Essa história não me pertence, e nem os personagens de Inuyasha
PRÓLOGO
—- Você voltará para a Taisho Cruise Lines como pre sidente, e ficará nesse cargo por um ano — O advogado silenciou, e dirigiu o olharpara Inuyasha Taisho, principal beneficiário do testamento de Inuno Taisho. — E conven cerá Kagome Higurashi a ser novamente sua assistente pessoal. As palavras atingiram Inuyasha como um tiro, repelindo-o para trás em sua cadeira e roubando-lhe o ar dos pulmões.
— O diabo quem vai! Não serei eu, não mesmo! En tendeu?
O advogado não se deixou impressionar. Depois de tantos anos lidando com a arrogância da família Taisho, ele provavelmente se tomara imune a ofensas e a tons de voz ameaçadores.
— Se recusar, perderá o direito à herança de seu pai. Além disso, seus irmãos também perderão as partes deles. Em resumo, se algum de vocês negligenciar as tarefas que lhes foram designadas, terei de agir conforme a ordem que me foi dada; vender toda a companhia Inuno para a Mardi Gras Cruising pela quantia de um dólar. O negócio, os ativos, a carteira de investimentos. Tudo
Desgraçado. Inuyasha deu uma pancada na mesa com as mãos, e se levantou da cadeira de um pulo. Devia saber que o velho encontraria um modo de mexer seus pauzi nhos — mesmo depois de morto.
— A Mardi Gras é a principal rival da Taisho, e seu presidente é inimigo declarado de meu pai.
— Estou ciente disso respondeu o advogado.
Furioso, Inuyasha caminhou pela sala de jantar de Taisho Manor. Olhou para a irmã e o irmão, ainda tão jovens, e viu mais do que aflição e pasmo em suas faces pálidas: viu resignação. No caso de seu irmão, havia também frustra ção e raiva contida.
Eles esperaram Inuyasha parar. Da maneira como fizera cinco anos antes. O fato de não ter entrado em contato com Sesshomaru e Sango durante aqueles anos, e tampouco ter retomado suas ligações, sem dúvida contribuíra para que ambos perdessem a confiança nele. Contudo, Inuyasha havia cortado todos os laços porque não queria os irmãos envol vidos na guerra que travava contra seu pai. Inuyasha lutava para se livrar de uma camisa de força invisível que fica va cada vez mais apertada. Estava em dívida com Sesshomaru e Sango, e não apenas por abandonar os negócios da família.
Inuyasha girou o corpo, voltou a se dirigir ao advogado e falou:
— Qualquer pessoa, menos ela. Não pode ser Kagome Higurashi.
Três semanas após dizer que o amava e que queria passar o resto de sua vida ao lado dele, ela se foi, sem remorso e com os bolsos recheados, depois de perder as esperanças de que Inuyasha fosse comprar uma aliança de casamento.
— Sinto muito, Inuyasha. A srta. Higurashi foi uma exigên cia de Inuno.
Era coisa de seu pai, sem dúvida. Aquele déspota manipulador. Ele sempre cobiçava o que era de seu filho, e então tomava o que queria, de um modo ou de outro, jogando sujo se fosse preciso. Depois, exibia seu triunfo, como um gato que abandona uma carcaça sobre o tapete.
— E se ela recusar? — Inuyasha tentaria de tudo para ga rantir que Kagome recusasse.
— Nesse caso, terá de convencê-la a mudar de idéia. É sua única alternativa, a menos que você desista.
Mais uma vez, Inuyasha se viu num beco sem saída. Sen tiu-se dominado pela frustração.
— Vou contestar essa determinação.
— Contestações vindas de qualquer um de vocês três resultarão imediatamente na perda de todos os direitos — respondeu o advogado sem pestanejar.
Inuyasha teve de se esforçar para não extravasar sua fúria esmurrando alguma coisa. Seu tirânico pai fechara todas as saídas óbvias antes de morrer de ataque cardíaco na cama de sua última amante, havia três dias. Precisava contornar aquela situação. Se existisse qualquer maneira, ele a encontraria.
Espalmando as mãos sobre a mesa, Inuyasha se inclinou na direção do advogado.
— Kohaku, você sabe que meu pai não devia estar mentalmente são para exigir isso.
— Ele não estava louco, Inuyasha — disse seu irmão antes que Kohaku pudesse responder. — Eu saberia. Trabalha va com ele todos os dias. Você saberia também, se esti vesse por perto. —Sesshomaru não fez nenhum esforço para disfarçar sua raiva.
Sango moveu a cabeça em concordância.
— Papai era insuportável, insensível e imoral. Mas não era louco.
Mentalmente, Inuyasha praguejava. Ele se endireitou e cravou os olhos arregalados em seu irmão.
— Por que você não está protestando? O cargo de pre sidente deveria ser seu.
Sesshomaru deu de ombros, mas sua expressão parecia de decepção.
— Papai queria que você o ocupasse. Inuyasha bufou de repulsa.
— Bem, seria uma novidade para mim. Você, Sesshomaru, foi sempre o favorito, o braço direito. E eu era o saco de pancadas. Aquele em quem ele gostava de bater. — Não fisicamente, mas de todas as outras formas. Competia com o filho em tudo. Esportes. Negócios. Mulheres. Até que seu pai foi longe demais com a rivalidade.
Inuyasha olhou para a irmã.
— Essa conversa de "um por todos e todos por um" é absurda. Ele passou a vida tentando nos manter longe um do outro.
— E parece que na morte ele está tentando nos unir — retrucou Sango.
Kohaku pigarreou.
— No ano passado, Inuno percebeu que havia cometido alguns erros. Ele quer que vocês três ajudem a corrigi-los.
— Então não apodrecerá no inferno por toda a eterni dade — Inuyasha resmungou. Uma sensação de derrota pesou sobre seus ombros. Não havia escapatória: estava preso, como um rato em um labirinto. Exatamente como seu pai gostava.
Seja qual for o jogo agora, velho, eu serei o vencedor dessa vez. Mesmo que fosse necessário ficar de novo frente a frente com Kagome. Endireitou os ombros e olhou direto nos olhos do irmão.
— Está decidido. Voltarei para a TCL e farei a Kagome Higurashi uma proposta que ela não poderá recusar.
Oi gente, bom decidi ficar com duas histórias, essa é maravilhosa e envolvente, e espero que leiam essa e a outra em, beijao;
