Nota da autora: Obrigada a aqueles que estao lendo e dando reviews! :) Vocês são demais!

Obrigada a ShynaMends por fazer a pre-leitura deste capitulo.


Jacob

Desde o momento que olhei para ela, eu estava total e completamente sob o encanto de Renesme. Instantaneamente ela se tornou o meu sol e tudo na atmosfera circulava ao redor dela. Eu estava incondicionalmente ligado a renesmee para sempre.

Não era como se eu tivesse escolhido, mas estava feliz. Muito feliz. Antes do imprinting, qualquer felicidade que achava que tinha não era nada comparado em como eu me sentia agora que tinha Nessie. Não podia passar um dia sem falar com ela ou começava a ficar mal, muito mal. Para qualquer um que não soubesse o que o imprinting significava, parecia ser algo meio patético, toda a sua vida dedicada em agradar e proteger alguém. Minhas necessidades não tinham mais tanta importância, Nessie era o meu tudo. E o mais louco disso: não conseguia imaginar minha vida de outra maneira.

Eu mudei completamente. Ainda era o Jacob, mas agora tinha responsabilidades. Nessie era a prioridade número um, mas eu também era o alpha da matilha. Passar o tempo com Nessie e ser o alpha era um desafio. Ela estava crescendo tão rápido, mudando tão rapidamente. Não queria perder nem um segundo disso. Meus irmãos entendiam, mas não podia passar vinte e quatro horas do dia com ela como eu gostaria. Facilitava que ela tinha os Cullens como família. Todos eles eram tãoo obcecados por ela como eu.

Às vezes me perguntava onde era o meu lugar na vida dela quando Nessie tinha tanta gente competindo por seu tempo e sua atenção. Mas, eu sabia que havia um relacionamento especial, diferente daquele que ela tinha com sua família. Quando ela pegava na minha mão e projetava seus pensamentos na minha mente, era como nós fôssemos uma pessoa só ou algo assim. Era quase que sobrenatural, mas, bem, provavelmente era. Nós não somos criaturas normais mesmo.

Depois que Nessie nasceu, veio um tempo de paz com o bando. Nós continuávamos a nos transformar e fazer patrulhas pela área, mas nós também seguimos com as nossas vidas. Sam e Emily tiveram tês filhos, Seth se formou no segundo grau, e eu consegui abrir uma pequena mecânica em uma garagem em Forks. Não sabia por quanto tempo poderia administrá-la. Como me transformava regularmente, eu não crescia ou envelhecia. Em dez anos sabia que continuaria a aparentar como um cara de vinte e quatro anos. Um dia teria que deixar a reserva ou ver o mundo lá fora. Mas, por enquanto podia ir e vir com quisesse.

Bella, Edward e os Cullens me aceitraram em sua família nada comum, mas não diria que sou como um deles. Também não queria ser. Minha lealdade e devoção era com Nessie. Era leal à sua familia por osmose. Eu confiava neles. Mas sempre seria um lobo e eles sempre seriam vampiros. O tratado pernanecia mas mesmo assim eles não tinham permissão para ir na reserva a não ser que fosse alguma autorização. Nessie era a única Cullen com liberdade a ir na reserva.

Quando Nessie cresceu fisicamente e mentalmente, eu sabia que as coisas entre nós estavam mudando. Por muito tempo, eu fui como um tio pra ela, tipo o Jasper ou Emmett. Mas, as coisas começaram a mudar. Ela crescia e tinhas necessidades diferentes. E eu institivamente me adaptei a elas.

Nessie se tornou uma adolescente. Bem em frente dos meus olhos, e ela não tinha ideia do que estava contecendo. Começou de maneira sutil. Ela continuava sendo a garota linda que sempre foi, mas por debaixo disso uma personalidade começava a ser firmar. Eu podia ter explicado pra ela tque o que estava acontecendo e o que provavelmente viria pela frente mas sabia que era algo que ela teria que aprender naturalmente. Esperava que a adolescêndia não fosse tão difícil pra ela. Não imaginaria que ela seria uma adolescente complicada, ou problemática, como eu era quando um me tornei um.

Acho que percebi antes mesmo do Edward, Nessie estava começando a amadurecer de uma forma diferente. Ela era muito próxima dos seus pais, mas comigo ela conversava sobre certas coisas que pareciam ser mais faceis pra ela lidar. De certa forma gostava que fosse única pessoa que ela realmente se abria pra conversar. Estava se tornando inquieta, mais independente e curiosa sobre a vida.

Os Cullens apreciavam música clássica, poesia e todas aquelas roupas chiques e carros europeus. Eu queria que Nessie se sentisse como uma garota normal, então tentei ajudá-la com as experiências humanas. Mostrei pra ela o macarrão com queijo, luta livre, ensinei como andar de bicilcleta. Eu a via quase todo dia, mas nos sábados a gente tinha o dia todo juntos. Era o meu dia favorito, passar o dia todo comigo e ninguém pra competir sua atenção.

Num sábado qualquer a gente estava na praia, como qualquer outro antes, e do nada algo mudou entre nós.

Pela primeira vez, Nessie se recusou a me dizer o que estava acontecendo. Fui pra água pra saber se não estava muito gelada pra ela e quando saí ela tinha um olhar muito estranho no seu rosto. Ela nunca me olhou assim antes. Quando eu dei a mão pra que ela me mostrasse o que estava pensando, ela ignorou e correu para as ondas.

Pra ser honesto, fiquei um pouco sentido. Nessie não tinha ideia de como ela me afetava.

Nadei atrás dela, claro, e estava surpreso que ela estava indo pra tão longe da costa. Quando ela começou a escalar uma das rochas, tive um pequeno ataque de pânico. Tá, eu sabia que ela era meio vampira e nunca iria se machucar ou algo assim, mas vê-la em qualquer perigo em potencial me deixava louco de perocupação.

Nessie sempre foi corajosa, mesmo quando era uma menina. Eu gostava que ela não tinha medo de novidades e amava saber sobre tudo. Mas ela era cuidadosa com suas escolhas, também.

O que foi que deu na minha menina? Imaginava enquando corria atrás dela. Ela era esperta o suficiente pra saber como era perigoso subir nas rochas, especialmente sem nenhum tênis ou aparelho ou capacete.

Outra coisa, Nessie recusou minha ajuda. Teimosa, ao invés de pegar a minha mão ela se empurrou pra cima das rochas. Eu entendia que queria fazer as coisas do jeito dela. Meio que me lembrou de Bella, sendo independente, teimosa, mas eu fui criado para Nessie . E ela me rejeitar, mesmo da maneira mas sutil, me fazia pergutnar o que eu teria feito para magoá-la.

Ela se desculpou, é claro, porque ela era uma menina doce e perfeita, mas seu jeito rude logo apareceu. Grossa!? E justo comigo! O Jacob dela!

Enquanto ela olhava para água, sabia antes dela o que estava pensando. Devinitivamente, tal mãe tal filha. Peguei-a em meus braços, eu a fiz pular comigo, em vez de permitir que ela pulasse como uma doida. Ness era tão pequena e levinha, podia protegê-la facilmente de qualquer machucado.

Quando emergimos da água, fiquei admirado como Nessie era e como eu a adorava, e como eu faria qualquer coisa para mantê-la a salvo. Se ela queria correr atrás de adrenalina, eu estaria lá pra ela, o tempo todo.

Enquanto flutuávamos na água, Nessie projetou seus pensamentos. Ela olhava para mim e pra minha boca e pensava em beijos. Seu pensamentos eram mais mecânicos do que românticos, mas ainda sim, me pegou de surpresa. Ela estava curiosa sobre isso? Com certeza essa era a primeira vez.

Quando percebeu que estava projetando, ela pirou. Nós sempre falamos sobre tudo, mas novamente ela se recusou a conversar comigo. Quando meus irmãos do bando chegaram, coloquei minha mão no ombro dela, como um sinal de afeição e talvez mesmo um pouco possessivo, e ela esquivou do meu toque.

De fato, ela passou as próximas horas me ignorando. Machucou pra caramba.

Durante o dia o gelo entre nós começou a derreter. Fomos brincar de boogie boardin que jorrava água pra todo lado. Era incrível que um cara de vinte e quatro anos podia se divertir tando com uma garota de seis. Bem, Nessie não tinha exatamente seis anos, nem intelectualmente, nem biologicamente, mas ainda sim, ela era muito, muito nova. Mas não tinha nenhum tipo constrangimento quando eu estava com ela. Era natural e certo.

O jantar com o pessoal foi divertido e no fim da noite quando caminhávamos de volta pra minha casa, não queria que ela fosse embora. Claro, eu estava cansado, mas não cansado o suficiente pra deixá-la em casa. Sabia que as coisas entre nós estavam diferentes. Se ela estava me ignorando hoje, podia estar me ignorando amanhã também. Mudança de humor típica dos adolescentes. Ao menos ela deixou que eu colocasse meu braço ao em volta dela no caminho de volta pra minha casa. Queria que ela demorasse a crescer. Eu estava feliz do jeito como as coisas eram com a gente e não queria que isso mudasse.

Mas, enquanto íamos pro meu quarto, uma senso de alerta baixou em mim. Ness estava nervosa, hesitante e eu soube naquele momento que nós não podíamos mais dividir uma cama. Ela ainda era muito nova, mas estava crescendo também. Se ela já estava pensando sobre beijar e ficava diferente quando tocava nela, então não era mais apropriado. Quando saí pra sala, eu sabia que a tinha madoado.

E eu sabia que ela era ainda muito nova pra entender.

Quando deitei no sofá, pensando nela, eu sabia que Nessie estava em um estágio difícil na vida. Mentalmente, ela era um gênio, mas emocionalmente e fisicamente tinha muito a percorrer. Durante os últimos seis anos não me permitia imaginar sobre o futuro. Não tinha a menor ideia do que esperar. Honestamente, não conseguia me imaginar tendo um romance com ela, mas a ideia dela namorar ou ter algum envolvimento romântico com outro cara me fazia querer socar a parede.

Dormi pensando nela, como fazia todas as noites, e era um sono tranquilo, mas acordei em pânico. Tropeçando pra fora do sofá corri pro meu quarto pra ver como ela estava. Silenciosamente, abri a porta e quando vi uma cama vazia, meu coração parou.

Ela foi embora.

Eu quase que me transformei alí e na hora, mas tratei de me controlar e fui lá fora antes que destruísse a casa. Minhas roupas rasgaram em pedaços e comecei a procurar por Nessie. Poderia achar ela mais rápido na forma de lobo.

Eu conhecia seu cheiro melhor do que o meu. Tinha um rastro, mas estava fraco. Não haviam outros cheiros por ali, nem de humanos, nem de vampiros ou de lobos, mas isso não me deixava menos preocupado.

Enquanto corria, meu instito protetor foi a mil. Se alguém machucasse Nessie de alguma maneira, eu sabia que mataria. Sem sombra de dúvida. Edward e Bella vão ficar doidos. Eles me deram sua total confiança pra tomar conta da sua menina. Será que eles me deixariam vê-la novamente depois disso? Claro que eu a veria sem me importar com o que eles dissessem, mas os últimos anos foram tão tranquilos, não queria que Nesse nos visse brigando.

Nessie nunca saiu desse jeito, droga, duvido que ela tenha estado sozinha antes. Algo de muito ruim deve ter acontecido para que ela saísse por conta. Ela estava com raiva de mim por que eu não dividi a cama com ela? Ela nunca ficou com raiva de mim, normalmente eu sempre dei pra ela tudo o que queria. isso fazia parte do relacionamento com um imprinting. Mas ontem a noite foi diferente. Talvez, Nessie queria que eu ficasse com ela. Mas não ia fazer o que ela queria. Como explicar isso pra ela? Ela nem sabia que era meu imprinting. Ela acha que sou simplesmente uma amigo da família.

Edward estava esperando por mim quando cheguei perto da casa os Cullen. Permaneci na forma de lobo, já que não tinha nenhuma roupa comigo.

"Ela está aqui e está bem", ele falou. Edward parecia cansado, se isso era possível para um vampiro que nem precisava dormir.

Fiquei aliviado, mas a tensão estava lá. "Meu Deus, Edward, me desculpa. Eu 'tava dormindo e quando acordei ela tinha ido! Devia ter ficado de olho nela."

Imagens dos perigos que poderiam ter acontecido com Nessie vieram que nem flashes na minha cabeça. Edward fechou a cara como se estivesse em dor.

"Não é sua culpa Jacob. Renesmee disse que não queria te acordar e simplesmente decidiu vir pra casa sozinha."

"Ela está chateada comigo?"

"Não, porque ela estaria? O que você fez?" Ele levantou logo uma sobrancelha. Edward sabia que eu amava Nessie mais do que minha própria vida, mas ele era um pai superprotetor.

"Dormi na sala e ela no meu quarto. Ela queria que eu ficasse no quarto com ela, mas não fiquei."

"Oh."

O vampiro telepata não sabia o que dizer, aquilo não acontecia com muita frequência. Edward parecia perdido em seus pensamentos por um momento, mas não perguntei nada.

"Renesmee está com Bella agora. Nós vamos dizer a ela que você passou por aqui."

"Preciso vê-la."

Edward suspirou pesado. "Ela estará na casa principal em breve. Nos encontre lá."

Concordei e virei para voltar para a floresta, enquanto Edward voltava pra sua casa ele falou: "Alice trouxe roupas limpas para você," acrescentou.

"Obrigado."

Sempre existirá tensão entre mim e Edward por causa do passado, mas a gente tentava se entender pelo bem de Bella e Nessie. Desde que eu me tornei uma presença constante, a família colocou um pequeno closet nos limites da propriedade onde eu poderia manter algumas roupas. Fui pra lá imediatamente e me troquei. As roupas fediam a vampiro e eu quase passei mal, mas não podia ver a Nessie peladão, podia? E eu não iria embora sem vê-la.

Edward me falou que ela estava segura, mas não ficaria em paz até que a visse com meus próprios olhos.


Nota da autora: Então, o que acharam? Jacob está meio bizarro ou está bem equilibrado nessa história? Dá pra imaginar como deve ser estranho ver o seu imprint se tornar uma adolescente?