Título – Fairy Tale
Resumo: Em um mundo tomado de magia guerreiros fortes e corruptos, uma lenda permaneceu, quem vai salvar a princesa? Heero & Relena
Disclaimer: Gundam Wing não me pertence (sim, sim, é a dura realidade T.T). Quem tem todos os seus direitos é a Sunrise e blá, blá, blá...
Ah sim, não ganho nadinha com isso, só o mero prazer de escrever!
Música do Capítulo – Of Keeping The Fire Down (Mortal Love)
ATENÇÃO: As personagens Cléo e Kelly são uma criação minha, se vocês quiserem usar, me peçam e me dêem os devidos créditos!
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Capítulo002 – O Resgate Real
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-O que diabos...? – Exaltou-se Cléo diante da cena, genuinamente chocada, deixando-se levar pelo momento – Por que ela fez isso? – Olha em volta, procurando nas faces confusas por uma resposta, tal qual uma criança exigente.
Todos pareciam paralisados em seus lugares, ainda sem saber ao certo o que esperar ou o que fazer, sem o mínimo de reação. A suposta princesa se levanta do trono onde estivera sentada, o vestido tomando sua real imponência, de tanto valor quanto qualquer outra peça de tesouros, fino e requintado, o azul levemente mais escuro que seus olhos refletindo as luzes flutuantes, em uma cena melancólica.
A moça encara todos os presentes que ainda tinham cara de incrédulos, olhando-os de maneira fria, Heero se levantando logo em seguida, também passando a encara-la, ferino, exigindo uma explicação.
Ela o ignora, sua voz saindo como a de uma fada, suave, mas forte, de uma maneira realmente real, firme.
-Precisamos sair daqui – E já toma a direção da porta, passando pelo meio do grupo, que a seguia com o olhar.
-Espere aí! – A ruiva, esquentada, perdendo o seu curto autocontrole – Você nos deve uma explicação! Afinal de contas, quem é você? Por que temos de nos apressar e o que diabos foi isso agora com o Heero? – Despeja as perguntas, mexendo as mãos de maneira italiana, visivelmente irritada por não saber o que se passava.
A moça suspira de onde estava, as costas retas em uma postura altiva, a expressão vazia de seu rosto fazendo-o irreal, de porcelana intocada.
-Eu precisava da energia dele para me recuperar por completo – Murmura – Você não leu isso no livro? – Se limitou a dizer, foi direta, quase seca, mas ainda assim, guardando uma pontada de receio e dúvida, uma sobrancelha erguida.
Todos se reúnem em torno do livro e se põe a procurar, as páginas fazendo barulho enquanto as viravam, rápido. A menina cruza os braços, mordendo o lábio inferior.
-Ah, está aqui mesmo... Não tinha visto... – Diz Cléo, com uma voz que expressava desculpa genuína, mas sendo seguida por alguns "nem eu" que a fazem se sentir melhor. Toda a sua irritação tinha sido varrida.
-Bem, agora temos de ir, poderemos deixar as perguntas para depois, certo? – Vira-se, subitamente - Estão preparados? – Pergunta, encarando a porta por onde haviam entrado, segurando as pontas do vestido longo.
-Ir? Com todo este tesouro aqui? Nem pensar! A gente vai pegar um pouco antes! – Exclama Duo olhando para a moeda que havia pegado na sala anterior, grande demais até para que ele fechasse a mão em torno dela.
A menina parece se irritar, enquanto cruzava os braços, a sobrancelha erguida se encaixando tão bem em sua face como qualquer outra expressão, a pele lisa e sem marcas, clara e de aparência fina fazendo tudo parecer excessivamente perfeito.
-Mais uma vez, vocês não leram no livro que a maldição dos que me liberassem de meu sono seria a libertação de monstro e a destruição de meu palácio? – Pergunta, já sem muita paciência, mantendo a pose altiva, típica da realeza.
-Monstro? – Pergunta Duo engolindo em seco, sua determinação pelo ouro desaparecendo em um instante. Muito trabalho...
Mais uma vez todos se reúnem em torno do livro, procurando ver o que a moça havia falado, mas nada havia sobre o assunto, por mais que revirassem as páginas, e é só aí que Wufei nota uma coisa, um pequeno detalhe, que provavelmente fazia toda a diferença.
-Gente... – Mas ninguém prestava atenção no que ele dizia, todos discutindo sobre o tal monstro, exaltados – Gente... – Tenta mais uma vez, inutilmente – GENTE!
Todos se calam e olham para ele – Vocês não viram que está faltando uma página do livro?
Heero revira os olhos, descrente com a informação, a suposta princesa ainda permanecendo longe, perto da porta. Os outros se postaram a observar constatando que este realmente pulava da página 358 para 362. E ainda havia uma marca que indicava que algum dia havia tido uma página por ali.
-Cléo! Como você pôde deixar isso passar? – Era Heero que ralhava, irritado por não estar no controle da situação, sem saber o que os esperava, podendo não estar preparado para a situação. Racional como era, gostava de planejar cada passo do plano, e aquela situação não estava prevista, nem em seus mais remotos sonhos.
E se tinha algo que odiava, era não estar no controle da situação. A ruiva permanecia calada, sabendo que fora a culpada, nervosa, sentindo-se mal. Morde o lábio com força, remexendo as mãos.
-Oh meu Deus, se eu soubesse que haveria monstros eu não tinha vindo! – Exclama Duo, mal-humorado. Agora era batalhar, batalhar, batalhar, se acabar para sair, já estava ficando cansado da rotina.
O caos se instaurara no grupo, que agora, irritado e temeroso, brigavam uns com os outros por nenhum motivo além de sua própria insegurança.
-Ora, então você é um covarde Maxwell? – Pergunta Cléo ajeitando os cabelos, jogando os cachos laranjas, colocando-os para trás. A sentença somente para provoca-lo. Ela costumava fazer isso quando não sabia o que fazer, o descontrole sendo claro para quem visse de fora.
-Ora sua...
Kelly ia interromper, o cabelo escorrendo para frente, excessivamente liso em seu rabo-de-cavalo-alto, mas é interrompida enquanto pegava o ar.
-Vocês querem parar? – Exclama Heero, vendo que se aquilo continuasse, iria muito longe, retomando as rédeas do que acontecia. Dá uma rápida olhada para Wufei, que parecia disposto a colaborar consigo – Temos de sair daqui o mais rápido possível, antes que viremos aperitivos, está bem para vocês? – Usava um tom rígido, como um comandante de exército, imperativo, como que acostumado a ser obedecido.
Assim que terminara de falar, ouviram um rugido ensurdecedor, ainda longe, fazendo-os sentirem um arrepio percorrendo suas espinhas. Era agora ou nunca.
-Vamos gente – O grupo se reúne, mantendo-se próximos uns dos outros, prontos para o que pudesse vir pela frente.
Mais uma vez, podiam sentir a adrenalina alta, fazendo as palmas suarem e o coração bater, acelerado. Aquela era uma sensação constante para eles, aparentemente.
Teriam de voltar para a sala de onde vieram, ou a magia de transporte não funcionaria. Às vezes aquelas regras eram somente ingratas e inoportunas. Começaram a andar um tanto quanto inseguros, o medo sendo somente do inesperado, e de como lidar com ele.
Só agora reparavam o quanto aquele castelo era sinistro, em sua escuridão esquecida.
Heero ia mais a frente, como se nada tivesse a perder, por isso, não soubesse a sensação de temor ou medo, seguido de Wufei, segurando Kelly firmemente pela mão, Duo e Cléo logo atrás, com Relena.
Volta e meia alguém tinha certeza que via sombras se arrastando nos longos pilares que sustentavam o peso das paredes, mas não comentava nada porque sabia que já estavam assustados demais e porque tinham certeza que os outros já haviam reparado também.
Caminharam durante uma hora sem menores problemas, acompanhados apenas pelo som de suas respirações intercaladas, e os pés contra o tapete sobre o piso brilhante, quando ouviram um barulho ensurdecedor, que parecia um rugido de alguma besta ferida, ainda mais alto do que antes.
A primeira reação de Kelly foi olhar para os cantos, como se estudasse o cenário, não falhando em notar que as pequenas bestas dos pilares haviam sumido.
-Porque tenho a impressão que agora, precisaremos correr? – Comentou Duo com um certo quê de pânico na voz, o grupo forma um círculo, olhando em volta.
-Se me permite, princesa! – Heero pega a moça no colo, porque tinha certeza que ela não conseguiria correr com um vestido comprido. A dama pôs-se surpresa e ficou injuriada a princípio, e até reclamou um pouco, mas assim que a fera grunhiu de novo, se agarrou à capa do cavaleiro.
Correram como loucos, uns seguindo os outros, até se darem conta de que não faziam a menor idéia de onde estavam, não tendo ninguém a quem culpar, sendo um sentimento conjunto.
-Mas como vocês puderam se perder? – Pergunta Relena, ainda no colo de Heero, levemente irritada, com trejeitos de princesa, menina mimada – Só a um caminho, em linha reta, para se seguir!
-Tá legal princesa – Exclama Duo – Mas você mora aqui há muito mais tempo que a gente e deve saber todos os lugares desse castelo, mas nós não. Além do mais, as portas são muito parecidas, não sei como não nos perdemos antes!
-Ótimo! – Exclama novamente, sem doçura na voz, imperatriz – Vocês pelo menos tem noção de quanto tempo andaram até meu quarto?
-Foram umas duas horas... – Fala Wufei, o mais exato, calculando o tempo exato, pensativo
-Então a sala está lá atrás! Já passamos por ela há algum tempo! – Fala a dama, com tom cansado, desistindo de pôr-se superior, o teatro lhe sendo cansativo.
-Oh, duas, vocês tão muito quietas, o que pensam sobre isso? – Pergunta Duo, encarando-as de sua usual forma divertida, para Kelly e Cléo que estavam paradas de frente para o resto do grupo, as bocas fechadas há alguns minutos, desde que o diálogo tivera início.
-Dra-dra... – Começou Cléo murmurando, os olhos arregalados.
-Querida, aqui ninguém morde, pode falar! – Duo olha para a ruiva, estranhando, percebendo que ela tinha uma cara assustada – Dra o que?
-Dragão! – Termina Kelly
O resto do grupo se vira, bem a tempo de ver uma enorme figura, repousando nas trevas, os olhos grandes, abertos, encarando-os, vindo devagar, como uma víbora preste a soltar veneno. As escamas douradas reluzindo de forma perigosa, a fumaça que saía de sua boca, muito mais aterrorizante do que seu tamanho ou seu caminhar lento.
Mais alguns passos gigantescos e estariam perdidos.
-Ai meu Jesus Cristinho! Agora já era! – Exclama Duo, a constatação na hora errada.
Rapidamente, Heero põe Relena no chão, sacando sua espada, a mente fria de guerra, correndo para cima do monstro, sendo logo seguido por Wufei – Me dá cobertura! – Grita.
O moreno sempre fora bom em situações de estresse, nunca temendo por estas, agindo rápido, não dando tempo para processar o medo, combatendo o mal antes que isso pudesse ocorrer.
Saindo do transe em que se encontravam pela surpresa, Kelly, Cléo e Duo também partem para cima, o dragão, visivelmente alterado pela movimentação súbita, começa a cuspir fogo para todos os lados, este ficando no ar antes de desaparecer.
Pelo menos, se levassem em conta que o comprido corredor em que se encontravam não era largo e a fera mitológica não conseguia abrir suas asas, tinham sorte por ele não conseguir ataca-los de cima, do ar, ou estariam totalmente perdidos.
Ele se mexia desajeitado, seu tamanho agindo contra ele, tentando, inutilmente, alcançar aqueles que corriam em torno dele. Cléo faz um feitiço básico e acerta a pele do dragão, mas isso não faz efeito, pois o dragão possuía a pele dura e impenetrável, a prova de magia, mas aquilo o aborrece e a besta levanta a pata jogando Wufei contra a parede, apenas para coloca-la novamente no chão.
-Wufei! – Grita a elfa, indo ao seu encontro, jogando-se a seu lado, largando sua katana – Você está bem? – Sua voz era carregada de preocupação, assim como os olhos amendoados de cor escura.
O moreno tinha um filete de sangue escorrendo pelo canto da boca e respirava pesado. Não responde e ela não se surpreende. Apóia-se na parede, voltando a se levantar, rapidamente com a ajuda da mesma.
A moça de corpo esguio se levanta a seu lado, pronta para eventualidades, encarando-o com profundidade, quase se esquecendo da cena de batalha.
-Wufei! – Era Heero, trotando a seu encontro, ofegante – Está bem? – Mas a pergunta era quase retórica, enquanto emendava – Preciso que me dê cobertura, sim? O Duo também vai fazer isso – E, pela primeira vez, virou o rosto para a de cabelos lisos, que o encarava de sua usual forma agreste. – Você Kelly, tire a princesa e a Cléo daqui, vão à frente que a gente alcança vocês!
Não tinha tempo para discutir, mas percebeu que ela retrucaria, teimosa.
-Como? A gente sempre luta junto, não é porque— – Mas a moça é interrompida, por um Heero impaciente e apressado.
-Mas das outras vezes não tínhamos uma princesa com a gente, certo? – Inquire usando o óbvio, levantando uma sobrancelha e depois se virando, sem esperar por mais, correndo para onde Duo e Cléo continuavam a lutar com a fera.
Ainda insatisfeita com o plano insensato de separarem-se, Kelly se junta a Relena e logo Cléo também aparece, não tendo tempo para mostrar seus pareceres sobre o plano, a pressa se pondo contra elas, enquanto corriam na direção oposta do dragão, deixando os meninos para trás.
-É melhor nos acompanharem antes que o monstro que guarda o castelo nos alcance! – Murmura a princesa, como se soltasse para o vento, enquanto corriam.
-Como assim? – Pergunta Cléo, sempre incapaz de controlar-se, incrédula – O monstro não era o dragão? – A ruiva fez menção de parar por um momento, mas logo voltando a corrida ao perceber que as outras duas não parariam.
-E você acha que aqueles monstros teriam medo de um simples dragãozinho? – Esnoba Relena, seu estado real voltando a abater-lhe, tornando-a momentaneamente desagradável.
-Agora é que eu não quero saber o que guarda esse castelo mesmo! – Exclama a elfa, um arrepio percorrendo sua espinha, se pronunciando pela primeira vez desde que aquela corrida começara. Seus pensamentos se voltando para Wufei, Heero e Duo, deixados para trás.
Só esperava que estivessem bem.
-Droga! – Murmurava Duo olhando a ponta das tranças, que estavam chamuscadas, assim como metade da capa, além de estar todo sujo de fuligem, que não cessava de cair do céu, enquanto o ser mitológico soltava fogo a torto e a direito.
O estado dos outros dois não era melhor, Wufei tinha um machucado na perna que tinha sido causado quando o dragão o jogara na parede pela terceira vez, Heero, cansado, estava coberto de suor, os braços machucados e queimados no processo, ainda mantendo sua espada em punho, firme, sem que se importasse.
É quando o monstro levanta a pata novamente que Heero vê sua oportunidade, passando por baixo dessa, correndo para trás do dragão, sem que esse percebesse, subindo no rabo do animal, escalando até as costas. Fato que é finalmente percebido pelo lagarto, que começa a se mexer muito mais, tentando virar para trás e queimando tudo em volta, as cortinas empoeiradas, o restante do tapete, derretendo os vidros, desequilibrado.
Heero segura-se em um dos espinhos gigantescos presos as costas da fera, mantendo-se no lugar, imóvel.
Duo aproveita a deixa e espeta a sua espada entre a unha e a carne do dragão, fazendo com que esse urrasse de dor, o que estava pendurado, aproveitando deste momento de delírio do animal, sobe até seu pescoço em uma fácil escalada, enfiando sua espada no olho esquerdo do dragão, tirando-a logo em seguida, fazendo-o urrar de dor e desespero.
Mais uma vez, sem dó, nem piedade, lutando por sua sobrevivência, o moreno enfia a espada na boca do dragão, perfurando-a, atravessando-a para baixo, sua ponta saindo para fora da pele. Esse parece tonto por um instante, dá um gemido estranho e cair para frente, derrotado.
Heero que havia se equilibrado nas várias vezes que o animal se remexera, tal qual um touro em um rodeio, se desequilibra quando este tomba para frente e acaba sendo impulsionado para o ar, caindo no chão duro, aos pés de Duo.
-Você tá bem Hee-chan? – Pergunta o rapaz de tranças chamuscadas ao outro aos seus pés, logo o ajudando a se levantar.
Heero se põe de pé como se nada tivesse acontecido, os olhos ainda frios, sem nada demonstrarem, voltando alguns passos, subindo de leve no gigantesco cadáver, pegando sua Gladius¹, que estava ainda presa à boca do dragão – Temos de ir rápido se quisermos alcançar as meninas!
-Então me ajuda aqui. – Heero se vira e vê Duo "carregando" um Wufei com uma perna furada, demasiadamente danificada para conseguir andar. Sem pensar duas vezes, o guerreiro passa a ajudar os amigos e assim, partem o mais rápido que lhes era possível, ao encontro das garotas.
É só algum tempo depois que lhes é permitido alcançarem as três que os esperavam na porta certa. Kelly e Relena ajudam a carregar Wufei, apressando o processo, enquanto Cléo já se preparava para fazer o feitiço.
Graças aos céus esse não era um feitiço complicado e não precisava de grandes preparações, energia ou concentração, pois, assim que estavam todos em suas devidas posições, em círculo e de mãos dadas, dentro da sala vazia onde haviam chegado. A porta já fechada, conseguiram ouvir um barulho alto, ensurdecedor e, terrivelmente próximo, algo entre um grito e um chamado de guerra, agudo e feroz.
-O que diabos foi isso, agora? – Pergunta Duo, em sua ignorância abençoada, juntando as sobrancelhas, olhando para trás.
-Melhor não saber! – Responde Kelly, seca, simplesmente, uma atestação.
Todos fecham os olhos com força, sentindo enquanto tudo em volta deles parecia incerto, como se voasse, todo o cenário tremendo, a barriga dando uma volta desconfortável.
E de repente, para uma grande benção, sentem o cheiro de terra molhada. Haviam voltado para a floresta! As meninas comemoram dando pulinhos aliviados, os rapazes respirando, aliviados. Era mais uma vez que escapavam por pouco de poucas e boas.
Uma vez aquela vida que levavam terminaria por extermina-los. Tão distraídos estavam que não notaram seus arredores, pessoas que se aproximavam, sorrateiras, numerosas na escuridão da madrugada.
-Agora, senhores vão me contar o que aconteceu lá para que chegassem a esse estado? – A voz de Kelly era leve, embora os olhos percustradores olhassem diretamente para Wufei, fazendo-o perceber que falava sério. Eram uma dupla estranha, um casal que se comunicava sem as palavras.
Todos pareciam não saber o que responder, sentindo-se intrometidos em uma cena que não deveriam estar, quando acontece algo que não esperavam, sua guarda baixa os traindo, salvando-os dos olhos escuros olhos de Kelly, mas expondo-os a piores tipos de perigo.
-Vocês desonraram as leis e agora serão presos! – Anuncia a voz, vinda da escuridão maldita, apenas para acender uma tocha, revelando sua presença.
O grupo os encara, surpresos. Era um general de meia idade, rosto anguloso e orgulhoso e que devido a sua falta de policiamento, agora estava parado muito próximo a eles, cercado de servidores, soldados, todos terrivelmente armados, parecendo estarem voltando de uma batalha, mas sem o cansaço nos olhos. Sem que pudessem perceber, estavam cercados e era improvável que conseguissem escapar.
Na sua atual situação, machucados, desgastados, cansados, sem energia e sem vontade, se deixarem serem presos sem resistência, rendendo-se, as cordas sendo amarradas em seus pulsos, enquanto eram obrigados a andarem em linha, uns próximos aos outros, prisioneiros.
-E por essa agora, eu não esperava! – Murmura Duo baixinho para Cléo, enquanto terminavam de prende-lo para que pudessem seguir seu caminho desconhecido.
Continua!
1 – Como foi prometido, aqui estão os tipos de armas utilizadas por nossos protagonistas:
Heero – Carrega uma Gladius, uma espada da Roma Antiga, sendo uma faca de dois gumes, antes utilizada pelas legiões romanas. Ela tinha um comprimento de cerca de meio metros, mas cinco centímetros enfiados no corpo do adversário eram o suficiente para derrubar.
A arma foi adaptada a partir das espadas curtas usadas pelos mercenários celtiberos durante as Guerras Púnicas.
O objetivo de usar esta arma eficaz, considerada a melhor espada que sempre existiu desde o ponto de vista prático e estratégico, e causou mais mortes na Antiguidade, foi marcado pelo Império Médio. Era mais leve. É projetada para ataques seguidos e rápidos
Duo – Carrega uma antiga espada escocesa. Esta é uma espada cuja utilização de ambas as mãos é necessária. É afiada em ambos os lados da estrada e possui uma longa alça (pelo menos um quarto do total da arma), permitindo ao usuário que segure a base com maior facilidade. Por suas qualidades não se e por apresentar dois ramos simétricos que formam um canto triangular, não se era possível defender-se desta com um escudo.
Cléo – Usa uma cimitarra curta, esta é uma arma sofisticada, fina e leve. Possui uma única lâmina e um punho de proteção. Sua lâmina, longa e curva foi desenhada para uma facada profunda. A cimitarra curta é uma variante menor e mais ágil da cimitarra, freqüentemente usada aos pares, uma em cada mão.
Uma típica cimitarra curta tem em torno de 56 cm de comprimento e pesa 500 gramas.
Wufei – Usa duas katanas, o sabre longo japonês. Tem gume apenas de um lado, e sua lâmina é ligeiramente curva.
Kelly - Além do arco e flecha usual, usa uma adaga forjada com magia.
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Eba! Mais um capítulo chegando ao fim e numa velocidade incrível non? Dessa vez eu me superei!
Mas simplesmente não resisti, estou adorando escrever essa fic! Quando começo a escrever, vejo que já estou terminando uma página e acreditem em mim...Isso é raro.
O capítulo três já está a caminho, então não se preocupem ok? Já estou no meio dele!
Espero que tenham gostado...Ficarei muito feliz em receber seu comentário sobre através de uma review!
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Obrigada a Sah Rebelde(a lenda foi inventada por mim...)e a Adriana Paiva(que bom que você está empolgada)!
Kisses e até o próximo capítulo!
