Capítulo 2: Sonhos iguais

" Num dia normal, a mestra das cartas tinha ficado furibunda com ele. Apenas porque lhe disse que ela não era merecedora das cartas. Não sabia explicar, mas cada insulto que ela lhe dizia era uma facada no seu coração. Então para desanuviar um bocado, foi dar um passeio pela praia. De repente, reparou que a Meilin tinha vindo fazer a mesma coisa, mas para seu espanto, ela trazia uma acompanhante. Era a mestra das cartas. Ele mergulhou naquele olhar esmeralda. Como é que uma rapariga lhe poderia ter causado tanto sentimento. Era suposto odiá-la, mas não conseguia. O jeito de ela ajudar todos, ser amiga e fazia tudo para o ver sorrir. Ele já sabia que não iria ser capaz de ir realizar a missão até ao fim. Tinha decidido. Iria-lhe contar os seus sentimentos hoje." E acordou com o barulho do despertador.

Syaoran: Bolas, porcaria. Estava a ser tão bom. Acorda Syaoran, tu nunca te vais apaixonar, de certeza que uma rapariga como aquela já tem namorado.

-----------------------Em Tomoeda----------------------------------------------

Ainda era de noite, Eriol já tinha chegado a casa de Tomoyo, após alguns contra-tempos.

Eriol: Sakura! Sakura, acorde. SAKURA!! ACORDE SE FAZ FAVOR.

Sakura: Hã?! O quê? O que se passa?

Eriol: Até que enfim, já chegamos.

Sakura: Ah, era preciso gritar? Eu não sou surda.

Eriol nada respondeu, apenas ficou boquiaberto por uma rapariga tão poderosa ser tão desligada.

Sakura: Tomoyo! Então como vais?

Tomoyo: Sakura! Eu vou bem, e tu? Tas magoada?

Sakura: Vou bem, calma eu sou me ausentei por uma horas.

Tomoyo: E quem é este jovem?

Sakura: Ah, pois é o Eriol. Eriol, esta é a Tomoyo.

Eriol (beijando a mão de Tomoyo de forma galanteadora): Muito prazer, ouvir falar muito bem de si.

Tomoyo (ficando um tomate): O prazer é todo meu, espero que tenha sido bem.

Eriol: Claro que sim.

Sakura (olhando para os dois): Bem, Tomoyo, eu vou me deitar, quer dizer, posso cá ficar?

Tomoyo (sem tirar os olhos de Eriol): Claro que sim, isso nem se pergunta.

Sakura: Pois. Vá portem-se bem.

Tomoyo: E o senhor…

Eriol: Por favor! Trate-me apenas por Eriol, senhorita.

Tomoyo: Só se também me tratar por Tomoyo?

Eriol: Com certeza, sen, Tomoyo.

Tomoyo: E o Eriol onde irá passar o resto da noite?

Eriol: Num hotel.

Tomoyo: Por favor fique cá. Eu insisto, temos tantos quartos.

Eriol: Eu não quero incomodar, mas se insiste.

Tomoyo: Pronto, está decidido, entre.

Eriol: Obrigado.

Tomoyo (conduzindo-o ao seu quarto): Bem, amanhã conversaremos. Aqui é o seu quarto, o meu é ao seu lado direito, e o da Sakura é ao seu lado esquerdo.

Eriol: (com um sorriso maroto): Com certeza, obrigada.

Tomoyo: De nada. Até amanhã!!

No quarto de Sakura, esta teve o sonho deveras estranho: "" Num dia normal daquela jornada, Sakura estava muito zangada com um rapaz que também tinha poderes. Ele disse-lhe que não era merecedora das cartas, como pudera dizer aquilo, Sakura lutou muito pelas cartas. Não sabia explicar, mas quando o insultava ela sentia remorsos. Então para desanuviar um bocado, foi dar um passeio pela praia, com a Meiln. Para seu espanto reparou O tal rapaz tinha vindo fazer a mesma coisa. Ela mergulhou naquele olhar tão sério, tão profundo, tão apaixonado de chocolate. Como é que um rapaz lhe poderia ter causado tanto sentimento. Era suposto odiá-lo, mas não conseguia, mas muitos motivos tinha. Havia momentos que ele era muito severo com ela, mas havia momentos, poucos mas havia em que eles os dois estavam em sintonia, muito próximos. Tinha decidido. Iria-lhe contar os seus sentimentos hoje." E acordou com o barulho do despertador.

Sakura: Bolas, estava a ser tão bom. Que sonho tão estranho! Ele era mesmo bonito. Sakura acorda! Achas que um rapaz como aquele não tem namorada. Quer dizer, se calhar não! E quem era ele? Tenho de ir procurar.

Eriol: Sakura, posso entrar?

Sakura: Claro!

Eriol: Olha eu preciso de falar contigo!

Sakura: Diz!

Eriol: O mundo mágico está em perigo. Tu tens de realizar uma jornada muito difícil.

Sakura: Ai é! Ok, eu faço isso.

Eriol: Mas tens de ir com alguém.

Sakura: Posso ir com a Tomoyo.

Eriol: Claro que não, o mundo da magia escolheu por ti.

Sakura: Então e quem é? Tu sabes que eu gosto de trabalhar sozinha.

Eriol: É o…

Homem: Sou eu.

Sakura: E quem és tu?

Syaoran: Como é que é possível tu não me conheceres?

Sakura: E? Também nem todos me conhecem! Tu conheces-me?

Syaoran: Não. E era suposto conhecer?

Sakura (esticando a mão): Eu sou a Kinomoto, Sakura Kinomoto, a nova mestra das cartas.

Syaoran: O quê?

Sakura: És surdo, ou quê? Se quiseres eu ofereço-te um aparelho auditivo.

Syaoran: Eu sou Li, Syaoran Li.

Sakura: Ah, afinal ele fala, e tem um nome.

Syaoran: Ah, ah, ah! Que piada.

Neste mesmo momento, estavam os dois, a pensar o mesmo " de onde é que eu o/a conheço/a"

Eriol: Há quanto tempo é que eu não te via, Syaoran?

Syaoran: Há muito. Então mas sem as cartas ela tem…

Sakura: Poderes Mágicos? Sim, e penso que tu também tens, estou certa?

Syaoran: Mau, mau! Tu tas a gozar comigo? Que miúda tão irritante.

Sakura: Não. Os rapazes são mesmo cromos. Vocês quando estão ao pé de uma rapariga ou de quem gostem (olhando para Eriol) ou que vos faça frente (olhando para Syaoran) aumentam a vossa presença consideravelmente.

Os dois rapazes ficaram estáticos. Era obvio que ela era muito esperta. Sabia como irritá-lo. Num canto, o Eriol com aquele sorriso misterioso.

Eriol (pensando para si): O meu plano já está a dar resultado. Mas não podem demorar muito tempo, pois este está-se a escassear.

Sakura (sem rodeios, nem parece a miúda tímida): Por acaso, eu não te conheço?

Syaoran: Por acaso eu estou com a mesma sensação.

Eriol (para terminar a conversa): Bem, deve ser só impressão, vocês têm de vir comigo para o mundo mágico…

Sakura: Daqui a dois dias. Claro na boa. Nem podia ser antes porque tenho de ir tratar de uns assuntos.

Eriol: Ok, mas o Syaoran ficará á tua responsabilidade. Para onde tu fores, ele também terá de ir.

Sakura: O quê? Eu por acaso tenho cara de ama-seca?

Eriol: Claro que querida Sakura. É assim, vocês têm de se habituar á presença um do outro.

Sakura: Mas eu não quero.

Syaoran: Nem eu. Ouvi-la faz-me doer os ouvidos.

Sakura: Ai é! Se calhar estás mas é com ciúmes, pois eu sei que o Clã Li andava á procura das cartas.

Syaoran (aproximando-se dela): Se calhar para não cair em mãos erradas.

Sakura (também se aproximando): Tas a insinuar que as caíram em mãos erradas.

Eriol ao aperceber-se daquela situação decidiu deixá-los sozinhos para que se pudessem entender.

Syaoran (aproximando-se ficando a milímetros um do outro): Eu não disse nada disso, foste tu que disseste.

Sakura (ao aperceber-se da situação recuou): Desculpa lá. Mas se tu estavas a fazer o quê?

Syaoran (que tinha dado conta da situação): Nada. O que achavas? Que eu te ia beijar? Nem um sapo queria te beijar.

Sakura (começando a ficar enervada): Ai é! Olha para tua informação, muitos rapazes que dariam para me beijar.

Syaoran: Então e quem seriam esses cromos?

Sakura (com um ar provocante): Por exemplo, ainda ontem, o Sr. Yukito, queria sair comigo. Podia dizer-se que ele se estava a atirar-se a mim a força toda!

Syaoran: Se calhar, era isso que tu querias. (apesar de ficar desiludido)

Sakura (reparando no ar triste que ele tinha, aproximou-se dele): O Eriol pode provar-te! Olha, eu sei que nós começamos mal, mas o que é que tens?

Syaoran: É que eu vou ter de casar-me com uma pessoa de quem não gosto!

Sakura: O quê? É um casamento arranjado? Coitadinho.

Syaoran (com um ar de superioridade): Eu não preciso da tua piedade.

Sakura: Já começa a ser refilão outra vez. Olha é assim tu precisas de ir a algum lado?

Syaoran: Preciso de ir a minha casa amanhã, porquê?

Sakura: Fazemos assim, eu amanhã deixo-te em tua casa e depois vou á minha vida.

Syaoran: Ok, claro!

Eriol (que acabou de entrar na sala): Nem pensem nisso!

E começou a recitar um feitiço muito antigo, numa língua esquecida há muito no tempo. Depois uma luz começou a envolver a Sakura e o Syaoran, e de repente, uma coisa que o Eriol não esperava era que eles dessem as mãos de livre vontade.

Quando finalmente a luz se extinguiu quer a Sakura quer o Syaoran caíram no chão, um em cima do outro.

Eriol: Acordem dorminhocos!

Sakura: Hã?! O quê?! Ei o que é que eu estou a fazer deitada em cima do…Ah!

Syaoran: Hã?! O que se passa? Ah!

Eriol: Calma, não aconteceu nada entre vocês.

Sakura e Syaoran (aliviados): Uff!

Depois a Sakura queria se ir embora, mas por estranho que parecesse, o Syaoran ia atrás dela.

Sakura: Syaoran importas-te de me deixar?

Syaoran: Deves estar a pensar que eu te quero seguir. Parece que estamos presos um ao outro.

Eriol: Calma, é assim: Eu lancei-vos um feitiço que tem algemas invisíveis a prender-vos um ao outro.

Sakura: O quê? Tira-nos já isso.

Eriol: É assim eu não sei tirar as algemas.

Sakura: O quê? Tu tas maluco?

Syaoran: Então e tu achas que nós vamos fazer tudo juntos?

Eriol (com o seu sorriso enigmático): Calma. É assim, as algemas apenas desapareceram quando vocês se começarem a dar bem. Bem, vocês terão uma tarefa aqui neste mundo.

Sakura (suspirando derrotada): E o que é?

Eriol: Vocês terão de fingir que são namorados.

Syaoran (incrédulo): O quê? Mas assim eu e ela temos de...

Sakura: Nem penses nisso, eu não vou fazer nada disso.

Eriol: Mas para ires para o mundo mágico precisas de lhes provar que podes fazer qualquer coisa.

Syaoran: Ok, mas digo-te já que eu apenas a beijarei se for a última coisa a fazer.

Sakura: Mesmo a última coisa a fazer.

Eriol: Ok, não se preocupem, agora vou vos deixar por vossa conta.

Sakura: Ok. Syaoran temos de ir. Eu prometi tar em …

Homem: Cheguei! Sakura estás em...? O que é que esse rapaz está aqui a fazer?

Sakura: Toya?! Já chegaste?! Ele não é…, quer dizer. Ah, ele é o meu namorado!

Toya: O quê?

Sakura: Sim Toya, vá agora vamos Syaoran. (susurrando para o Syaoran) Não digas nada, vamos embora.

Toya: Espera lá. Eu quero conhecer o rapaz.

Sakura: Agora não.

E saíram, apesar das reclamações do Toya.

Sakura: Como preferes, ir a pé, de autocarro?

Syaoran: Eu sou um Li, deves pensar que eu ando nos transportes como as pessoas…

Sakura: Como eu.

Syaoran: Não, quer dizer, oh, esquece!

Sakura: Tenho de te ensinar umas coisitas vamos lá a pé.

No caminho para o edifício em Washington DC, Sakura parava tudo quanto era loja, deixando o Syaoran enervado. Dentro de um loja de vestidos.

Sakura (pondo um vestido á sua frente): Syaoran o que achas deste?

Syaoran: Sei lá! É giro.

Sakura: Então vou experimenta-lo. Anda

Syaoran (corando um bocado): Estás-me a dizer que eu vou-te para o vestuário.

Sakura: Calma, não vais ver nada de mais.

Então sem ninguém reparar, eles entraram. Mas para o seu espanto, aquele vestuário era um cubículo. Então tinham de estar quase colados.

Sakura (depois de vestir o vestido): Que achas?

Syaoran (ainda corado): É giro!

Sakura: Só o fato?

Syaoran: O que é que queres dizer com isso?

Sakura (aproximando-se dele, ficando este entre ela e a parede): Achas que eu fico gira?

Syaoran: Tu não ficas, tu és gira!

Sakura (aproximando os seus lábios dos dele): Obrigada pelo elogio, é pena tares comprometido!

Syaoran: Primeiro eu ainda não estou comprometido e segundo eu poderia apaixonar-me por alguém e se o clã a aceitasse o casamento acabaria.

Sakura: Ah, tas a ver? Eu tinha razão.

Syaoran (chegando os seus lábios aos dela): Sobre quê?

Neste momento, ela afasta-se dele e aplica-lhe um pontapé

Sakura: Que os rapazes quando estão perto de uma rapariga de quem gostam tentam impressioná-la.

Syaoran (até agora apenas tocava com a mão no local aleijado): Tu és estúpida, porque fizeste isto?

Sakura: Eu disse-te que iria te ensinar alguma coisa.

Syaoran: Vá vamos embora!

Sakura: Já chegamos.

Yukito: Sakura! Que Bom que veio!

Sakura: Olá Yukito, como vai?

Yukito: Vou bem, agora que está aqui.

Sakura: Yukito este é o Syaoran, …é o meu namorado.

Yukito: O quê? Você tinha dito que não tinha namorado.

Sakura: E não tinha até ontem.

Yukito: Ok, muito prazer, eu sou o Yukito.

Syaoran: O prazer é todo meu.

Yukito: Bem, venham almoçar comigo, podemos celebrar o vosso namoro. O que acham?

Sakura: Claro que sim.

PRÒXIMO CAPÌTULO

O que vai acontecer é o seguinte:

O almoço;

O 1º beijo deles;

E outras coisas

Por favor comentem, please!!

Bjs