Capítulo 2

Hermione parou por um momento suas anotações. Descansou a pena em cima do pergaminho que usava e se recostou na cadeira onde estava.

Seu escritório em silêncio.
Há quanto tempo trabalhava no ministério? Doze anos? Sim. Desde que estagiava ali, para tornar-se uma auror, assim como Harry, aos dezenove. E também aos dezenove ingressara na faculdade, juntamente com Gina – que queria se livrar da superproteção da mãe.

Ela olhou a volta. Havia uma foto em cima de sua escrivaninha. E lá estavam Harry, ela, Rony e Gina. Apenas sorrindo por Voldemort ter sido finalmente destruído...
Desde aquele tempo, as coisas haviam mudado muito.
Rony vivia viajando com seu time de quadribol e realmente, agora, era um dos melhores goleiros do mundo. Estava feliz.
Harry e Gina não voltaram em seu relacionamento depois da guerra. Tampouco Rony e Hermione se entenderam... Gina agora estava livre e aproveitava isso. Harry não se queixava de agora estar só.
Aos vinte e um anos, ela comprara juntamente com Harry um apartamento. Seus pais lhe deram a quantia necessária para a compra como presente de aniversário.
Então aquilo era sua vida. E ela adorava cada segundo da mesma.

Harry estava com a razão, não sentira falta de um marido... Mas também, como sentiria tendo-o ao seu lado?
Quase não podia acreditar que moravam juntos a mais de dez anos... Claro que nesse meio tempo tiveram suas parcelas de desentendimento e namoros, sendo que Hermione ficara noiva duas vezes. Não dera certo. E pelo mesmo motivo de sempre, o mesmo motivo que findara todos, todos os relacionamentos que ambos mantiveram: ciúmes.

Mas, de fato, fora até melhor. Porque, e daí que eles se cumprimentavam, sempre com beijos (castos) nos lábios, independente das pessoas a sua volta? E daí que Hermione preferia - já que se sentia mais confortável. - dormir com uma das blusas de Harry? E que ela sempre o fazia porque ele sempre deixava?
Ela ponderou. "O que tinha demais, Merlim?"
E não parava por aí, as namoradas dele que foram passar um fim de semana no apartamento deles quando Hermione não podia sair, por estar fazendo pesquisas para sua próxima missão, sempre terminavam com ele aos sábados... assim como os namorados de Hermione. – mas ela não se lembrava, estranhamente, de ter chorado por nenhum deles... – E daí que vez ou outra Harry andava sem camisa pelo lugar exibindo seu espetacular porte físico para quem quisesse ver?

A verdade, no entanto, é que ou Harry ou Hermione – agindo inconscientemente – afastavam qualquer namorado(a) sem nenhum esforço, porque agiam muito espontaneamente quando estavam a sós ou não. Porque, em primeiro lugar, sempre viria Hermione (Harry). Talvez por esse motivo não tivessem ciúmes, porque, inconscientemente, sabia que poderia acabar em um piscar de olhos com qualquer relação um do outro. E sempre o faziam quando se sentiam ameaçados... E nenhum deles sequer chegou a culpar o outro.

Hermione saiu dos devaneios assim que Gina entrara no local. – Me chamou?

-Sim. Espero não estar lhe atrapalhando.

-Não, não – contrapôs a ruiva sentando-se. – O que houve?

-Conseguir encontrar um marido.

-Não! Quem é?

-O Harry. Eu o fiz aceitar. E estive pensando... Por que não chama alguém daqui?

-Do ministério?

-Não Gina, da lua – retrucou com sarcasmo.

-Quem Hermione? Por Merlim – disse virando os olhos. – Você conseguiu fisgar o único homem que presta em todos os departamentos – reclamou cruzando os braços.

Hermione sorriu. - Tem razão. Eu tive sorte.

-Quem eu posso chamar? Não sobrou ninguém...! – disse estridente.

-Calma. Não entre em desespero.

-Calma! Você me pede calma porque já tem um par! E o que eu... – ela parou, olhando Hermione de um modo que esta julgou muito estranho. – Tenho uma idéia – disse saltando da cadeira onde se acomodara. – Tive uma brilhante idéia! – com um sorriso radiante ela saiu da sala de Hermione.

-É o seguinte Malfoy – ela postou seu dedo indicador no peito dele. Cutucando-o em cada palavra que dizia. - você me deve um favor e eu estou cobrando agora mesmo.

-Nossa Weasley, falando assim, como essa sua delicadeza típica de Weasleys pobretões, até fico comovido – retrucou sarcasticamente segurando a mão dela e afastando-a de seu corpo.

A ruiva virou os olhos. – Não tenho tempo para elogios hoje. A questão é: você vai me levar a uma festa sexta à noite – falou em tom imperativo. - Esteja na minha casa as nove em ponto, ouviu bem? Odeio atrasos. Aqui está meu endereço. – Ela lhe ofereceu um pedaço de pergaminho, Draco não se moveu. Gina ergueu a sobrancelha e, bufando, pôs em sua mão. – Não é muita informação para sua cabecinha loira, espero. De qualquer forma as instruções estão nesse pergaminho, para o caso de confusão – retrucou ironicamente lhe dando as costas. - E dê um jeito nesse seu cabelo – ela disse olhando-o por cima do ombro antes de se retirar da sala.

Draco a observou sair sem reação, sua boca entreaberta. Em sua mão, o papel com o endereço da casa da mulher. – Como é? – ele andou depressa até a porta. – O que você pensa que é, Weasley? Minha dona? – gritou furioso em pleno corredor do ministério. – Sua... Sua ruiva completamente descontrolada!

Ela se virou, já distante, tinha um sorriso maroto nos lábios. Ergueu a sobrancelha e, levanto uma mão até a boca, lhe soltou um beijinho – Às nove, Malfoy, Às nove! - e seguiu satisfeita consigo mesma.

-Se queria sair comigo e não resiste ao meu charme era só pedir! – continuou arrogantemente. Gina continuou andando sem lhe dar atenção. Ele olhou o pedaço de pergaminho em sua mão irritado. – Mulheres!

Draco ainda lembrava muito vivamente, daquele dia. Onde ficara devendo a vida a um Weasley. Àquela Weasley enxerida. "Como se já não bastasse dever a vida ao Potter" pensou amargamente.

Lembrava bem da frase que usara naquele momento, quando a caçula Weasley utilizou uma maldição imperdoável para salvá-lo... "Preferia ter morrido nas mãos de minha tia a ter sido salvo por você, Weasley" Na verdade, estava apenas envergonhado por ter sido salvo por aquela que ele sempre desprezara e humilhara. E ainda lembrava-se da frase com a qual Gina rebatera:
"Não seja imbecil, Malfoy. Você agora está do nosso lado, e não podemos nos dar ao luxo de perder qualquer aliado" disse rispidamente. "Não fiz isso por você, fiz isso pela Ordem" continuou seca e depois lhe devolveu a varinha e lhe ajudou a erguer-se. "Você não pode entender isso".

E realmente, não podia. Aquela garota poderia ter morrido naquele lugar, mas voltara para ajudá-lo. Pensando nisso, sentiu-se ainda mais miserável...
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(continua)
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Capítulo fraquinho, mas o próximo está melhor, viu?

Desculpem-me os erros... Acho que o próximo capítulo vem semana que vem.

Jejeh, fico feliz que tenha gostado do fic, vou tentar continuar deixá-lo engraçado. E Prometo continuar o fic.

May33, não eu não vou postar todo dia não... Nem que quisesse poderia moxa... Mas vou tentar atualizar o mais rapidamente possível, ok?

Mandy, espero que goste desse também!

Cecília, então aqui está o capítulo, espero que goste, e comente! XD

Miki, então dona moça, está aqui para você

E Liz Potter, tipo eu realmente queria a Hermione mais nova e até iria colocá-la. Mas então achei que não ia ficar muito certo o tempo do fic e por isso a pus mais velha...

Porque: Ela tinha feito a faculdade com 19 anos e terminado com 24 anos. Achei que deveria ter um tempo maior para "modificar" as pessoas que estariam na festa. E até mesmo ela e Gina.

Almofadinhas, aqui está! Espero que curta.

.Miss.H.Granger. hehe até que não viu? O Harry não vai sofrer muito não (se é que vai sofrer...). E sobre a Gina, pergunta respondida?

Pobres criaturas quem: Draco e Harry ou Gina e Hermione? Meio difícil, não?