Fora um dia longo e forte em emoções para todos eles. Rei sentia um misto de sentimentos dentro de si que não conseguia deixar de transparecer na sua face sorridente. Inicialmente sentira pena por não participar na corrida com os seus colegas de equipa, mas por outro lado sentia-se orgulhoso da decisão que tomara e que ao invés de o afastar, apenas o unira mais à equipa. E as caras felizes que todos demonstravam eram a prova disso. Rei não podia estar mais feliz, principalmente depois da promessa de voltarem ao mesmo local dali a um ano, para desta vez ele poder mostrar a sua técnica de borboleta aperfeiçoada.
E por fim o dia terminara e depois de muita celebração (apesar da desclassificação), estava na hora de todos voltarem aos seus quartos para no dia seguinte partirem de volta para a normalidade. Mas antes de entrar no quarto juntamente com Nagisa, Haruka chamou Rei à parte. Ficaram a conversar durante alguns minutos no corredor do hotel e Haru expressou o melhor que pôde a gratidão que sentia por Rei e por tudo o que este tinha feito por Rin e pela equipa. O rapaz de óculos já se sentia embaraçado com tantos agradecimentos, mas terminaram com um abraço e despediram-se seguindo cada um para o seu quarto.
Mal Rei fechou a porta do quarto, sentiu algo quente a ir suavemente de encontro ao seu corpo. Nagisa tinha-se abraçado às suas costas de uma maneira silenciosa e calma, tão pouco típica do rapaz louro.
- Nagisa? está tudo bem? - ainda encostado à porta, Rei começou a virar-se para encarar o namorado mas este escondia a face no seu peito.
Nagisa levantou o rosto e olhando Rei no olhos disse:
- Acho que me apaixonei de novo por ti, Rei.
Rei sentiu o rubor aquecer-lhe a face. Era demasiada felicidade num só dia…
- Nagisa… - sussurrou enquanto segurava suavemente o queixo do mais baixo.
- Estou amo-te mesmo, Rei. - continuou Nagisa. - Tudo em ti é belo. A tua atitude hoje só provou mais isso. Eu… desculpa por às vezes não perceber o que tu sentes! Nunca quis que te sentisses de parte… Eu só quero apoiar-te o máximo que posso e…
- Nagisa! - interrompeu Rei. - Tu sempre me apoiaste o tempo inteiro. Se não fosses tu eu nem teria entrado na equipa. Nem me teria integrado tão bem na mesma. Tu estavas sempre lá. Tu tomaste a responsabilidade. - Rei sorriu nesta frase final e viu o rosto de Nagisa iluminar-se. - Sem ti eu não tinha chegado onde estou. - e puxou o corpo de Nagisa contra o seu.
- Rei… - em pontas dos pés, Nagisa procurou os lábios de Rei e os dois beijaram-se apaixonadamente. Ao mesmo tempo o mão de Nagisa encontrou o trinco de segurança da porta e fechou-o. - Agora ninguém nos incomoda. - disse lançando um olhar atrevido a Rei.
Apesar do dia atribulado, Rei ainda não recuperara do trauma daquela manhã, em que Haru e Makoto os tinham interrompido e por isso hesitou um pouco.
- Nagisa, eu não sei se… - começou.
- Do que é que estás à espera? Pega em mim e leva-me até à cama! - Disse Nagisa saltando para cima de Rei, enrolando os braços à volta do pescoço e as pernas à volta da sua cintura.
- N-Nagisa! - o rapaz de óculos tinha agora uma expressão alarmada, tentando equilibrar-se com o peso do loiro enquanto este cobria a sua face de beijos.
- Vamos acabar o que começamos hoje de manhã. - sussurrou Nagisa. - Se não o fizermos agora não sei quando voltaremos a ter esta oportunidade… E eu quero mesmo estar contigo hoje Rei.
Os dois ficaram a olhar nos olhos um do outro durante breves segundos. De seguida, Rei largou as pernas de Nagisa e este com um ar confuso ficou de pé, apenas para ser novamente erguido por Rei que o carregava agora como uma noiva.
- Se vamos fazer isto, que seja de uma maneira bonita. - disse Rei. Nagisa não se conteve e beijou novamente o namorado enquanto este o carregava para a cama mais próxima. Com cuidado, depositou Nagisa sobre os lençóis e cobriu o seu corpo com o dele, sem nunca pararem de se beijar. Nagisa apertava o corpo de Rei contra o seu e começava a respirar ofegantemente.
- Rei… - conseguiu murmurar quando os seus lábios se soltaram por breves instantes. Com cuidado pousou as mãos nas faces de Rei e retirou-lhe os óculos. Pousando-os atabalhoadamente na mesa de cabeceira. Tão atabalhoadamente que derrubou algo que lá se encontrava. Rei virou a cabeça para perceber o que caíra e logo viu uma frasco cilíndrico desconhecido em cima do tapete do quarto.
- O que é isto? - perguntou enquanto tentava examinar o frasco.
- Aaaah isso… - Nagisa parecia embaraçado. - Foi algo que o Makoto me deu esta tarde, junto com… - e apontou para as pequenas embalagens achatadas em cima da mesa de cabeceira.
Rei precisou de alguns segundos para focar os preservativos e o frasco de lubrificante que tinha na mão.
- O Makoto deu-te isto?! - perguntou espantado. - Porque raio é que ele tinha… - o rubor voltou a cobrir-lhe a face.
- Rei… - Nagisa sentara-se ao lado de Rei e tirava-lhe o frasco da mão - E se experimentássemos isto? Juntos?
- Como é que… - Rei ainda não fizera nenhuma pesquisa para perceber como é que aquilo se usava a não ser… - Nagisa ainda não, é demasiado cedo e…
Nagisa riu-se.
- Deixa-me ser eu a guiar-te. Limita-te a tirar a roupa. Ou melhor… - Nagisa tinha agora as mãos nas calças de Rei e começava a desaperta-las.
- Nagi… - antes que Rei tivesse tempo para protestar, Nagisa já lhe tinha tirado a t-shirt e cobria agora o seu peito de beijos.
Rei não viu outra solução que não fosse aceitar os carinhos do louro e deitou-se na cama procurando também despir Nagisa o mais depressa possível.
Quando ambos se encontravam sem roupa, Nagisa tentou tranquilizar Rei, que parecia que ainda não se tinha adaptado à ideia. Beijou-o ternamente, deixou que este sentisse a sua pele de encontro à dele. As suas mãos percorreram o corpo do namorado, sentindo cada músculo do seu tronco. Rei retribuía o beijo abraçado a Nagisa, deixando os seus dedos fazerem remoinhos nos cabelos loiros.
A mão de Nagisa chegara ao sexo de Rei. Este sentiu o corpo ficar tenso perante o toque.
- Relaxa Rei… - Nagisa tinha agora o frasco na mão e depositava algum do seu líquido sobre o membro do namorado.
Rei estremeceu ao sentir o liquido frio em contacto com a sua seguida o louro voltou a tocar no membro de Rei com movimentos seguros, como fizera naquela manhã. Rei sentiu a razão a abandona-lo e a finalmente entregar-se à sensação de prazer que o louro lhe proporcionava.
- Rei… - sussurrou Nagisa. - Eu também… - e guiou uma das mãos de Rei até ao seu sexo, também coberto de lubrificante. - Vamos fazê-lo juntos…
Rei não conseguiu dizer que não ao rosto corado de Nagisa. Também ele queria sentir prazer junto do namorado. Os dois beijaram-se ferozmente ao mesmo tempo que as suas mãos pousavam no sexo um do outro movendo-se em sincronia.
Ambos chamavam pelo nome um do outro, entre as respirações ofegantes. O prazer começava a toldar-lhes os outros sentidos, mas tentavam-se guiar pela expressão um do outro, conhecendo cada vez melhor os pequenos pormenores que indicavam o estágio do prazer em que se encontravam e tentanto sincronizar-se. Cada esgar, cada pausa na respiração, cada estremecimento... Por fim atingiram o clímax em conjunto e Nagisa deixou cair o corpo cansado em cima de Rei. Pousando a cabeça sobre o ombro do mais alto. Ficaram a respirar ofegantemente por mais alguns minutos até que Rei finalmente abraçou Nagisa de encontro ao seu peito, depositando beijos nos seus cabelos.
- Nagisa… - o loiro encontro os olhos violeta do namorado. - eu também te amo.
No rosto de Nagisa formou-se um sorriso de felicidade pura e ambos entrelaçaram os dedos e ficaram abraçados sentindo as suas respirações cansadas mas felizes.
- Rei… - sussurrou Nagisa passados uns minutos, quando Rei já estava prestes a adormecer.
- Hmm?
- Ainda falta muito para ser de manhã.
- Her… - onde é que o louro estava a querer chegar?
- Ainda não usamos os preservativos.
- Nagisa?! Tu não estás a querer dizer que… - Rei estava com um ar alarmado.
- Segundo Round! - Nagisa atirou os lençóis para trás, deixando-os novamente desnudos.
(continua no próximo capítulo)
