Disclaimer: personagens e lugares pertencem a JK Rowling e à Warner Brothers. Fanfiction escrita sem fins lucrativos.

Quaisquer semelhanças com outras fics não passam de meras coincidências.

Avisos: fanfiction não apropriada a menores de 13 anos.

Spoilers: PF, CdS, PdA, CdF, OdF, PM, TdM

Sumário: colectânea de drabbles relativas às duas guerras no mundo mágico. Porque morrer é fácil, o difícil é sobreviver…


CLOSURE – APRENDENDO A DIZER ADEUS

SÃO ESTRELAS, AVÓ

Andromeda ainda os ouve. A todas as horas do dia, a todas as horas da noite, em todo e qualquer lugar. Eles ainda lá estão.

"Não te preocupes, Dromeda, vai tudo correr bem", ri Ted na sala ao recusar registar-se como feiticeiro de origem Muggle.

"Não se preocupe, Andromeda, eu prometi que tomava conta deles", assegura Remus no vestíbulo ao informar que vai partir para a Batalha de Hogwarts.

"Não te preocupes, mãe, eu volto em breve", sussurra Nymphadora no quarto ao anunciar que vai seguir o marido para o campo de batalha.

Andromeda ainda os chora. O marido que não vivera para conhecer melhores dias. O genro que sucumbira no cumprimento da sua promessa. A filha que nunca voltara a casa. O neto que tão pequeno ainda perdera quase tudo o que tinha.

Ela chorou-os por quatro anos. E chorava-os naquela noite quando o sentiu.

Pé ante pé, Teddy atravessara o quarto, trepara à cama e enroscara-se nos seus braços. Limpara-lhe as lágrimas que escorriam pelo seu rosto triste e cansado. O luar iluminou o seu sorriso de menino. E ouviu-o: "Não chores, avó. Eles conseguem ver-te e vão ficar tristes!"

Seguiu o indicador minúsculo que apontava a alta janela de vidro. No céu azul-noite piscavam intermitentemente três estrelinhas cintilantes.

Andromeda não mais chorou depois daquele momento. Ted, Remus e Nymphadora tinham partido. Mas ainda tinha Teddy consigo.

(E reparou que aquelas estrelas nunca antes haviam brilhado com tamanha intensidade.)


Notas: a ordem das memórias não segue a importância que Andromeda lhes dá, mas a ordem pela qual aconteceram.

Para a Elea, na esperança que ela um dia venha a ler isto e a entender porque nos fez chorar a todos naquela noite, três Verões atrás.