Capítulo II
Rony voltou ao bar e sentou–se em uma das mesas ocupadas por dois rapazes.
– Então Rony, o que fez com a dançarina?
– Nada! Deixei– a no quarto de Harry para que descanse. Ela bebeu demais!
– Harry não sabe mesmo se divertir! Foi embora logo após o show! Deve estar em sua cama a essa hora.
– Sabe como ele é Neville! Sempre sério! Espero que não decida contar a Ginny sobre a festa, ela vai me matar e Hermione também!
– O quê? Mas não fizemos nada demais! Nem nua a dançarina estava! Se bem que eu adoraria que estivesse! – Comentou rindo o rapaz mais jovem da mesa.
– Hermione me mataria do mesmo jeito Colin! São ciumentas demais, ela e Ginny!
– Ainda bem que Luna não é! – disse Neville.
– E ainda bem que eu sou solteiro – rebateu Colin.
– Bem, vamos aproveitar para beber um pouco mais e depois irmos aos nossos quartos! Afinal, já estão pagos mesmo, e foi para isso que escolhemos um local trouxa, para bebermos bastante, depois nos recuperarmos e voltar para nossas casas sem ninguém saber!
Ambos riram e entornaram seus copos.
Perto dali, no bar da piscina do hotel Harry segurava um copo com uísque e gelo, tomando generosos goles. Estava no quinto copo da bebida trouxa que o barman lhe dissera ser a mais forte e pretendia tomar outras mais. Ele havia saído da festa após a dança daquela moça que saiu do bolo. Não conseguia explicar o desejo que sentira por ela, algo primitivo e irracional. Ele nunca tinha se sentido assim antes, não poderia sentir agora, prestes a se casar com Ginny, e não soube lidar com isso.
Mais de uma hora já havia passado e talvez devesse voltar para o bar privado – pensou – era sua festa afinal, Rony podia ficar magoado. O amigo e cunhado estava tão empolgado com a festa que havia alugado o bar, reservado quartos, convidado os amigos mais próximos e contratado a dançarina.
Mas ao lembrar da dançarina ele se sentiu enrijecer. Recordar os cabelos castanhos e longos, as pernas grossas e torneadas, os seios fartos e arfantes, a cintura fina, o cheio de flor que emanava dela, fazia com ele sentisse novamente o desejo tomar conta de si. Nem Cho, nem Ginny tinham feito aquilo com ele antes. Talvez fosse efeito da dança, que era sensual demais, ele nunca tinha visto algo assim, apesar de ter vivido muito tempo com trouxas.
Decidiu que não retornaria à festa, tinha medo do que pudesse fazer, de sucumbir ao apelo de seu corpo e magoar Ginny. Ficaria ali e beberia um pouco mais, depois iria para o quarto que Rony lhe tinha reservado e tudo estaria acabado.
Uma hora depois Harry subiu para o quarto reservado para ele. Ao entrar no apartamento removeu o casaco e a gravata, depositando– os sobre o pequeno sofá branco. Tirou os sapatos enquanto caminhava para a porta que imaginava ser a do quarto. Cinto e botões foram soltos e suas calças ficaram no corredor. Entrou no quarto e com dificuldade divisou a cama, deitou– se nela e ouviu uma suave respiração. Fechou os olhos e adormeceu.
Em algum momento durante a noite, o lençol desapareceu e, completamente grogue, Pansy virou o corpo avançando devagar em direção ao calor que irradiava do outro lado da cama, parando quando o calor a envolveu, aquecendo– a.
Sonhos sensuais se seguiram, um depois do outro. Mãos procurando e acariciando. Beijos e suspiros. Um corpo sobre o seu. Uma leve dor. Corpos sua dos movimentando– se. Uma sensação de se perder, de morrer e chegar ao paraíso, algo que Pansy nunca experimentara antes.
Harry sonhara com a dançarina. Sonhara que lhe fazia amor, lhe acariciava o corpo, sentia o cheiro, beijava a pele, acariciava os cabelos. Nunca sentira algo parecido, nunca tivera um sonho assim antes. Tivera um clímax tão intenso que a sensação de languidez ainda envolvia seu corpo. Fora o melhor sonho de sua vida.
Pansy sonhara que estava com um homem, um homem que lhe provocava sensações muito estranhas, mas muito boas. Que lhe acariciava e beijava o corpo, que lhe envolvia e penetrava, que lhe aquecia e levou a tocar o céu. Fora o sonho mais real que tivera e não queria acordar por causa da sensação maravilhosa de torpor e satisfação que ela sentia.
