Capítulo 01 – Pressentimento

Mais um dia comum no mundo, com muitas crianças acreditando em Papai Noel, Coelho da Páscoa, Fada do Dente e Sandman e se divertindo. Desde a derrota de Breu, os Guardiões seguiram com suas tarefas rotineiras: North, o Papai Noel, fazendo os brinquedos para o natal com seus ajudantes elfos (que faz com que as crianças pensem que são duendes) a todo vapor. Coelhão, o Coelho da Páscoa, todo entretido com a preparação dos ovos de páscoa – que são adoráveis – de forma muito caprichosa. Tooth, a Fada do Dente, voltou a sair para pegar pessoalmente os dentes das crianças depois de 140 anos, uma felicidade imensa para ela. E, sem deixar de mencionar Sandman, que todas as noites traz bons sonhos às crianças. E o quinto guardião, Jack Frost, que traz um inverno mais divertido. No entanto, Jack, bem no fundo de seu coração, se sente um pouco solitário. Claro que a alegria das crianças é tudo para ele, mas sentia que ainda faltava algo. Só não sabia o quê.

De repente, um sinal aparece no céu. Um sinal que North usa para reunir os guardiões.

- Que bom que todos estão aqui. – olhou para todos satisfeito – E você chegou bem rápido, Jack. Gostei de ver.

- Obrigado. – disse, contente por North tê-lo elogiado – Mas por que nos chamou?

- Bem... – seu semblante mudou para um mais sério – Olhem no globo.

- Mas está normal. – Tooth olha confusa – Todas as luzes estão acesas.

- Sim, mas, olhem mais de perto. No canto direito.

Todos fixam seus olhos para o canto indicado por North e se entreolham.

- Escutem, Guardiões! – North estava visivelmente nervoso – Breu retornou. E seu próximo alvo é o reino de Arendelle.

- Arendelle? – Jack fica pensativo – O reino em que há duas princesas? É isso ou estou enganado?

- Agora há uma rainha, meu caro. – Coelhão fala todo cheio de si – A Rainha Elsa.

- Não há luz aqui. O que isso quer dizer?

- Quer dizer, Coelhão, que nesta ilha ninguém acredita em nós. – North suspira

- Ei, esperem um pouco. – Jack chega mais perto do globo – Há uma luz aqui. Alguém acredita em nós. Mas... quem?

- Isso é difícil de dizer, Jack. O reino de Arendelle é um reino incrédulo, onde acreditam apenas naquilo que conseguem ver. Até mesmo as crianças, não sabem sobre nós.

- Mas isso não faz sentido. Tem que ter alguma explicação lógica para isso.

- É por isso que iremos lá. – North pede para trazerem o trenó

No entanto, quando o trenó chega, são surpreendidos com um trenó visivelmente torto, com algumas partes quebradas.

- O que significa isso?! – North esbravejou – Como que o meu trenó foi chegar a este estado? Meu trenó!

- Er... North... Se lembra da última vez? – Coelhão se aproxima, receoso – Acabamos batendo o trenó várias vezes por causa do Breu, e depois você disse que faria uns reparos. Mas, pelo jeito, esqueceu, né.

- Eu disse isso? Quando? – tentando se lembrar

- Cerca de... 3 meses?

- Droga, como fui esquecer! Vai levar um tempo até arrumar tudo!

Jack soltou um meio sorriso. Estava se divertindo por dentro com o esquecimento de North, mesmo sendo um assunto sério. Não tinha como evitar.

- Se quiser, posso ir na frente. – Jack se oferece

- Tem certeza? Não é bom irmos todos juntos? – pergunta Tooth – Pode ser perigoso se Breu resolver aparecer de repente.

- Relaxa. Eu dei conta dele da última vez, posso me virar muito bem sozinho. E vocês tem suas obrigações para cumprir. Não podem largar assim do nada. Eu sou o menos atarefado aqui.

- Jack tem razão. – North suspira, se dando por vencido – Mas qualquer coisa repentina, nos avise imediatamente. Daqui dois dias, estaremos lá.

Jack sai voando em direção a Arendelle. Sentia um pressentimento de que algo muito em breve irá acontecer. Tinha que se apressar.

Continua...