Boa noite!
Não é que eu esperasse muitas reviews, mas nem um comentário me deixou preocupada de que talvez a história não seja interessante, entretanto como não estou aqui só para cair nas graças de vocês e sim porque também gosto de escrever e postar, então vou continuar, quem sabe esse capítulo seja mais do agrado de vocês...
BOA LEITURA!
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Anteriormente...
Kagome iria mata-la, o dom de rastrear nascera com a irmã e era também a mais veloz dos dois, sendo sua única vantagem à força superior, rapidamente voou no esperança de alcançar a mesma antes que fosse tarde.
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-Vamos Inuyasha, larga esse livro, você esta de férias, veio aqui para curtir. – Sango dizia para o primo.
Estavam sentados na praça de noite em plena sexta feira, a mãe havia obrigado a trazê-lo para que não ficasse sozinha com o namorado, usava um short curto branco e uma camiseta vermelha, Miroku dizia que vermelho lhe caia muito bem, os olhos castanhos brilharam ao pensar no namorado, ele estava atrasado, parecia um dos poucos defeitos dele, Sango sempre suspirava ao pensar no quanto o homem com quem ela se relacionava era bonito, ele tinha olhos e um sorriso maliciosos que pareciam carregar promessas que nem seus sonhos mais molhados seriam capazes de imaginar.
Acordou de seus devaneios quando o homem ao seu lado resmungou ajeitando os óculos de grossa armação preta que encobria seus olhos e rosto, ela quase nem lembrava mais qual o formato do rosto dele ou mesmo a cor dos olhos, mas imaginava que fossem iguais aos do tio e do outro primo mais velho, era estranho um hanyou ter problema de vista tão grave, entretanto o avô deles tinha que usar óculos semelhantes aqueles, para leitura, como o primo vivia com um livro na mão era difícil ve-lo sem aquela monstruosidade em seu rosto, algumas vezes ela imaginava que ele usava aquilo para repelir atenções indesejadas, já que seu foco atual eram os estudos.
-Céus! Você é uma companhia detestável. – resmungou de volta, andando de um lado para o outro. Ela conseguia imaginar o quanto o primo era bonito por baixo das roupas desleixadas e da armação desnecessariamente grande, o outro primo e seu tio eram exemplos de beleza masculina e sua tia era uma mulher muito bela também, então, a não ser que algo tenha dado muito errada na reprodução do nerd a sua frente, ele deveria ser um homem muito bonito.
Eles cresceram juntos, já que o pai dela era irmão mais velho da mãe dele, por mais que Inuyasha sempre parecesse emburrado com alguma coisa, ele sempre estava lá, ajudando e protegendo ou atrapalhando, como era o caso de hoje, ainda não acreditava que seus pais tinham obrigando ele a vir com ela, inaceitável, ela era adulta e maior de idade, sabia se cuidar e não precisava ter uma babá.
-Eu não queria estar aqui tanto quanto você não queria me trazer, não gosto de fazer papel de vela, além do mais não estou aqui para curtir, estou aqui porque meus pais e os seus decidiram que eu não deveria ficar sozinho no meu apartamento durante as férias estudando e que sair com você fosse me trazer alguma diversão. – Inuyasha disse ainda sem desviar sua atenção do livro, fazer medicina era um sonho e já havia sido muito difícil passar no vestibular e agora que havia acabado o primeiro semestre ele via que a dificuldade só estava começando.
Ter como pai um poderoso youkai e como um meio-irmão um youkai também de sangue puro causava diversas brigas, o fato de o meio-irmão ter 50 anos a mais do que ele não ajudava a trazer paz para dentro da casa dos pais, o mais velho gostava de implicar com ele e Inuyasha não deixava as coisas por baixo, mas a mãe havia conquistado de alguma maneira o coração gelado do filho do primeiro casamento do pai, um daqueles grandes mistérios da vida.
-Então porque não vai embora? – Sango era a pessoa de pavio mais curto que ele conhecia, é claro se ele não fosse contado, pois também perdia a paciência muito facilmente, claro que conviver com o meio-irmão mais velho podia ter uma grande influência sobre isso, junte isso ao fato de ser meio-youkai, não estava falando da questão de preconceito, era mais a luta interna entre seu lado humano e youkai, era sempre bom controlar o seu temperamento.
-Porque sua mãe, minha tia, mandou que eu ficasse de olho em você e esse namorado misterioso, já que por algum motivo ele não teve coragem de se apresentar, ela quer que pelo menos alguém da família o conheça. – Sango amaldiçoou a todos, qual o problema dos pais com o seu relacionamento? Ela sempre foi uma boa filha e eles sempre a deixaram viver com grande liberdade, entretanto de uns tempos para cá eles decidiram pegar no pé dela e agora infernizavam mais sua vida obrigando a trazer o sem graça do primo junto, não que ela não gostasse do primo, mas a questão era que ela queria passar um tempo de qualidade com o namorado e por isso a presença do hanyou era indesejada.
Não era que o namorado não quisesse conhecer os pais, era que eles não haviam tido a oportunidade de conversar sobre o assunto ainda, a verdade é que ele parecia desconfortável com alguma coisa, algumas vezes ele sumia e ela não conseguia entrar em contato com ele nem mesmo pelo celular, em outros momentos ele parecia paranoico e estreitava os olhos para o nada, mas por outro lado ele era sempre gentil, carinhoso e ela podia ficar horas falando sobre si e diferente de outros curtos relacionamentos que tivera o atual não a pressionava para que fizessem sexo.
Olhou novamente para o celular em busca das horas, estava começando a se preocupar que algo tivesse acontecido com ele, o tempo se arrastava com sua companhia que não falava nada, como o primo conseguia passar tanto tempo lendo era um mistério para ela, Sango gostava mais de atividade física, por isso tinha feito vestibular para educação física, o curso exigia leitura, mas não tanto quanto medicina.
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De um prédio com certa distância Kagome olhava os dois com bastante interesse, o que seu irmão havia visto na humana? Reconhecia que ela tinha uma grande beleza, até sentiu vontade de conhecê-la para saber o que tinha de tão interessante, mas o monstro impiedoso e sedento só desejava o sofrimento do irmão, não ter sentimentos tinha algumas vantagens, já fora uma vampira boazinha até o dia que decidira desligar sua humanidade, nada de dor de cabeça, satisfazer seus desejos tornaram-se sua maior prioridade, a mulher estava furiosa por algum motivo e gesticulava freneticamente enquanto falava algo com o hanyou, apesar de ter uma ótima audição aquela distância era impossível captar alguma coisa, entretanto o homem parecia entediado agindo com desinteresse focado na leitura do livro irritando ainda mais a humana, queria estar lá para que pudesse saber o que eles estavam falando a situação vista a distância chegava a ser cômica.
Seu desejo agora era satisfazer sua vontade pelo sangue da humana, porém ela estava acompanhada por um hanyou, meio-demônios podiam dar trabalho, eram velozes e fortes, porém, ao menos sem o treinamento apropriado, não o suficiente para derrotar um vampiro, a dificuldade somente aumentando o desejo pela caça, o mais apropriado seria começar atacando ele, aproximar-se sem ser notada não seria difícil, nem mesmo o olfato apurado dele impediria que se aproximasse, quando ele reparasse que havia algo errado seria tarde demais, precisava decidir agora se iria imobiliza-lo rapidamente ou se divertiria lutando um pouco, isso daria a humana chance de fugir amedrontada tornando sua caçada ainda melhor, o pensamento lhe causou excitação, fazia parte de ser um dos maiores predadores, a natureza havia sido bondosa com os vampiros, não existia nenhum na raça que não tivesse beleza, eles eram ágeis, uns mais do que outros, sua força era quase insuperável e ainda tinham um ou outro truque nas mangas.
-Você não vai feri-la. – a voz irritante de Miroku se fez presente, ele até que foi rápido, mas é claro que se ela quisesse realmente já poderia ter acabado com isso antes dele chegar, mas, obviamente, não teria graça se não tivesse plateia, seria um triunfo ainda maior faze-lo pensar que não havia sido o suficiente para proteger a humana que despertava seu interesse, era uma surpresa para ela que não tivesse desconfiado de nada mais cedo, pensando em retrospectiva o mais velho parecia sair com mais frequência e carregava o cheiro da humana, apesar de que não tinham grande intimidade, o que era uma piada, visto que Miroku era muito pervertido, não imaginava que o irmão fosse dar um de cavaleiro e ser paciente, ainda mais com uma humana.
Humanos costumavam ser atraídos facilmente por um vampiro, então era fácil para eles fazer com que os outros agissem e fizesse como quisesse, fosse pela persuasão ou pela força, obviamente Miroku tinham algum tipo de sentimento muito forte pela garota, Kagome não conseguia entender mais esse tipo de coisa, houve um tempo em que ela entenderia, mas agora, não passava de uma idiotice que tinha tudo para dar errado, humanos eram frágeis e corruptos.
-Vai tentar me impedir? – Kagome resmungou divertida, ela só precisava imobiliza-lo por tempo o suficiente para acabar com aquilo, sua força não seria o suficiente para impedi-la, Kagome tinha mais habilidade de luta.
-Se você mata-la eu vou morrer também, estamos ligados. – Kagome o olhou por um instante já lera sobre aquilo, entretanto parecia mais uma lenda, era difícil para vampiros encontrarem companheiros já que ainda mantinham a tradição ridícula de casamentos arranjados, ficou surpresa por finalmente ouvir os batimentos, o coração dele batia, era como se estivesse vivo, isso era impossível, vampiros nasciam mortos, nem sabia como vampiros eram capazes de gerarem crianças já que tudo neles estava morto, acordou de seus devaneios, Miroku havia lhe revelado aquilo achando que ela presava sua vida, ficou mais irritada por não ter reparado aquele detalhe tão importante antes.
-Que notícia ótima, assim ficarei sendo a próxima na linha de sucessão ao trono. – disse rindo antes de pular do telhado em direção ao casal, Miroku foi atrás dela ganhando mais velocidade pelo medo da perda e chocou-se contra a irmã fazendo-os caírem com um baque no terreno próximo rolaram no chão rosnando e mostrando as presas, as unhas transformaram-se em garras e Miroku tinha os olhos vermelhos como os dela, rolaram pela grama.
Pareciam estar brincando, mas estavam defendendo-se dos golpes deferidos pelo outro da melhor maneira possível, quem observasse pensaria que se tratava de uma briga entre animais, quando na verdade era a única maneira de manter a luta equilibrada, Kagome era mais rápida enquanto Miroku era mais forte, ambos tinham habilidades de combate, mas sempre acabavam daquela maneira como crianças birrentas brincando na lama, Kagome conseguiu arranhar o peito do irmão, este rosnou mais profundamente acertando um tapa na mais nova, foi tão forte que se fosse a uma humana poderia ter lhe quebrado o pescoço.
Continuaram a briga pelo chão lutando por dominância na batalha, ficar por cima definiria a vitória, as garras do Miroku arranharam ambos os braços de Kagome, ela simplesmente riu trocando as posições ficando por cima, sem perceber que perto dali chamaram a atenção do hanyou que fechou o livro e se levantou as orelhas caninas mexendo freneticamente, enquanto sentia o cheiro de sangue.
– Vai ter que me matar se quiser impedir. – ela cuspiu, os olhos vermelhos dilatados, ele mais do que nunca estava ligado a sua humanidade, mesmo sua irmã tendo se tornado aquilo ainda assim a imagem da primeira vez que a pegara no colo após seu nascimento ainda vinha em sua mente, tão inocente, mas Sango também era importante, sua vida pertencia a ela, esse pensamento ajudou a ter mais força para subjugar Kagome colocou a mão em volta da garganta da irmã apertou com força para imobiliza-la ali usando as pernas para manter os braços dela junto ao corpo, ela rosnou e se debateu, ele apertou ainda mais em volta do pescoço dela, então ela parou e eles ficaram se encarando irritados, nos olhos da irmã ele podia ver a promessa de retaliação.
-Miroku o que esta fazendo? – ele desviou o olhar para a namorada que o olhava assustada, sabia que seus olhos estavam vermelhos como o da irmã, seus caninos salientes, era uma reação comum em momentos de luta, ela não sabia sobre ele, durante os seis meses de relacionamento ele foi apenas um humano para ela, agora o segredo estava acabado, provavelmente teria muito o que conversar, isso se ela ainda quisesse alguma coisa com ele.
-Patético. – ouviu Kagome sussurrar sem folego livrando uma das mãos ela atravessou seu peito quebrando as costelas e encontrando o coração segurando-o de forma a fazer uma leve pressão, aquilo não era o suficiente para mata-lo, mas a dor avisava que poderia se assim decidisse, aquilo doeu não só nele, mas em Sango que caiu de joelhos exasperada, sentindo uma grande falta de ar colocando uma das mãos sobre o peito enquanto a outra a mantinha firme para que não caísse para frente, o hanyou lhe deu apoio sem entender nada olhando da prima para os dois seres a sua frente. – Solte-me ou eu esmago seu precioso coração. – continuou não se importando com o sangue que começava a escorrer pelo braço.
-Qual garantia eu tenho de que não o fara depois que eu a soltar? – Miroku tinha a voz fraca, além do esforço para manter a irmã presa ele agora tinha um grave ferimento que facilmente o levaria à morte se a mais nova quisesse.
-Eu já poderia tê-lo feito já que quebrar meu pescoço não ira me matar, só não quero ficar com o desconforto que vai me causar quando acordar. – realmente era verdade, vampiros tinham uma grande resistência, sendo necessário um esforço maior para mata-los, cortar a cabeça e perfurar o coração eram maneiras bem eficientes.
-Solte primeiro. – pediu, não confiava em Kagome de maneira alguma, eles se encararam por um longo tempo até que a mais nova revirou os olhos, Miroku gemeu sentindo a dor quando ela rapidamente tirou a mão do seu peito, em seguida soltou-a sentando afastado colocando a mão sobre o ferimento, Sango voltou a respirar como se nada houvesse acontecido, Inuyasha enrugou o nariz ante o forte cheiro de sangue.
-Ela não sabia sobre você. – Kagome riu sentando-se passando a mão limpa no pescoço sentindo um leve desconforto, já que Miroku usou bastante força para subjuga-la, o vestido curto havia subido com a luta chegando quase a mostrar sua calcinha, não que ela se importasse com tal exibição, ainda tinha lembranças vagas de quando corava por muito menos, sorriu maliciosa.
-Não. – Miroku respondeu a afirmação da irmã como se fosse uma pergunta, obviamente ele não havia contado já que a maioria dos humanos não tinha consciência do que acontecia nas sombras do mundo.
-Por culpa sua eles viram demais irmãozinho, vovô vai sentencia-los a morte, isso é claro se eu falar alguma coisa, eu também poderia mata-los agora e poupar uma viagem até o castelo para um julgamento entediante, claro que você perderia a pose de bom neto, meus erros seriam pequenos comparados aos seus. – continuou se levantando, talvez ela não matasse eles agora, realmente o avô não seria brando quanto a se revelar para humanos, levou à mão suja de sangue a boca e lambeu toda a extensão de forma provocativa e... sexy? Inuyasha sentiu-se enrubescer enquanto examinava o ser a sua frente sem conseguir deixar de sentir desejo, sabia que era errado, ele deveria sentir somente repulsa e talvez medo, a vampira emanava sinais de alerta para que mantivesse a distância, mas ainda assim era como se a mente dele ignorasse tudo aquilo, bem, não era a mente que estava ignorando realmente aqueles sinais, seu corpo era o problema, ela o despertava.
-Kagome... – Miroku resmungou e Kagome revirou os olhos e se aproximou estendendo o pulso ao mais velho, este parecia constrangido com o que estava para fazer, segurando o pulso estendido cravou os dentes sem o menor cuidado, Kagome simplesmente fechou os olhos e permitiu que o irmão tomasse o que achasse necessário, mas então o som de surpresa chamou sua atenção, ela não conseguia identificar, mas jurava que o hanyou estava olhando fixamente para ela, talvez questionando o porque de dar seu sangue ao outro que quase matara a pouco, era só porque eles haviam organizado um trégua momentânea.
-Seu sangue esta quente como se estivesse realmente vivo. – disse tirando o pulso dos lábios do irmão, começando a andar em direção à humana e ao hanyou, ele observou a aproximação de um predador, ela nem se incomodou em ajeitar o vestido preto, o tecido colado era tomara que caia mostrando os ombros até o colo onde o tecido dava a impressão de que todo ele era transparente, ela não usava sutiã, o decote não permitia o uso da peça.
-Kagome, pare! – Miroku pediu tentando levantar sem sucesso cambaleando para frente, o ferimento aberto causando uma grande fraqueza, mesmo após consumir o sangue que Kagome havia lhe dado, depois que se curasse precisaria consumir sangue.
Inuyasha entrou na frente de Sango, não sabia se conseguiria defender a prima se realmente necessitasse lutar contra a vampira, mas faria o seu melhor, Kagome olhou para ele sem conseguir ver seu rosto direito, a armação dos óculos era grossa demais e as lentes, apesar de finas, impedia que visse seus olhos, aquilo a deixou com extrema curiosidade, não deveria sentir isso, ela sabia, mas ainda assim se sentiu tentada, ele aparentava ter um corpo bonito coberto por roupas largas demais para valoriza-lo, sua suposição baseava-se na altura e porte dele, ela não costumava julgar os livros pela capa, poderia haver um tesouro escondido ali, seu sorriso aumentou ainda mais.
-Fique calmo querido, só quero conhecer minha futura cunhadinha, claro se depois dessa noite ainda houver alguma coisa entre eles. – sussurrou ficando frente a frente com o hanyou, este não mexeu um musculo, os olhos vermelhos brilharam em divertimento, havia uma tensão sexual palpável, não era algo que poderia considerar comum, os homens não costumavam desperta-la facilmente daquela maneira, poderia derruba-lo ali mesmo arrancar suas roupas e dar um show erótico para o irmão e a namorada, passou a língua pelo lábio inferior, ela podia sentir a pulsação dele aumentando como se soubesse exatamente o que ela gostaria de fazer com ele. – Tire os óculos! – ordenou o vendo erguer uma das sobrancelhas, ele viu quando os bicos dos seios dela ficaram rijos, a falta de sutiã facilitando tal observação, seu corpo respondendo de uma maneira inexplicável.
-Keh! O que faz pensar que pode mandar em mim? – disse cruzando os braços, Kagome gargalhou os caninos tornando-se mais salientes se possível, ela iria se alimentar dele? E se fosse fazer isso, iria doer? Ainda assim não deixava de ser uma visão exótica. Ele podia imaginar perfeitamente as presas afundando lentamente em sua pele, surpreendeu-se com o fato de por um momento desejar experimentar qual seria a sensação, ele havia enlouquecido, era a única explicação, talvez ela estivesse mexendo de alguma maneira com a sua mente, qualquer pensamento seria melhor do que acreditar que ela o atraia, então ela se aproximou e seus corpos se tocaram, seus seios tocaram o braço dele, ele expirou surpreso e o cheiro dela lhe deu um tapa nos sentidos.
-Tão interessante. – disse desviando o olhar para o irmão que com muito esforço havia conseguido se levantar, o furo no peito já havia diminuído consideravelmente, não havia se importado que o hanyou pudesse querer ataca-la de alguma maneira. – Vou pedir para o vovô permissão para ser sua executora. – disse de forma suave passando a mão na face quente de Inuyasha, este estremeceu perante o toque gelado, aproximou-se mais moldando o corpo ao dele, observar as curvas dela de longe já havia sido bastante interessante, seios fartos, cintura fina, quadris generosos, coxas grossas, para espanto dele foi difícil não passar as mãos em volta da cintura dela, bastaria Kagome se inclinar um pouco para frente e teria acesso ao pescoço dele, quase podia imaginar o gosto que ele tinha. – Mas não hoje, nos veremos em breve novamente para nos conhecermos melhor. – ela riu descendo a mão até passar a unha pelo pescoço arrancando um pequeno filete de sangue levando o dedo ao lábio. –Hum! – murmurou de maneira extremamente sexy antes de piscar para o irmão e sumir em meio a vários morcegos.
-O que foi que acabou de acontecer? – Sango avançou para Miroku irritada, Inuyasha puxou-a impedindo de continuar a aproximação, ele não era humano, havia mentido esse tempo todo e agora aparecia aquela mulher quase matando os dois, ainda assim estava preocupada com o namorado o ferimento não parava de sangrar e ele estava mais pálido que o normal, Inuyasha ainda estava abalado com o que havia acontecido, seu encontro com a vampira havia mexido muito com ele.
-Não há nada o que temer de mim. – disse aproximando-se mais dos dois, mostrando que o ferimento já estava menor do que eles imaginavam, mas todo aquele sangue não era uma visão agradável, a camisa não teria salvação.
-Quem é aquela mulher? – perguntou Sango, irritada afastando-se do aperto da mão do primo que simplesmente resmungou algo cruzando os braços novamente.
-Kagome, minha irmã mais nova. – suspirou, algumas vezes se perguntava se ainda existia algum traço daquele bebê que lhe deu um sorriso parcialmente banguela, era fofinho observa-la sorrindo com apenas os caninos salientes, já teria perdido a esperança se não fosse a ligação existente entre eles, apesar de tudo acreditava que a irmã voltaria a ser sua irmãzinha mais nova.
-Sua irmã? Mas ela quase te matou. – dessa vez foi Inuyasha que falou exasperado, aquela mulher tinha algum parentesco com o homem a sua frente e era estranho que só de lembrar dela seu corpo começava a formigar de uma maneira inexplicavelmente prazerosa.
-Ela não foi sempre assim, era o ser mais puro que eu já havia conhecido, de nossa espécie, até seu coração ser despedaçado. – Inuyasha ficou ainda mais intrigado, ela não era realmente daquela maneira, só havia tido seu coração despedaçado, um aperto no peito o alertou de que estava sentindo algo desconhecido, ou que a muito não sentia, mas decidiu simplesmente ignorar, não podia sentir, distrair-se agora era um erro, mas ainda assim, não conseguia parar de relembrar cena em que ela oferecera o pulso ao irmão mais velho, havia uma satisfação em sua face, sua surpresa foi porque em algum momento do acontecimento era ele ali no lugar do namorado da prima.
-Você já foi como ela? – Sango havia se distanciado rapidamente de Inuyasha e estava dando apoio ao namorado para que o mesmo não caísse novamente, o sangue que Kagome lhe fornecerá tinha ajudado a cicatrizar o dano que ela causou, mas ele não havia se alimentado recentemente e por isso o que ela havia oferecido não tinha sido o suficiente, o cheiro de Sango o instigava a experimentar, entretanto tal atitude poderia por um fim completo em seu relacionamento.
-Um monstro? – não havia palavra melhor para descrevê-la, claro que se fosse pensar no que circulava por ai Kagome ainda poderia ser considerada amigável.
-Sim. – Sango desviou o olhar quando respondeu, envergonhada por falar aquilo da irmã do Miroku, mas ela não havia passado a melhor das impressões agindo daquela maneira.
-Eu ainda sou, eu sou um vampiro. – ela reparou que os olhos dele haviam voltado para o azul, tinha que ser honesta ao dizer que o tom vermelho sanguinário não havia sido tão assustador, nem o fato de descobrir que namorava um vampiro parecia tão ruim, tirando a irmão estranha e a cena que presenciara sobre ele tomando sangue.
-Isso deu para reparar, porque não me matou? – vampiros deveriam ver humanos como alimento, talvez ele simplesmente estivesse brincando com a comida, mas ele sempre fora tão bondoso e carinhoso e declarara em diversos momentos o que sentia por ela, não parecia de modo nenhum mentir sobre o amor que sentia.
-Meu coração pertence a você. – aquilo a surpreendeu porque foi extremamente honesto, Miroku não costumava ser muito profundo para falar a verdade, era atrevido, engraçado e pervertido, claro que ele sabia ser romântico, mas não era comum agir daquela maneira.
-Que fofo! – ele sorriu, o hanyou revirou os olhos, como a prima era romântica, descobria que o namorado era um vampiro, um ser sobrenatural, e agia com tamanha tranquilidade. Já Miroku sentia-se um pouco aliviado havia sido mais fácil do que havia imaginado mostrar seu verdadeiro eu, claro que havia muita coisa que eles teriam que conversar futuramente, ela era dele assim como ele era dela, entretanto para ela seria complicado descobrir que ele além de vampiro é herdeiro do trono e que ainda por cima existem diversos perigos por ai. – Mas ainda estou irritada. – disse cruzando os braços.
-Eu sei, podemos conversar sobre isso depois, primeiro preciso limpar esse sangue. – sussurrou e só então Sango reparou na camisa do namorado, o buraco havia cicatrizado rapidamente e agora só havia muito sangue.
-Você é realmente um ser muito interessante. – Inuyasha estava impressionado com o fator de cura acelerado do imortal? – Você é imortal? – perguntou cruzando os braços, obviamente ter como futura profissão o ramo da medicina era interessante encontrar alguém que tinha um fator de cura melhor que dos youkais e que podiam ser eternos, youkais tinham uma vida bastante extensa que parecia com a imortalidade, mas chegava uma fase da vida que eles começavam a envelhecer, como vampiros o mesmo poderia acontecer? Eles envelheciam em algum momento da vida deles?
-Sim, vou viver para sempre se conseguir lidar com minha irmã sem sentimentos, mas agora preciso realmente de um local para limpar isso, meu apartamento fica aqui perto e também preciso do silencio de vocês. – Sango estreitou os olhos, estava zangada e preocupada, mas sabia que vampiros precisavam viver no anonimato, além do mais quem acreditaria neles? Concordou relutante olhando para o primo que também seguiu seu gesto e foram acompanhando-o até o apartamento que tinha ali perto.
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Miroku aparentava ser um vampiro do bem, Inuyasha se preocupava com a irmã sádica e extremamente atraente que vinha no pacote, ela realmente parecia capaz de matar Miroku e Sango, mas apesar da ameaça que ela havia dado ao hanyou ele sentia-se seguro de que ela não o mataria com a mesma facilidade que os outros dois e aquilo o intrigou já que ele não era ninguém especial e ela não nutria sentimentos por nada e nem ninguém, entretanto a maneira como ela havia olhado para ele, apesar de que seu óculos não permitia que visse direito, pois era somente para leitura, mas ele sentiu o seu olhar, o jeito como o seu corpo reagia a proximidade dela, aquilo não podia ser unilateral era tão forte, nunca havia sentido nada parecido, o jeito como ela havia colocado o dedo na boca para experimentar seu sangue o aquecia ao ponto de quase faze-lo suar.
-Me sinto novo em folha. – Miroku surgiu do corredor com roupas limpas e secando o cabelo, olhou intensamente para o hanyou por alguns longos segundos como se soubesse de algo que o mesmo nem imaginava, ou talvez tivesse a habilidade de ler mentes, se as histórias tivessem algum fundo de verdade, Inuyasha torceu para que não fosse possível, ficaria muito envergonhado se o vampiro pudesse ver as coisas pervertidas que ele não conseguia evitar pensar sobre a irmã dele, mas Miroku desviou sua atenção para a namorada sentando-se confortavelmente na poltrona mais distante dos dois. – Sango eu gostaria de pedir o seu perdão sobre omitir esse detalhe tão importante sobre mim, mas foi tudo tão inesperado, não imaginei que minha noiva fosse ser uma humana...
-Noiva? – Sango o cortou corando dos pés a cabeça, Inuyasha também arregalou os olhos, era incomum chamar a namorada de noiva.
-Sim, é estranho eu sei, mas nós vampiros não nos apaixonamos como vocês humanos, quer dizer nos apaixonamos como vocês, mas existem outras implicações também, teoricamente nascemos sem vida, o coração não bate e nem precisamos de ar para os pulmões, mas a partir do momento que encontramos nossos predestinados é como se ganhássemos vida e só depois disso podemos nos reproduzir, perdoem o linguajar meio chulo, porém compreensível. – os primos prestavam atenção na explicação dada, era complicado e fantasioso.
-Então vocês nascem estéreos? – Inuyasha perguntou sendo o primeiro a se recuperar, parte das histórias fantasiosas eram verdade, mas era novidade o fato de existir uma possibilidade de vampiros se reproduzirem, Inuyasha se perguntou então quantos anos Miroku deveria ter, pela aparência julgava-se que tivesse a mesma idade que ele.
-Sim. – respondeu calmamente. – Vampiros são muito ativos... – parou de falar olhando para os visitantes em dúvida sobre como seguir falando sobre o assunto, Sango era tímida e carregava um temperamento explosivo e o primo não parecia ter grandes experiências também, ao menos não esteve com ninguém há bastante tempo.
-São? – Inuyasha incentivou a continuar bastante interessado em como a conversa estava progredindo, enquanto Sango ficava vermelha.
-Talvez seja assunto para outra conversa. – Miroku riu sem graça, achando melhor adiar alguns fatos sobre sua raça. – Mas não é tão diferente de como acontece com Youkais. – ele disse casualmente encerrando de vez o assunto.
-Como assim? – Inuyasha aparentemente não parecia aceitar o fim da conversa e não saber sobre como o amor para youkais era diferente para os humanos, apesar de que somente os humanos tinham um tipo diferente de amor, todas as outras raças eram bem semelhantes, o hanyou provavelmente era muito novo para saber o que o sague youkai lhe traria.
-Você nunca teve essa conversa com o seu pai? – Miroku perguntou só para ter certeza.
-O que eu deveria conversar com o meu pai? – Inuyasha devolveu com outra pergunta, chateado por aparentemente ser tão desinformado sobre suas próprias questões.
-Basta um olhar, é além de explicações, humanos normalmente são insensíveis a esses detalhes, eles precisão conhecer um pretendente, conversar, descobrir coisas em comum, adquirir confiança e ter é claro uma tensão sexual, então eles começam um relacionamento e se eles cansam é só separar e cada um segue sua vida tranquilamente, as outras raças são diferentes, é de nós que vem a história de almas gêmeas. – os primos olhavam para ele como se ele estivesse contando um conto de fadas.
-Sinto que ainda tem mais. – Sango concordou absorvendo o que Miroku falava, mas achava que seria melhor mudar de assunto. – Por que me senti daquela maneira quando sua irmã quase esmagou seu coração? – Sango cruzou os braços esperando uma resposta, esta demorou, Miroku estava relutante, entretanto sabia que era direito dela saber.
-Nós estamos ligados, vampiros só tem um predestinado para a vida toda, se você morrer eu também perco a vida... – a voz dele foi diminuindo até que não passou de um baixo sussurro, coisa que não impediu de todos ouvirem, o silencio se prolongou.
-E se você morrer? – Inuyasha imaginou que provavelmente poderia acontecer com a prima relembrando o que havia acontecido no parque, parecia que ela ia morrer quando a irmã do Miroku quase o matou.
-Ela vai sentir uma imensa dor, mas vai continuar vivendo, isso porque ela é uma humana, a ligação é recíproca, mas só acontece a morte para ambos se os dois forem vampiros, foi o que aconteceu com os meus pais. – disse encerrando o assunto. – Querem comer alguma coisa? – perguntou cansado de falar sobre aquele assunto, porém sabia que muitas outras perguntas estavam por vir.
-Você come normalmente? – Inuyasha foi quem fez a pergunta já que Sango já havia saído com ele algumas vezes e nunca reparou em nada estranho, além de começar a pensar que eles nunca haviam saído à luz do dia, claro que o fato de ele alegar ter um emprego fixo ajudava a disfarçar isso.
-Sim, mas não preciso, sinto o gosto e até faço a digestão normalmente, mas preciso de sangue para sobreviver e nada mais. – Miroku já estava ligando em uma pizzaria, pediu uma de calabresa, os primos estavam olhando para ele de forma tensa, obviamente por causa do comentário sobre o sangue. – Olha! Vai ser bem nojento explicar isso, mas vou deixar as coisas bem claras. – ele voltou a sentar na poltrona afastada dos outros dois. – É muito melhor direto da veia, quente e mais cheio de vida entre outras coisas que realmente não quero entrar em detalhe agora, mas existem consequências nesse tipo de consumo e por isso hoje em dia temos uns esquemas para conseguir sangue de outras maneiras e assim deixamos os humanos em paz, ao menos quase todos da espécie obedecem. – o silêncio recaiu sobre os três enquanto a informação era processada.
-O que acontece com quem desobedece? – Miroku desviou o olhar para a janela, a pergunta de Sango era complicada, desobedecer nunca é interessante e todos aprendiam da pior maneira, não que houvesse uma opção menos dolorosa ou mortal, seria uma grande sorte se sobrevivesse para cometer algum erro novamente, claro que isso era mais geral, eles só queriam saber sobre desobedecer quando se tratava de sangue humano, isso era mais tranquilo de esclarecer.
-Não há nenhum tipo de punição, a menos que seja indiscreto, ai é capturado e julgado, discrição vem sendo nosso lema nos últimos tempos é como um acordo com os caçadores para termos algum tipo de paz. – Kagome não se importava mais com isso e se continuasse poderia acabar se envolvendo com caçadores ou pior.
-Existem pessoas que caçam vocês? – ele olhou demoradamente para Inuyasha, a dúvida entre o que falar e como falar e se ao menos deveria falar, então simplesmente concordou vagamente demonstrando que não daria mais sequencia no assunto, ser caçador era algo que estava se tornando obsoleto considerando as novas regras, eles até viviam em uma relativa paz.
-Vocês andam a luz do dia? – Inuyasha perguntou depois de um tempo.
-Não seria uma visão muito agradável. – Miroku disse bem humorado.
-Seria algo como combustão instantânea? – Sango ficou curiosa com a resposta humorada do vampiro.
-Não, é mais queimar dolorosamente. – respondeu vendo os primos fazer uma careta compreendendo o que ele queria dizer.
A pizza chegou e eles desfrutaram da mesma, Miroku optou por um vinho para acompanhar, mas os dois preferiram não beber nada, havia os sinais de desconforto, medo e desconfiança, ele podia sentir no ar, estava feliz que a namorada não o repeliu completamente, havia uma chance de manter o relacionamento depois dessa noite.
Em certo momento da noite Sango acabou fazendo um leve corte no dedo quando a faca escorregou com a força excessiva para cortar a borda crocante da pizza.
-Sua desastrada. – Inuyasha acusou pegando o dedo e cobrindo com o guardanapo, naquele momento ambos pareciam ter esquecido a presença do vampiro e aparentemente lembraram ao mesmo tempo olhando para ele que permanecia na mesma posição, as pernas cruzadas, segurando a taça próxima aos lábios enquanto a outra mão pousava suavemente sobre as pernas, a única coisa que denunciava sua fraqueza pelo sangue eram os olhos que não tinham mais o tom azul e sim um vermelho puro e vibrante.
-Miroku? – Sango chamou preocupada.
-Sim? – a voz dele estava mais rouca e baixa, Sango arrepiou-se nunca tinha escutado ele dirigir a palavra para ela de maneira tão sexy, eles trocavam vários beijos e vez ou outra ela tinha que dar uns tapas nele pela mão ousada, ela tinha 18 anos e nunca havia encontrado alguém como ele antes e apesar de ter sido amor à primeira vista havia sido quatro meses de conquista da parte dele já que ela tentava fugir...
Flashback on
Eles se conheceram em uma balada na comemoração de aniversário dela com algumas amigas, a primeira vez que ela viu ele o mesmo estava se agarrando despudoradamente com um mulher próximo ao banheiro feminino, ele beijava o pescoço da mulher que gemia agarrando-se fortemente a ele e se esfregava como uma gata no cio, as mãos dele andavam por todas as partes do corpo coberto por um minúsculo vestido amarelo, envergonhada pelos fracos gemidos que a mulher soltava acabou travando no lugar, foi quando ele sentiu sua presença e abriu os olhos, foi o primeiro contato visual deles, logo em seguida um forte choque percorreu seu corpo deixando-a tonta fazendo-a cambalear até firmar-se contra a parede, sua respiração estava ofegante, seu coração parecia que pularia para fora do peito, um segundo depois ele a estava sustentando impedindo sua queda total, seu toque era frio, mas agradável e fazia com que ela sentisse vontade de se aproximar mais dele.
-Você esta bem? – perguntou levantando seu rosto com gentileza para que ela pudesse encarar seus olhos de perto, ele parecia verdadeiramente preocupado, quando sentiu que estava estável novamente afastou-se do toque dele, confusa com a maneira que seu corpo reagia.
-Estou. – murmurou evitando encara-lo, olhou em volta discretamente observando que a mulher com quem ele estava se agarrando parecia ter sumido sem deixar rastro.
-Meu nome é Miroku. – disse lhe estendendo a mão, quando não correspondeu sentiu a mão dele em suas partes traseiras.
-Pervertido! – falou vermelha de raiva desferindo um forte tapa antes de sumir em meio a multidão, sem nem ao menos olhar para trás.
Flashback off
E por causa disso demorou a acreditar em algum interesse verdadeiro, afinal ele sempre passava a mão nela quando tinha oportunidade, mas nunca mais encostou em outra mulher, ao menos não que ela tenha visto, o tempo passou muito rápido e logo iria fazer um ano que se conheciam, ouvi-lo falar daquela maneira a fez repensar sobre manter sua virgindade.
-Você esta bem? – ela perguntou receosa, mas sentia-se impelida a ir até ele, provavelmente somente o fato de Inuyasha ainda a segurar a mantinha no mesmo lugar.
-Foi você que se cortou não eu. – disse brincalhão, mas a voz permanecia do mesmo jeito.
-Eu deveria deixar vocês as sós? – Inuyasha cortou o clima, obviamente seu olfato apurado permitiu que sentisse as mudanças no cheiro da prima, situação constrangedora.
-Não. – Miroku respondeu tranquilamente desviando os olhos da namorada, era difícil reagir de outra maneira mesmo a pequena exposição de sangue, fazia parte de ser um caçador eficiente, vampiros eram ótimos predadores, naturalmente belos, e ainda vinham com algumas habilidades extras, como se fosse realmente necessário, mas o fato do sangue pertencer a sua predestinada tornava a tentação ainda maior, ele lembrava dos pais se alimentando um do outro, era algo natural entre casais, parecia muito bom e extremamente sexy, olhou discretamente para o pescoço de Sango, a pulsação forte quase foi impossível segurar um grunhido de frustração, infelizmente o prazer pelo sangue seria unilateral, limpou a garganta antes de voltar a falar. – Querem uma carona para casa ou preferem pegar um taxi? – ele não os estava mandando embora, mas já estava ficando muito tarde.
-Vamos chamar o taxi. – Sango respondeu normalmente como se tivesse despertado de algum encanto, não entendia o que tinha acontecido, foi como se sentisse um turbilhão de emoções, desejo, luxuria, uma necessidade de estar mais próxima a ele, foi tão forte e assustador.
-Fique a vontade. – Miroku queria dar um beijo nela, mas achava melhor dar um espaço para ela absorver tudo. – Nos vemos depois. – disse antes de sumir no corredor.
-Ele sumiu. – Inuyasha disse quando não sentiu mais o cheiro dele, Sango concordou indo pegar o telefone, à volta para casa foi tão silenciosa, cada um viajando em algum tipo de pensamento, havia sido uma noite extremamente assombrosa, parecia irreal demais.
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Kagome estava escorada na parede a rua estava pouco movimentada, as sombras da noite a cobriam quase completamente tornando-a praticamente invisível, já estava começando a se irritar com a capacidade de seus pensamentos de sempre voltarem para os acontecimentos anteriores, ela não deveria mais estar pesando naquilo, não foi nada demais, talvez o fato de ter deixando a humana e o hanyou vivos é o que esta causando esse incomodo, rosnou lembrando novamente do hanyou, de como o corpo despertou facilmente com a proximidade, ela nunca havia sido fã do estilo nerd e desleixado, mas havia alguma coisa, além do sangue, ao qual ela havia experimentado somente uma gota e o gosto ainda permanecia em sua língua, a ponta rosada saiu passando lentamente pelo lábio inferior quase ronronando ao imaginar afundando lentamente as presas no pescoço dele.
-Oi gatinha. – levantou os olhos para o homem que estava ao lado dela, era alto, pouco musculoso, olhos claros, loiro, vestia calça jeans e uma regata preta e tinha várias tatuagens no braço, típico bad boy, seu primeiro pensamento foi que o hanyou era mais alto e que não foi preciso muito para despertar seu interesse isso a irritou, o cara na sua frente era incrivelmente bonito, mas ainda assim a deixou fria.
-Oi. – não havia passado de um sussurro sexy, o cara sorriu vitorioso antes de enlaçar sua cintura, sem falar mais nada puxou-a para um beijo selvagem que ela correspondeu igualmente, ele não foi delicado separando seus lábios sua intensão era obvia, mas será que aquele hanyou a beijaria da mesma maneira? A tocaria daquele jeito? Conseguiria despertar o desejo que o beijo e o toque daquele homem não conseguia? Irritada por não conseguir se satisfizer como fazia normalmente, de forma veloz puxou o homem pelos cabelos separando os lábios e expondo o longo pescoço e cravou os caninos ali, o sangue fluiu rapidamente descendo por sua garganta, tinha um gosto razoável, o homem não gritou, na verdade ele simplesmente gemeu de prazer enquanto ela sugava impiedosamente até finalmente chegar ao ponto em que não podia mais beber, os caninos se retraíram e o homem a sua frente não conseguia se manter em pé, se não fosse por Kagome sustenta-lo, cansada de jogos por essa noite, ela quebrou o pescoço dele sem nenhuma piedade deixando-o cair.
Limpou o sangue que havia escorrido pelo queixo sem conseguir evitar que uma expressão de nojo surgisse, olhou o corpo inerte caído a seus pés e revirou os olhos entediada, não que ela se preocupasse, mas gostaria de permanecer seguindo livremente com suas decisões e liberdade sem ser incomodada, precisava se livrar do corpo, maldito hanyou! Por culpa dele não havia conseguido tudo aquilo que queria.
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-Ora! Se não é minha querida irmã. – Miroku disse assim que viu a morena entrando no quarto, carregava uma carranca sombria, o que era estranho já que ela o torturou e revelou sua condição de vampiro para sua noiva, além de quase mata-lo, deveria estar feliz.
-O que faz no meu quarto? – perguntou, não estava com paciência para jogos agora, seu temperamento foi ficando cada vez pior à medida que finalizava o processo de ocultação do cadáver, para sua felicidade havia começado a chover o que facilitou a limpeza das roupas e mãos sujas de terra.
-Acha que só você tem o direito de ficar invadindo a privacidade dos outros? – ele estava deitado segurando um porta retrato, era uma foto amarelada deles já adultos, ela ainda tinha sua humanidade, ele sentia falta daquele sorriso radiante que ela costumava dar a todos sem nenhum motivo.
-Algum motivo em especial? Ou esta querendo outra dose de briga? – ela realmente estava impaciente e irritada.
-Você quase me mata por diversão e ainda fica com esse mau humor todo, imagina se fosse o contrário. – ela sorriu, mas não aquele que chegava aos olhos, que iluminava sua expressão, era mais um puxar de lábios robótico e assustador, nenhum de seus sorrisos chegava a ser verdadeiro.
-Veio chorar o fim do seu relacionamento? Veio fazer isso com a pessoa errada, sabe que não me importo. – entrou no banheiro precisando de um longo banho, logo iria amanhecer e dormiria até o próximo anoitecer, quem sabe assim tivesse mais sorte, haviam poucas coisas que ela ainda sentia, uma delas era a satisfação sexual, era só sexo, prazer, ela não conseguiu isso hoje, nem o sague quente em seus lábios deu a ela alguma satisfação.
-Não terminamos, na verdade eles ficaram bem curiosos sobre vampiros. – estava olhando para o teto como ela fazia mais cedo quando eles se falaram.
-Duvido que eles continuem tendo tanta curiosidade se me vissem de novo. – ela liberou um pouco de veneno.
-Ainda querendo nos matar? – ele resmungou, o pior era acreditar que a irmã não se importaria em acabar o que começou hoje.
-Se me der na telha irmãozinho. – ele podia ouvir claramente o barulho de chuveiro, ainda assim podiam falar normalmente devido a audição aguçada, pensar em ser vampiro pelos olhos dos outros era até engraçado, aqueles filmes sobre os seres sobrenaturais chegavam a ser hilários, claro para quem tivesse humor para apreciar isso, mas haviam alguns detalhes verdadeiros, a cruz não era uma fraqueza, existiam vampiros bem religiosos, a questão do alho também era mentira, Miroku até gostava bastante, um tempero básico e muito bom.
-Vai falar alguma coisa para o vovô? – isso o preocupava, tinha que manter segredo, pois Sango era uma humana frágil e além do avô ainda havia a possibilidade da guerra, Kagome não se metia nesses assuntos, por diversos motivos e ele sabia de todos, mas quando ela achava que ninguém notava ela ia atrás de informações e influenciava os outros para colocarem sua opinião sobre o assunto.
-Tenho outros interesses agora, que tal me deixar em paz e ir dormir também. – ao fim da frase ela estava deitada na cama já coberta, Miroku ainda estava deitado, suspirou antes de levantar.
-Boa noite! – disse já na porta, não recebeu nenhuma resposta além de um rosnado irritado, ele ainda conseguia se divertir apesar do mal humor dela, não chegava a ser agradável como antes, quando perdiam horas e horas conversando sobre as maiores banalidades.
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ATÉ A PRÓXIMA!
