Capitulo II
Desde que Ron Hermione assumiram que gostavam um do outro e começaram a namorar, os dias no quartel-general tornaram-se muito mais calmos e silenciosos. As inúmeras discussões entre o recém casal tinham acabado, uma vez que agora podiam mostrar o quanto gostavam um do outros de outras maneiras.
Draco e Ginny por sua vez, tentavam evitar-se a todo o custo. Viam-se somente à hora das refeições e ocasionalmente nos corredores. Não sabiam porque, mas o encontro que tiveram no dia da reconciliação de Ron e Hermione, mexera demasiado com algo dentro deles.
- Ginny querida, podias ir as compras com o Draco? – Pediu a Sra. Weasley, enquanto levantava a mesa do pequeno-almoço.
- Com o Malfloy?
- Sim, querida. – Disse a Sra. Weasley, entregando-lhe uma lista de comparas. – Porquê, há algum problema? Pensava que gostavas dele.
- Não há problema nenhum mãe. - Mentiu Ginny. – Mas porquê ele?
- Porque eu não posso, o teu pai e o Harry foram ao ministério. Os gémeos estão na loja e o Ron e a Hermione foram ao banco ter com o Billy e com a Fleur. Só o Draco e que cá está em casa. E se querem jantar logo à noite, convêm que alguém vá às compras.
- Ok mãe, era só para saber.
Ginny subiu as escadas e foi em direcção ao quarto dos rapazes. Ficou a porta por um momento antes de bater, pois não sabia como é Draco iria reagir e principalmente não sabia como é que iria reagira estando frente a frente a ele, pela primeira vez desde o dia em que ficaram pasmados a olhar um para o outro.
Não sabia porquê, mas mesmo evitando Draco a todo o custo, mesmo tentando não se lembrar dele e do seu cheiro, Ginny só queria estar perto dele, poder tocar-lhe, poder simplesmente vê-lo. Não sabia que Draco tinha as mesmas vontades.
Respirou fundo e bateu à porta.
- Sim? – Responde Draco de dento do quarto.
- Malfloy, sou eu, a Ginny. – A minha mãe disse-me para eu ir as compras. Podes vir comigo?
- Eu! – Perguntou Draco abrindo a porta de uma forma mais ríspida do que era sua intenção, assustando Ginny. Estava em tronco nu e com cara de quem tinha acabado de acordar.
Ginny era muito mais baixa que Draco, o topo da sua cabeça, mal chegava ao ombro do loiro, e os seus olhos ficaram ao mesmo nível que o peito deste. Ficou a olhar para ele, ali à sua frente em tronco nu, olhando o seu peito branco. Ele não era propriamente corpulento, mas tinhas os músculos bem definidos.
– Porque é que não vais com um dos teus irmãos ou assim?
- Estão todos ocupados. – Disse Ginny desviando os olhos do peito de Draco e olhando para a sua cara. – Mas se não quiseres ir, não faz mal, eu vou sozinha. Só te vim cá perguntar isso porque a minha mãe me pediu. - Disse Ginny irritada com a atitude do loiro, virando costas e começando a andar.
- Não espera. - Disse Draco agarrando o braço de Ginny, que sentiu um arrepio a percorrer-lhe a coluna. – Não, eu vou contigo. Não te vou deixar a andar por ai sozinha. Espera só cinco segundos para eu me vestir.
Ginny ficou boquiaberta. Draco Malfloy não queria que ela andasse sozinha pela rua. Draco Malfloy estava preocupado com Ginny Weasley.
- Então vamos? - Perguntou Draco trazendo Ginny dos seus pensamentos.
-Malfloy, estavas preocupado comigo, por andar sozinha na rua?
- Não, claro que não. – Mentiu Draco. – Apenas não queria que … que viesses muito carregada.
- Ah ok. – Disse Ginny desiludida com a resposta. "Sim Ginny, no que é que estavas a pensar. O Malfloy nunca se preocuparia contigo. Mas o que é que isso me interessa. Saber se ele se preocupa ou deixa de se preocupar? Parva." – Pensou Ginny. – Vamos?
Saíram do Quartel-general da Ordem de Fénix e andaram até ao supermercado muggle, que ficava a uns cinco quarteirões. Caminharam em silêncio, lado a lado. Draco olhava Ginny fixamente, desviando-o apenas quando ia quase contra um muggle ou contra um poste, ou quando Ginny se apercebia que estava a ser observada e olhava para ele. A ruiva fascinava-o mais do que ele poderia achar ser possível.
Fizeram as compras e pagaram-nas, demorando imenso tempo nesta parte, pois, nem Draco nem Ginny percebiam muito bem o dinheiro muggle.
Saíram do supermercado carregados com muitos sacos, pelo menos Draco ia carregado, pois insistira em levar quase todas as compras, deixando os dois sacos dos mais leves para Ginny.
No caminho de regresse, Draco e Ginny falaram animadamente das estranhas coisas dos muggles inventavam.
- Sim realmente os microondas são muito estranhos, mas a coisa mais estranha deles é o campitador. - Disse Draco.
- Penso que se diz computador. O Harry explicou-me que os muggles são dependentes deles. Fazem de tudo com ele: jogam, falam uns com os outros, trabalham e penso que também fazem comida, ou será que isso são as televisões. – Disse Ginny pensativa. – Bem, quando chegarmos a casa eu pergunto ao Harry. - Disse Ginny sorrindo para Draco e vendo que ele perdera o sorriso de momentos antes. - O que é que se passa Malfloy?
- Nada Weasley. Apenas… er… tu… tu e o Harry já acabaram o namoro à algum tempo, não foi?
- Sim. – Respondeu Ginny espantada com a pergunta.
- Porque é que acabaram?
- Porque descobrimos que o que sentíamos um pelo outro era carinho, carinho que se tem por uma irmã mais nova ou por um irmão mais velho, e eu não era capaz de namorar com o meu irmão. – respondeu enconlhendo os ombros. - Mas porquê Malfloy?
- Por nada. – Disso Draco. – E por favor, chama-me Draco.
- Draco. Tudo bem Malfloy … quer dizer Draco. – Disse Ginny corando levemente. – Se tu me chamares Ginny.
- Ok, Ginny. Sabes… sabes que és muito bonita? – Disse Draco, parando.
- O quê? – Disse Ginny incrédula, parando um pouco à frente do loiro e virando-se para este. – Brigada. – Disse Ginny corando e olhando para Draco que se aproximava dela.
Draco estava cada vez mais próximo de Ginny até que apenas estavam separados por centímetros. Draco encurvou-se pois Ginny era bastante mais baixa que ele, e ele colocou os seus braços em volta da sua cintura, ainda com os sacos. Os seus rostos iam-se aproximando e os seus olhos iam-se fechando, até que os seus lábios se tocaram.
Um arrepio de prazer percorreu todo o corpo de Ginny, fazendo com que esta larga-se os seus sacos, deixando-lhe as mãos livres para abraçar o pescoço de Draco.
Ao sentir o toque da ruiva, Draco também deixou cair os sacos das compras, ouvindo-se o som de algo a partir-se, mas nenhum deles se mostrou muito preocupado, continuando a beijar-se.
Colocou as mãos em volta da cintura de Ginny, erguendo-a no ar, fazendo com que esta ficasse ao seu nível, embora os pés da ruiva pendessem a uns dez centímetros do chão.
Quando o longo beijo terminou, Draco e Ginny olharam um para o outro sem acreditar no que acabara de acontecer.
Com relutância, Draco voltou a colocar Ginny no chão, que se apressou a apanhar os sacos. Com um gesto hábil retirou a varinha do bolso e lançou um feitiço para reparar as garrafas e os ovos que se tinham partido, e voltaram a andar silenciosamente até ao Quartel da Ordem.
E pronto, cá está o segundo capitulo. espero k gostem.
se puderem por favor deixem reviews nem k seja so para eu saber k está alguem a ler.
beijinhos
