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20th Century Boys
(Baseado em Velvet Goldmine)
"Tinha a sensação de haver conhecido todas essas estranhas e terríveis figuras que passaram pelo palco do mundo tornando o pecado algo tão maravilhoso e o mal; pleno de sutileza. Parecia que, de um modo misterioso, as vidas deles haviam sido a sua."
(Oscar Wilde)
Capitulo 1: Ele
Black era fantástico. Era tudo o que jovens queriam ser. Depois dos Beatles, dos Rolling Stones, e de toda essa velharia, somente um jovem audacioso como ele sacudiria a Inglaterra. O bastardo disse que ia mudar o mundo, dando um chute na geração flower power, e que esbravejaria contra as guerras ou rezaria pelas almas perdidas nelas. A sua revolução, ele ousava dizer, seria mais que sexo drogas e rock 'n' roll. Ele não experimentaria nada e cairia logo de cabeça.
Nasceu em 13 de Novembro de 1959, e, como os jovens da minha época gostavam bem de frisar, era um escorpiano convicto. Com a sua família - pai, mãe e irmão - vivia bem no subúrbio londrino. — Pena! — Nada ali lhe atraía.
— A sutileza dessa gente não passa de hipocrisia. Sou transparente como água, logo, sou americano.
Tudo que ele admirava provinha do outro lado do atlântico: As músicas, os pensamentos, os filmes e as pessoas. E foi de lá que os ventos trouxeram seu primeiro passo à revolução.
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O sexo:
Quando Sirius completou quinze anos, sua família recebeu uma visita de um primo distante; um ianque herói de guerra.
— Não conte a ninguém. Será o nosso segredinho, Sir. — o tal lhe disse ao pé do ouvido, antes de deixá-lo prostrado em sua própria cama, sem calças e sem vergonha.
Sirius gemeu e praguejou contra tudo e todos. — Sexo não era a melhor coisa do mundo — pensou ele.
Os mesmos ventos que trouxeram o primo distante o levaram de volta, deixando o jovem Sirius entregue às próprias vontades e pensamentos impuros. Desejo e vingança: Queria revidar aquela humilhação em alguém... Mas em quem?
Duas semanas contadas se fizeram até que Black fosse flagrado se servindo do irmão caçula.
— Era verão, lavávamos o carro no jardim e acabamos muito molhados. — ele disse calmamente à mãe — Não estou arrependido.
Seis meses freqüentando sessões de eletrochoque, nenhuma desculpa adiantaria agora. O garoto já tinha enlouquecido.
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As drogas:
Aos dezoito, entrou pra faculdade. Vieram as bebidas, aquele cigarrinho desgraçado e as garotas. — Droga! — Elas não lhe satisfaziam.
Ficou com todas que pôde, afinal era muito bonito, mas não possuía tanto dinheiro assim. Provou e provou. — Elas não tinham gosto.
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O Rock 'n' Roll
Sim, Black tentava se divertir e conciliar os estudos, mas sua cabeça ainda doía e, as vezes só a música lhe acalmava. Só uns bons acordes lhe devolviam a paz antes roubada pelo ianque filho da puta.
— Sirius - — alguém uma vez lhe propôs umjogo rápido— O que usa para passar o tempo?
— Garotas. — o escandaloso respondeu.
— Quais?
— Qualquer uma, oras!
— Você não tem amigos, tem?
— Sim. — disparou — Tenho uma guitarra elétrica.
Ele tinha vinte anos, e eu quinze. Ele tinha uma banda e eu era o seu maior fã. Das coisas que ele fazia, eu o imitava. Das músicas que ele cantava, eu sabia de cor. E, pelos lugares que ele passava, eu seguia o seu rastro.
Pode me chamar de maricas se quiser, mas quando ele e James Potter - o melhor baixista de sua época - se beijaram em público, eu fui o primeiro a aplaudir.
Continua:.
