.

.

.


E foi assim que tudo começou...

-Di, Dianna, baby, acorde, estou indo trabalhar.

-Hummm... - Eu resmungo mau humorada. Odeio quando me acordam cedo. Odeio mais ainda quando é David quem faz isso... Odeio dez vezes mais como ele faz isso depois da briga que nós tivemos ontem. Ele esta tentando agir normalmente, mas não adianta... É questão de tempo... Me viro de costas para ele com a intenção de voltar a dormir. Ouço ele suspirar. Vai levar menos tempo do que eu esperava...

Três horas depois, eu acordo. As coisas dele não estão mais no meu apartamento... E tudo o que eu posso sentir é alivio.

~x~

Ando pelas ruas de NY com um sorriso nos lábios... Não é que tudo esteja indo as mil maravilhas, mas eu sinto que estou prestes a dar uma virada na minha vida.

Ando tão distraída fazendo planos para a minha recente "solterísse", que acabo esbarrando e um homem, ele resmunga algumas palavras e sai sem olhar para trás e sem dar a minima para os meus pedidos de desculpas. Suspiro e algo no chão me chama atenção, um papel que deve ter caído da bolsa que ele carregava, nele diz: "SEJA UM VOLUNTÁRIO". Entorto a cabeça para o lado enquanto divago e continuo olhando para aquelas palavras no chão... Bem, eu não tenho um emprego fixo no momento, ser artista nessa cidade tem seus altos e baixos, estou em um ponto baixo e consequentemente com um bom tempo livre, o que pra mim significa tédio. Balanço a cabeça e sorrio enquanto me abaixo para pegar o papel... "É, por que não?".

~x~

Abro os olhos e ouço ao longe meu celular tocando, alcanço o aparelho. São sete horas da manhã, de um sábado. Esse é o horário que as almas caridosas acordam para fazer o bem. Tudo que eu penso antes de colocar os óculos escuros, jogar o violão nas costas e caminhar até o hospital é: "Céus, será que boas ações praticadas de manhã valem mais pontos? Deveriam..."

~x~

-Você deve ser uma voluntária, certo?

Um homem com um chapéu-coco me diz assim que chego a sala indicada pela recepcionista. Balanço a cabeça envergonhada, estou um tanto atrasada.

-Bem, os grupos já foram divididos e foram para as alas... Mas temos uma sem ninguém, você acha que pode lidar com.. hum.. Cinco crianças, sozinha?

Quando ia responder, ouço aquela voz atrás de mim.

-Com licença, eu sei que estou bem atrasada.. Mas sempre é tempo de ser uma voluntária, certo?

Me viro e dou de cara com um par de olhos castanhos... Tão lindos quanto o conjunto da "obra"...

Volutariado, huh?


.

.

.