele se divertia com a cena. Por um momento esqueci o fato de que Black só afugenta aqueles que realmente necessitam dele.

– Desafio a qualquer um que se julgue melhor barbeiro do que eu.

As palavras daquele homem surtiram em mim, como um despertar. Era minha chance de voltar a viver. Viver para matar.

– Eu aceito – voltei-me a ele, sentindo que todos os olhares dali se voltaram a mim. Era o que eu queria. – Nunca servi à realeza, mas ninguém é tão bom barbeiro quanto eu.

Ouvi Manov soltar um muxoxo. Esta era a primeira evidência de que era um charlatão

– Comecemos uma competição, então. – ele concluiu. – Quem gostaria de uma barba de graça?

Serviços grátis: Esta era a segunda evidência de sua charlatanice.

Alguns homens se pronunciaram, mas apenas dois foram agraciados com a nossa oferta. Um deles fora o Sr. Moony, um padeiro que andava muito com Black. A padaria dele também era na Rua Fleet. Segundo Lane, Moony havia roubado seus clientes - algo que não era muito difícil de se fazer, visto que as tortas da minha companheira eram as piores de Londres.

Depois de, passar tantos anos inativo, meu primeiro cliente seria ele. Quanto à combaia de meu concorrente, fora um qualquer que teve a má sorte de estar no centro de Londres àquela hora.

– Mas antes – eu o interrompi – Gostaria que ilustríssimo delegado fizesse às honras desse duelo de navalhas.

– Eu? – a voz de Black soou surpresa, como se não esperasse que eu o conhecesse. Mas na verdade eu o conhecia muito bem. – Mas é claro senhor - -

– Agora está perfeito. – Manov o interrompeu.

O apito de Black ecoou pela multidão. Amolamos nossas navalhas, espalhamos espuma pela face de nossos clientes. Classe ele poderia até ter, mas não havia nenhuma habilidade. Barbear era uma arte - um ofício - e desse ele era ignorante.

Manov levou, bem dizer, um dia inteiro pra fazer o que eu fiz em dez minutos. O homem franzino a quem ele serviu, saiu dali com o rosto talhado, e quanto a mim: sai vencedor. Ludvic evadiu-se às pressas do local, arrastando seu criado consigo.

– Olhe, Sr Todd – Penélope me chamou no canto – Não sou uma mulher muito maternal. Nunca pude ter filhos - -

– Fale logo! – exclamei rispidamente, vendo Black se aproximar de nós.

– Não gosto do jeito que ele trata aquela criança - -

– Parabéns, barbeiro – O Sr. Moony, voltou-se a mim, fazendo menção para que Black se aproximasse. – É um artista com uma navalha, senhor.

– Na verdade- - É um dos melhores que eu já vi. – Black o seguiu

– Bondade de vocês, senhores – fingi-me grato.

– Onde podemos encontrá-lo, para que tenhamos muitas barbas impecáveis, Sr. - - Como disse que se chamava, mesmo? – Black quis saber

– Eu não disse – respondi propositalmente

– Então diga, homem! – o mais baixo havia exclamado.

– Todd – respondi – Sevy Todd. E podem me encontrar - -

– Podem encontrá-lo - - –Lane nos interrompera – se forem à barbearia dele, em cima da minha torteria, na rua Fleet.

– Me desculpe Srtª, mas chama aquilo de torteria? – Black caçoou, seguido por Moony:

– Mais parece um chiqueiro

– Porcos como você - - – ela disse pausadamente, fitando-o nos olhos – nunca entrarão num chiqueiro tão honroso.

– Cuidado com o que diz, senhorita.

– Vamos, Remus– Black voltou-se ao outro, agarrando-o pelo braço – Vamos embora.

– Até mais Sr. Todd. – o padeiro se despediu de mim.

Ainda naquela tarde, voltamos à torteria. – Realmente - Aquele lugar precisava urgentemente de reparos, mas, não conseguindo vender uma mísera fatia de suas, intragáveis tortas, a minha companheira aprendeu, com a carência, a viver naquele chiqueiro.

Ela me serviu um pouco de gim, conversamos sobre os acontecimentos daquela tarde:

– - - se Black não me procurar, vai ter sido por culpa sua, mulher tola - -

– Eu entendo, querido – ela referiu-se a mim – Mas ele virá. Espere.

– Se eu não puder matá-lo - -

Ouvimos um cavalo relinchar seguido por sonoro bater de porta. Acompanhamos atentos o som de passos apressados se aproximarem. Bateram-nos à porta.

Olhei pela janela.

– Algum cliente para mim? – ela quis saber, inutilmente.

– Claro que não. É o Manov. – respondi mirando o homem louro à nossa porta.

– Manov? – Lane tinha uma memória curta. Bem, isso era o que eu achava.

– O barbeiro!

– Oh! Que esplêndido! – ela exclamou – Você estava tão ansioso para começar e - -

– Não vou matá-lo! – exclamei. Afinal, aquele homem nada de mal tinha feito a mim.

– Por que, não? Ele é um sanguessuga, um parasita, um - -.

– É só um infeliz! – bradei impaciente – Vou ver o que ele quer.


p'sapple:.

Próximo capitulo, aí vou eu o/: Prazer em revê-lo