_ Próxima Parada _
_ São 100 dólares. - informou a vendedora. Olhei o objeto mais uma vez.
Quem é que dá um conjunto de vasos como presente de casamento?.
Muitas pessoas; eu sei. Mas a questão na verdade é: Quem é que dá um conjunto de vasos como presente de casamento para a melhor amiga e colega de faculdade que vai se casar em um mês e você vai ser madrinha dela?
O presente até seria bom se eu não fosse à madrinha. Resolvi olhar outra loja.
Raquel Black era minha amiga desde o instante em que nos instalamos no quarto do alojamento da universidade. Ela era de descendência indígena e havia conseguido uma bolsa na Universidade da Califórnia para o curso de Literatura Inglesa. Seus cabelos negros lisos me lembravam a Pocahontas da Disney e sua descendência ajudou para que lhe apelidasse de Litthe Pocah. Não que ela fosse pequena, nós tínhamos a mesma altura, mas seus olhos eram de uma visão tão simples e pequena da vida; ingênua; para ser mais exata que eu não resistia em lhe chamar assim. Seu objetivo era ser tornar professora e ensinar aos pequenos indinhos quando retornasse a reserva indígena ao qual crescera.
Sua visão de mundo perfeito, às vezes me enciumava. Eu fora assim um dia.
Mesmo que meus pais fossem ricos, eu lutei na universidade para me manter em um emprego de meio período, enquanto pagava o Curso de Arquitetura. Eu queria a minha independência. Obviamente eles continuaram a me mandar minha mesada ao longo do tempo. Eles diziam que era a única maneira de me manter longe das corridas.
De certa forma eles estavam corretos. Quando o dinheiro não dava, me enfurnava em corridas de racha noturnas afim de alguns dólares de quatro dígitos para suprir o pouco que ganhava com o trabalho.
Rachel dizia que era loucura da minha parte. Eu chamava aquilo de diversão. Principalmente quando sobrava o equivalente a dez discos de musicas novas. Eu era fascinada em musica. Sempre me perguntei do porque não estar cursando a carreira de artista. Em parte era porque eu gostava mais de curtir e cantar desafinadamente do que ter de subir em um palco e encarar milhares de pessoas.
A Arquitetura era minha segunda paixão. Com o afinco em minhas habilidades de desenho e perspicácia eu me tornara em pouco tempo a melhor aluna da minha turma. Eu ficava orgulhosa de mim mesma.
Quando Rachel me contou no fim do semestre passado que iria se casar eu fiquei sem ação. Quem em sã consciência se casa aos 22 anos? Ok. Novamente muitas pessoas. Mas ela estaria transferindo seu curso para Port Angeles, a fim de ficar mais perto do noivo. Que por sinal ela conhecia desde criança, mas foi apenas a dois anos, quando ela voltou sorrindo como uma idiota e me contando que estava apaixonada, que eu soube que os dois tinham resolvido ficar juntos.
Uma historia louca de terem se apaixonado assim que se viram mesmo nunca terem suprimo um amor de infância. No começo eu achei que ela estava era negando o obvio. Que sempre fora apaixonada por ele, mas como ele não correspondia, ela se manteve em silencio até agora.
Paul, o noivo de minha amiga, me foi apresentado em um feriado estadual, em que ele fora nos ver de surpresa. O cara era um gato. Praticamente dois metros de altura, um pacote de músculos big definidos, os cabelos extremamente curtos, quase raspados. Um poço de irritabilidade. Mas super divertido. Ele tinha as idéias mais loucas que eu já escutei na vida. E completamente, perdidamente, incorrigivelmente apaixonado por Rachel. Era ela pensar em algo, que ele ia e fazia.
Chegava a ser enjoativo.
No tempo em que ficou conosco na universidade eu tentei ao máximo deixá-los sozinhos, afinal toda a demonstração de afeto chegava a ser irritante. Paul fazia questão de não se importar com meus resmungos, mesmo que ele gargalhasse com algumas das minhas piadas.
Depois de muita conversa e grandes gritos histéricos dela, por telefone, ela praticamente me obrigou a comparecer em seu casamento dentro de um mês e ainda lhe ajudar com todos os preparativos para o casório.
Eu não tinha aversão ao casório. Eu tinha aversão ao amor exibido dos dois. Eles me lembravam a mim mesma. Lembrava a dedicação, profundidade de ações que certa vez me transformou em uma idiota apaixonada.
Balancei a cabeça a fim de desviar o rumo de meus pensamentos. Já tinha passado daquela fase... A decisão fora minha. Eu quis assim.
Passando por uma loja de moveis vi uma cama extragrande kingsize. Com lençóis vermelhos de seda e travesseiros grossos provavelmente de penas de ganso. Era o presente ideal.
Não só porque eles com toda a certeza ainda não tinham comprado os moveis da casa, como ela tinha me dito, como também me fazia lembrar da vez em que eles tinham quebrado a cama dela em nosso dormitório e os dois passaram a dormir no chão. Foi extremamente hilário. Curti com a cara do Paul por todo o tempo.
Entrei imediatamente na loja.
Horas depois eu estava com recibo de pagamento, data e horário de entrega agendada.
Naquele ultimo semestre eu parei de fingir ter uma independencia que não tinha, e larguei de vez o emprego, passando a aceitar toda a fortuna que meus pais me enviavam. Então meu cartão de crédito sem limites fez seu papel naquela compra.
Meu pai provavelmente perguntaria o porquê da compra, já que ele fazia questão de ler todo o meu extrato de compras, para ver se eu não tinha comprado coisas absurdamente desnecessárias, muito menos algo que eu pudesse comprar e trocar por drogas.
Não que eu usasse, muito pelo contrario, tinha aversão a este tipo de coisa, mas ele insistia que precaução nunca fora demais.
Compras feitas em Port Angeles, voltei para a minha Mercedes conversível Preta e segui caminho para a reserva.
Eu não fazia idéia de como chegar lá. Mas Rachel me garantiu que assim que eu chegasse a Forks, qualquer pessoa saberia me informar como chegar à reserva. Ela insistiu que poderia ir me encontrar em Port Angeles, caso eu fosse de avião, mas eu precisava dirigir... Precisava de adrenalina... Velocidade. Nada melhor do que uma viagem de carro, pelo País.
Aquele território do estado de Washington era extremamente chuvoso, e nublado, de acordo com os jornais que eu tinha lido, e agora, vendo o céu claro daquela manhã, eu tinha certeza que Rachel não mentira quando insistiu para que eu não trouxesse minhas roupas curtíssimas e calorentas da Califórnia.
Saber que eu teria que novamente usar roupas de frio, me trouxe lembranças tão agradáveis que tornaram a machucar as feridas já cicatrizadas.
Fiquei completamente espantada quando li o numero de habitantes da cidade de Forks, era o mesmo numero de pessoas do meu colégio. Isso porque Rachel tinha me dito que a reserva era ainda menor.
Santo deus, eu realmente estava indo para o fim de mundo.
Para não correr o risco de encontrar qualquer louco da machadinha, parei no posto policial para pedir informação.
_ Desculpe, mas o xerife está? - perguntei ao homem de bigode sentado na segunda, da menor delegacia que eu já havia entrado.
_ Eu sou o Xerife. - respondeu e só então eu percebi a estrela ao peito, e os dizeres de identificação. Swan.
_ Meu nome é Lilian Holtz, e eu estou tentando ir para a Reserva Indígena dos Quileutes. - tratei logo de explicar, pois o cara tinha uma expressão de preocupação que me assustou.
_ Tentando? - perguntou confuso e eu consenti.
_ Sim, minha amiga Rachel vai se casar e vim para lhe ajudar com os preparativos, mas não faço a menor idéia de como chegar lá. - expliquei.
_ Rachel Black? - perguntou. Santo Deus o lugar era um fim de mundo mesmo.
_ Sim. - respondi e sua expressão se tornou de confusa para tranqüila.
_ Então você deve ser a Lills?
Ok. O cara era algum tipo de vidente? Quando ele me estendeu a mão eu realmente pensei em correr para dentro do carro e fugir dali.
_ Rachel não para de falar em você. Eu a Billy, o pai dela somos muito amigos. Meu nome é Charlie Swan. - explicou constrangido por minha atitude de não apertar sua mão. E provavelmente pela cara de espanto que eu devo ter feito.
_ Sinto muito, nunca ouvi falar de você. - disse com sinceridade. O cara riu.
_ Imagino que não. - disse sorrindo gentil. - è fácil chegar à reserva, mas estou indo para lá levar a vara de pesca de Billy em cinco minutos, se quiser esperar?
Ouvir suas indicações e chegar a uma provável cabana abandonada onde o louco da machadinha pode estar me esperando, ou, seguir o louco da machadinha de perto?
Escolha difícil.
Optei por segui-lo. Talvez assim o cara não conseguisse me matar enquanto eu passava com o carro por cima dele.
_ Ok. Eu espero.
Eu estava viajando. Obviamente. Parte do meu dia eu gastava assim. Imaginando idiotices. Mas era melhor do que me deixar afundar em tristeza e lamentações.
Como combinado o cara de bigode saiu da casinha de ovo, que eles chamavam de delegacia em cinco minutos e entrou na viatura da policia.
Eu tinha de concordar pelo menos ele tinha um bom disfarce.
Em quinze minutos eu podia ver que ele pegava uma estrada costeira. O mar estava levemente agitado, provavelmente devido à chuva que caia.
Será que ele iria me afogar primeiro? Levar para pegar sol é que não era. Aliás, provavelmente o sol nem existia por aqueles bandos.
Estava tão distraída pensando sobre a probabilidade de o sol aparecer e acabar com aquela chuva que freei milímetros antes de bater na traseira da viatura policial. Se ele não me matasse eu ganharia uma multa!
O barulho de minha freada brusca deve ter chamado sua atenção, e eu agradeci aos céus pela estrada de terra não estar ainda enlameada.
O tal louco da machadinha sai da viatura, segurando a vara de pescar que eu não tinha ele entrar no carro quando saímos da delegacia. Ele correu para a varanda da casa de madeira ao qual paremos em frente.
Um homem na cadeira de rodas saiu à porta. Ele era moreno e usava um chapéu de caubói do tipo que os peões de faroeste usavam. Tinha uma cara de mal que dava medo. Será que ele era o louco da machadinha?
Eu já estava quase ligando o carro e saindo a quatro cavalos dali, quando vi minha amiga sair de entro da casa.
Pegando minha bolsa, sai correndo do carro, praticamente me jogando sobre os braços da minha melhor amiga.
_ LITTHE POCAHH! _ Gritei pulando sobre ela, enquanto envolvia meus braços em seu pescoço em um abraço super forte.
Rach, como eu há chamava nos dias bons, cambaleou para trás e nós duas caímos ao chão, fazendo um pequeno estrondo e os homens ao nosso redor gargalharem.
_ Lills, sai... de cima! - ralhou Rach, enquanto eu enchia sua bochecha de beijos.
_ Eu também senti sua falta! - exclamei fazendo um beicinho enquanto levantava, e estendi a mão para que ela fizesse o mesmo.
_ Eu também senti a sua, sua louca desvairada! - exclamou e foi à vez dela de se jogar em meus braços...
_ Por instantes eu pensei que ele tinha-me trago para cabana do louco da machadinha! - exclamei indicando o xerife com a cabeça e ela caiu na gargalhada... Os dois homens se entreolharam e deram pequenos risos.
_ O tempo passa e você continua louca! - exclamou Paul saindo de dentro da casa.
_ EXTRA GG! - gritei abrindo meus braços abertamente e o abraçando forte pela cintura.
Mesmo com o rosto em seu tórax, já que o cara era praticamente um poste, eu tinha plena certeza que de que ele deveria estar mais vermelho que um pimentão!
Em uma de nossas conversas femininas, Rach havia me confidenciado que o objeto de uso, de Paul exigia camisinha extra gg. Desde então eu fazia questão de atormentá-lo com isso.
_ Porque foi mesmo que eu concordei com o fato dela ser a madrinha mesmo? Aliás, porque diabos eu deixei você convidá-la! - exasperou Paul e eu revirei os olhos saindo de seu abraço mal correspondido.
_ ingrato! - exclamei fazendo um biquinho pequeno.
_ Bem, está entregue e eu preciso ir. Bella vai levar Nessie para jantar comigo e Sue. Vejo você no domingo Billy. - disse o cara do bigode.
_ Obrigada pela ajuda Xerife! - exclamei batendo continência para ele.
Rach revirou os olhos, enquanto os outros dois riam. O xerife apenas consentiu divertido e correu para dentro da viatura.
_ Eu suponho que você deva ser o Billy! - exclamei me virando para o pai da minha amiga.
_ Supõe corretamente Lilian. - disse ele me estendendo a mão e a apertei simpaticamente.
_ Eu só tinha duas opções, ou você era o pai dela, ou o louco da machadinha. Fiquei com a primeira já que não vi nenhuma machadinha por perto. - disparei a falar.
Billy gargalhou, assim como Paul e Rach novamente se limitou a revirar os olhos.
_ Vem, vamos entrar! Você tem muito que se explicar mocinha! - exclamou minha amiga entrelaçando seus braços aos meus.
O interior da casa era tão modesto quanto à aparência externa. Os moveis rústicos pareciam ter sido feitos a mão, assim como as mantas de tricô que cobriam o sofá e as poltronas. Havia fotos espalhadas pelos corredores, e um telefone branco tão antigo quanto minha avó chamou minha atenção.
_ Oh. Meu. Deus! Sua casa é o máximo! - exclamei encantada com o lugar.
Se tinha algo que eu simplesmente amava era simplicidade e coisa antigas. Apesar de viver entre o luxo que minha família sustentava, eu nunca fui do tipo que exigia o bom e a mulher, eu gostava de coisas feitas à mão, de presentes baratos, e calças jeans surradas.
_ Imaginei que você fosse gostar... - disse me sorrindo com cumplicidade e eu apertei seu braço entre o meu, enquanto ela me levava para a cozinha. Simplesmente divina. Toda modelada em madeira, os armários com ornamentos brancos, pareciam terem sido feitos a mão.
Eu queria uma casa daquela.
_ Então, porque você demorou tanto para chegar? Estou te esperando desde ontem! - exclamou.
_ Assim, eu fiquei extremamente confusa e insatisfeita com o que tinha comprado de presente de casamento para vocês. Quem diabos dão vasos de presente! Eu sou a madrinha! Então eu parei para dormir em Port Angeles, na noite anterior, e só sai de lá hoje de manhã, após achar o presente perfeito! - exclamei batendo palmas com empolgação.
_ Eu tenho até medo do que você comprou... - disse Paul e eu mostrei a língua para ele.
Pegando a chave do carro joguei para Paul que a pegou melhor do que como eu joguei.
_ Minhas malas estão no banco traseiro, seja cavalheiro e suma da cozinha! - exclamei e ele riu, enquanto fazia o que eu tinha pedido.
_ Você tomou café hoje? - perguntou e eu a olhei fingindo ofensa
_ é lógico que não! - menti e ele bufou cruzando os braços e me olhando brava. - ok. Talvez um pouco.
_ Lills! - esbravejou...
Revirei os olhos imitando-a. Cafeína e Lilian Holtz eram coisas que deviam ficar longe, mesmo que eu fosse apaixonada por ela. Eu ficava extremamente hiperativa quando ingeria café, e louca quando ingeria quantidades acima do limite.
_ Foi só um pouco! Eu estava impaciente! - justifiquei e ele suspirou.
_ Já tomou mesmo! - exclamou e eu ri, voltando a apreciar os detalhes da casa.
_ Então? Quando vou ver a casa de vocês? Paul já está construindo não é mesmo? - perguntei empolgada e ela concordou.
_ Ficou pronta na semana passada. Ainda não compramos os móveis, Nós vamos comprar no decorrer do mês... Não serão de excelente qualidade, mas vai dar para mobiliar nosso cantinho... - respondeu e sua face ficou levemente ruborizada, ela parecia estar envergonhada de algo.
_ Isso vai ser tão fofo! - exclamei e ela riu tímida. Foi então que eu entendi o porquê da vergonha. - você está com vergonha de mim?
_ Não é vergonha... É só que... Lills! Você é rica! E te contar que meus moveis são de segunda mão é meio constrangedor... - disse sincera.
_ Constrangedor porque você quer! Você sabe que não ligo para isso. Aliás, acho muito mais lindos os moveis rústicos, feitos a mão, comprados de revenda com carinho, do que aquela sustentanção de luxo insignificante frio e insensível que meus pais me forçam a conviver todos os dias.
Ela já deveria estar cansada de saber aquele discurso. Afinal no nosso primeiro semestre da faculdade, eu tive de repetir aquilo umas mil vezes só para ela.
_ Eu sei Lills. Você é diferente. È por isso que gosto tanto de você. - disse e ela me abraçou com carinho.
_ to colocando as malas lá em cima! - exclamou Paul enquanto subia as escadas e nós nos separamos do abraço.
_ Ok, nós já vamos subir. - disse Rach.
_ Então. - cantarolei. - o que temos para o almoço?
Rach riu antes de me empurrar para fora da cozinha e me guiar pelas escadas...
Eu estava cada vez mais encantada com o lugar, depois de me mostrar o quarto que eu dormiria. Era o quarto de seu irmão mais novo. Jacob. Ele dormiria na sala, enquanto Rach continuaria dividindo o quarto com a irmã mais nova, até o casamento.
_ Porque eu fico com a suíte? Você é a noiva! - exclamei e ela riu.
_ Não é suíte. O banheiro fica no final do corredor. - explicou e eu bufei.
_ Rach, não é certo. Não vou obrigar seu irmãozinho a dormir na sala! Eu sou a intrusa! Eu durmo na sala! - exclamei e os dois caíram na gargalhada.
_ Jake não é um irmãozinho, ele é tão alto e grande quanto Paul. - explicou.
_ Mais um motivo! Não tem a menor possibilidade de ele ficar confortável naquele sofá! Em compensação eu caibo direitinho nele! - sorri mostrando todos os dentes.
_ Lills! - ralhou Rach.
_ Qual é! Você sabe que não te a menor chance de eu me sentir confortável roubando o quarto do seu irmão. Se quiser vem você para cá que eu durmo com sua irmã. - considerei.
_ Você é impossível! - exclamou se dando por vencida.
_ OBAAA O SOFÀ È MEUU! - exclamei e Paul riu, enquanto outro monstro igual ah ele entrava no quarto.
_ Quem ganhou um sofá? - perguntou o grandalhão.
_ Lills esse é o Jake, Jake essa é a Lills. - disse Rach nos apresentando e assim como Paul, da primeira vez, ele me estendeu a mão, dando uma perto fumegante.
_ Cara eu ainda acho que vocês deviam se doar para pesquisa... - comentei olhando o leve avermelhado em minha mão.
_ Do que é que você está falando? - perguntou Rach e eu olhei para Paul.
_ Eles são quentes! Não no sentido pornográfico, o que também não duvido nada que sejam, to falando no sentido de temperatura... - expliquei.
Os dois grandões sorriram, enquanto Rach apenas dava de ombros.
_ Deve ser a genética... - disse minha amiga.
_ Então, aonde coloca as malas? - perguntou Paul.
_ No quarto dela! - exclamei e Rach suspirou concordando.
_ ué, não gostou do quarto? - perguntou Jake e eu neguei.
_ Adorei. É tão... Bagunçado! - brinquei e ele arqueou a sobrancelha. - Mas eu gostei mais do sofá. Sem contar que você não cabe nele e eu sim. Por isso, você fica com a cama e eu com o sofá!
O sorriso que ele deu, foi ao mesmo tempo confuso divertido e tímido. Fiquei encantada com aquilo.
_ Você tem namorada? - disparei a falar e ele olhou para Paul enquanto ria.
_ Lills! - ralhou Rach e a olhei ingênua.
_ Que foi! Impossível você não ter notado que o garotão aqui é um pedaço de mau caminho! - exclamei apontando para seu irmão.
Segurando em meus braços, ela praticamente me expulsou do quarto.
_ Você não tem jeito! - exclamou e eu gargalhei, enquanto escutava as duas trovoadas que eram as gargalhadas de Paul e Jake.
Paul colocou as malas, no quarto, e nós descemos de volta para sala, onde Rach me deixou a ajudar a preparar o almoço.
Billy, Jake, e Paul riam muito com meus comentários idiotas, enquanto Rach se limitava a ficar completava envergonhada, mas ela também sorria.
Jake acabou sendo uma arma garantida contra os desastres da irmã, enquanto Paul apenas defendia a noiva e seu pai se limitou apenas a rir, enquanto meneava os lados.
A irmã mais nova dela, Rebecca, chegou pouco antes do entardecer, ao que parece ela estava trabalhando agora no verão. Algo sobre juntar economias para um carro.
Foi muito divertido conhecer aquela família. Era do tipo que eu via em filmes, novelas e seriado. Pobres, simples, mas repleta de felicidade, compaixão, união e amor. Eu queria algo assim.
Eu amava meus pais, isso não tinha duvida. Mas por vezes eu desejava que eles não fossem para Paris todo verão, enquanto meu irmão era mandado para um acampamento com os amigos, enquanto eu ficava a mercê do meu cartão de crédito.
Quando Jake me disse que tinha um Rabbit azul, que ele mesmo tinha construído, eu praticamente surtei. Jamais tinha visto uma antiguidade que tivesse sido reformada pelo próprio dono, eu o fiz me levar para sua garagem no mesmo instante.
_ Nooosa! - exclamei admirada com seu feito. - cada peça?
_ Nos mínimos detalhes. - afirmou e eu sorri alegre.
_ Quer vende-lo para mim? - perguntei e ele riu negando.
_ Lills você já tem um carro! - me lembrou Rachel e eu bufei.
_ Para de pegar o meu pé Litthe Pocahontas! - exclamei e ela revirou os olhos.
_ Se você analisar seu carro é bem melhor do que o meu. - disse Jake.
_ Sem comparação! - exclamei e percebi que ele tinha entendido errada minha frase e tratei logo de explicar. - Seu carro tem conteúdo, experiência, historia Pedigree e muito suor! O meu no Maximo tem o cheiro do meu perfume.
Jake gargalhou enquanto Rach apenas balançava a cabeça e se apoiava no noivo que ria discretamente.
Voltando para dentro da casa, Rebecca me mostrou sua coleção de botons de musica e ficou extremamente feliz quando eu lhe dei de presente os cinco botons que eu tinha na minha mochila personificada.
Minha mochila era meu xodó! Ela tinha me acompanhado desde o inicio do colegial e se algo que eu amava mais do que tudo era ela. Ela tinha historia. Tinha diversos adesivos, e vários remendos devidos aos rasgos ao longo do tempo. E principalmente era ela que se lembrava de todos os motivos por eu ainda estar viva. Mesmo que às vezes ela me trouxesse muito mais lembranças do que eu gostaria de lembrar.
O Jantar foi feito por Billy que quase me enfarta do coração quando se levantou da cadeira de rodas para se locomover melhor na cozinha.
_ AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHH! _ gritei completamente assustada.
Billy que até então não tinha notado que eu estava na cozinha, deu um pulo de lado e me olhou preocupado. Em instantes Jake estava ao meu lado enquanto suas irmãs vinham logo atrás.
_ O que aconteceu? - perguntou Jake e minha cara deveria estar totalmente pálida, pois ele me olhava preocupado.
_ Lills... Porque você está com essa cara? - perguntou Rach e eu apontei para seu pai.
Eu não conseguia acreditar! O cara simplesmente se levantou da cadeira de rodas e andou! Do tipo: levanta-te e anda...
Meu coração parecia que ia sair pela boca. Eu tinha presenciado um milagre...
_ Lilian! - exclamou Rach me dando outro susto enquanto meus olhos continuavam cravados em seu pai.
_ S-seu... pa-a-.. pai.. - disse gaga e eles franziram o cenho olhando para ele que parecia tão confusos quanto o pai.
_ O que tem? - perguntou e eu engoli em seco.
_ E-le... Ele... - eu simplesmente não conseguia dizer! Eles estavam vendo! O cara tava em pé! Bem ali.
Billy deu um passo em minha direção e eu dei um passo para traz, ainda assustada com o evento.
_ pai, o que o senhor fez? - perguntou Jake.
_ Nada. Eu estava indo limpar o peixe quando ela gritou. - respondeu.
_ LILIAN! FALA DE UMA VEZ! - gritou Rach.
_ Você não está vendo? - perguntei vendo que nenhum deles continha o semblante de espanto ou surpresa.
Será que eu estava vendo coisas.
_ vendo o que? - perguntou Rebecca.
_ O pai de vocês! - exclamei e eles voltaram a olhar para ele que deu de ombros.
_ Lills! - esbravejou Rach.
_ Não notaram nada de diferente? - perguntei baixo, vai que eles também pensavam que era uma miragem, ou eu estava mesmo pirando sozinha.
_ Para mim ele está do mesmo jeito... - disse Jake e as duas concordaram.
_ GENTE O PAI DE VOCÊS ESTÁ ANDANDO! - exclamei levantando as mãos para o alto exasperado.
Eu quase ri com o movimento cronometrado dos três. Eles fecharam a cara e uma ruga se formou no rosto deles no mesmo instante. Será que eles ensaiaram aquilo?
_ E daí? - perguntou Jake.
_ Santo deus! Isso é um milagre! O cara simplesmente se levantou da cadeira de rodas e está andando e vocês dizem e daí! - exclamei.
Novamente eles fizeram o mesmo movimento juntos. Os três se entreolharam e caíram na risada. Não foram simples risos, foram gargalhadas. Jake caiu no chão rindo. Rebecca se apoiou no batente da porta, enquanto Rach apenas olhava para a minha cara e gargalhava.
Eu não estava achando a mínima graça naquilo.
O pai deles volta a andar e eles riam da minha cara?
Cruzando o braço esperei a explicação de um dos três enquanto, intercalava meu olhar entre eles, e Billy que tentando rir discretamente, abaixou a cabeça, olhando para o chão, enquanto seus ombros sacudiam levemente, e ele colocava a mão sobre a boca.
Eu realmente pensei que eles iriam rir o resto da noite.
_ Dá para alguém parar de rir e me explicar à graça? Eu também quero rir! - exclamei brava por não estar entendendo o motivo de tanto riso.
Eu devo ter dito algo errado por eles voltaram a rir ainda mais.
Cansada de ficar em pé, me sentei na cadeira ao meu lado, apoiando a cabeça nas mãos enquanto as belezocas riam.
Depois do que parecera vinte minutos, meia hora, ou mais, eles foram controlando os risos.
_ Lills, meu pai não é paraplégico. - disse Rach e eu revirei os olhos.
_ Isso eu sei, ele move as mãos. - acusei e Jake voltou a rir escandalosamente.
_ Ele não é paralitico também. - completou e eu a olhei surpresa.
_ Não? - perguntei e voltei a olhar para Billy que consentiu com a cabeça.
_ Me machuquei há alguns anos e por isso não posso ficar em pé muito tempo, devido a dores na coluna. Com a idade elas pioram, mas eu posso me locomover livremente. - disse Billy.
Minha face ficou mais vermelha que um pimentão e completamente envergonhada por meu papel de boba, escondi meu rosto nas mãos, enquanto eles voltaram a rir.
_ Você tinha de ter me dito isso Rach! - ralhei e ela riu, colocando as mãos no meu ombro.
_ Eu te disse uma vez, você é que não deve ter se lembrado. - disse eu suspirei, voltando a encarar seu pai.
_ Desculpe o escândalo... -pedi completamente envergonhada e ele riu negando.
_ Não tem do que se envergonhar... Você não é a primeira que se espanta. -
_ Mas é a primeira que chama de milagre! - exclamou Jake e eu estreitei os olhos o fuzilando com o olhar.
Ele riu ainda mais.
O restante da noite foi extremamente divertido, eles zuaram o máximo que puderam da minha cara e como eu nunca fui de levar as coisas pelo lado ruim da historia contei para eles as outras situações engraçadas que já tinha passado na vida.
Sem dar chance de uma dialogo praticamente me joguei no sofá após o banho e quando Jake tentou me persuadir a ir dormir em seu quarto eu propus que poderíamos revezar. Mas que há primeira semana era minha.
Obviamente eu não iria desistir do sofá tão cedo, mas conseguir a primeira semana era só o começo.
Depois de que todos foram dormir, e Jake fez gracinha quando seu pai se levantava da cadeira e subia as escadas tranqüilamente, eu finalmente me deixei levar pelo cansaço e apaguei assim que deitei a cabeça no travesseiro.
A chuva que durante o dia estava leve e fina se tornou forte e tempestuosa no decorrer da noite e os clarões dos raios, acabaram por me acordar.
Estava frio, e eles haviam providenciado com antecedência um cobertor de pelos para mim, e completamente aquecida, fiquei a olhar a chuva através da janela atrás da televisão. Não se dava para ver quase nada além da cortina de água, apenas meu carro, a caminhonete; que depois descobri ser de Billy; e um Dodge 89 da Rebecca.
Apesar de estar bem enrolada no cobertor e não sentir frio, aquela sensação de frieza fez minha mente voltar em épocas que eu procurava esquecer e banir de minha mente. Épocas que por mais que tentasse, sabia que estariam comigo pelo resto da minha vida.
"_ Lills! Isso é injusto! - exclamou Scott enquanto eu gargalhava baixo sentada sobre as cobertas...
_ Não é não! Você não disse que é muito frio para mim e tal! E que iria ficar apenas sentado na cadeira para me ver dormir? Então me veja dormir pelo buraco da fechadura da janela! - exclamei baixo, sabendo que ele teria escutado mesmo assim.
_ ok! Você venceu! Eu deito com você! - exclamou e eu sorri vitoriosa correndo até a janela e a abrindo rapidamente.
Mais rápidos do que meus olhos seriam capazes de acompanhar ele já estava ao meu lado, fechando a janela.
_ Você sabe que isso vai ter um preço não é? - perguntou enquanto suas mãos frias envolviam minha cintura sobre o fino pano de ceda da camisola que eu vestia.
_ Se você for me encher de beijos eu te deixo a noite inteira ali fora... - disse divertida e ele riu, enquanto dava pequenos beijos em meu rosto.
_ Você pode acabar ficando resfriada. A temperatura do Alasca quase nunca sobe acima de 10°C... - me lembrou e eu revirei os olhos.
_ Sem falar que minha pele é muito fria... - disse colocando um dedo sobre meus lábios.
_ Mas eu vou estar embaixo dos cobertores... Por favor... - pedi falando com seu dedo ainda pressionado em minha boca.
Ele suspirou uma vez enquanto eu me derretia com seus olhos dourados.
_ Ok. Mas se você tremer uma única vez durante toda a noite, eu vou me sentar no divã. - disse indicando o móvel próximo a janela.
Eu sabia que ele não cederia mais do que aquilo. Resolvi aceitar sua proposta.
_ Está bem. Mas a tremedeira tem de ser de frio. Se for de tesão você vai ter de se agarrar ainda mais a mim! - exclamei dando-lhe meu melhor sorriso.
Scott riu enquanto balançava a cabeça repetidas vezes. Seus dedos subindo por meus cabelos vermelhos, o ouro se encontrando com a esmeralda...
_ Você não tem jeito... - sussurrou enquanto se aproximava com meu objeto de desejo do meu rosto...
_ Tenho jeito sim... Principalmente quando você me beija... - disse maliciosa e ele sorriu mais largamente enquanto finalmente acabava com aquela porcaria de distancia entre nossos lábios.
Envolvi minhas mãos em seu pescoço, afundando meus dedos em seus cabelos castanhos longos, colei seu corpo ao meu, enquanto suas mãos rodeavam minha cintura e ele me deixava aprofundar o beijo.
Quase fiquei feliz com aquela aproximação, mas foram por leves segundos.
Ele nos afastou antes que eu pudesse aproveitar realmente estar tão próxima a ele.
_ Lills. - ralhou enquanto suas mãos me afastavam dele com carinho...
Eu fiz um leve biquinho por ele ter interrompido, mas estava saltitando por dentro por aquela evolução.
_ ok! Vamos dormir! - exclamei ao perceber que ele iria começar um de seus monólogos sobre precaução e limites. Algo que eu sempre fiz questão de ignorar.
Ele riu, e entrelaçando seus dedos aos meus seguimos para a minha enorme cama Box. Aquela era a primeira vez que íamos dormir juntos. Tecnicamente apenas eu ia dormir. Mas só de tê-lo ao meu lado, já fazia valer a pena todo o esforço.
Deitando-me na cama arrumei os cobertores de maneira correta para que ele não reclamasse e deitando ao meu lado sobre eles, colocou uma manta sobre seu corpo enquanto eu revirava os olhos e me aconchegava sobre seu peito de mármore.
_ Scott... - chamei enquanto fechava os olhos deixando aquela sensação de proteção e felicidade me atingir por completo...
_ oi. - respondeu baixo, enquanto suas mãos continuavam a acariciar meus cabelos...
_ Eu amo você... - confessei.
Suas mãos pararam de se mover no mesmo instante. Eu teria ficado assustada se seu coração tivesse parado de bater, mas ele já não batia mesmo, então apenas pensei que talvez ele tivesse ficado surpreso com minhas palavras.
Antes que eu pudesse ficar insegura ele voltou a mexer em meus cabelos.
_ Eu também amo você Lills.
"Definitivamente, todo o esforço tinha valido a pena."
_ Lills? Você está bem?
A voz de Jake me fez dar um sobressalto no lugar, me encolhendo sobre o sofá.
_ Calma, sou eu. - disse ligando o abajur ao meu lado.
Ele estava vestindo uma bermuda floral enquanto segurava um copo de água e me olhava preocupado.
Só me dei conta de que estava chorando quando senti gotas salgadas atingirem minha boca.
_ Desculpe... Eu... Tive um pesadelo. - menti, limpando as lágrimas rapidamente.
_ Quer conversar sobre ele? - perguntou se sentando no sofá ao meu lado.
Ainda encolhida em meu assento, abracei minhas pernas e neguei com a cabeça dando um leve sorriso.
_ Lembrar de pesadelos não faz bem para a memória. - comentei e ele deu um leve sorriso...
Foi caloroso...
_ Tome. - disse me estendendo o copo.
Respirei fundo e aceitei sua água de bom grado, tomando um grande gole.
_ Obrigada. - agradeci e ele consentiu.
_ Quer que eu fique aqui até você voltar a dormir? - perguntou e eu neguei.
_ Eu vou ficar bem... Só preciso me manter aquecida... - disse espantando o leve arrepio que percorreu meu corpo.
Ele consentiu e pegou o copo vazio de minhas mãos. Vou deixar o abajur ligado. Se precisar de algo fique a vontade.
Se levantando ele beijou minha testa e saiu dali, indo até a cozinha e depois subindo as escadas.
Aqueles pequenos minutos com Jake conseguiram me acalmar. Apesar da lembrança vivida em minha mente, eu me sentia tranqüila.
Jake definitivamente era um excelente irmão.
Desejei o ter conhecido antes.
Assim que coloquei a cabeça no travesseiro, levei alguns minutos para voltar a dormir, mas como acontecia todas as vezes que as lembranças voltavam, eu passei a cantarolar qualquer musica e logo estava dormindo novamente.
_ Então Família Buscapé! O que nós vamos fazer hoje? - perguntei após arrumar os lençóis e os cobertores sobre o sofá e me juntar ah eles que já tomavam o café.
_ Nós, se você quer dizer nós três, temos de ir provar o vestido de noiva e os de madrinhas. - disse Rach enquanto eu beijava sua bochecha e fiz o mesmo com o restante.
_ Espero que seja algo sexy e provocante, e de preferência que use o mínimo de lingerie... - comentei erguendo as sobrancelhas sugestivamente para ela que revirou os olhos enquanto Billy engasgava com o café.
_ Vai com calma Billy... - brinquei dando leves tapinhas em suas costas.
_ Não... eles são comportados e compridos. - Respondeu me fuzilando com o olhar...
_ Rebecca que espécie de irmã é você que deixa ela fazer uma coisa dessas! - exclamei e ela riu...
_ Eu tentei argumentar, mas Rach quer do jeito dela!
_ Bom dia! - exclamou Jake se juntando a nós na cozinha, ele olhou para mim e beijou minha testa. - dormiu bem o restante da noite?
_ sim. - respondi desconfortável por ele tocar no assunto...
_ o que aconteceu? Pesadelos? - perguntou Rach e eu me limitei a consentir enquanto desviava de seu olhar inquisidor e me servia de leite.
_ AHH! Nós precisamos estar aqui antes do almoço! - exclamei mudando completamente o rumo da conversa.
_ Por quê? - perguntou estreitando os olhos para mim e eu sorri maliguina.
_ è a hora que meu presente vai chegar! - exclamei.
_ Você não vai mesmo me dizer o que é? - perguntei me olhando com seu melhor olhar de cachorrinho sem dono que quase derretia meu coração.
_ Não! Porque se não provavelmente você vai me mandar devolver! E eu realmente levei horas, horas e muito trabalho mental para conseguir esse presente. - respondi.
_ Você que fez? - perguntou temerosa.
_ è lógico que não! Não tenho braços, muito menos idéia para fazer algo daquele tipo! Aliás, seria bom se Paul estivesse aqui quando chegasse! Porque eu faço questão de ver a cara dele! - exclamei e seus olhos se arregalaram.
_ Lills, me diz que não é nada pornográfico... - suplicou e eu ri negando.
_ tecnicamente, não é pornográfico. Depende da maneira como vocês vão usar aquilo. - disse divertida. - aliás, eu ia fazer um super comentário malicioso, mas vou respeitar a presença de Billy.
_ Obrigada. Lilian. - disse Billy e eu consenti.
_ Ah! Mas o Jake não deve gostar muito não! Afinal é a irmã dele... - comentei e ele franziu o cenho.
_ Eu vou fazer questão de estar aqui na hora do almoço. Vou vigiar por nós dois, Pai. - disse Jake.
_ Conto com você filho! - apoiou Billy e os dois levantaram as mãos dando um tapa forte.
_ Homens! - bufei.
