Fanfic escrita para a 3ª Edição do projeto Like A Brother My Ass do fórum 6V.
Capa: http: //i220 .photobucket .com /albums /dd88 /heartt_breaker /tell -you -i -need -you .jpg (só tirar os espaços) - Por Draquete.
Beta: Karen Pads.
Disclaimer: As personagens não me pertencem, só a estória.
Hope you enjoy :*
Tell you I need you.
Por Jessi S.
I have absolutely nothing for you but my love. Sorry about that.
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Sirius Black se deparou com uma imensidão verde: o gramado dos campos de Hogwarts. O céu exibia um belo crepúsculo que ajudava a manter a temperatura daquele fim de tarde aquecida, morna. Assim como o coração de Sirius se encontrava. O belo rapaz de cabelos pretos, cujos fios bem cuidados se acomodavam em seus ombros largos, sentia-se em paz. Não havia absolutamente nada com o que se preocupar naquele momento. A não ser, talvez, em se aproximar daquele belo rapaz que repousava no tronco de uma macieira.
Seus cabelos castanhos emolduravam seu rosto de traços delicados e a franja caia displicente pela testa de Remus Lupin. Seus olhos, de uma cor âmbar, encontravam-se fechados. Seu rosto demonstrava uma serenidade invejável. Ao seu lado repousava um livro de aspecto velho.
Sirius abriu um sorriso e a vontade de correr até o outro na forma de Padfoot, deitar sua cabeça nas coxas de Lupin e receber afagos em suas orelhas, era grande. Mas quem disse que o homem não poderia fazer isso?
Com passadas largas, o jovem esguio fez seu caminho até o outro, nunca parando de sorrir. Chegando, sentou-se ao lado de Remus, acomodando o livro em seu colo. Olhou para o lado e percebeu que mesmo estando com os olhos fechados, um sorriso tinha nascido nos lábios vermelhos do outro.
O moreno decidiu por repousar suas costas no tronco da bela árvore, e no processo acabou por encostar o ombro ao do rapaz ao seu lado. Fechou os olhos acinzentados.
- Padfoot, pode fazer o que tem vontade. - Sirius abriu os olhos e os conectou com os olhos âmbares de seu amigo. Sem precisar ser avisado novamente, deitou-se na grama e repousou a cabeça no colo de Lupin. Ainda segurava o livro em mãos.
- Moony, como sabia? - seu rosto se contorceu em uma expressão de curiosidade, enquanto observava todos os detalhes do rosto do castanho.
- Eu simplesmente sei Sirius. - Sem delongas, o lobisomem voltou a encostar-se ao tronco e a fechar seus olhos.
Black sorriu matreiro e virou sua cabeça, ficando com o rosto na direção da barriga de Moony. Foi aproximando seu rosto até sentir a pontinha de seu nariz tocar o tecido da camisa do outro. Antes que Lupin pudesse dizer algo, sentiu os dentes de Sirius se cravando alí, próximos de seu umbigo, em uma pequena mordidinha que fez o lobisomem se contorcer e um arrepio percorrer sua coluna.
- Paaadfooot, isso faz cócegas. - Remus deu uma risadinha antes de sentir sua gravata ser puxada, fazendo com que o mesmo tivesse que abaixar o rosto.
Abriu os olhos quando a ponta de seu nariz encostou-se à de Sirius. O moreno esfregou seu nariz no do outro e encostou os lábios. Levou a mão que outrora segurava a gravata vermelha e dourada de Remus e repousou a mesma na bochecha de quem estava beijando. Remus pousou uma de suas mãos no peito largo de Black e a outra foi correr seus dedos por entre os fios pretos. Iniciaram o beijo desajeitadamente, já que não estavam na melhor das posições. Mas quem se importa?
O beijo foi lento e preguiçoso e logo os dois separavam as bocas em busca de ar. Remus voltou a sua posição original, mas não interrompeu o carinho no outro.
Sirius se ajeitou novamente e pegou o livro em mãos. Olhou para a capa e franziu o cenho. Lupin fez um pequeno gesto com a coxa, sinalizando que gostaria que Sirius se levantasse. Assim que o moreno o fez, Lupin se levantou e limpou as vestes.
- Padfoot, abra o livro onde está indicado. - Sorrindo seu sorriso mais adorável, o castanho fez seu caminho de volta ao castelo, sendo acompanhado em todo o trajeto por olhos de um tom cinza.
Quando não viu mais sinal do outro, Sirius voltou seus olhos ao livro e abriu na página que era marcada por uma rosa. Um pouco curioso, Black folheou o livro e percebeu que suas páginas estavam em branco. Franziu o cenho novamente e voltou à folha indicada. Em uma caligrafia delicada, que Sirius reconheceu como sendo de Remus, ele leu:
Não tenho absolutamente nada a lhe oferecer, somente o meu amor. Desculpe por isso.
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- Sirius! Sirius! - arregalando os olhos, o moreno se viu sendo sacudido por ninguém menos que Remus Lupin. Havia adormecido na poltrona, depois que a reunião da Ordem da Fênix se encerrou na manhã do mesmo dia. Estava sem a mínima vontade de voltar para seu quarto.
- O que, o que foi Moony? - Sirius se assustou um pouco quando reparou que o outro estava mais pálido que o normal. Seus olhos âmbar estavam mais escuros.
- Harry! Voldemort implantou uma falsa memória em sua cabeça e Harry achou que você estava sendo torturado no ministério. Ele caiu em uma armadilha, Padfoot! A Ordem está voltando para cá e vamos aparatar lá! Ele, Ron, Hermione e outros poucos estudantes estão em batalha com Comensais da Morte. Ele sabe Sirius! Ele foi atrás da profecia!
Sirius Black se ergueu em menos de um segundo e seu coração começou a pulsar mais rápido. A sensação de pânico começou a entrar em seu corpo e em poucos segundos, ele estava se agarrando a Lupin.
Surpreso, o lobisomem passou os braços pelo pescoço do outro e sentiu o moreno enterrando o rosto na curva de seu pescoço. Se a situação não fosse tão crítica, estaria se aproveitando dela. Sirius aproximou seus lábios da orelha da orelha de Remus.
- Não podemos deixar que nada aconteça a ele. James e Lily não iriam nos perdoar. Não podemos Moony! Não podemos! Não podemos! - Remus apertou mais e mais seus braços ao redor do outro, sentindo seu coração se retesar por conta do tom de voz de Sirius. Suplicante, perdido.
- Padfoot, olhe para mim! - puxou o rosto do moreno, vendo que os olhos dele estavam cravados no chão, brilhantes por conta das lágrimas. Lupin lutava para segurar suas próprias lágrimas. Seu menino precisava dele. - Nada vai acontecer a Harry, está bem? Eu não vou permitir, nós não vamos permitir.
Depois de alguns minutos, Sirius recuperou um pouco a compostura e olhou fundo nos olhos do lobisomem. Lupin se sentiu despido diante do gesto.
- Moony, eu preciso de você. Eu amo você. Eu… - os dois se sobressaltaram com o barulho da porta sendo escancarada. Kingsley atravessou o Hall, seguido de Moody, Tonks e outros membros da Ordem.
- Nós temos que ir, agora. - o tom imperativo na voz do ex-auror não deixava duvidas de que a situação era séria.
Todos se aproximaram do casal na sala. Remus, gentilmente, segurou a mão de Sirius, entrelaçando seus dedos. Aparataram no Ministério da Magia. Um lugar cheio de segredos. Misterioso como a escuridão. Mortal como só a guerra poderia ser.
