Capítulo 2: Edward Cullen
Visitar meu pai e mina mãe na costa era uma coisa que sempre esperava com impaciência. Papai era um grande médico, mas gostava de trabalhar em lugares pequenos, Londres já tinha médicos de renome o suficiente. E mamãe se havia formado em arquitetura havia vários anos. E mesmo que ainda a procuravam por seus desenhos e opiniões, ela raramente deixava o pequeno povoado pela cidade. Nessa ocasião, trago comigo o meu melhor amigo Emmett, era nossa primeira oportunidade de sair de férias em meses. Emmett e eu trabalhávamos como editores em uma grande empresa de edição e ambos estivemos planejando grandes publicações para alguns dos nossos mais renomados escritores.
Agora que isso estava terminado, pensei que era o momento perfeito para visitar os meus maravilhosos pais.
É lógico, eles não tinham a mínima idéia de que estávamos indo visitá-los. Emmett levou o seu Jeep ate a casa rústica e bateu na buzina do carro enquanto eu descia do carro. Abri a porta falando – Querida, estou em casa! – e a próxima coisa que ouvi foi o grito de minha mãe, correndo desde a cozinha para me abraçar. Seu rosto brilhava de felicidade e ficava pulando como nunca havia visto. Papai estava sentado em um sofá lendo e me deu um grande sorriso quando levantou seus olhos para me ver.
- Estou tão feliz que está aqui – minha mãe gritou – Acabei de fazer a janta. Deve ficar. Oh! Emmett também esta aqui! Carlisle venha cumprimentar o seu filho! – papai deu uns tapinhas em meu ombro e me levou até a cozinha onde mamãe colocou um dos meus pratos favoritos na minha frente. Emmett e eu comemos o que pareceu, doze pratos, antes de ficarmos satisfeitos e nos sentar para tomar alguma coisa com papai quando as noticias noturnas chegavam. Conversamos por horas sobre nossos trabalhos, alguns livros que tivemos que ler e escutamos as historias do hospital.
Depois de umas bebidas e da chegada de uns amigos, todo começou a ficar muito quente e cheio na casa. – Me desculpem – disse enquanto me levantava do sofá e me espreguiçando – Creio que vou dar um passeio rápido, se estiver tudo bem – meu pai assentiu sorrindo e me viu sair.
Meus pais viviam passando da rua para a praia. Podia ouvir a água quando estava tentando dormir a noite e podia sentir o cheio do mar pelo ar. Este era um dos meus lugares favoritos para estar. Crescer aqui havia sido maravilhoso e tinha varias memórias nessa praia.
Segui alguns passos que estavam marcados na areia, vendo como essas pessoas dançavam na beira da praia, dando voltas. Duas diferentes marcas de pés. Duas pessoas passando sua noite na praia, felizes um com o outro. Em meus 25 anos de vida, ainda tinha que encontrar uma relação que me fizesse feliz, que me fizesse explodir de felicidade por dentro, que me fizesse querer passar casa único dia com alguém. Claro que eu havia tido namoradas. Claro, havia tido uma boa quota de boas noites, mas não era nada que valesse a pena lembrar. Não havia nada tão incrível e maravilhoso que me fizesse passar o resto da minha vida procurando alguém que pudesse igualar ou então exceder.
Nunca havia me apaixonado realmente.
Parece uma coisa tão caprichosa, pensei enquanto me agachava para pegar uma garrafa na areia, uma coisa tão fácil e pode ser tirado tão rapidamente. As pessoas de hoje em dia se esquecem como se fosse uma roupa usada. Quero algo como meus pais, algo duradouro, algo memorável.
Demorei ate esse momento para compreender que na garrafa em minha mão não era somente lixo na areia, era uma carta, pedaços de papel dobrado dentro, e estava fechada contra as águas do oceano. Busquei por alguém em minha volta. Todos os vizinhos eram
casai de idade ou famílias. As marcas na areia estavam meio lavadas e parecia que esta garrafa só havia caído na areia fazia pouco tempo, não mais de uma hora.
Curioso, eu a levei comigo de volta para casa, de onde as pessoas saiam desordenadas de volta para suas casas. Esperei fora da porta para que eles se fossem, sorrindo politicamente e os desejando bem. Então, rapidamente pedi desculpas para ir para a cama. Meu quarto ficava pequeno conforme eu crescia, havia especo o suficiente para uma grande mesa, minha simples cama e uma televisão pequena localizada em cima da mesa. Podia escutar o Emmett roncando através da parede perto da minha cama e percebi que era um bom sinal para fazer o meu trabalho.
Mamãe colocou a cabeça dentro do quarto depois que havia mudado minhas roupas a uma calça folgada para dormir; eu havia colocado a garrafa dentro de uma das gavetas até que ela fosse dormir; papai a seguiu pouco tempo depois. Por alguma razão, queria que esta carta fosse minha, só minha. Não queria ter que comparti-la com a minha família ou com os meus amigos, recebendo opiniões a respeito dela. Este podia ser um estranho do Canadá, Cuba, qualquer parte do mundo, e quando percebi que a tranqüilidade reinava por toda a casa, liguei a minha televisão e coloquei em um programa d entrevistas com o volume baixo.
Na gaveta da mesa, encontrei a garrafa e um estilete que era d meu avô. Usei ele para tirar a cera da vela que estava em volta da garrafa e destampei a garrafa, depois de alguns movimentos com os dedos, consegui tirar toda a carta de dentro da garrafa e a pus de novo na gaveta. Desamassei os papeis e olhei o papel, percebendo a mesma escrita elegante através de todo o papel.
25 de março
de 2007 Querido... Você No tenho nem idéia de quem é,
se é uma criança de doze anos no sul da África o algum gangster na
Itália, em qualquer caso, vou abrir meu coração para você. Meu
nome é Isabella Marie Swan, Bella se gosta. Tenho 23 anos de idade,
possuo meu próprio negocio e nunca estive apaixonada; também tenho
uma terrível saúde. Desde que era pequena, estive saindo e
entrando em hospitais, minha doença é uma deficiência em meu
sistema imunológico, e agora estou forte o suficiente para me manter
saudável mais tempo. Estou orgulhosa de dizer que hoje devera ser
meu ultimo dia no hospital por um grande tempo. Depois que
terminei a universidade, meus amigos e eu começamos a trabalhar na
área de gastronomia para eventos; eu faço os preparativos em casa e
eles terminam o trabalho como deveriam e servem as pessoas. Minha
casa é gigantesca, mas no primeiro andar eu o converti em uma
padaria. Faço pães biscoitos frescos todos os dias e posso fazer
biscoitos e doces especiais para o que quiser. Mencione; Bar mitzvah?
Aniversario? Festa graças-ao-céu-o-chefe-foi-embora? Não há
problemas! Só me de um anel ou se deixe se cair com o que quiser, eu
sou a sua garota.
De qualquer
forma, como já disse antes, nunca estive apaixonada. Não sei você,
mas não creio que seja uma coisa tão fácil de encontrar. Se tem
alguém especial, se já sentiu o amor verdadeiro, então parabéns.
Eu acho enlouquecedoramente difícil, e estou começando a perder a
esperança. Tenho visto tantas pessoas desaproveitar o amor como se
fosse algo que podem encontrar em qualquer lugar. Pessoas que estão
saindo por semanas sussuram um "Te amo" na entrada das suas casas
a noite, mas não estou segura que eles compreendam o quão
importante isso é. Agora, eu tive noivos, estive em muitos
encontros, tive todas as experiências, mas nenhuma delas foi amor,
amor verdadeiro. Amor é algo duradouro, que claramente, devido ao
meu estado de solteira, não encontrei. Sei que pode chegar passar
meses até que isso chegue a alguém, inclusive pode chagar em um
estado deplorável, mas garanto, que no momento em que a receba e (se
escolher fazer) me responder, ainda estarei solteira.
Estou sozinha agora. Não somente no sentido em que não tenho ninguém com quem compartir meu coração, como estou fazendo com você, mas pelo o fato de que me deixaram sozinha. Eu me mudei para fora da cidade, longe da minha família, e eles me visitam quando podem. Meus amigos ficam aqui por algum tempo, mas não fica todo tempo. Quando eles tem que sair por algum trabalho, eu fico aqui sozinha.
É melhor para minha saúde se
estou aqui, para ficar longe dos problemas, mas definitivamente não
é bom para mim. Meus melhores amigos, Alice e Jasper, estão juntos
desde o ensino médio. Não diga ninguém, mas ele esta quase pedindo
ela em casamento. Rosalie é linda – de cair morto – mulher, ela
pode ter quem quiser, mas ainda não encontrou ninguém, ao menos ela
é livre para deixar a sua casa, e a minha. Depois das minhas
queixas sobre o amor, não tenho certeza do que mais eu deveria
dizer. Deus? Você é religioso? Se não é, me desculpe, mas, não
quis ofender, creio que a adoração esta um pouco supervalorizada.
Com certeza eu gostaria de crer que há alguém por ai cuidando de
nós, mas acho que isso é improvável. Meu maior medo é que Deus
exista só que não se preocupe mais por nós.
Acho ótimo o que os EUA estão
fazendo caridades por diversos paises, contra a pobreza e todo, mas,
não acha que deveriam fazer algo pelas pessoas de seu próprio pais
também? Talvez é o mesmo de onde você se encontrar. Não sei.
Estou vagando e preenchendo espaços, matando arvores. Todo depende
de como o vê. Moro em uma grande casa de praia. Vou encontrar
alguém que esteja indo navegar no mar para que possa enviar isso por
mim, espero haver te dado o suficiente para que queira falar comigo.
Deus sabe o quanto necessito de um pouco mais de emoção na minha
vida. Eu gosto muito de musica, você pode começar uma outra
conversa sobre isso, se for necessário. Atenciosamente Bella,
de EUA
Estava assustado. Em baixo da carta estava o seu endereço. Estava olhando para a sua carta com a boca aberta, e ainda podia ouvir um ruído vindo do quarto de Emmett e da televisão.
Era tarde, sabia que deveria ir dormir, amanha havia prometido passar o dia com os meus pais, fazendo visitas, mas estava tão cultivado, tão interessado pelo que essa mulher havia falado, que não podia esperar para mandar a sua resposta. Busquei dentro de outra gaveta e peguei umas folhas e uma caneta e comecei a escrever, com a intenção de enviar lhe a resposta o mais rápido possível quando voltássemos a Londres.
FIM DO CAPITULO 2
