Disclaimer: Sailor Moon não me pertence, tô usando emprestado e blá. Vocês já sabem.

Essa fic. é a primeira pra quinzena VK 2016! 3 Fics que vão ser postadas em dias alternados do mês de outubro com temas diferentes. s2


Tema 2: Silêncio

Perfeita Simetria

"Toda noite de insônia eu penso em te escrever, pra dizer que o teu silêncio me agride e não me agrada ser um calendário do ano passado."

Havia acontecido ali há cerca de um ano. Minako entrou nos aposentos do rei Endymion e recebeu a pedra rosada e translúcida das mãos do próprio e, sem que ele precisasse dizer uma só palavra, ela compreendia exatamente do que se tratava.

O soberano do reino de cristal lhe fez uma única súplica naquele dia:

"Ele se recusa a vir, talvez se você falar com ele..."

Relutante ela tentou. Não porque ela tinha algum tipo de compaixão por Endymion, – na verdade, nunca se aproximou ou teve afeição muito grande dele – mas por ela mesma. Porque ela tinha milhões de perguntas a fazer e muita coisa a dizer também.

No início foi tudo muito estranho, ela entrava na sala do rei sozinha, abria a caixa, cumprimentava os vultos fantasmagóricos de 3 shitennous em estado de semivida, tirava a pedra rosada de lá, ia para um anexo reservado da sala, colova o objeto sobre a mesa e tratava a pedra com a estranheza de conversar com um objeto qualquer. Quer dizer, era meio louco conversar com uma pedra, era como falar com uma... Pedra.

Depois de uma semana ela explodiu com Endymion e disse que não tentaria mais, que era loucura, que Kunzite era louco e não seria pra ela que ele apareceria. O rei entendeu, mas ela...

Venus tinha essa fama de ser um pouco teimosa e ela mesma, às vezes, não aguentava. Por mais que ela dissesse a si mesma que tinha desistido, bem, ela não tinha. Claro que ela não visitava a maldita pedra "vazia" todos os dias, mas só algumas vezes, para ter certeza de que ele havia mudado de ideia.

Depois de um tempo já não era tão estranho. Ela contava sobre seu trabalho, projetos e falava sobre o passado. Inclusive, falava até demais sobre o passado, numa esperança inconsciente de que ele se sentiria tocado a sair dali e, pelo menos, dizer que estava acabado, que já era, que era impossível.

Um ano depois, no mesmo dia 2 de outubro ela estava naquela sala. Repetindo as mesmas histórias para as paredes e para pedra inerte, ao fim de uma delas – uma que falava sobre uma fuga inesperada da princesa para enganá-los – ela suspirou. A pedra refletia as luzes da sala, como um objeto comum, mais uma vez ela, olhava esperançosa, mas tudo estava em um completo silêncio.

"Ao tempo em que nada nos dividia, havia motivo pra tudo e tudo era motivo pra mais. Era perfeita simetria, éramos duas metades iguais."


N/A: Enquanto a fic. anterior tinha 50 mil diálogos, essa tem absolutamente nada.
É... a Vida :v