Capitulo Dois - Foi a coisa mais forte que já senti

Eu tinha certeza que qualquer um a duzentos metros de distancia de mim conseguia ouvir meu coração disparado. 'Deus, ele é ...'.Nem em pensamento eu conseguia achar palavras para descrevê-lo, perfeito parecia eu não estava exagerando ele parecia vindo de um de meus sonhos sobre 'o cara perfeito'.Desviei apressada meus olhos para qualquer um, qualquer lado, qualquer coisa para que não tivesse que encara-lo, me foquei em Quill depois em Embry e então em Jared que havia parado de beijar a namorada abruptamente e virará o rosto rápido para encarar a 'montanha de músculos' reparei então que os outros assim como o Jared faziam o mesmo. Todos. Quill, Embry e Jared tinham um olhar de uma pessoa que vê uma bomba atômica explodindo bem na sua frente, Kim porem parecia confusa mais também curiosa enquanto assim como os outros encarava a 'montanha de músculo' .Ninguém disse nada.

_A ligação não pode ser completada, por favor tente mais tarde. –Anunciou a gravação no ouvido, praguejei em voz baixa antes de guardar o celular no meu bolso. Ainda reunindo coragem pra erguer minha cabeça o silencio total dos outros ainda reinava, respirei fundo antes de erguer meus olhos, ele me encarava.

Tive uma maldita sensação de borboletas dando uma festança em meu estomago. Não sabia bem o que fazer ele continuou a me encarar, eu não sei o que estava acontecendo nunca fui tímida mais o olhar dele era extremamente desconcertante. Eu queria mexer no meu cabelo checar se não estava muito desarrumado, mas sabia que isso me faria parecer uma 'idiota total'. A montanha de músculos ainda me encarava, ele não parecia sentir necessidade de piscar. Queria falar, mas sabia que se tentasse provavelmente gaguejaria e então provaria ser uma 'idiota total'.

_Vou embora!! – Minha voz anunciou antes que eu pudesse me impedir 'Idiooota!!' gritou a voz da Kate na minha cabeça eu ignorei, me virei pronta para ir.

_O quê?! – Era a voz rouca dele, parecendo confusa.

_Eu disse que já vou! –Repeti, já de costas para ele, e notei que de repente respirar ficou bem mais fácil assim como falar e me concentrar também. Nesse momento estava totalmente concentrada em andar, andar para bem longe daquele cara que mais parecia um pecado ambulante.

_Por quê? –Ele questionou parecendo irritado.

_Porque eu quero, oras! –Respondi rudemente.

Eu estava tão concentrada em andar o mais rápido possível para o mais longe que conseguisse daquele cara, que nem sequer reparei onde pisava, a dor me fez saber exatamente encima de que eu havia acabado de pisar. Garrafa quebrada, simples assim.

_Merda de turistas desgraçados!!!-Gritei alto, enquanto caia sentada erguendo meu pé ensangüentado, grunhi de dor sem me importar nem um pouco com os turistas que me lançaram olhares atravessados ou mesmo com o pequeno grupo de garotos da reserva que ficariam possivelmente chocados com a boca suja da filha de Billy Black.

Eu tinha meus olhos fechados, tentando não pensar que havia sido minha estúpida culpa aquele corte, por que diabos eu havia tirado as malditas chinelas?Uma onda de xingamentos dirigidos tanto a mim quanto ao infeliz do bêbado que jogou a garrafa estava se apossando da minha mente quando eu senti um par de mãos quentes no meu tornozelo. Eram realmente quentes. Quentes a ponto de me fazer esquecer a onda de xingamentos na minha mente e abrir meus olhos, ele me encarava com um sorriso travesso de garoto, porém nada nele mais parecia pertencer a um garoto. Seus ombros eram largos e fortes a pele era rubra como a minha, ele aparentava ser mais velho que os outros, talvez tivesse minha idade. Eu puxei o ar com força, uma das mãos dele deslizou para a batata da minha perna ele estava molhado acabara de sair do mar provavelmente, seu corpo estava também coberto de areia por ter rolado no chão com Jared, mais o que me chamou a atenção foi que mesmo molhado com os cabelos pingando como estavam suas mãos não só suas mãos seu corpo inteiro parecia ser quente, quente demais!'Em todos os sentidos' –Completou a voz de Kate na minha cabeça.

_Eles são uma bosta mesmo, eu os odeio.

_Ahn? –Questionei confusa, do que diabos ele estava falando?Ele riu da minha confusão antes de esclarecer.

_Os turistas, eles são uma bosta que só vem aqui para sujar a praia. –Explicou-me com calma, a mão dele que nesse instante acariciava a batata da minha perna mais então parou com a caricia e eu lamentei internamente, ele afastou os olhos dos meus._Jared minha camisa. – Ele pediu e o outro garoto arremesso-lhe a camisa.

Antes que eu fosse capaz de raciocinar de forma coerente houve o som do rasgo do tecido eu o olhei chocada, ele deu uma risadinha e piscou um olho para mim antes de dizer.

_Não se preocupe eu vivo estragando minhas roupas. – Ele retirou um caco de vidro ainda preso ao corte eu gemi de dor enquanto fechava meus olhos, detestava ver sangue principalmente se fosse meu. Eu o senti limpar o corte e com outro pedaço do tecido cobri-lo somente quando a mão dele voltou a acariciar minha perna me permiti abrir os olhos, ele agora tinha um olhar preocupado e sofrido como se quisesse sentir a dor do corte em meu lugar e isso só fez com que me sentisse ainda mais atordoada diante dele.

Quem era aquele cara afinal?Por que ele queria sentir a minha dor se nem sequer nos conhecíamos?E por que diabos eu perdia o fôlego só de olhá-lo?Por que nesse exato momento tinha vontade de abraçá-lo e dizer que eu estava bem e que ele não tinha porque se preocupar?Okey a parte de querer abraça-lo tinha um resposta bem obvia, ele era perfeito na minha humilde concepção, eu não entendia como ele podia se encaixar tão perfeitamente no que eu imaginava que um cara perfeito precisava ser, e de repente a imagem dele pulando encima de Jared não me pareceu mais imatura como a minutos atrás parecia.

_Ainda dói? –Foi ele que me arrancou de minhas deduções, e notei que a interrupção dele não me incomodou como a dos outros me incomodava.

_Um pouco – Respondi sem pensar, ele ainda acariciava minha perna e reparei como nosso corpos estavam próximos, próximos demais para dois desconhecidos ficarem sem contar o quanto parecíamos íntimos nesse momento "Por Deus estamos em publico!!".Gritei internamente antes de me afastar dele da forma mais gentil que consegui, mas embora tenha tentado ser gentil e, diga-se de passagem conseguido, ele não pareceu gostar disso nem um me levantar, ele me ajudou fazendo questão que mesmo eu já estando de pé o meu corpo e o dele ficassem próximos, novamente próximos demais para dois meus chinelos.

_Alguém viu onde a garrafa foi parar? –Questionei para que qualquer um do grupo pudesse responder, mais eu já sabia quem ia me responder antes mesmo de perguntar.

_Eu jogo ela fora. – Ele falou enquanto com um movimento rápido apanhava algo do chão que depois eu notei ser a garrafa quebrada. Seus olhos encontraram os meus, novamente nos encaramos. Dessa vez pareceu que passamos horas fazendo isso.

_Rachel esse é o Paul, essa é a irmã do Jacob lembra que ele nos contou que ela viria, Paul? – Houve algo na voz de Jared que chamou minha atenção talvez o modo como ele frisou a palavra 'irmã' ou talvez como mesmo sem conhece-lo bem eu soube pelo tom de sua voz que ele estava serio. Passei meus olhos pelos outros Quill e Embry também estavam sérios, Kim parecia ter entendido alguma coisa, alguma coisa que eu não fui capaz de entender nesse exato momento.

_Eu já vou pessoal, preciso cuidar disso. –Anunciei apontando para meu pé cortado, sorri para Quill, dele era fácil arrancar informações coitado nunca foi bom em guardar segredos, Jacob que o diga._Quill pode me fazer um grande favor?Em troca dos velhos tempos. –Completei sorrindo ainda mais, Paul lançou a Quill um olhar mais que assassino enquanto trancava as mãos em punhos que pareciam poderosos. Dei-me conta então que para mim havia parecido uma expressão inocente, com 'velhos tempos' estava me referindo a quando Quill costumava me jogar balões d'água ou tentava espiar a mim ou a Rebecca quando nos trocávamos o que não era nada de mais e sabia que Quill lembrava exatamente o mesmo que eu, mais percebi que para os outros aquilo parecia bem mais importante do que devia. Eu abri a boca para consertar a besteira que eu havia dito mais Paul foi mais rápido, rápido e incisivo.

_Eu vou com você! –Pareceu bastante uma ordem e eu não gostei, mais também não queria contrariá-lo, ele parecia estar fazendo um esforço tremendo para não socar Quill ou coisa pior.

_Eu ia pedir para que se o Quill visse a Leah Clearwater me avisa-se. – Rebati com uma mentira feia que por milagre pareceu colar, porque eles não me olharam como louca quando falei da garota Clearwater, então Leah ainda estava por aqui pelo que parecia.

_Claro que aviso Rachel – Quill falou com o mesmo sorriso doce que tinha quando era criança – pelos velhos tempos!

Completou ele com uma piscadela travessa idêntica a que dava quando tinha oito anos."Péssima escolha de expressão". Pensei ao ouvir Paul literalmente rosnar ao meu lado, eu o ignorei me virando e partindo, ignorando o pequeno ataque que Paul estava prestes a dar, até por que mesmo se eu tivesse tido um caso com Quill há muito tempo atrás, coisa que definitivamente não aconteceu o que o tal Paul tinha haver com isso? Nada! Porque eu não devia nem uma explicação a ele, eu nem o conhecia. Conclui por fim enquanto tentava caminhar.

Me senti ser envolvida em um abraço quente e forte, a pessoa ou melhor a montanha de músculo, esse termo parece mais correto para defini-lo, passou a caminhar agilmente enquanto carregava a maior parte do meu peso, eu só andava teoricamente, pois tinha mais a sensação de ser carregada. Ficamos em um silencio tenso por um minuto que mais pareceu um século. Ele 'andava-me-carregava' de forma ágil porém lenta respeitando meus passos lerdos.

_Que velhos tempos?- Questionou-me abruptamente.

_Não é de sua conta! –As palavras saíram rapidamente de minha boca, eu não tinha nada a esconder mais também não devia explicações a ele.

_Vocês namoraram por acaso? –Ele continuou a questionar ignorando totalmente minha resposta mal educada.

_Ah, claro! Porque é o sonho de toda garota de 'catorze' anos de idade namorar o melhor amigo de 'dez' anos de idade do 'irmão' dela - Rebati irônica frisando bem o fato Quill ser mais novo que eu.

_Idade não é importante para o Quill – Resmungou ele para se mesmo. Ficamos em silêncio novamente antes de eu dizer.

_Pode voltar para os seus amigos se quiser, sou perfeitamente capaz de chegar em casa só. – Eu não queria que ele fosse, realmente não queria, ele pareceu saber disso.

_Foi bom ter te encontrado – Eram palavras simples que poderiam ter passado despercebidas, mas algo no modo com ele as disse fez parecer que não falava de algo simples parecia que falava de algo mais, de algo que eu não entendia no momento. Ele desviou os olhos da praia a nossa frente e olhou para mim, o mundo pareceu parar de girar, estávamos tão próximos...

_Gatinha?!

Eu xinguei antes de olhar ao redor. As 'entidades' realmente não gostam de mim. Lá estavam eles, os mesmos surfistas idiotas, eles lançaram olhares zombeteiros para Paul, eu senti os músculos dele se contraírem.

_Voltou com o namoradinho da reserva foi?

_Qual é gata?Larga logo esse moleque!

_Por que não se abraçam com suas pranchas e vão pra água, hein? –Sugeri raivosa, mais tarde notaria que foi um erro sequer dirigir a palavra aos 'cabeça de parafina'. Eles riram, gargalharam na verdade.

_Zangadinha do jeito que eu gosto – Comentou um para o outro e os músculos de Paul ao meu lado se contraíram ainda mais. Eu tentei continuar a andar, mas Paul não parecia disposto a isso.

_Vamos –Pedi o puxando pelo braço e diga-se de passagem que o braço dele era da grossura das minhas coxas mas preferi não pensar muito nisso no momento. Os surfistas gargalharam novamente e eu senti uma quase incontrolável vontade de bater neles.

_Qual é gata? Larga esse moleque, ele nem sabe o que fazer com uma mulher feito você!

Fui capaz de ouvir um rosnar alto e no segundo seguinte Paul não estava mais ao meu lado. Fora tudo muito rápido. Em segundos, Paul estava bem diante dos surfistas, seus punhos travados pude ver que ele tremia de fúria enquanto se curvava um pouco com se fosse saltar e então os outros estava lá também. Jared, Embry e Quill estavam lá, eles falavam coisas aparentemente sem sentido, mas pareciam querer parar Paul o que era natural, não era natural porem o fato deles se manterem distante de Paul como se com medo de se machucarem ou algo assim, esse fato anormal se gravou automaticamente em minha cabeça. Por que eles não se aproximavam e simplesmente arrastavam Paul dali? Era o que caras normais fariam com um amigo brigão, certo?

_Não faça isso ou exporá todos nos! – Falava Jared parecendo controlado, mais ansioso também.

_O Sam vai te matar Paul! –Gritou Quill, ele foi o que mais se aproximou de Paul e mesmo sendo o mais próximo ele ainda estava a uns dois metros de distancia.

_Se controle Paul, ela está aqui. Você quer que ela descubra assim? Porque eu tenho certeza que se ela descobrir desse jeito nunca mais vai querer olhar na sua cara. – Disse Embry persuasivo, Paul rosnou ainda mais alto e parecendo furioso, os surfistas davam passos para trás amedrontados alguns turista já paravam suas atividade para nos observar.

Paul virou a cabeça para me olhar, ele ainda tremia violentamente visivelmente perturbado parecia não conseguir se decidir sobre o que fazer a seguir. Jared gritava ordens, Quill ainda falava algo sobre 'os outros' e em como Paul ferraria a todos, e isso obviamente não estava ajudando a Paul. Embry estava surpreendentemente persuasivo, calmo como se cuidasse de situações assim todos os dias. Paul olhava em todas as direções com um predador quando acuado, um predador que procura uma saída. Ao mesmo tempo em que parecia um predador acuado ele também lembrava um garoto que achava que podia recuperar sua bola antes que o carro passe, foi por um rápido vislumbre do que aconteceria com o garoto caso não fosse rápido o suficiente que me despertou do meu estupor. Não podia deixá-lo.

Foi a coisa mais forte que já senti, era como se uma parte de mim ate então desconhecida me dominasse. Uma parte que sabia que se não agisse agora Paul estaria em serio problemas, uma parte que mim que não queria que Paul ficasse bem era uma parte de mim que necessitava que Paul estivesse bem. Assim com meu corpo necessitava de oxigênio, essa parte de mim necessitava de Paul. Tudo em mim agora gritava para que me aproximasse a lógica porem dizia para não me aproximar já que nem os amigos de Paul se aproximavam nesse momento, mas não dei a mínima para a lógica.

Era como se uma corda me puxasse para Paul, ao verem minha aproximação os outros, Quill, Jared e Embry ficaram visivelmente tensos, Paul estava de costas para mim já não mais me olhava agora observava a sua volta como se analisando por onde seria uma fuga mais rápida da praia. Jared me resmungou uma ordem que não dei atenção, Paul ainda tremia.

_Volte agora, não se aproxime! –Resmungou pra mim, Jared.

Dei mais um passo e então com minha mão acariciei as costas de Paul, não por instinto mais por que eu sabia que era isso que devia fazer. Eu simplesmente sabia. A pele dele estava assustadoramente quente mais não ousei afastar minha mão. Os músculos tensos de suas costas relaxaram instantaneamente sobre meu toque, ele sabia que era eu que o tocava mesmo sem olhar seu corpo parou de tremer instantaneamente. Ele virou o rosto para me olhar enquanto eu sussurrava baixinho para ele.

_Anda Paul, vamos. –Já havia uma pequena multidão a observar. Os surfistas estavam pálidos de medo. Quill, Embry e Jared nos observavam cautelosos. Enlacei meus dedos aos de Paul, ele me olhou parecendo receoso, parecia estar com medo de me fazer mal ou algo assim eu não dei atenção, aproveitei na verdade para atrair a atenção dele a outra coisa que tinha certeza que ia distraí-lo. Meu bem estar.

_Acho que vai ter que levar pontos. – Comentei como quem não quer nada, ele olhou diretamente para o meu pé cortado.

_Ainda dói? –Perguntou ele preocupado.

_Quando casar sara. –Recitei o velho ditado com um sorriso divertido para ele. Paul me devolveu um sorriso divertido também, antes de dizer.

_Vamos casar então. –Ele afirmou com um sorriso ainda divertido mais seus olhos estavam questionadores, com medo da minha recusa.

Toda brincadeira tem um fundo de verdade pelo menos é o dizem se for assim então o cara que eu mal conheço, mas que já acho perfeito apesar de acabar de fazer uma cena estranhíssima (com ajuda de seus amigos, é claro) por causa de dois surfistas estúpidos que deram encima de mim, estava me pedindo em casamento?

_Claro, claro mais essa semana estou ocupada no sábado – Respondi divertida, o sorriso dele aumentou. Ele desenlaçou os dedos dos meus só para logo em seguida passa o braço em volta da minha cintura, voltando a carregar a maior parte de meu peso nossos corpos bem mais próximos que o necessário. Tanto ele quanto eu tínhamos sorrisos travessos nos lábios enquanto nos dirigíamos para fora da praia.


Oi

Espero que gostem do capitulo

Em breve tem mais

Obrigada a quem estiver acompanhando fic

O link para a capa da fic esta no meu perfil

E também quero agradecer a minha amiga/editora chefe Taiz Stéfany

é ela quem tem que ver os erros de português e as frases sem sentido, obrigada por esse esforço amiga eu sei que é um trabalho duro.

u.ú

Valeu pelo reviews Cabelos Vermelhos dei um grito de alegria quando vi que alguém gostou, plis continua mandando reviews.

Feliz ano novo

Bjin