Apenas avisando, esse capítulo tem partes um pouco mais.. pesadas. Em relação a sexo. Então se você não gosta de ler esse tipo de coisa, é só pular. Lembrando que essa história terá 3 capítulos, e eu postarei muito provavelmente o ultimo capitulo amanhã (Sábado), ou no Domingo. Por favor, não deixem de comentar comigo o que acharam! Pra mim é muito importante saber a opinião de quem lê.


Eu congelei. Ele estava diferente do jeito que eu o vi de manhã. Ele fez a barba, com um semblante mais alegre.

Ele fez um sinal para eu entrar, e eu não sei como, minhas pernas se moveram e eu entrei.

- O que você está fazendo aqui? – eu disse enquanto esperava Ezra fechar a porta.

Ezra caminhou em minha direção, e a cada passo que ele deu, meu coração foi acelerando cada vez mais, gradativamente.

- Você está.. angelical – Ezra disse sussurrando, acariciando meu rosto.

Eu instintivamente inclinei a cabeça contra sua mão. A falta que senti do toque dele era absurda.

- O que.. você... está fazendo aqui? – eu disse gaguejando e tentando controlar minha respiração ofegante.

- Eu perguntei á Spencer se ela tinha alguma ideia de como a gente podia se encontrar, pois eu precisava te ver. Fora da escola. E aqui estamos. – Ezra disse sorrindo, ainda acariciando meu rosto.

- Ezra, eu.. nós não podemos fazer mais isso. – eu disse ao afastar sua mão do meu rosto e dar um passo para trás.

- E por que não? – Ezra disse se aproximando de mim novamente.

- Por que isso é perigoso. E errado. – eu disse tentando lembrar de todas as razões do porque não podemos ficar mais juntos.

Os olhos do Ezra encontraram o meu e nos perdemos no olhar um do outro. Senti que apenas através do olhar, estávamos tendo uma conversa silenciosa.

- Por acaso isso parece ser errado? - Ezra passou a mão pelo meu pescoço, massageando meu coro cabeludo. - Isso o que nós sentimos um pelo outro, é tão real, tão verdadeiro. Tão intenso. Não pode ser errado. Por favor, não negue essa nossa chance de ser feliz.

Ezra se aproximou de mim, e me beijou. Eu não encontrei mais forças para negar o que cada célula do meu corpo estava pedindo para eu me permitir. Foi um beijo diferente de qualquer outro beijo que já compartilhamos. Foi um beijo cheio de urgência. Ambos estávamos morrendo de saudade, necessitando sentir um ao outro. Finalmente entendi porque as pessoas sempre falam que sexo de reconciliação é uma das melhores coisas do mundo. Nossas línguas travaram uma guerra enquanto Ezra me deitava no enorme sofá da avó da Spencer, nunca afastando seus lábios dos meus. Levantei a camisa dele, tendo que desagradavelmente desgrudar nossos lábios por alguns segundos para terminar de tirar a camisa e depois joguei-a para qualquer lugar. Passei minhas mãos pelas suas costas, arranhando levemente, quando sua boca atacou a minha novamente. Nos despimos rapidamente das outras peças de roupas, sem realmente vermos onde estávamos deixando nossas roupas e nos entregamos ao nosso amor.

- Eu te amo - Ezra disse, olhando em meus olhos, ao me penetrar lentamente.

Após uma hora, nos encontrávamos deitados no sofá da Spencer, aconchegados um ao outro, cobertos por um lençol.

- Eram desses momentos que eu mais senti falta quando nós estávamos separados. De ficar simplesmente abraçada com você, nessa paz, conversando.. - me aconcheguei para mais perto ainda do corpo dele e encostei minha cabeça no vão do seu pescoço.

- Você deixou meu mundo uma bagunça quando você se foi. - Ezra disse ao acariciar meu braço.

- Desculpa ter desistido de nós, quando você nunca o fez.

Eu me virei de frente para ele, deitei a cabeça em seu peito e ouvi as batidas de seu coração. Eu deveria ter adivinhado desde o começo que nós não iríamos conseguir ficar muito tempo separados. Nós pertencemos um ao outro. Nossos corpos imploram um pelo outro. Passei meu braço sobre seu peito e acariciei seu braço, sentindo a suavidade de sua pele.

- Você não tem se desculpar. - Ezra disse me dando um selinho.

- Tenho sim. Alias, tem uma coisa que me deixou curiosa. Por que você nem olhou para mim na classe, ontem e hoje? - eu disse levantando a cabeça e olhando em seus olhos.

- Porque eu vi o quão difícil nossa separação estava sendo para você, e eu quis te dar um espaço. Eu sabia que se eu ficasse te olhando ia te machucar ainda mais. - Ezra disse dando um sorriso triste.

Ficamos calados durante um tempo, e Ezra acabou dormindo. Eu mexi no cabelo dele levemente e observei ele a dormir. De repente ele franziu a testa, e eu levei minha mão até a testa dele, e acariciando o local. Após um tempo observando ele a dormir, acabei me rendendo ao sono também.

Acordei com o despertador que tinha colocado no celular tocando. Nem mesmo isso conseguiu tirar meu bom humor. Como foi bom me sentir inteira de novo. Todo o tempo que passamos separados parecia como se uma parte de mim estivesse faltando. Ezra continuou dormindo, com seus braços ao meu redor. Eu sorri e me inclinei para desligar o despertador. Fiquei ainda uns 5 minutos ali, aproveitando o momento, apenas observando suas feições, sua respiração uniforme. Me levantei, suspirando baixinho por ter que afastar meu corpo do Ezra e me arrumei rapidamente, e antes de sair, fiz um carinho no cabelo do Ezra e deixei um bilhete a ele. Cheguei na escola com um sorriso de orelha a orelha e me encontrei com as garotas no refeitório.

- Spencer já nos contou o que ela fez – Hanna disse enquanto me aproximava delas.

- Quão ferrada eu estou? – Spencer disse com um olhar preocupado.

- Muito ferrada. – eu disse sorrindo e abraçando ela. – Muito obrigada, Spence. De verdade.

- Aposto que você aproveitou aquele sofá assim como eu e Caleb aproveitamos – Hanna disse com um sorriso safado no rosto.

- Ei, eu e Ezra não somos tão safados quanto vocês! Eu acho. – eu disse rindo, e logo depois elas começaram a rir também.

- Então "você e Ezra" voltou a existir? – Emily disse sorrindo.

- E eu tenho outra escolha? Eu não consigo viver sem ele. – eu disse ao mesmo tempo em que o sinal batia.

Todo mundo do ultimo ano se dirigiu a sala da Biologia. Hoje todos nós tínhamos reposição de aula de Biologia pois a professora faltou por causa de doença e ela resolveu repor hoje.

Quando estava quase no final da aula, senti meu celular vibrar. Não conseguindo controlar minha curiosidade, fui ver quem tinha me mandado mensagem.

"Não vou aguentar ficar sem te ver hoje o dia inteiro. Como podemos nos encontrar hoje? - Ezra"

Senti os batimentos do meu coração aumentarem e um sorriso bobo se formando em meu rosto ao apenas ler a mensagem. Eu também precisava ver ele hoje. Eu ainda não estou nem perto de matar as saudades dele. Eu rapidamente bolei um plano na cabeça.

"Spence, você se importaria de me ajudar a ver Ezra hoje de novo? Seus pais estão viajando, não estão? O que você acha de você falar que vou pra sua casa estudar, só que ai na verdade eu vou de novo me encontrar com ele?" Escrevi isso em um papel, amassei e joguei discretamente para a Spence.

Ela leu e riu baixinho, e logo depois respondeu rapidamente embaixo no mesmo papel, e jogou novamente para mim. Eu abri o papel, e li a resposta.

"Sim, meus pais estão viajando. Claro que não me importo, só estude pelo menos um pouco quando estiver lá, ok?" Uma onda de excitação começou a se ponderar de mim ao pensar que iria conseguir ver Ezra hoje novamente.

"Ok, obrigada! Você é a melhor." - Eu joguei novamente o papel á ela.

Ela pega o papel, lê, solta um beijinho pra mim, e rasga o papel.

"Já ajeitei tudo com Spencer, podemos nos encontrar hoje. Onde você prefere? Mesmo local de ontem?" - respondo a mensagem de Ezra.

"O que você acha de nos encontrarmos para almoçar na minha casa?" - Ezra respondeu alguns segundos depois.

"Ok! Como hoje é só meio período, devo sair da escola mais ou menos 12:00. Passarei em algum lugar para comprar uma comida para a gente, e depois vou para sua casa. Parece bom?" - Aria

- Parece perfeito! Mal posso esperar para te ver de novo. - Ezra.

-Eu também, amor. Eu te amo. - Aria

Assim que terminei de enviar a mensagem para o Ezra, mandei uma mensagem para minha mãe.

"Mãe, tudo bem eu ir almoçar na casa da Spencer, e depois passar o resto do dia lá estudando?" - Aria

"Tudo bem. Eu irei passar o dia fora também. Te vejo a noite?" - Ella

- Sim ;) - Aria

Logo depois que mandei a ultima mensagem para minha mãe, ouvi o sinal tocar. Me despedi das meninas, passei em um restaurante chinês e dirigi até o apartamento do Ezra.

- Eu nunca vou entender como as pessoas ainda tem pena da Hester. Tudo bem, as pessoas judiaram dela pelo o que ela fez, mas também, o que ela fez foi muito errado. Ela traiu! Você consegue me ajudar a entender isso? - Eu disse com as testas franzidas, e o livro The Scarlett Letter na mão.

- Algumas coisas a gente simplesmente.. não tem que entender. Apenas é do jeito que é. - Ezra disse acariciando minha perna.

Nós já tínhamos terminado de almoçar, e como prometido a Spencer, eu estava tentando estudar. Estava deitada no sofá, com a cabeça encostada no colo do Ezra.

- Acho que você só está comigo para ter um professor particular de graça. - Ezra disse sussurrando, abaixando seu pescoço e depositando um beijo em meus lábios.

- E ainda tem um bônus: o professor é um gato.

O livro rapidamente foi deixado de lado ao mesmo tempo em que eu colocava minhas pernas ao redor da cintura dele e juntava nossas bocas. Enquanto ele mordia meu lábio inferior, minhas mãos encontraram a ponta de sua blusa, e eu passei minhas mãos por debaixo da blusa dele, acariciando suas costas. Suas mãos levantaram a parte da frente de minha blusa, acariciando minha barriga, causando um arrepio por todo o meu corpo. Suas mãos terminaram de tirar minha blusa, assim como as minhas terminaram de tirar a blusa dele, nunca afastando nossas bocas por muito tempo. Sua boca desceu, e começou a distribuir beijo molhados em meu pescoço, me fazendo arfar e inclinar a cabeça para trás. Ele desceu ainda mais, dando beijos na parte dos meus peitos em que o sutiã deixava visível. Ele deu beijos em minha barriga, ao mesmo tempo em que abria o zíper da minha calça, e friccionava de leve minha parte sensível.

- Eu preciso de você dentro de mim. Agora. – eu sussurrei, abrindo o zíper de sua calça.

- Proteção - Ezra disse ofegante, se levantando.

Ele caminhou até seu quarto, voltando de lá com uma camisinha na mão. Abaixei sua calça, junto com a sua boxer. Seu membro já se encontrava completamente duro. Fiz um rápido movimento de vai e vem com a mão em seu membro, fazendo Ezra erguer a cabeça para trás de prazer. Peguei a camisinha de suas mãos, abri a embalagem e desenrolei a camisinha por toda a extensão de seu membro.

Acordei segunda feira de manhã com meu despertador tocando e me levantei rapidamente, feliz, pois sabia que eu iria ver o Ezra. Abri meu guarda roupa, e acabei decidindo por colocar um conjunto de calcinha e sutiã branco de renda, um vestido florido, uma jaqueta preta e uma bota preta de salto alto. Caminho em direção ao banheiro, liguei o chuveiro, e enquanto esperava a água esquentar, me despi. É absurdo como eu já sinto falta dos toques de Ezra. Sábado voltei para casa a tempo da janta, e domingo nós não nos vimos. Solto um baixo suspiro ao mesmo tempo em que entro no box para começar o meu banho.

Após terminar meu banho, coloco a roupa que tinha deixado separada em cima da cama, como rapidamente meu café da manhã, e vou para a escola. Chegando lá, me encontro com as garotas, e quando o sinal bate, vou com Spencer para a sala de inglês. Assim que entro na sala, não tem quase nenhum estudante e Ezra já está lá. Viro meu pescoço discretamente e pisco para ele, enquanto caminho para a minha carteira. Ezra dá um sorriso torto para mim em resposta. O resto dos estudantes chegam, e Ezra fecha a porta da sala e começa a aula.

- Bom dia classe. - Ezra diz, seguido por um "bom dia" de todos os alunos". - Todo mundo aqui já terminou de ler The Scarlett Letter, correto? - Todo mundo acena que sim com a cabeça. - Ok. Então vamos começar pela... Spencer. - Ezra diz olhando para ela. - O que você achou do livro? Qual você acha que é o significado dele?

- Eu acho que o livro é sobre o perdão. Por exemplo, o marido de Hester, não soube perdoar, e ficou tão cheio de rancor, que isso o levou a fazer coisas insanas. Ele teria tido muito mais paz se ele tivesse perdoado a Hester. Não digo que ele teria que ter aceitado ela de volta, mas pelo menos, convivido civilizadamente com ela, e não ter procurado se vingar.

- Muito bem colocado, Spencer. Agora vamos para outra opinião... Aria. - Ezra diz, agora olhando para mim. - Você concorda com Spencer?

- Eu concordo, mas eu apenas. - eu disse, corando pela lembrança da nossa rápida conversa sobre o livro no sofá da casa dele - Eu não acho certo toda a pena que as pessoas sentem pela Hester, pelo o que ela sofreu. Ela fez por merecer.

- Acho isso engraçado, vindo de uma piranha como você - um garoto chamado Jean, da nossa turma, disse.

- O que é que você disse? Já para a sala da diretora. Agora! - Ezra disse, com uma mão com os punhos fechados, e a outra mão apontando para a porta.

O garoto se levantou rindo, e saiu da sala. Toda a sala ficou em silêncio, enquanto Ezra procurava se acalmar. Acredito que o comentário de Jean deveria ter me machucado, mas não me machucou. Porque eu sei o que sou, e o que não sou. E eu sei que eu não sou uma piranha. Pelo visto é verdade que dizem que quanto mais você se conhece, menos você deixa as coisas te perturbarem.

- Bom - Ezra disse, um pouco mais calmo - eu quero que vocês formem um grupo de 4 pessoas, e escrevam um resumo de no mínimo 20 linhas sobre o livro. E, para já deixar avisado, amanhã haverá uma prova sobre livro, sem consulta.

As pessoas começaram a arrastar e juntar carteiras. Ezra apesar de aparentar estar mais calmo, ainda estava tenso. Não foi difícil eu perceber isso. Ezra passou por mim, e aproveitando a bagunça que a sala estava, peguei a mão dele e acariciei-a, vendo automaticamente os músculos de seu ombro, antes rígido, relaxando ao sentir o meu toque. Ele olhou para mim surpreso, e sorriu. Ele foi falar com um grupo que já estava formado, e eu juntei com Spencer, e mais 2 garotas da nossa turma, Lanny e Claire. Eu me ofereci para começar o resumo, e elas aceitaram. Escrevi 5 linhas, e depois passei para Claire. Enquanto Claire escrevia, olhei rapidamente para Ezra, e vi que Ezra estava sorrindo largamente, conversando com um grupo. O sorriso dele me faz perder o fôlego, e meu coração começa a acelerar. Por um momento, esqueço onde estou, esqueço em que situação estamos, e quase me levanto para dar um beijo nele. Minha sorte é que eu tenho uma guardiã chamada Spencer.

- Aria - Spencer disse segurando meu braço, me impedindo de levantar - Terra chamando. - ela disse olhando para mim e estalando os dedos na frente dos meus olhos.

- Ops - eu disse olhando para baixo, envergonhada. - Spencer riu baixinho.

Minha sorte é que Lanny e Claire não estavam prestando atenção em mim.

- Não se sinta culpada. Eu também me sinto assim na maior parte do tempo quando olho para o Toby...meio que esquecendo do mundo ao meu redor - Spencer sussurrou pra mim, sorrindo.

O resto do dia, e boa parte da noite, passei com o meu irmão Mike. Fomos andar de bicicleta juntos, tomamos sorvete e conversamos bastante. Meu irmão andava bem distante ultimamente desde que eu me mudei para a casa de nossa mãe, cada dia dormindo em casa de amigos diferentes, e eu sinto falta dele. Jantamos juntos na casa de nossa mãe, e depois novamente ele se despediu da gente, dizendo que ia jogar vídeo game na casa de um amigo e ia dormir por lá. Depois que ele foi embora, ajudei minha mãe arrumar a cozinha, e depois fui para o meu quarto. Eu havia passado o dia inteiro com uma vontade incontrolável de mandar uma mensagem para Ezra, apenas para checar como ele está. Mas eu sabia que Ezra tinha um dia cheio hoje. Ele tinha uma reunião com outros professores e tinha aulas e provas para organizar, então eu resolvi não mandar nenhuma mensagem. Mas no momento, sozinha em meu quarto, não consegui mais me controlar. Deitei na cama e mandei uma mensagem para ele.

"Estou indo dormir agora.. boa noite. Eu te amo."

"Boa noite, pequeno anjo. Desculpa por ter ficado tão irritado com o garoto hoje de manhã. Eu te amo" Ezra disse respondendo minha mensagem segundos depois.

"Você não tem do que se desculpar. Alias, toda pessoa gosta de ver seu homem defendendo ela.. é meio sexy" Respondi de volta com um sorriso bobo no rosto.

Eu praticamente consigo ver ele mordendo seus lábios enquanto lê a mensagem.

"Hmm, vou me certificar de fazer isso mais vezes então. Não há nada que eu goste mais do que defender a pessoa maravilhosa pela qual estou apaixonado"

Solto um suspiro ao terminar de ler a mensagem.

"Droga, eu queria poder te abraçar agora." eu digitei, enviando a mensagem alguns segundos depois.

"Acredite em mim, eu também. Nós arranjaremos um jeito de nos encontrar."

Me despedi dele novamente dizendo que ia dormir, e ele respondeu falando que também já ia para a cama. Coloquei meu celular em cima da minha escrivaninha, me aconcheguei na cama, e minutos depois já estou sonhando com Ezra.

- Só virem a folha após eu terminar de entregar para todo mundo - Ezra disse, começando a distribuir a prova do livro.

Quando ele terminou de entregar a prova, todo mundo virou a folha e começou a ler a prova. Para mim, que sabia todas as partes do livro e todas as curiosidades que o livro abordava, foi uma prova fácil e rápida de responder. Fui a primeira a terminar e fiquei ouvindo música e trocando olhares com o Ezra até o sinal bater.

Sai da classe junto com Spencer, e paramos em frente ao armário dela, para pegar o material que ela iria usar para a próxima aula.

- Você está sabendo da festa que vai ter na sexta feira a noite? - perguntei á Spencer.

- Que os meninos do ultimo ano estão organizando, na piscina da casa do Noel Kahn?

- Isso. Você vai?

- Vou, já combinei tudo com o Toby. E você? - Spencer disse fechando a porta do armário.

- Não. Você se importaria de falar para seus pais que eu vou a festa, e depois vou dormir na sua casa?

- Você quer passar de novo a noite com Ezra. Safadinha. - Spencer disse rindo.

- Ei!- minhas bochechas ficam vermelhas ao mesmo em que rio e cutuco ela de leve.

- Você sabe que não me importo. Ficar com ele te faz feliz, e tudo o que eu quero é te ver feliz.

- Você é maravilhosa - Dou um beijo na bochecha dela e depois seguimos caminhos separados, pois temos aulas diferentes nesse período.

As aulas seguintes não demoram a passar, e quando percebi já estava na hora de ir embora. Encontro Mike na saída da escola, e ele pergunta se eu posso ir dar uma caminhada com ele. Eu concordo, e caminhamos juntos em direção ao parque que tem perto da escola. É maravilhoso sentir o vento contra o meu rosto, e o cheiro do verde.

- Então, é um assunto meio delicado, mas eu tenho que falar sobre isso com você se não irei enlouquecer, e eu preciso que você seja mente aberta. - Mike disse sentando no banco e olhando para mim.

- Mike, falando desse jeito você está me assustando. - eu disse sentando ao seu lado.

- Acho que não tem outra maneira de falar, então vou falar logo de uma vez. Olha, eu sei que você tem seus problemas com o nosso pai, você sabe que eu não achei certos todas as coisas que ele fez com você, pedindo pra você manter segredo sobre a Meredith, depois atrapalhando sua relação com Ezra.. - Ele faz uma pausa, suspira, olha para baixo e volta a falar sem olhar para mim. - Todos esses dias que eu tenho ficado fora, eu tenho ido conversar com o pai. Quando você foi embora da casa dele, algo mudou dentro dele. Sinto que ele começou a perceber as burradas que fez. Eu sempre fui mais ligado ao pai do que a mãe, e eu não estou pedindo para você perdoar ele, mas eu queria perdoar ele, e eu sinto que eu preciso que você me permita a perdoa-lo.

Eu fico calada por um tempo, surpresa.

- Eu não sei, por tudo o que ele já fez por mim, cuidou de mim.. sinto que eu tenho que perdoa-lo. - ele passa a mão pelo seu cabelo e olha novamente para mim, com os olhos cheios de lágrimas.

- Eu não sei nem o que falar.. quer dizer, é óbvio que eu não me importo de você perdoar o pai, a briga dele, a confusão que ele fez, foi comigo, e não com você. Você não precisava pedir permissão á mim para perdoa-lo! - eu o abraço-o, e ele começa a chorar mais forte.

Quando Mike se acalma, nós conversamos mais um pouco, e depois voltamos para a casa de nossa mãe.

- Como todos sabem, existem 3 classe de alunos do ultimo aqui nessa escola, e todos tiveram ontem a prova do livro The Scarlett Letter. O Mr. Fitz - a Diretora aponta para ele - já corrigiu todas as provas, e a classe que obteve melhor nota, foi a classe de vocês. E por isso, a classe de vocês acaba de ganhar a noite de hoje de graça no karaokê no centro da cidade!

Todo mundo começa da classe começa a gritar de alegria.

- Parabéns classe! - A diretora diz, batendo palma junto com todo mundo - O karaokê vai começar as 19:00. Quando vocês entrarem, é só falarem de qual escola vocês são, e já terá um espaço reservado para vocês. O Mr. Fitz se ofereceu para ir com vocês. Agora deixarei o professor Anthony, de Biologia, começar sua aula. - ela e o Ezra saem da sala e o professor começa a escrever coisas na lousa para nós copiarmos.

Poucos minutos depois, sinto meu celular vibrar avisando que chegou uma nova mensagem.

Você irá no karaokê hoje a noite? - Ezra

Você acha que eu iria perder uma oportunidade de te ver? :p - Aria

Mal posso esperar! Pena que terei que manter uma distância de você :( - Ezra

A gente recompensa depois ;) Agora voltarei a prestar atenção na aula.. eu te amo. - Aria.

Voltei a copiar o texto da lousa, pensando no Ezra e nas coisas que poderíamos... recompensar depois. Comecei a sentir um formigamento no meio das pernas, e imediatamente me arrependi de pensar tais coisas em um momento inoportuno. A aula passou rapidamente, e quando a aula acabou, sai da classe junto com Spencer.

Assim que cheguei em casa, meu celular tocou e eu fui animada atender, mas toda a minha animação se esvaiu quando eu vi no identificador de chamadas que não era a pessoa que eu pensava que era. A pessoa que estava me ligando era meu pai. Resolvi ignora-lo, e me foquei na minha lição de casa. Após terminar a lição fui escolher a roupa que eu iria usar no karaokê, e enquanto estava fazendo isso, meu pai me ligou de novo. E eu novamente recusei a ligação. Quando chegou perto da hora, tomei um banho, coloquei a roupa que eu escolhi - um blusa de manga comprida preta justa com uma saia rodada verde, e um sapato fechado branco. - e passei um perfume. Enquanto estava me vestindo, meu pai me ligou novamente. E não quis atender de novo. Passei um produto no meu cabelo só para fixar um pouco mais os cachos, passei uma maquiagem leve e fui organizar a bolsa que iria levar para o karaokê. Meu celular tocou novamente, mas eu respirei mais aliviada quando vi que dessa vez não era meu pai, e sim Spencer.

- Oi Spence. - eu disse apoiando meu celular em meu ombro, e arrumando minha bolsa.

- Tudo bem?

- Mais ou menos. E com você?

- O que aconteceu?

- Meu pai ficou me ligando o dia inteiro, e eu ainda não sei o que fazer em relação a ele..

- O que ele queria?

- Eu não sei, eu não cheguei a atender a ligação. Eu fico mal com essa situação, ele me ligando toda hora.. mas não vou deixar ele arruinar minha noite. – Eu disse colocando os últimos itens necessários em minha bolsa.

- É assim que se fala. Não se deve decidir nada com pressa. Se concentre no fato que você verá Ezra, e tire essa pessoa que está na sua cabeça no momento, da sua cabeça. Pois essa pessoa não merece.

- Obrigada, Spence. Agora tenho que desligar, se não vou chegar atrasada no karaokê. Bom encontro com Toby pra você.

- Obrigada pequena, espero que você e Ezra consigam ter um tempo sozinho hoje a noite.

- Eu também espero. Beijos. – eu disse desligando

Assim que entrei no lugar, já sabia que Ezra estava ali. Não por tê-lo visto, mas sim por eu ter sentido sua presença. Quando o encontrei, ele estava conversando com uns alunos da minha classe. Cumprimentei-os e resolvi sentar em uma mesa sozinha, pouco distante dele para não me sentir tentada a toca-lo, apesar de sentar perto dele ser tudo o que eu queria no momento. Seria muito mais fácil para mim se Spencer tivesse vindo. Em uma tentativa de ocupar minha mente, passei os olhos ao meu redor. O local do karaokê era grande, hospitaleiro e moderno. Eles nos serviram comida e logo depois a noite de karaokê começou, com algumas corajosas pessoas se aventurando rapidamente em cantar. Fiquei observando as pessoas a cantarem e logo meus pensamentos voltaram para o meu pai.

- Aria – Ezra disse me tirando do transe, colocando uma cadeira perto de mim.

- Ezra, tem pessoas á nossa volta.. – eu disse, meio apreensiva.

- Não tem problema.. eu sou um professor bacana e estou falando com todos os alunos. – Ezra disse sorrindo pra mim. – Está tudo bem?

- Está.. – eu disse forçando um sorriso.

Por mais que eu estivesse muito feliz por estar com Ezra nesse momento, eu não conseguia parar de pensar em meu pai.

- Ei, você sabe que não consegue me enganar. – Ezra disse com um semblante preocupado, se aproximando mais de mim.

- Eu não consigo mesmo esconder nada de você né? – eu disse, sorrindo verdadeiramente desta vez.

- Claro que não – Ezra disse piscando com um olho só pra mim. – Sei muito bem quando você está feliz de verdade ou quando você está apenas fingindo estar feliz. – ele disse tocando minhas pernas por debaixo da mesa. – Você quer falar sobre isso?

O simples toque dele em minha pele me acalmou de uma forma inexplicável e me fez suspirar como a boba apaixonada que eu sei que sou.

- Não é nada demais.. – eu disse me encolhendo um pouco ao pensar no assunto. – Meu pai ficou me ligando o dia inteiro, e eu sei que eu não deveria deixar isso me afetar, mas eu simplesmente não consigo.

- E você conversou com ele? – Ezra disse fazendo movimentos circulares em minha perna por debaixo da mesa.

- Não, eu não atendi as ligações dele – eu disse encarando o chão.

- Por que você não quis atende-lo?

- Você lembra que eu te contei que eu vi meu pai na cama com uma mulher da minha idade e por isso fui morar com minha mãe? Eu sinto que eu devo ao meu pai uma conversa, mas eu ainda não decidi o que fazer em relação a isso. Não sei se apenas ignoro o que aconteceu e perdoo-o, ou se não perdoo ele.. – lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto e meu corpo começou a tremer.

- Você é maravilhosa sabia? – Ezra passou a mão pelo meu rosto, enxugando minhas lágrimas. – Você não deve nada ao seu pai. Se você ainda não chegou a uma decisão, é porque ainda não chegou a hora. – Ezra passou os braços por trás das minhas costas, e eu deitei a cabeça em seu ombro.

Me permiti ficar assim por alguns segundos antes de levantar minha cabeça, para que ninguém percebesse nossa aproximação.

- Você realmente sabe me acalmar. – eu disse sorrindo para ele.

Antes que ele pudesse responder, ouvimos alguém chamando pelo Ezra.

- Mr. Fitz! – Uma garota loira chamada Elena, da minha classe, estava chamando Ezra na outra mesa.

- Você vai ficar bem? – Ezra disse olhando em meus olhos.

- Vou, eu já falei que você sabe como me acalmar. Vai lá. – apertei rapidamente a mão dele, e ele foi até a mesa da Elena.

Um tempo depois, uma mulher veio até mim e me perguntou se eu queria cantar, e primeiramente, pensei em falar que não, mas depois, olhei para Ezra, e uma ideia veio em minha cabeça e acabei aceitando.

Fui a quinta pessoa a ir para o palco, e comecei me introduzindo.

- Olá, meu nome é Aria, e vou cantar I won't give up do Jason Mraz.

Quando aceitei cantar, eu não imaginei que eu ia sentir tanta vergonha. Minha garganta começou a ficar seca, e de repente, meus olhos encontraram os olhos de Ezra. Automaticamente, meu corpo todo relaxou. Eu virei para o telão onde está a letra, e comecei a cantar.

When I look into your eyes

It's like watching the night sky

Or a beautiful sunrise

There's so much they hold

And just like them old stars

I see that you've come so far

To be right where you are

How old is your soul?

I won't give up on us again - canto essa parte olhando para o Ezra.

Even if the skies get rough

I'm giving you all my love

I'm still looking up.

Terminei de cantar a música, e desci rápido do palco, antes que a vergonha me atingisse novamente. Antes de chegar ao lugar onde eu estava sentada antes, senti meu celular vibrar indicando que eu tinha recebido uma nova mensagem.

Tem um banheiro no fundo desse estabelecimento que quase ninguém usa. Me encontra lá? - Ezra

Ok. Eu vou dar tchau pro pessoal, e depois vou pra lá. - Aria

Aperto enviar, e logo depois me levanto me despeço das pessoas. Me direcionei ao banheiro que Ezra falou, e depois de cinco minutos esperando, senti alguém me imprensando na parede, e atacando minha boca.

- Você tem ideia do quão maravilhosa você é? - Ezra disse entre os beijos.

Passei meus braços pela cintura dele, puxei-o para mais perto de mim. Minhas mãos acariciaram seu cabelo macio, e ele começou a descer seus beijos para o meu pescoço.

- Eu amei o que você fez lá me cima para mim, e você cantando aquela parte olhando em meus olhos... - Ezra sussurrou por entre uma respiração ofegante, olhando para mim, tirando um cabelo do meu rosto.

- Só queria que você tivesse certeza de que eu nunca mais irei desistir de nós. Foi muito difícil, e eu nunca mais quero passar por aquilo de novo. - eu disse, tentando controlar as batidas do meu coração.

- Bom, porque eu não consigo mais viver sem você - Ezra diz me abraçando forte.

- Eu também não. - digo encostando minha cabeça em seu peito.

Levantei minha cabeça, fiquei nas pontas dos pés, e encostei minha boca na dele novamente. Nosso beijo começou devagar, mas logo se tornou um beijo mais urgente, cheio de mãos por todo lado. Eu recuperei o pouco de controle que me restava, afastei-me dele, e tranquei a porta. Tirei a blusa, observando os olhos do Ezra seguirem cada movimento meu. Andei devagar até ele, e quando alcancei-o, tirei sua blusa e comecei a desfazer o cinto de sua calça, ao mesmo tempo que dei um beijo em sua boca.

- Isso me lembra muito quando nos conhecemos - eu disse entre os beijos, ao mesmo tempo em que abaixei suas calças.

- Hmm, que eu me lembre eu fiz algo mais ou menos assim. - Ele me levantou e me sentou em cima da pia, e se posicionou entre minhas pernas. - Estou correto? - ele sussurrou em meus ouvidos.

Um arrepio percorreu todo o meu corpo, e como não consegui encontrar minha voz, apenas assenti com a cabeça.

- Mas aquele dia não aconteceu nada além de beijos e caricias, e agora a senhorita já abaixou minhas calças..

- Eu tinha acabado de te conhecer, óbvio que não ia rolar nada mais que isso. Hoje, no entanto.. - eu disse fazendo um sorriso malicioso e acariciando seu peitoral.

Ele me prensou contra ele, e eu senti sua ereção em minha barriga.

- Tão molhada... tão pronta pra mim - Ezra disse ao colocar sua mão no meio de minhas pernas e sentir meu centro todo úmido.

Sua boca foi de encontro á minha ao mesmo em que eu colocava meus braços ao redor de sua cintura.

Ezra tirou uma camisinha da carteira, colocou a camisinha nele mesmo, e me penetrou. Depois de um tempo, caminhamos de mãos dadas com um sorriso no rosto até nossos carros, e depois cada um seguiu caminho diferentes.

Como estava ansiosa para chegar logo a ultima aula desta quinta feira, de Inglês, é óbvio que o tempo passou muito devagar. Quando finalmente tocou o sinal do fim da penúltima aula, suspirei de alivio e fui praticamente correndo para a sala de inglês. Porém, Ezra ainda não estava lá. O tempo passou, todos os estudantes entraram, e ainda nada de Ezra. Comecei a ficar apreensiva e preocupada, fazendo com que minha perna não parasse de balançar de inquietação.

Pouco tempo depois, a diretora entrou e parou em frente a mesa do professor.

- Alunos, lamento dizer que houve um contratempo. O professor Mr. Fitz está doente, e ligou avisando que não poderá comparecer a escola hoje. Não conseguimos achar um professor substituto a tempo, por isso vocês estão dispensados. - o pessoal comemorou, e saiu correndo da sala de aula.

- Spencer, sei que a gente tinha combinado de ir embora juntas, mas vou dar uma passada no Ezra agora ok?

- Ok, vai lá. - Spencer diz me abraçando.

Dirigi até a casa do Ezra o mais rápido que o transito permitiu, preocupada. Peguei a cópia da chave do apartamento dele que eu tinha na minha bolsa, e abri a porta, encontrando ele deitado na cama.

- Me falaram que estavam precisando de uma enfermeira aqui.. me voluntariei na hora. - eu sorri, tentando anima-lo. - Por que você não me avisou que ficou doente?

Deitei ao lado dele na cama, e dei um longo abraço nele.

- Porque eu sabia que se eu te avisasse você iria vir também e eu não queria te contagiar com essa minha gripe e dor de garganta.

- Bobinho. - dei um selinho nele. - Hoje você vai ficar de repouso e eu vou cuidar de você. - deitei ele em sua cama, liguei a TV, e depois fui para a cozinha.

Logo me veio na cabeça uma receita de sopa simples e maravilhosa que minha mãe me ensinou a fazer. Procurei em seus armários e em sua geladeira para ver se ele tinha todos os ingredientes que iria precisar para fazer a sopa, e felizmente, ele tinha. Cortei os legumes, coloquei um pouco óleo no fundo da panela de pressão, acrescentei os legumes e novos temperos a panela de pressão, mexi bastante com a colher, enchi a panela de pressão de água, e depois, tampei a panela e deixei os legumes cozinharem.

Enquanto esperei os legumes cozinharem, voltei ao quarto do Ezra, e quando eu o vi, ele estava dormindo. Tadinho do meu bebê. Deitei ao lado dele, coloquei o despertador do meu celular para tocar 40 minutos depois, fiquei mexendo no cabelo do Ezra e vendo TV. Assisti um episódio de Friends, e quando o episódio estava quase acabando, o alarme do meu celular tocou. Fui até a cozinha, destampei a panela, acrescentei pedaços de macarrão, e tampei a panela novamente. Esperei alguns minutos, e quando o macarrão estava cozido, destampei a panela, deixei esfriar um pouco, e depois coloquei no prato.

Deixei o prato em cima da pequena bancada do quarto de Ezra, deitei em sua cama e acordei ele aos poucos.

- Ei - disse dando beijos em toda sua cara e mexendo em seus cabelos.

- Hmmm - Ezra disse, começando a acordar.

- Eu assumo que você não comeu nada o dia inteiro?

Ezra concorda comigo com a cabeça.

- Eu fiz uma sopa. Vem - sentei ele com as pernas esticadas em sua cama, coloquei um travesseiro nas suas costas, e outro em sua perna.

Coloquei a sopa, com um pano embaixo, em cima do travesseiro, e Ezra começou a comer.

- Isso aqui está uma delicia - Ezra disse com uma voz rouca.

Depois que ele terminou de comer, dei a ele um remédio que eu sabia que iria aliviar sua garganta. Coloquei o prato na pia da cozinha, e depois me juntei a ele novamente em sua cama. Ficamos vendo TV abraçados, fazendo caricias um no outro, e logo depois ele caiu no sono novamente. Aproveitei para lavar a louça e fazer a lição de casa, e quando terminei a lição, escrevi um bilhete para o Ezra, e fui embora.

Sexta feira, Ezra já estava mais disposto e compareceu a escola. Tive a chance de vê-lo no corredor, antes da minha aula com ele, e antes de chegar a aula dele, mandei uma mensagem para ele.

Estou feliz, você parece mais disposto hoje! - Aria.

Sim, graças a uma sexy e eficiente enfermeira, melhorei rapidinho. Obrigada por cuidar de mim. - Ezra.

Você pode me agradecer me encontrando comigo em seu apartamento, hoje a noite.. o que você acha? - Aria.

Que tal 20:00, amor? - Ezra.

Combinado! - Aria.

Fiquei o resto do dia contente e de bom humor. Fui para casa, fiz a lição de casa e me arrumei como se fosse realmente a tal festa na piscina. Prendi meu cabelo em um coque, coloquei um biquíni, um vestido largo por cima e um colar.

- Mãe, só para te lembrar, eu estou indo para festa no clube, e depois irei dormir na casa da Spencer, ok? - Disse dando um beijo em sua bochecha, e descendo as escadas.

Ao entrar no carro, soltei meu cabelo e dirigi até o Ezra. Peguei a chave do apartamento dele em minha bolsa e abri a porta, quase dando pulinhos de tanta animação. Acho que essa sensação maravilhosa que eu sinto sempre que estou prestes a ter um tempo sozinha com Ezra nunca passará. Toda vez que estamos juntos é maravilhoso. É única. Sorrio de orelha a orelha quando termino de destrancar a porta e a abro.

- Aria – Ezra disse com uma voz triste e a cabeça baixa.