Olá de novo.

Queria pedir desculpas por ter demorado tanto para postar esse segundo episodio é que em período de fim de ano eu tenho o festival de dança e as apresentações do coral para participar alem de ter os ensaios extras antes dessas apresentações. Sem falar nas provas de fim de ano que acabam comigo. No final disso tudo logo na primeira semana de férias eu sofro de um bloqueio criativo monstruoso e não consigo escrever muita coisa.

Enfim só me desculpando.

Aqui tem uma pequena legenda:

-isso é uma fala.

"isso um pensamento"

(isso é a tradução de uma fala)

(IN: isso é um pequeno e provavelmente inútil comentário meu)

*quando a palavra vier com esse asterisco significa que no final eu explico.

Aproveitem a fic.

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-ME DEIXEM ENTRAR! – Um homem esmurrava a porta com violência. – DEIXEM-ME VÊ-LA! – Começa a chover e as grossas gotas molham o grande, sobretudo do homem. Ela vê tudo com clareza, mas o rosto do homem aparece meio embaçado. Era um homem bem alto, com ombros fortes. O misterioso homem para de bater na porta e cai de joelhos encostando sua cabeça na porta.

Marie quer sair dali, mas seus pés estão imóveis como se presos ao chão. "Pare com isso" ela tenta falar, mas sua voz não sai, ela tampa os ouvidos. Sabia muito bem o que acontecia agora. Um grito desesperado de uma mulher ecoa pelo lugar fazendo o homem se levantar de um pulo.

Finalmente alguém abre a porta: é uma velha senhora.

-Ele saiu do controle! – a velha fala com lágrimas nos olhos. O homem nem espera ela terminar de falar, sai correndo assim que ela abre a porta. "Não! Não vá!"

-MALDITO! – Marie ouve o homem gritar dentro da casa. Depois vem um grande barulho e então o teto da casa se abre e de lá sai um vulto. Ela não consegue ver muito, mas por um milésimo de segundo os olhos vermelhos da criatura se encontram com o dela. – Demônio!

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Marie abre os olhos assustada. Ela dormiu enquanto lia seu livro.

Depois que o velho Yuki foi embora ela pegou o livro que estava lendo antes. Ela sentou do lado dentro da casa e ficou lendo no chão, mas ficou até tão tarde que acabou dormindo enquanto lia. Tirou seu relógio prateado e abrindo ele olhou as horas. "2:55 da madrugada! Acho melhor ir dormir." Ela se levanta e colocando a foto da mãe como marca página deixou o livro em cima da mesa. Dirigiu-se para o monte de caixas e começou a ler os nomes de cada uma. Em alguns minutos achou a que queria. "Quarto". Marie abriu a caixa cuidadosamente e olhou as várias coisas lá dentro, tirou de lá um pequeno relógio despertador em forma de carneirinho. Ela sorriu aliviada vendo que tinha trazido aquilo, afinal não tinha sido Marie que tinha arrumado suas coisas. Tinha sido tudo tão de surpresa que quando soube suas coisas já estavam arrumadas.

Foi em direção ao seu quarto subindo as escadas da casa. Era uma casa bem confortável e grande, Yuki queria que ela se sentisse bem lá, mas a casa grande só a fazia se lembrar que estava sozinha naquele lugar. O jardim da frente da casa não estava em melhores condições que o de trás, mas a fachada da casa estava bem conservada e a casa em si estava em perfeitas condições. Quando se entrava pela porta da frente se enxergava á esquerda uma bancada de mármore que dava para a cozinha em que Marie nem tinha entrado ainda. Á direita tinha escada que levava ao outro andar onde ficavam os quartos. Á frente ficava um grande espaço desocupado onde deveria ficar a sala, mas no momento só tinha caixas espalhadas.

Marie começou a subir a escada com seu relógio, mais ou menos no meio da subida a escada faz uma curva de noventa graus para a esquerda. A escada dava para um corredor onde tinha quatro portas, duas de cada lado e uma de frente para a outra, e no final do corredor tinha uma janela. A menina passou pela primeira porta e entrou na segunda á direita.

Ela entrou em um quarto bem espaçoso, principalmente por só ter uma cama velha no meio do quarto e no canto direito do quarto tinha uma mala aberta com roupas bem arrumadas do lado de uma outra porta que dava no banheiro. No lado esquerdo do quarto tinha uma grande porta de vidro, essa não tão suja quanto à da sala, pois na primeira noite lá Marie limpou o quarto inteiro antes de ir dormir.

-O quê? Já se apossou da minha cama é?- falou Marie olhando Pietro já deitado em sua cama e enroscado nas cobertas. – Amanhã vou comprar uma cama para você. Depois da aula, já que Yuki insiste tanto que eu vá. – ela se deita pesadamente na cama fazendo o gato sair do meio para não ser atingido- Uuf!!! Acho que preciso de outra cama também! – disse se ajeitando desconfortavelmente na cama dura e colocando o despertador no horário para despertar. Dormiu logo depois muito cansada.

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Era uma bela noite nas margens do rio Reno, o céu estava estrelado o que era raro naquele lugar. Por causa da grande quantidade de fábricas o céu as margens do rio Reno freqüentemente ficava tomado de grossas nuvens negras. As estrelas no céu ajudavam a formar uma bela paisagem com o rio Reno passando entre as inúmeras fabricas e um céu estrelado como plano de fundo.

"Realmente uma bela paisagem" pensou Shinji. Aquilo o fez esquecer seu mau humor, afinal estava tudo tão silencioso naquele começo de noite sem lua, realmente a noite preferida de Shinji: a noite de lua nova.

Ele estava sentado junto a uma árvore morta com os galhos esqueléticos parecendo grandes garras. Shinji é alto com a pele levemente morena e cabelos curtos e repicados de uma cor prata incomum, ele aparentava ter uns vinte anos, não mais. Seus olhos pareciam brilhar na escuridão, um brilho vermelho sangue, e em seu usual sorriso sádico apareciam seus grandes caninos. Tinha grande orelhas de gato e uma longa e elegante cauda de gato ambas prata do mesmo jeito que o cabelo.

O youkai já tinha se esquecido do porque dele estar lá ou porque motivo estava de mau humor. Como dizia seu general, tinha a terrível mania de "esquecer o que estava fazendo ao contemplar coisas belas". Realmente ele tinha uma pequena compulsão em olhar coisas bonitas, mas seu general exagerava um tanto ao dizer que elas eram irresistíveis para ele. Ficou um tanto surpreso por se pegar pensando em seu general, fazia muito tempo mesmo que não pensava nele. Quando começou a se perguntar o porquê desse pensamento repentino foi acordado de seus devaneios por uma voz na escuridão:

-Mein Herr?* (Meu senhor?) - de repente Shinji se lembra que estava de mau humor. Porque seu subordinado deveria ter se encontrado com ele ao pôr do sol e já era noite escura. -Tausend Begnadigung mein Fürst (mil perdões meu senhor).

Foi à única coisa que o pobre meio-youkai pode dizer antes de sentir Shinji agarrar seu pescoço com suas poderosas garras e suspendê-lo a dois palmos acima do chão.

-Jetzt wissen, dass ihre elenden Leben steht auf dem Spiel (saiba que nesse momento sua miserável vida está por um fio) – ele apertou um pouco mais deixando o outro ficar sem ar por um instante e depois o jogou no chão. -Dass dies nicht mehr wiederholen (que isso não se repita mais)

O meio-youkai se levantou e rapidamente ficou de joelhos com a cabeça abaixada. Tinha os cabelos longos e negros com orelhas de cachorro igualmente negras, e com três marcas vermelhas no rosto.

-Von ... Warum haben Sie rufen Sie mich hier, mein Herr? (Por… Por que me chamou aqui, meu senhor?) - Perguntou temeroso o meio-youkai

-Sprechen Sie mit anderen, dass ich der Abreise (Fale para os outros que estou de partida) – falou Shinji calmo vendo o outro levantar de súbito a cabeça.

-Einem bestimmten Grund für seine Abreise?(Algum motivo especial para sua partida?)- perguntou o mais jovem sem pensar se ele poderia se ficar com raiva pela intromissão - Und wo kann man gehen?(E para onde irá?)- ele finalmente se deu conta do que estava fazendo e abaixou a cabeça fazendo-a quase tocar o chão. -Bekümmert. Ich störte ihn mit meinen Fragen. (Desculpe. Estou lhe incomodado com minhas perguntas.)

- No. Alle Rechte.Kein Grund. Einfach nicht wie zu bleiben lange an einem Ort. (Não. Tudo bem. Motivo nenhum. Apenas não gosto de ficar muito tempo num só lugar.)- ele falou suavizando seu sorriso. -Ich dachte, der zu Licata, aber...(Pensava em ir para Licata**, mas...) – ele ficou sério enquanto olhava para as estrelas. -Ich denke, ich werde besuchen einen alten Freund in Japan (Acho que vou visitar um velho amigo no Japão.)

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-Béé... Béé... – Marie acorda ao som do estridente despertador e aperta um pequeno botão em cima da cabeça do carneiro para acabar com aquele barulho.

"Que horas são?" ela pensa sonolenta pegando o despertador. Seis da manhã.

-merde*** (merda- IN: isso é realmente necessário? ¬¬) – A menina se levanta de súbito e corre para o banheiro retirando toda a roupa do dia anterior num minuto, só parou quando passou pelo espelho e notou que ainda estava com o prendedor de sua mãe no cabelo. Ela o retira delicadamente e o coloca sobre a bancada do banheiro.

Tomou um banho rápido, saiu do banheiro só de toalha e pegou uma caixa dentro da mala. Ela coloca a caixa em cima da cama e tira à tampa mostrando a roupa que tinha dentro, Marie tira de dentro da caixa e rapidamente veste a roupa. Era uma camisa branca com mangas curtas e uma gola de marinheiro azul e uma saia pregada com uma barra branca. Marie ficou feliz pelo uniforme da escola ser azul, que era sua cor preferida, assim poderia usar seu prendedor sem problemas.

Pegou o ultimo pedaço de peixe seco que tinha no armário e deu a Pietro. Gostava de ter um pouco de peixe seco guardado. Quando vivia na França sempre ia com Jean na praça colocar um pouco de peixe seco num pote perto de uma árvore para os gatinhos comerem.

Pegou uma bolsa de alça atravessada preta com a constelação de aquário bordada de prata na bolsa. Dentro colocou sua carteira, seu relógio prata, um caderno pequeno, um estojo em forma de gatinho, e seu livro com a foto de sua mãe dentro.

Dirigiu-se para a bancada da cozinha onde tinha deixado a chave para sair, mas quando chegou lá notou um pequeno envelope embaixo da chave. Marie pegou a chave e o envelope, tinha algo escrito no envelope: caso precise. Ela abriu o envelope e tirou de lá um cartão de crédito junto com um pedaço de papel com uma combinação de números que deveria ser a senha.

"Que tipo de adulto responsável deixa um cartão de crédito com uma menina de dez anos?" Marie pensou enquanto guardava o cartão na carteira. "Pensando bem... se ele fosse um adulto responsável não me deixaria sozinha assim numa casa dessas."

Marie abre a porta para sair, mas percebe que esqueceu algo: entretanto não se lembra do quê. Ficou lá com a porta aberta deixando entrar a brisa de verão.

-O PAPEL!!!- Marie sobe a escada pulando dois degraus de cada vez e entrou correndo em seu quarto. Abriu um bolso interno da mala e tirou de lá um papel, nesse papel estavam escritas as estações que Marie deveria pegar no metrô e tinha também um mapa de como chegar á escola.

Marie suspirou aliviada de não ter esquecido isso e desceu calmamente as escadas analisando o mapa. Era bem detalhado e a letra de Yuki era bonita e caprichada. Yuki tinha colocado as instruções em francês para que Marie entendesse melhor. Marie sabia japonês, pois tinha estudado essa língua na França, mas muitas vezes tinha dificuldade para ler em japonês.

Saiu e fechou a porta trancando-a e guardou a chave na mochila. Ela andou durante alguns minutos em um caminho de pedra cercado de cerejeiras, todas bem frondosas fazendo o caminho ficar todo na sombra.

Quando finalmente entrou na rua andou pela calçada até uma escadaria que levava ao metrô. Estava bem cedo então não tinha muita gente na fila quando Marie foi comprar o ticket para passar na catraca. Estava acostumada a andar de metrô mas não sozinha. Na verdade essa seria sua primeira vez a andar sozinha no metrô, por causa disso ficou um pouco nervosa. Olhou para os nomes das plataformas procurando as que Yuki tinha dito para pegar quando um homem alto com uma farda policial muito bem arrumada falou com ela:

-Está perdida mocinha?- ele tinha um sorriso bondoso e quando falou com Marie, ele se abaixou para ficar na mesma altura que ela.

-Oh! Não Monsieur Police (senhor policial),apenas procurando essa plataforma.- o policial ouviu estranhando o sotaque de Marie, mas pegou o papel e começou a fazer as indicações para onde ela deveria ir e o que fazer nas outras estações. -Merci monsieur Police (Obrigada senhor policial)

Marie seguiu exatamente as instruções do policial, assim conseguiu achar a plataforma sem dificuldades e pegar o trem sem problemas. Assim que saiu do metrô começou a seguir o mapa feito por Yuki para achar a escola, mas na verdade não foi muito difícil já que de longe já era possível enxergar o prédio da instituição.

A entrada era um grande portão muito bem trabalhado preto, o prédio tinha apenas dois andares mas parecia se estender por muitos metros para trás alem de ser bem largo,o pátio era grande e já tinha vários estudantes reunidos em várias rodinhas conversando. Isso deixou Marie meio desconfortável pois não era sua intenção chegar no meio do ano letivo mas Yuki tinha certa urgência em levá-la para o Japão. Marie não via sentido nessa urgência.

Ela entrou no grande prédio bege e olhou bem a sala de entrada onde tinha vários quadros com diversos avisos onde se amontoavam alguns alunos.

-Marie?- Ao ouvir chamarem seu nome Marie se virou na direção que achou que tinha vindo o som – Que bom é você mesmo! Pensei que tinha me enganado.

Quem falava com Marie era uma mulher em seus trinta e poucos anos muito bonita de cabelos lisos cor de ébano que estavam presos em um coque baixo. Vestia um vestido branco bem simples até um pouco abaixo dos joelhos e mangas curtas, e calçava um elegante sapato de salto fino.

Os olhos de Marie se encontraram com suas belas orbes negras e ela ficou paralisada diante daquele olhar. Parecia passar calma e serenidade e ao mesmo tempo era severo e penetrante.

-Err... Oui? – Marie falou tentando manter a voz mas ela acabou saindo meio falha.

-Olá, sou Haruke Amir, a assistente do diretor. Ele me pediu para vir encontrá-la e levá-la á sua sala antes que as suas aulas comecem.- Amir estendeu a mão e demorou um pouco para Marie interromper o contato visual para apertar a mão dela. –O que achou de nossa escola?

-Arr.. É, parece ser um bom lugar. E é bem grande.- a mulher começou a guiá-la pela escola. Saíram da sala de entrada e entraram em um grande corredor cheio de alunos passando, tinha portas de correr dos dois lados do corredor algumas estavam fechadas mas a maioria estavam abertas deixando ver os alunos que se arrumavam nas salas.

No final do corredor tinha uma larga escadaria que levava ao segundo andar. Marie seguiu Amir por essa escadaria em silêncio. Amir seguiu por mais um corredor com mais portas, do mesmo jeito que no outro andar, a diferença era que os alunos dessas salas eram um pouco mais velhos que os do andar anterior. No final desse corredor tinha uma porta pela qual Amir entrou.

Dentro tinha uma sala com várias cadeiras onde as pessoas deveriam esperar, uma escrivaninha com vários papéis bem arrumados e um computador, do lado da escrivaninha tinha outra porta. Amir bateu de leve na porta com os nós dos dedos.

-Sim? – De dentro saiu uma voz masculina até que bem forte.

-Sou eu diretor. – Amir falou calmamente. – Com a aluna nova.

-Mande-a entrar. – Foi a única resposta recebida.

-Bem, você ouviu.- Amir abriu a porta dando passagem para Marie que respirou fundo e entrou lá dentro.

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-Yuki-sama? –Yuki simplesmente levantou a cabeça e olhar a velha senhora vestida de sacerdotisa nos olhos. – Recebemos noticias de que o tenente Shinji está se movimentando. Ele saiu da Alemanha.

-Para onde está indo?- Ele fala com um misto de preocupação e raiva.

-Para Licata, no sul da Itália. – ela falou olhando umas folhas.

-Essa informação é segura? – Yuki pergunta se levantando de sua mesa e pegando os papéis que a senhora segurava.

-Creio que sim Yuki-sama. Capturamos um de seus subordinados á dois dias. Um meio-youkai bem jovem. Resistiu bastante mas depois de um dia inteiro sob tortura nos deu essa informação.

-E o meio-youkai?

-Morto. – ela fala sem mudar seu tom de voz, o que faz um calafrio percorrer a coluna de Yuki. Nunca se acostumaria com essa vida.

-Então mandem o máximo de tropas possíveis e vasculhem a área toda. Quero cada metro quadrado vasculhado por nossas tropas.

-Sim Yuki-sama. – A senhora saiu sem fazer barulho e sem notar a terceira presença na sala.

-Eu irei junto dessa tropa. – Falou o homem com uma voz forte e autoritária. Estava encostado na parede com os braços cruzados num canto onde a escuridão não deixava visível suas feições.

-Não! Você fica aqui! – os olhos verdes do estranho brilharam na escuridão com uma raiva palpável. – Sei o que está fazendo! Está dando uma desculpa para não vê-la! – os olhos perdem o brilho repentinamente como se aquilo lhe causasse dor. – Não tem vergonha? Desaparece por oito anos, quando volta não me fala onde esteve e ainda confessa que abandonou sua filha em 'algum lugar por ai'?!?!?

A cada palavra de Yuki o homem parecia se consumir mais em dor até que ele se deixou cair no chão lentamente.

-Se pelos menos tivesse coragem de ir falar com ela... – Yuki fala com desprezo do ser que está no chão de sua sala.

-Otoo-san... – O homem se levantou recompondo sua antiga postura e indo em direção á mesa de Yuki. Quando ficou de frente para ele seus olhos não brilhavam na mesma intensidade de quando tinha chegado. – Desculpe mas irei procurar aquele maldito seja com a sua ordem ou não.

O homem virou as costas para Yuki e andou calmamente até a porta.

-Você é um covarde! Tem medo de uma menina de dez anos! – Yuki viu o outro parar com a mão na maçaneta pronta para abrir a porta. – O que quer com isso Aoshi?

Aoshi abaixou a cabeça pensando no que falar. Não conseguiria falar com Marie agora, não conseguiria nem olhar para ela. A menina era tão parecida com Anne... Não era para ela ter morrido, era culpa dele que Anne estivesse morta agora. Ele não conseguiu para Shinji a tempo, não conseguiu matá-lo assim que teve chance...

-Só quero me redimir com Anne antes de vê-la. –Nessa hora ele saiu da sala.

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*: eles aqui estão falando alemão.

**: Licata é uma pequena cidade litorânea bem ao sul da Itália

***: desculpem-me aqueles leitores mais sensíveis é que não existe o xingamento 'droga' no francês.

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YOOOOOOOOO

Aqui está o segundo capitulo da fic. Espero que tenham gostado pois me empenhei muito nela. Desculpem se tiver algum erro pois essa fic não está betada.

Agora que estou de férias vou escrever mais rápido mas mesmo assim normalmente essa fic será mensal ou seja sairá de mês em mês. Eu sei que é muito tempo mais é que eu sou muito lerda para escrever e não sei se aquentaria um prazo menor.

E por ultimo gostaria de pedir que deixassem alguma reviewn com um comentário construtivo (ou não) pelo menos para dizer 'eu leio a fic! Não pare de escrever!' não sei se é porque eu deixo reviewn em todas as fics que eu leio, mas eu considero que falta de reviewn é falta de leitor. Então aquele que lê essa fic se manifeste para que eu possa melhorá-la e deixá-la do jeito que vocês gostem.

Esse capitulo tem 3.413 palavras.