Stan, Kyle, Kenny e Cartman, quatro amigos com personalidades distintas. Stan ecológico, Kyle é judeu, Cartman é manipulador e Kenny é pervertido. Normalmente quando estão juntos ou são para brincar como toda criança, ou brigar entre si, aprontar ou participar de algumas aventuras que acontece na cidade, mas hoje é um dia que está calados. Mas o que poderia acontecer?

Não é que todos estejam vestidos socialmente, sem algum agasalho na cabeça, com cabelos impecavelmente penteados (até Kenny conseguiu emprestado um terno com Stan e está sem capuz), tendo o Butters perto deles e expressões faciais neutrais e depressivas capaz de concorrer com os góticos. Afinal todos estão em um cemitério presenciando um enterro de uma moradora de South Park.

Lá está deitada em um caixão uma linda mulher jovem que morreu a flor da idade. Todos em South Park estão presenciando o enterro de uma moradora que nunca foi exemplo de comportamento, mas tinha uma personalidade bem agradável de conviver. Mais difícil são para os parentes e familiares, aonde uma senhora de idade sente na pele pela primeira vez a dor de uma mãe enterrar sua própria filha.

Foi um enterro comum, nada muito especial, mas mesmo com a saída das pessoas os cinco garotos ainda permanecem de frente do tumulo. Todos os garotos estão com olhos tristes, exceto Cartman que possui um olhar vazio que ninguém nunca viu em seus olhos. Quantas vezes leram e reler a lápide, já perdeu as contas.

"Aqui descansa Liane Cartman, boa filha, mãe e mulher. Que sua alma repouse nos céus".

Isso que acha irônico, pensa Cartman. Não foi a mesma 'boa filha' que saiu de sua cidade natal para morar em South Park e ter um comportamento de prostituta? Quantos homens foram para sua cama? Muitos. Cada homem da cidade montanhosa seja casado ou solteiro já entrou nas pernas de sua mãe.

'Boa mulher' meio que é irônico, afinal não foi ela que escondeu de todos que nasceu hermafrodita? Fora sua profissão, isso sempre foi um tormento para o Cartman, qual criança que merece escutar que a própria mãe (que era na verdade seu pai) era uma vadia que passava de mão e mão. Quantas vezes que acidentalmente acessou pornografia e diversos vídeos estava justamente a sua mãe? Sim, entre todos amigos Kenny é o que mais sabe sobre pornografia, mas Cartman sabe e finge que não sabe, afinal esse conhecimento faz ser tão ninfomaníaco como sua mãe.

'Boa mãe'. Em questão de dar presente Liane era excelente, quantas vezes que a mesma dava sem questionar o que Cartman queria, mas isso fazia uma boa mãe? Quantas vezes Cartman aprontava com todos? Quantos comentários racistas falava? Quantos atos de indisciplina que fez?

Tudo que fazia era para chamar atenção de sua mãe, mas a mesma só se preocupava em mimá-lo, enquanto passa boa parte trancada no quarto com seus 'amigos'. Sim, a falecida mulher se envolvia tudo relacionado a sexo, era uma prostituta de luxo que cobrava muito caro por seus serviços, tanto que poderia ter uma vida bastante em um mês só com um 'atendimento'. Só que ela não fazia por profissão, mas sim por prazer, afinal a mesma tinha praticamente uma coleção de vibradores de todos os tamanhos e formatos e um boneco inflável do António Bandeira, considerado o produto sexual mais caro do mercado. O problema que ela consumia grandes quantidades de drogas o que acabou gerando a sua morte: overdose.

- Vamos embora – disse Cartman para seus quatros amigos.

Os quatros seguiram em silêncio o recém órfão.

O enterro foi mais comum do que esperava. Nada de especial. Muitos choros e lamentações, mas boa parte vai esquecer do luto já no dia seguinte. Para Eric tentou ser forte, mas foi inevitável o derramamento de lagrimas, chorou em silencio, mas chorou que para ele era uma surpresa, afinal pensava que não conseguiria chorar mais.

Saindo do cemitério não deixa de pensar quantas vezes pisou naquele lugar, afinal boa parte das mortes do Kenny teve enterro. Já foi tantas vezes que até se sente um gótico por isso. Qual é a graça de passar o tempo no cemitério, pensa Cartman. Afinal não tem nada demais, só lapide, poeira e só, mas para quatro garotos de South Park, isso é um santuário dos góticos. Não entende os quatros.

Só sabe o nome de um deles, Michael, o gótico mais alto. O que pode dizer sobre ele: alto, pálido e sarnento, não vai ser surpresa nenhuma se descobrir que ele é ruivo, Cartman aposta que ele é.

Tem o gótico mais novo, mais ou menos da idade do Ike. Estranho ver um garoto da idade dele usar batom.

O gótico de franja vermelha parece emo. Para falar a verdade, Cartman não sabe diferenciar quem é gótico e quem é emo, sabe quem é vampiro já que os góticos no passado fizeram uma palestras para explicar as diferenças.

A garota gótica é a única que consegue ver a única que tem uma personalidade diferente dos demais. Acha que a única garota é a mais ousada entre os outros góticos já que dirige o carro dos pais. Sem contar que acha ela... bonita. Seria cego se não reparasse que a mesma é alguém que tem 'ossos grandes' como ele, mas diferente de Lisa Burguer, ela sabe se vestir e o visual preto cai muito bem nela.

- Cartman, você está bem? – pergunta Kyle preocupado.

- Estou, no limite do possível – responde.

- Eu já pensei algumas vezes que seria melhor que meu pai morresse, mas vejo que agora era tão iludido com esses pensamentos – disse Stan.

- Não se preocupe Stan. É normal a gente olhar o erro dos nossos pais e ficar indignados com suas falhas, mas eles não deixam de ser nossos pais. A gente só se dar conta quando nos momentos mais difíceis da nossa vida – diz Cartman.

- Então se arrepende de não ter tido uma relação melhor com sua mãe? – pergunta Kenny.

- A única coisa que me arrependo é não ter conseguido tirar a minha mãe do mundo da prostituição e das drogas. Eu sempre procurei mostrar pra ela que existe outros métodos de ganhar dinheiro, mas infelizmente eu falhei.

- Era por isso que você sempre tinha planos de conseguir dinheiro? – pergunta Butters.

- Sim, era. Queria provar para a minha mãe que era possível viver sem precisar vender o corpo, mas infelizmente eu falhei. Não vou culpá-la por sua morte, afinal ela estava vivendo a sua vida.

- Você não pode se culpar por isso, Cartman – disse Kyle em um dos raros momentos que tenta confortar seu maior rival.

- Não imagino que esse seja o problema agora.

Os quatros olham com duvida o menino.

- Mudando de assunto que vocês acham de Butters definitivamente andar com a gente? – pergunta fazendo um meio sorriso.

Stan, Kyle e Kenny se espantam e Butters fica naquela expectativa da resposta, já que tempos passados estava no lugar do Kenny, mas foi rejeitado por eles.

- Para mim tanto faz – responde Kenny dando os ombros.

- Se o Kenny concorda a gente concorda – responde Stan e Kyle só confirma com um balanço com a cabeça de afirmação.

- Obrigado amigos, prometo que não vou decepcionar – disse Butters.

- Por que só agora que chamou o Butters para andar com a gente? – pergunta Kyle.

- Primeiro que já se mostrou muito confiado, diferente dos outros colegas nossos filhos da putas, só Butters que ficou com a gente. E também já adianta um possível substituto para mim.

- Como assim substituto? – pergunta Kenny.

- Encaramos os fatos. Minha mãe morreu bem provável que seja mandado ou para a casa dos meus parentes ou mesmo para um orfanato.

- Não tem como você permanecer em South Park? – pergunta Stan.

- Eu ainda não sei, bem provável que eu saia da cidade. Duvido muito que alguém dessa cidade me adote. Eu não me incomodaria de morar sozinho, mas os adultos daqui são ignorantes e bem provável que me forcem a ir para um orfanato de qualquer jeito.

Os quatros ficam sem palavras com o anuncio de Cartman. Ambos caminham para suas respectivas casas em silêncio. Quando Cartman chega na sua casa tem uma surpresa: encontra a sua avó, tio, tia e seus dois primo (Alexandra e Elvis) esperando por ele.

- Meu netinho querido precisamos conversar – a senhora Cartman já aborda o assunto direto.

Cartman sinalizam com a cabeça e todos entram na casa. Todos se sentam.

- Como você se sente, querido? – pergunta a avó.

- Difícil de dizer vó. Sei que era para me sentir triste, mas meio que esperava isso algum dia.

- Como mãe é muito difícil para mim ver minha filha morta. Tipo sei que não foi a nossa culpa a morte dela, mas me sinto responsável pela morte dela. Se eu tivesse criado com mais rigor talvez esteja viva agora.

- Eu não acho que mudaria não muito, já que nossa família é famosa por sua teimosia.

Todos riem. É fato que todo Cartman é teimoso.

- Então, quando eu vou para um orfanato então? – disse Cartman já indo direto ao assunto.

Os outros Cartmans se espantam com as palavras do mais novo.

- Querido, nunca permitiremos que você fosse para um orfanato, afinal você é na família – disse a tia – estou pensando em te adotar.

- Me adotar?

- Isso, seu panaca, eles querem te adotar – disse a prima do Cartman que é dois anos mais velha do que o garoto.

- Vai se fuder, sua puta.

- É você que vai se fuder, seu viadinho.

- Calado os dois – disse avó fazendo que os dois netos se calem.

- Então, Eric, aceita que eu te adote? – disse a tia.

- Sim, com uma condição, que eu não saia de South Park.

- Eu acharia uma idéia melhor – disse a tia sorrindo.

- Lisa. Você sempre queria morar no interior, né? – disse avó.

- Mãe – a mulher cora.

- Que merda. Por sua culpa a gente vai ter que morar nesse fim de mundo – disse Alexandra.

- Fim do mundo é para onde que veio, sua chata.

O tio se levanta e coloca a mão no ombro de Eric.

- Sei que você passou muita barra, garoto, mas prometo que vamos cuidar de você. Vou tentar ser um pai para você.

Irônico pensar que precisou perder a própria mãe (que era seu pai na verdade) para ganhar o que sempre procurou: uma verdadeira família. Claro que Eric sente saudades de sua mãe e nunca vai esquecer dela. Mas por fim ganhou uma nova família, que não esperava.

- Obrigado – Eric não consegue segurar as lagrimas.

CONTINUA

É o segundo capítulo dessa nova fic. Resolvi mudar o nome da fanfic já que esse nome vai ter uma importância na história, aguardem.

Eu sou fã de Liane Cartman, mas nessa fanfic tive que fazer algo que nunca esperava de mim: matá-la. O consumo de drogas de Liane é revelado no jogo atual de South Park quando você entra (pode encontrar quatro ou cinco tipos de vibradores diferentes no quarto dela).

Bem provável que Liane possa a ser uma prostituta de luxo, afinal suas roupas no dia a dia são de uma mulher normal, que pode pressupor que ela possa ser de luxo, assim ganhando muito bem. O boneco inflável do António Bandeira tem a seguinte descrição: "mais caro que uma noite do próprio António Bandeira" que pode levar a questão que Liane tenha condições financeiras altas.

Claro que tem o episodio aonde Cartman e Butters descobre que os Cartmans são os mais pobres, mas pode ter duas teorias sobre isso: uma que Cartman fez todo aquele drama para trazer o Kenny de volta e segundo que Liane sabe muito bem esconder sua renda.

Então Liane pode ser uma usuária de drogas como maconha e crack (meio difícil de pensar que essa droga ainda é comercializada nos E.U.A já que essa droga meio que sumiu no país). Eu poderia trazer um personagem pra ficar com ela, mas isso me impediria de trabalhar com os outros familiares de Cartman como os dois primos de Cartman por exemplo.

Nesta fanfic a mãe de Cartman é um hermafrodita mesmo. Lembrando que o tempo da história se passa quando os personagens são crianças, no próximo capitulo já mostro como eles estão adolescentes.

Espero que tenham gostado da fanfic, até a próxima.