Capitulo 2:
Eles jantaram e o vinho tinto ajudou a deixá-los mais à vontade. Killian como bom pirata, tinha uma resistência ao álcool muito maior que a dela, e continuou enchendo-lhe a taça enquanto os dois riam e conversavam animadamente.
- Nunca pensei que sair com um pirata pudesse ser tão divertido. Ela disse de repente.
- Swan, não sei quanto aos outros, mas este pirata costuma ser o rei das festas. Ele garantiu com uma expressão chocada.
- E todos os piratas tem um sério problema com álcool também? Ela o provocou com uma piscadela.
- Que problema? Estou perfeitamente são. Precisa muito mais que isso para me embebedar, my love.
- Eu sei, por isso estou dizendo que você tem um sério problema com bebida.
- Por muito tempo eu não tive nada melhor para fazer. O olhar dele fixou-se nos dela de forma profunda.
- E agora, tem? Ela perguntou com um tom de quem já sabia a resposta.
- Me diga você. Ele a desafiou. Emma baixou o olhar e simplesmente disse:
- Já está ficando tarde. Vamos embora?
- Como quiser. Ele deu um suspiro um tanto decepcionado mas disfarçou bem. Quando Emma começava a abrir a bolsa, ele a impediu.
- Me chame de antiquado, mas sou do tempo em que os homens pagavam a conta.
- Você tem dinheiro? Eu quero dizer, dinheiro deste mundo? Ela sorriu impressionada.
- Você acha mesmo que eu iria beber tudo isso às suas custas? Assim como as roupas, eu me preveni com relação a isso também.
- Bem, mesmo assim, eu sou do tempo em que as mulheres dividem a conta. Ela deixou sobre a mesa metade do valor.
- Você nunca vai me deixar ganhar uma discussão?
- Nunca. Ela sorriu e segurando o rosto dele com as duas mãos, lhe deu um beijo suave. Após o acerto da conta do restaurante, seguiram para o carro de mãos dadas, como dois namorados e como não havia ninguém por perto, Killian a empurrou contra o carro e a beijou apaixonadamente mais uma vez, acariciando seus cabelos.
- Desculpe, mas enquanto estávamos lá dentro eu só conseguia pensar no quanto sua boca é atraente. Emma devolveu vários beijos rápidos e colocou os braços em torno do pescoço dele.
- Quer dirigir? Ela perguntou curiosa.
- Desculpe querida, mas a minha experiência se resume a navios e cavalos.
- Eu te ensino.
- Quem sabe outro dia. Está ficando muito tarde. Ele olhou as horas no relógio. –Seu pai já deve estar querendo arrancar meu pescoço.
- Nunca pensei que o grande Capitão Gancho temeria o Príncipe Encantado. Emma provocou.
- Eu não tenho medo dele! Mas eu quero que ele saiba que eu a respeito.
- Eu já sou bem crescida. Eu sei que ele está tentando repor o tempo perdido porém, eu não sou mais uma garotinha. Você quer mesmo me levar para casa agora? Ela se aproximou dele, beijando-lhe o pescoço.
- Você não está facilitando a minha resposta, Swan. O corpo inteiro dele se arrepiou quando sentiu o hálito quente dela próximo a sua garganta. – Eu não quero me aproveitar de você. Você bebeu demais e...
- Você está me rejeitando, Killian? Depois de todo esse tempo tentando? Ela sussurrou no ouvido dele. – Está bem. Vamos embora. Ela suspirou resignada e seguiu para o banco do motorista, batendo a porta rapidamente. O resto do tempo no carro ficaram em silêncio constrangedor até chegarem em frente ao edifício em que ela morava.
- As luzes estão acesas, estão lhe esperando. Ele disse, olhando para cima.
- Tem certeza que você quer terminar a noite agora? Killian hesitou e ela começou a abrir a porta. Killian a impediu e puxou-a para um beijo novamente. Dessa vez foi mais afoito, descendo sua boca pelo pescoço dela e ao ver que ela o incentivava, continuou baixando seus beijos até o decote do vestido.
- Você está louca? É claro que não. Mas não quero que você faça isso porque está bêbada. Eu quero que seja especial. Ele confessou.
- Você acha que eu me vesti assim pra que? É especial, Killian. E eu não estou tão bêbada assim. Ela garantiu sorrindo. – Agora responda: você está mesmo tão preocupado assim com a opinião do meu pai?
- Não mesmo.
- Ótimo. Ela deu a partida no carro e saiu cantando pneu. Killian rapidamente colocou o cinto de segurança.
- Nunca pensei que seria sequestrado por uma mulher. Ele provocou. – Confesso que estou gostando. – Aonde estamos indo?
- Pra um lugar onde não seremos interrompidos.
- Você já tinha planejado isso, não? Ele perguntou, percebendo que ela estava sendo bem objetiva sobre onde ia. Emma apenas deu um sorriso maroto que confirmava a pergunta dele.
- Pensei que você tinha dito que eu não sabia como planejar um encontro noturno. Ela mordeu os lábios, provocando-o.
- Eu me enganei.
