- Quem ela pensa que?

Um príncipe muito bravo encontrava-se caminhando ao local onde seu exercito estava acampado. Ele não entendia afinal todas as mulheres só de estar na presença dele já se derretiam e aquela menina metida a rainha não? Ora a quem ela estava querendo enganar ela o queria, tinha que querer!

- Mulher dos diabos. "E quanto a minha solidão vossa alteza, asseguro-lhe que eu estou muito bem sem a sua companhia e que não preciso dela, alias duvido que alguma mulher precise." Ora mais. – Dizia o príncipe numa tentativa de falha de imitar a voz da rainha que acabara de rejeitá-lo.

- E então alteza como foi? – Um dos comandantes de Shoran chegara perguntando.

- Muito bem obrigado! – Responde ele com raiva.

- A rainha aceitou o acordo então? – Questiona novamente o comandante.

Shoran passou um tempo calado somente olhando com a cara bem séria para tal comandante. O mesmo permanecia com um olhar de duvida como se insistisse para o príncipe responder.

O olhar daquele homem já o incomodava. Então viu que tinha que responder se não aquele verme não sairia dali.

- Não. – Responde o príncipe mais embirado ainda.

- O QUE? – Grita o comandante olhando o príncipe – VOSSA ALTEZA ESTA BRINCANDO NÃO É?

- PARE DE GRITAR QUE NÃO SOU SURDO. OLHE O RESPEITO, NÃO PERMITO ESSE TOM DE VOZ PARA COMIGO! Já não basta eu ter que aturar os gritos de meu pai?

- Sinto muito vossa alteza. – Responde o comandante abaixando a cabeça – Mas é que é uma surpresa. O senhor mesmo disse que somente ao olhá-lo ela já assinaria o contrato.

- É, mas ela não assinou. Sem mais perguntas ouviu?

- Claro alteza.

- Quero que reúna o exercito pela noite atacamos.

- Pela noite?

- Sim está surdo agora? Eu mandei que dois de seus homens reconhecessem a área não os mandou?

- S-Sim mandei alteza, mas eles ainda não voltaram.

- Pois diga a eles quando voltarem passarem aqui. E reúna os generais eu mesmo vou bolar esse plano de guerra.

- Sim alteza.

Shoran ficou um tempo pensativo só depois notou que o tal comandante continuava lá parado na sua frente.

- O que está esperando? Eu lhe dei um serviço para fazer, faça-o!

- A claro alteza me perdoe – Diz o comandante se retirando.

- Imbecil.

"Alias duvido que alguma mulher precise." A frase dita pela rainha voltou a sua mente.

- Maldita. Vamos ver o que você diz "vossa majestade" depois do ataque que lhe farei. A mais você vai implorar para assinar aquele contrato.

Enquanto isso no palácio.

- Quero que reúna seus homens na área leste, comandante Shido.

- Sim majestade.

- Yamasaki você ficará responsável pela área Sul, caso aja um ataque lá você terá de proteger o povo.

- Certamente majestade.

- Yue você...

- Meu trabalho e o de Eriol é proteger a área do castelo majestade.

- Sim claro.

No palácio, mais explicitamente na sala de reuniões uma rainha tentava fazer seus planos de guerra. O frustrante era que aqueles comandantes todos não a apoiavam em nada, quase não ligavam para suas ordens, e ela via isso no olhar deles. Depois da ameaça de guerra recebida pelo tal príncipe Li Sakura marcou essa reunião, mas para todos, aquele ataque estava somente na cabeça dela.

A rainha suspira cansada já havia quase uma hora que estava tentando convence-los daquele ataque e ainda via muita desconfiança no olhar daqueles homens.

- Majestade estas bem? – Pergunta um dos comandantes.

- Sim somente um pouco cansada. Bem já que pelo que vejo não estão gostando dos meus planos...

- Não o que é isso majestade nós só... – Rebate outro comandante presente naquela sala.

- É isso sim comandante Niguiri – Interrompe a rainha – Eu vou deixar os planos de guerra com o general Tsukiro e o general Hiragisawa é melhor assim. Agora se me derem licença.

A rainha levanta-se e com ela todos se levantam porem somente ela sai.

Sakura começa a andar pelos corredores daquele castelo olhando coluna por coluna ate chegar a uma parede repleta de hieróglifos que mostravam o grande feito de Toya, seu irmão, na grande batalha contra os persas, onde ele havia saído vitorioso aos 16 anos. Ela lembrava-se bem de como ele a dizia que esse era o seu primeiro grande feito para o Egito e que quando ele vira-se faraó conquistaria muito mais terras. Lembrava-se também de como seu pai ria quando o ouvia dizer isso, lembrava-se de como ficava irritada quando Toya dizia que ele Yukito e Yue iriam dominar o mundo e que ela só poderia conquistar uma unha quebrada, de como Yukito a defendia quando Toya dizia isso e de... Eram tantas recordações, e como ela sentia falta de todos eles. De repente ela é retirada de seus devaneios ao sentir uma mão em seu ombro.

- Sakura esta bem?

- Tomoyo. – Sakura fala ao ver a amiga. Logo percebe a face de preocupada dela e então vê que estava com lagrimas nos olhos. Estou bem não se preocupe – Diz enxugando as lagrimas. Eu só estava a me lembrar de algumas coisas.

Tomoyo era uma jovem da mesma idade que Sakura tinha seus 23 para 24 anos. Era sua prima e a sucessora do trono caso Sakura viesse a morrer, porem ninguém sabia disso somente as duas e os dois generais (Yue e Eriol). Tomoyo era possuidora de uma pele branca assim como Sakura de cabelos cumpridos e negros e de olhos violetas, diferente da rainha que apesar de ter cabelos cumpridos como os da prima estes eram castanhos puxados para ruivo assim como era possuidora de belíssimos olhos esmeralda.

- Sente muita falta deles não é? – Pergunta a prima.

- E como sinto.

- Foi uma fatalidade o que aconteceu com Yukito Sakura.

- Não só com Yukito Tomoyo. A fatalidade aconteceu com todos eles. Toya estava tão pronto para ser faraó, mas morreu fazendo o que mais gostava, morreu guerreando. Sabe quando ele era menor sempre me dizia que iria dominar o mundo, e quando estava bonzinho sem ficar implicando comigo ele dizia que iria me dar o oceano de presente.

- Ele dizia para mim que eu seria coroada a rainha de toda floresta que ele encontrasse nesse imenso deserto. – Diz Tomoyo também recordando-se.

- Toya apesar de tudo sempre foi muito preocupado conosco não é? E meu pai sempre admirou isso nele, meu pai não estava pronto para ir ao encontro dos deuses Tomoyo ele era tão feliz aqui que quando ele chegava transmitia felicidade.

- Faraó como o seu pai Sakura não terá igual.

- Bem, mas vamos mudar de conversa se não vou cair no choro daqui a pouco – Diz limpando algumas lagrimas que se punham a cair de seus olhos e voltando a andar pelo castelo.

- E como foi a reunião com os comandantes?

- Aqueles idiotas não acreditam em mim Tomoyo.

- Se continuar a chamá-los de idiotas creio que ficaram é com raiva de você.

- Mas é o que eles são. – Diz a rainha fazendo cara de menina birrenta.

Tomoyo põe-se a rir discretamente.

- O que é mesmo que o tal príncipe lhe disse?

- Ele disse que eu iria me arrepender por não ter assinado o tal "contrato", hum petulante. O que eu mais queria era ver a cara dele quando se der mal.

- E só por essa frase você acha que ele vai nos atacar?

- Tomoyo você acha pouco o que ele disse? Ele praticamente declarou guerra contra mim. Aquele dali tem cara é de conquistador barato isso sim.

- Você acha então que feriu o ego dele não caindo na sua lábia.

- Não eu não acho. Eu tenho certeza!

- Mas nós realmente estamos preparados para um combate Sakura?

- O problema é esse Tomoyo, nós não estamos.

- E o que pretende fazer?

- Minha única preocupação é com o meu povo, e meus planos envolviam a segurança deles, mas...

- Mas...

- Mas aqueles imbecis que insistem em se chamar de soldados, generais, comandantes, sejam o que for não acreditam em mim.

- E o que você vai fazer? Deixar o reino sem proteção?

- Não. Eu deixei Eriol e Yue cuidando de tudo. Pelo ao menos eu sei que eles são bons em estratégia e vão saber lidar com isso.

- Então por que continua preocupada?

- Não sei é só que... Ai Tomoyo eu não entendo, ou melhor, não me conformo, primeiro meu pai morre doente, depois Toya morre em uma batalha. Eu não entendo como Toya morreu em uma batalha ele era um ótimo lutador. E depois Yukito também morre doente. Não sei por que mais dês da morte de Toya sinto como se houvesse um traidor entre nós que saiu matando todos os faraós.

- Isso é pouco provável, talvez os Deuses só achassem que Toya e Yukito não eram os faraós certos para comandar o Egito.

- E quem é Tomoyo? Me diga.

- Talvez minha prima você só devesse relaxar e esperar.

- Sabe que eu não sou disso. Não consigo ficar parada.

- Ou então talvez você seja a rainha, ou melhor, o Faraó que o Egito precisa.

Enquanto isso mais tarde num acampamento ali perto

- Homens já anoiteceu, e é agora que tomaremos o Egito todo para nós!

Os gritos de contentamento dos soldados ali presentes ecoou, quando o príncipe grego conhecido como Shoran Li falou aquilo. Se podia ver que aqueles homens ali presentes estavam ansiosos para aquele combate principalmente porque a resistência seria bem fraca. Afinal por que será que era tão bom fazer ataque SURPRESAS.

- Agora vossa majestade, vamos ver se você não precisa realmente de mim.- Fala o príncipe com um sorriso perverso.

SS

Um barulho forte de explosão pode ser ouvido ecoando pelo palácio acordando a tudo e a todos que dormiam tranqüilos naquele reino.

- Mas o que esta acontecendo? – Pergunta-se a rainha praticamente caindo da cama.

É então que ela olha pela janela do quarto e percebe que havia ocorrido uma explosão na área leste de seu reino. De seu quarto conseguia ver tudo ate mesmo as pessoas e animais que vinham daqueles lados.

- Majestade! – Grita Tomoyo entrando desesperada ao lado de Eriol.

- O que esta acontecendo? – Pergunta Sakura.

- Estamos sendo atacados. – Responde Eriol friamente.

- Isto eu percebi não sou cega, mas eu mandei que os soldados de Shido ficassem lá! Aquela é a área mais fácil de ser atacada.

- O fato Sakura é que os soldados que você mandou ficar lá não estavam em seus postos e agora estamos sendo atacados pelos gregos.

- O QUE? ERIOL QUERO QUE IMPESSA ESSE ATAQUE AGORA! ACORDE A CIDADE INTEIRA SE PRECISO, VÁ ANDE!

- Claro majestade. – Diz Eriol que sai correndo.

- Eu avisei, mas ninguém quis me escutar. – Diz Sakura com algumas lagrimas nos olhos pensando em quantas pessoas teriam morrido com aquela explosão.

SS

Em outro canto, mais precisamente na área leste das terras egípcias, um certo príncipe entediava-se olhando a matança que seus soldados estavam a fazer. Sinceramente essa era a parte ruim dessa historia de ataque surpresa não tinha a emoção da batalha era só... Mutilação.

Foi então que viu alguns homens da guarda se aproximar, para TENTAR parar seus soldados. Era obvio que não conseguiram, estavam em uma desvantagem em número assustadora, já estava se cansando. Quando chegaria a parte boa?

- Logo Shoran, acalme-se, logo chegará a parte boa - Disse soltando um sorriso malicioso.

Já se passavam duas horas dês daquela explosão maldita e agora já se podia ver fogo e chamas em todos os cantos daquele lugar. A destruição e os gritos de horror e pavor que ecoavam eram tristes e ao mesmo tempo assustadores. Já não agüentava mais ver aquilo e ficar parada. Podia ser a rainha e consequentemente não podia correr perigo, mas algo tinha de ser feito.

Começou a se mover em direção a um armário de seu quarto. Aquilo tinha de acabar de vez.

- O que vai fazer Sakura? – Pergunta Tomoyo que ate então estava presente em seu quarto.

- Eles não me escutaram Tomoyo. Agora está na minha hora de agir.

SS

Aquilo já estava realmente um tédio Shoran já nem se mexia mais. Estava sentado em um monte de tijolos, que provavelmente um dia já foram uma casa. A vitória era iminente e ele sabia disso. Só queria ver a cara que aquela rainhazinha estava fazendo agora, com certeza deveria estar apavorada e chorando compulsivamente. Certamente também já havia se arrependido de não ter assinado o contrato que lhe propôs mais cedo. O que era realmente uma pena, pois uma mulher linda como aquela não precisava ficar tão só.

Ele instantaneamente soltou uma gargalhada alta e maldosa. Como seria bom vê-la implorando perdão pelo que lhe dissera mais cedo.

É então que algo o acerta, ou melhor, passa raspando em seu braço. Ele olha para trás e vê um ser com o rosto coberto olhando para ele. Olha para o chão e vê que aquele ser havia atirado uma espécie de...

- Faca? – Pergunta-se admirado.

É tão que o ser avança sobre Shoran que por um triz não é morto.

- Quem é você? – Pergunta o príncipe um pouco intrigado. Aquela batalha toda acontecendo e aquele pequeno homem vem logo brigar com ele?

O pequeno logo avança sobre o príncipe novamente, porem desta vês Shoran defende-se com sua espada os dois ficam lá no choque das espadas do príncipe e das pequenas sais do pequeno homem mascarado.

É então que este consegue se livrar e da uma rasteira no príncipe que cai de joelhos no chão.

- Você esta começando a me irritar - Diz Shoran.

O príncipe logo avança sobre o homem e os dois começam uma luta verdadeira, ate que em dos golpes Shoran acerta o estomago do homem com quem lutava fazendo com que este se dobre ao meio.

- Parece que não é tão bom assim não é? – Pergunta Shoran com a espada no pescoço do outro.

- É melhor tomar cuidado com suas costas alteza.

Mal o homem acaba de falar e shoran é quase surpreendido por um outro soldado que mata facilmente, enfiando sua espada na barriga deste. Ele volta-se ao primeiro com quem lutava o qual ainda se encontrava no chão olhando abismado para Shoran. Ele se levanta rapidamente e põem-se a corre pelos telhados das casas, que ainda sobravam, em direção ao palácio.

- A mais você não vai fugir mesmo. – Diz o príncipe irritado correndo atrás do homem.

Seguiu o pequeno ate o palácio, porém ao chegar lá Shoran o perdeu de vista. Foi andando cuidadosamente pelos corredores deste, afinal com certeza o palácio deveria ser bem mais protegido que a cidade. Andou por alguns corredores quando finalmente percebeu a movimentação de algo entrou em um, e percebeu que se encontrava em uma espécie de quarto. Adentrou mais profundamente neste, mas estava escuro quase não conseguia enxergar um palmo da sua mão olhou para o lado e percebeu que lá no fundo encontrava-se uma janela talvez lá estivesse mais claro.

SS

Escutou um barulho na sala de banho e andou em passos cautelosos ate cegar ao móvel onde tinha soltado sua sai. Aprouximou-se da entrada para surpreender quem quer que fosse. Foi então que a pessoa adentrou ao quarto e ela a surpreendeu colocando-se por trás com suas sais no pescoço da pessoa.

- Vire-se devagar.

A pessoa obedeceu e Sakura surpreendeu-se ao perceber que quem encontrava ali era ninguém menos do que...

- Shoran Li!


Oie gente! Adorei os comentários que bom que gostaram da fic. Esse capitulo ficou podre e eu espero que me perdoem o problema é que eu to meio sem inspiração (sem muita inspiração) mas prometo que o próximo será melhor. Falando nisso peço desculpas as pessoas que estão acompanhando Pirataria Negra, mas prometo que o próximo cap. vai sair em breve.

Vamos agora aos comentários.

Princesayoukai100Que bom que gostou da fic. A historia da balança eu no sabia que era um pote de barro tirei o prato do meu livro de historia, muito obrigada por me contar! Obrigada e, por favor, continue acompanhando a fic.
Gheisinha KinomotoObrigada pelo comentário, ainda bem que você gostou me sito mais aliviada.
Uchiha Nadesco: Obrigada e não se preocupe vou continuar sim. Eu demoro mais continuo.

Bom um beijo pra todos que leram e peço humildemente que COMENTEM!

Bju

Lila-chan