EMOTIONAL WARFARE

Disclaimer: A história pertence a completerandomness12, Twilight e os personagens a Stephenie Meyer, e a mim somente a tradução.

Sinopse: O nerd Edward Cullen é abandonado pela sua namorada da escola... sozinho... em um estacionamento... com um anel de noivado em seu bolso. Para evitar parecer patético na celebração de Ano Novo dos seus pais, ele pede a ajuda de sua linda e misteriosa amiga, Bella, para que se passe por sua namorada.


Capítulo 2

(Traduzido por LeiliPattz)

Caramba. Essa foi uma noite REALMENTE selvagem—ênfase no selvagem. Obrigada Riley Biers por uma noite incrível.

Eu estava vestindo os meus pijamas, olhando para o status do Facebook de Tanya. Isso era ao que eu tinha sido reduzido. Eu nem gostava muito de Facebook. Eu olhei no meu perfil sem fotos só para ver a pouca quantidade de amigos que eu tinha e fiquei ainda mais deprimido do que já estava. Eu sabia que era triste, mas isso era eu. Olhei o seu álbum de fotos mais recente para ver várias fotos dela se divertindo ou pendurada em um cara qualquer. Sentia meu coração se rasgar com cada visão.

Quatro meses. Quatro longos meses. Fazia quatro longos e angustiantes meses desde que ela tinha me deixado... no estacionamento... sozinho... na minha festa de formatura. Até agora, estes foram os piores quatro meses da minha existência. No entanto, ela estava lá, indo para festas e beijando diferentes homens. Esta não era a pessoa que ela era. Por que ela estava fazendo isso? Eu passei a maior parte deste tempo pensando por que ela teria feito isso comigo. Será que eu não a amo o suficiente? Era porque eu era feio?

Eu olhei através de suas fotos e vi os caras com quem ela estava saindo. Eles eram todos do mesmo tipo: Altos, bronzeados artificialmente, todos garotos americanos de fraternidade, com suas camisas polo, calça cáqui e bonés para trás. Era esse o tipo de cara que ela queria? Eu não era assim—de nenhuma maneira. Eu era pálido, nerd e esquisito. Havia um cara em especial, que estava em um monte de fotos dela. Eu olhei através das fotos deles e me perguntei: "Será que esse é Riley Biers? Será que ela o ama? Ela o ama mais do que ela me amava?"

*pop!*

Ouvi um som de estalo no meu computador, me sinalizando que alguém queria conversar comigo. Hmm. Isso nunca tinha acontecido antes. Eu olhei para a tela e sorri para o nome que apareceu.

Tanya Denali: Tudo bem?

Oh, meu Deus. Era ela. Ela queria que voltássemos. Eu sabia que ela ainda me amava.

Edward Cullen: Não muito.

Aguardei ansiosamente ela responder e fiquei olhando para a minha tela, esperando que ela me enviasse uma mensagem de volta.

Cinco minutos.

Dez minutos.

Por que estava demorando tanto?

Edward Cullen: Tanya? Você está aí?

Eu digitei uma mensagem, assim que o meu celular tocou. Eu rapidamente atendi. Era rude manter as pessoas esperando, especialmente quando você não tinha mais nada para fazer.

"Edward, é a sua mãe." Mamãe anunciou si mesma. Ela sempre se identificava como "sua mãe", quando ela me ligava. Era estranho. "Eu só estava me perguntando como você está. Eu sinto sua falta."

"Eu sinto falta de você também, mãe", eu disse a ela enquanto apertei o botão Enter, enviando a minha mensagem. "Eu estou bem."

"Suas aulas estão indo bem?", ela perguntou. "Eu sei que a escola de medicina pode ser difícil."

"Estão, mãe", eu disse de novo, desta vez revirando os olhos. "Até agora, eu tenho um 'A' em todas as aulas. Você ficaria orgulhosa."

"Eu ficaria orgulhosa de você, independentemente disso querido. Você trabalha muito", ela riu. Eu poderia dizer que ela estava sorrindo. "Você está comendo, Edward?", ela perguntou, chegando ao ponto.

"Sim, mamãe."

"Não minta para mim, garoto," ela ordenou. "Você parecia um esqueleto quando saiu daqui. Eu não quero que o que aconteceu entre você e Tanya afete a sua saúde. Preciso do meu Edward saudável."

Depois de Tanya ter me largado... no estacionamento... sozinho... durante a minha festa de formatura, eu perdi um pouco de peso. Eu não podia comer. Eu não conseguia dormir. Não era tanto como a minha mãe fazia parecer. Era apenas algo entre seis e nove quilos. Agora, ela estava me ligando todos os dias desde que eu tinha vindo para a faculdade à seis semanas para se certificar de que eu comi.

"Eu comi, mãe", eu disse a ela enquanto eu olhava para a tigela vazia do cereal que eu tinha terminado antes de entrar no computador. "Eu juro."

"Tudo bem", ela cedeu. "Eu só estou preocupada, querido. Isso é tudo."

"Eu estou bem, mãe", eu menti, percorrendo as fotos do perfil de Tanya. "Eu estou melhor."

"Certo", ela bufou. "Tenho saudades dos meus bebês. Lembro-me de quando eu trouxe você para casa do hospital. Agora, você está na pós-graduação", ela suspirou. "Eu não posso acreditar que eu não serei capaz de vê-lo até o próximo ano."

"Isso nos dá tempo de sentir saudades um do outro", eu brinquei antes de olhar para o relógio. "Mãe, eu tenho que ir para a aula," eu disse a ela. "Eu te ligo mais tarde. Certo?"

"Eu vou esperar", ela estalou um beijo para mim antes de desligar o telefone.

Peguei meus livros e minha mochila para ir para a aula. Antes de sair, eu verifiquei para ver se Tanya tinha respondido a minha mensagem.

Tanya Denali agora está offline.

"Droga", eu murmurei quando saí do meu apartamento para dirigir até a escola.

Meu dia passou rapidamente, deixando-me para encontrar com o meu parceiro na biblioteca para trabalhar em um projeto de anatomia que deveria ser entregue em duas semanas. Ele estava no meu grupo para a primeira mini tarefa que tínhamos que fazer em Bioquímica. Ele não fez muito. Além disso, ele estava dez minutos atrasado.

Onde ele estava?

"Ai!" Eu ouvi um grito feminino, seguido pelo som de livros caindo. Isso me distraiu do parágrafo que eu estava lendo. "A menos que você esteja indo para me ajudar a levantar, pare de olhar!" a voz gritou. "Ooh... Eu sinto muito", a voz sussurrou desta vez... em voz alta.

Aqui era uma biblioteca afinal de contas.

"O que há, Aaron?" Mike, meu parceiro perguntou, sentando-se em frente a mim. "Cabelo legal", ele riu, passando a mão no meu cabelo duro.

"É Edward," Eu disse inexpressivo, antes de tomar os critérios para a tarefa. "Como você está se sentindo?" Eu perguntei. Nós deveríamos ter nos encontrado sexta-feira passada. Mike tinha uma dor de cabeça e não pôde vir.

"Huh? Oh... bem. Meu estômago está muito melhor", ele sorriu.

"Isso é ótimo," eu disse a ele, pensando que era estranho ele mencionar o seu estômago quando ele tinha dito que sua cabeça tinha sido o problema. "Eu estava pensando que seria único se nós... "

"Edward?" Mike perguntou, me interrompendo.

"Sim?" Eu respondi, tirando meus marcadores e bloco da minha mochila. Eles faziam estudar muito mais fácil. Eu os amava.

"Olha. Eu tenho um... encontro... esta noite. Você se importaria se adiássemos?" Ele abriu um sorriso largo.

"São apenas quatro horas", disse a ele, apontando para o relógio acima de sua cabeça. "O esboço é para amanhã. "

"Cara, você se importaria de cobrir para mim só desta vez?" Ele perguntou, revirando os olhos.

"Mas... nós ainda nem começamos. Eu vou ter que fazer tudo sozinho. Tem que ser pelo menos dez páginas... com espaço simples. Já estamos atrasados..." eu comecei.

"Olha, Urkel", ele ergueu a voz: "Não é como se você tivesse algo melhor para fazer," ele argumentou, revirando os olhos... de novo. "Eu vou te compensar depois."

Eu acho que ele estava certo. Eu não estaria fazendo nada além de estudar, de qualquer maneira. Normalmente, eu teria levado Tanya para sair. Agora que não estávamos juntos, eu passava a maior parte do meu tempo estudando, de qualquer maneira. "Eu… acho", eu murmurei.

"Ótimo!" ele sorriu. "Obrigado, Eric," ele bateu nas minhas costas antes de se dirigir para a porta.

"É Edward", eu o lembrei novamente, acenando um adeus.

Peguei meus livros, anotações e o computador e comecei a trabalhar. Depois que eu descobri do que iríamos falar, o esboço começou a decolar. Eu peguei o assunto. Antes que eu percebesse, eram nove horas e eu tinha sete páginas feitas. Eu me inclinei na minha cadeira e sorri. Corri para a máquina de venda automática para fazer um lanche e fazer uma pequena pausa antes de voltar. Achei que deveria acabar em uma ou duas horas.

"Maldição!" Eu ouvi um cara exclamar, distraindo-me dos meus estudos. "Olhe aquela bunda", ele disse ao seu amigo antes de tirar uma foto de algo com a câmera de seu celular.

Eu olhei na mesma direção que os dois homens para ver o que eles estavam olhando. Meus olhos se fixaram na imagem de uma mulher dormindo no chão. No entanto, dormindo no chão não era o que os dois homens acharam surpreendente. Era como ela estivesse dormindo. Ela caiu no chão e sua bunda estava empinada. Ela também parecia estar usando uma pilha de livros e sua bolsa de notebook como um travesseiro improvisado.

"Vamos ver se eu posso aumentar o zoom," Eu ouvi o outro cara rindo. "Incrível!"

Querendo ver sobre o que era todo o alvoroço, eu olhei para a sua forma de longe. Depois da minha avaliação, eu confirmei que a mulher sem rosto com hábitos de sono estranho, de fato, tinha uma bunda bonita, uma bunda muito bonita.

Assim que o pensamento passou pela minha cabeça, eu imediatamente me senti culpado. Eu não era o tipo de homem que objetivava as mulheres. Minha mãe teria ficado chocada se ela pudesse ter lido minha mente. Para ser honesto, eu estava envergonhado. Ela era uma pessoa, também... com uma bunda bonita.

Eu estava tão envergonhado.

Eu saí da minha cadeira para fazer o meu caminho até a misteriosa mulher para ajudá-la. Quando cheguei até onde ela estava, vi um mar de cabelos castanhos que cobria seu rosto no chão. Quando estava mais perto, a luz brilhou através da janela, revelando um tom avermelhado no seu cabelo. Sorri torto pela visão. Alguém mais neste universo tinha um cabelo com cor estranha.

Ela estava com uma camisa roxa, calça jeans, e algum tipo de calçados esportivos. Eu acho que vi um vislumbre do que parecia ser uma tatuagem enquanto sua camisa subia. Mas, eu me senti como um pervertido o suficiente assim. Eu não procuraria por mais.

"Mmm... frio", ela estremeceu um pouco em sua posição enquanto me aproximei. Ela devia estar congelando. Tende a ficar um pouco frio aqui às vezes.

"Com licença", eu sussurrei, curvando-me e gentilmente batendo em seu ombro. Enquanto eu esperei por ela se virar, encontrei-me um pouco ansioso para ver como ela era. "Com licença…"

"Uuuuuggggghhhh", ela gemeu violentamente, antes de seu dedo médio aparecer na frente do meu rosto. "Deixe-me em paz", ela choramingou, chutando seus pés.

Eu dei um passo para trás como se tivesse levado um tiro. Eu só estava tentando ajudar. Eu não deveria ter incomodado ela, de qualquer forma. Eu deveria ter apenas cuidado da minha vida e fazer o que eu fazia melhor... ser invisível.

"D-D-Desculpe," eu gaguejei, afastando-me do som dos dois caras rindo de mim e da troca com a garota misteriosa.

Voltei para a minha mesa e juntei as minhas coisas para ir para casa. Eu não acho que seria capaz de lidar ficar aqui, sabendo que todos viram o que tinha acontecido. Passei pela garota misteriosa, apenas para ouvir o som de seus dentes rangendo.

O cavalheiro em mim não permitiria que ela congelasse, embora ela tivesse sido rude comigo dois minutos antes. Antes de sair, eu tirei meu casaco e coloquei sobre ela como um cobertor, aquecendo-a e cobrindo sua bunda no processo, escondendo-o dos pervertidos boquiabertos.

Era o mínimo que eu podia fazer. Eu a tinha perturbado depois de tudo.

Eu fiz o meu caminho para o meu carro e voltei para o meu apartamento, onde eu coloquei o meu pijama e terminei o esboço. Passei o resto da noite colocando em dia o restante dos meus estudos. No entanto, eu tomei uma hora de folga para assistir House. Eu amava esse programa. Sempre passava. No momento em que fui para a cama, eram quatro horas da manhã.

Acordei às dez horas e tomei um banho. Minhas aulas começavam mais tarde na quinta-feira, então eu tinha o luxo de dormir mais um pouco. Além disso, eu só tinha duas aulas nesse dia. Isso era bom. Passei uma hora olhando para o esboço por quaisquer erros antes de tê-lo pronto. Eu decidi usar o meu colete-suéter favorito hoje. Era verde com botões cor de bronze. Era incrível. Coloquei um par de calças cáqui e uns mocassins e fui para a aula.

Eu tive um teste surpresa na minha aula de Bioquímica. Eu tinha certeza que fui bem, mesmo que eu não tive a oportunidade de estudar como normalmente fazia. Então, eu imprimi o esboço na biblioteca e entreguei para o meu professor. Ele parecia estar impressionado com o meu trabalho. Ele me disse que estava ansioso para lê-lo. Vendo como eu tinha terminado tudo, peguei algo de uma das lanchonetes do campus e comecei a caminhar para o meu carro.

"Eric!" Ouvi alguém gritar atrás de mim. "Eric, espere!" Eu ouvi de novo, antes que alguém pegasse no meu ombro. Era Mike.

"É Edward," eu disse a ele, virando.

"Tanto faz", ele encolheu os ombros. "Obrigado por fazer esse esboço. Dr. Carter pareceu gostar."

"Por nada. Basta aparecer para próxima reunião", eu disse, começando a me afastar.

"Sobre isso...", ele começou, antes de seu telefone tocar: "Porra... agora?" ele gritou antes de fechar seu telefone. "Minha namorada está fazendo testes para uma maldita apresentação estúpida. Tenho que ir e animá-la. Aparentemente, isso é uma emergência. Tchau", ele resmungou, saindo rapidamente.

Eu fui para o meu carro para perceber que eu não conseguia encontrar as chaves. Eu percebi que eu devia tê-los deixado em minha última aula. Corri de volta para o prédio, pouco antes deles trancarem a porta. Eu imediatamente achei as chaves desaparecidas. No caminho de volta para o estacionamento, eu percebi que precisava encontrar um banheiro... rapidamente. Descobri que o cachorro-quente com chili que eu comi no almoço estava à procura de uma saída. Entrei na primeira entrada que vi e me apressei para o banheiro mais próximo.

Após o suplício terminar, eu fiz o meu caminho de volta para o meu carro... de novo. Parecia que tudo estava me impedindo de ir embora esta tarde. Enquanto eu caminhava para a saída, ouvi o som de um piano sendo tocado junto com alguém no violino. Eu ouvi o violino e meu coração caiu. Tanya tocava violino. Ela era muito boa. Ela quase foi para Julliard.

Quem estava tocando o piano estava fazendo um bom trabalho. Eu tinha tomado aulas quando eu era mais jovem, apesar de não tocar muito desde que comecei a faculdade. A pessoa do violino, por outro lado, precisava de algum trabalho. Olhei para a sala para ver o que estava acontecendo. Para ser honesto, eu queria ter uma ideia de quem estava tocando tão horrivelmente.

"Tudo bem, senhoras e senhores," o homem ao piano disse: "Palmas para Jessica", ordenou com uma salva de palmas seguido por palmas curtas. Acho que eu não era a única pessoa que pensou que ela foi horrível. "Há mais alguém que gostaria de fazer um teste? Qualquer um? Nenhum interessado? Nenhum?" Ele perguntou desesperadamente.

"Temos mais um", uma menina passou por mim enquanto arrastava uma outra por seu braço. A primeira menina tinha cabelos vermelho fogo e olhos azuis. O que era interessante era que ela tinha características de um gato. Ela não era feia... longe disso. Era apenas estranha. Mas, quem era eu para falar sobre a aparência de alguém? "Gente, essa é a minha colega de quarto e melhor amiga, Bella. Eu a trouxe aqui…"

"Contra a sua vontade!" A amiga da ruiva rosnou. A menina sendo arrastada, cujo rosto eu não tinha visto ainda, tinha cabelo preto curto. Isso meio que me lembrou a forma como Alice usava o cabelo.

"Para explodir sua mente, eu ia dizer", a ruiva terminou a frase antes de dar a uma menina loira o que minha mãe chama de "olhar mau". Ela, então, estendeu a mão e agarrou o cabelo da amiga relutante, arrancando a peruca preta da cabeça e empurrando-o em sua bolsa.

"Droga, Vickie!" Sua amiga sibilou, antes de socar a ruiva no braço. "Você é uma vadia. Você sabia disso?"

"Ehh... tanto faz", a ruiva deu de ombros.

Eu ainda não tinha visto o rosto da amiga da ruiva... mas eu reconheci sua bunda. Pelo menos eu pensei que tinha. Então, dei uma olhada no cabelo dela. Foi quando eu me lembrei. Ela era a garota misteriosa da biblioteca. Eu ainda não tinha visto seu rosto.

"Bem..." o professor ficou atrás do piano, "Surpreenda-nos", ele ordenou.

"Eu fui ordenada a tocar Sonata ao Luar de Beethoven," a garota misteriosa brincou, virando-se para o piano.

Uau. Ela era linda. Bonita como… Tanya. Seu rosto era em forma de coração e ela tinha profundos olhos amendoados que eram de um castanho chocolate. Normalmente, eu pensava que olhos castanhos eram simples. No entanto, eles não eram nela.

O nome dela era Bella.

"Bem... vá em frente", a loira provocou, acenando com a mão. Eu vi Mike ao lado dela. Ela era sua namorada? "Não temos o dia todo."

"Tudo bem," Bella suspirou quando ela se inclinou dentro de uma bolsa e tirou o que parecia ser um case de violino. Ela bufou e suspirou quando pegou o instrumento. Ela deu a sua amiga ruiva o olhar mau, e então começou a tocar. Eu conhecia música clássica. Na minha opinião, Sonata ao Luar era uma das peças mais exageradas existentes. Mas havia algo sobre a maneira como ela tocou. Era diferente. Era lindo. Sentei-me do lado de fora da sala e ouvi ela tocar.

Eu me perguntava como Bella e Tanya soariam tocando juntas.

Mais cedo do que eu gostaria, a última nota ressoou através da sala, que foi seguido por aplausos.

"Obrigada. Fico feliz que vocês gostaram," Bella brincou. "Posso ir agora?" Ela perguntou a ninguém em particular. Como ninguém respondeu, ela pegou suas coisas e saiu correndo para a porta. Ela me bateu na cara com a porta durante sua fuga.

"Ai!" Eu gritei, cobrindo o nariz enquanto caia no chão. Eu estava sangrando. Eu sabia disso. Olhei para as minhas mãos e espelho do corredor para ver o quão ruim era. Sim. Era ruim.

"Merda!" ela gritou, curvando-se para ver se eu estava bem. "Eu sinto muito! Sou uma mulher catástrofe. Você está bem?"

"Isso queima!" Eu assobiei, apertando meu nariz.

"Você deveria apertar?" ela perguntou, apontando para os meus dedos.

"É para ajudar o sangue a coagular, então eu vou parar de sangrar", eu disse, segurando a minha cabeça erguida.

"Merda, Bella", a ruiva riu: "Você quebrou o nariz dele."

"Cale a porra da boca, Victoria! Vá para casa!" ela respondeu. "Será que eu quebrei?" Bella me perguntou, voltando com um lenço. "Merda, isso é algo mau. Sinto muito. Eu vou…"

"Está tudo bem," eu estremeci, tentando acenar com a cabeça.

"Eu vou pagar. Eu prometo. A culpa é minha", ela soltou. "Meu pai vai me matar", ela balançou a cabeça enquanto limpava meu rosto com o lenço.

"Bella", eu disse, pegando o lenço dela. "Eu estou bem. Ele não está quebrado. Tem uma contusão. Mas ele não está quebrado", eu tentei convencê-la.

"Tem certeza?" ela perguntou, pegando uma garrafa de água de sua bolsa e entregando-o para mim.

"Para o que é isso?" Eu perguntei, segurando a água.

"Para lavar o sangue. Há muita coisa por ai", ela fez uma careta olhando para a minha ferida.

Ela sentou-se ao meu lado no chão, enquanto eu limpava o meu rosto, perguntando se eu estava bem a cada dez segundos.

"Hey," ela me cutucou no ombro.

"Está tudo bem," eu disse a ela, pela vigésima vez.

"Eu não ia te perguntar isso", ela riu, revirando os olhos. "Como você sabe o meu nome?", ela perguntou, olhando para mim de modo estranho. "Eu não te conheço."

"Oh," Corei sem jeito, "Eu ouvi você tocar mais cedo", eu confessei enquanto ela assentiu. "Você é uma estudante de música?" Eu perguntei.

"Claro que não!" Ela disse alto. "Isso foi um favor para Victoria, minha amiga; ela despreza muito a Jessica e queria ver a cara dela quando fosse ofuscada. Foi malvado, eu sei, mas essa é a Victoria. Eu parei de tocar quando eu tinha dezessete anos…"

"Por quê? Você é incrível."

"Eu deixei de amar isso", ela encolheu os ombros. "Em que ano você está?"

"Eu estou na pós-graduação. Comecei a faculdade de medicina cerca de um mês atrás."

"Legal", ela disse. "Eu gostaria de saber o que quero fazer."

"Quantos anos você tem?" Eu perguntei. Ela parecia um pouco jovem para estar na faculdade.

"Vinte", ela confessou.

"Você tem dois anos para descobrir isso," Eu tentei animá-la. "Você é apenas um estudante do segundo ano."

Ela riu histericamente. "Na verdade eu tenho seis meses para descobrir isso. Eu estou no último ano. Eu pulei alguns anos."

"Legal." Eu assenti.

"Você está bem?" Ela perguntou. "Desculpe. Eu só me sinto mal."

"Eu estou perfeitamente bem", eu disse me levantando.

"Muito bonita, Bella", Mike assobiou, passando por nós e olhando de soslaio para ela.

"Foda-se, Newton," Bella disse, sem olhar para trás. "Nem em seu sonho mais molhado!"

"Hey, Bella ", alguém veio até ela, uma vez que saiu do edifício, "Posso ter cinquenta...?"

"Não", ela interrompeu-o antes que ele pudesse terminar.

"Vamos lá", ele disse. "Eu não quero ir ao banco. Não é como se você…"

"Isso soa como um problema pessoal", ela retrucou. "Encontre alguém que se importe, Tyler. Você está latindo para a árvore errada", ela acrescentou antes que o homem saísse correndo. "Desculpe por isso", ela se desculpou.

"Está tudo bem", eu disse. "Eu preciso ir para casa."

"Qual é o seu nome?" Ela me perguntou. "Eu me sinto mal que quase quebrei seu nariz e eu nem sei quem você é."

"Edward Cullen", eu disse me virando.

"Merda", ela disse impassível, tirando o casaco. "Eu estava esperando que iria ficar com essa coisa. É confortável", ela acrescentou, entregando o casaco de volta para mim. "Será que eu te mostrei o dedo ontem?"

"Uh…"

"Desculpe por isso. Há um período de dez minutos em que sou uma cadela depois de alguém me acordar. Isso não foi pessoal", ela explicou.

"Como você sabia que era meu?" Eu perguntei, colocando-o novamente. Cheirava todo feminino... como morangos.

"Você escreveu o seu nome na etiqueta," ela riu. "É muito difícil de perder. Foi um prazer conhecer você, Edward Cullen. Obrigada por emprestar o casaco", ela disse, afastando-se e acenando para mim.

"Por nada", eu acenei de volta, sorrindo. Ela era legal.

"Hey," ela parou de andar, "Seu sorriso é torto."

Meu sorriso vacilou e meu rosto caiu um pouco. Eu sempre fui sensível sobre o meu sorriso. Eu odiava que não fosse normal.

"Não esconda isso", ela disse, acenando pela minha aparente tristeza. "É realmente muito… fofo", ela disse andando de novo. Meu sorriso voltou.

Eu finalmente consegui voltar para o meu carro e cheguei em casa, sem qualquer outra coisa me atrapalhando. Depois que eu troquei de roupa, fiz um dos vídeos do Monkey Man que Em havia me enviado. Ele disse que eu estava proibido de não ter um tanquinho. Eu estava fazendo isso pelos últimos meses. Eles não eram tão ruins assim. Depois eu tomei um banho, estudei, liguei para minha mãe, e fui para a cama. Eu não estava tão atrasado neste momento. Eu fui para a cama às duas horas da manhã.

As próximas duas semanas seguiram o mesmo padrão. Eu acordei, fui para a faculdade, fui para casa, estudei, assisti House, estudei mais um pouco, liguei para minha mãe, e fui para a cama. Minhas anotações eram fantásticas. Meu trabalho com Mike acabou muito bem. Tivemos o único "A" na classe. No entanto, eu tive que terminar o projeto sozinho já que sua avó morreu. Eu entendia. É difícil quando um dos avós morre. Nós até mesmo nos unimos para um outro projeto... de novo. Eu não tinha certeza de como me sentia sobre isso. Fora de tudo acadêmico, eu ainda estava triste. Às vezes, eu pegava meu telefone para ligar para Tanya, só para lembrar que ela não queria falar comigo. Eu senti falta das vezes quando ela vinha e eu a levava para fazer compras. Nós tínhamos feito muito isso.

Eu sentia falta dela.

"Bem... foda-se minha vida!" Ouvi alguém gritar. "Eu não posso acreditar," a voz choramingou. "Não. Não. Não. Não. Não. Não!" Eu ouvi a voz gritar antes que a mulher começasse a saltar para cima e para baixo no estacionamento em frente ao edifício de Ciências. Uma vez que eu dei uma boa olhada na mulher, eu percebi que era Bella. Tudo bem, eu vi sua bunda. Hoje, ela estava com um vestido floral azul, rosa e verde, com botas combinando, e uma peruca verde que tinha tranças. (Look: bit . ly /BellaEW2)

Ela era uma pessoa estranha.

"Bella?" Eu perguntei, honestamente com um pouco de medo de me aproximar dela. "Você está bem?"

"Sério?" Ela parou de pisotear para me encarar. "Eu pareço bem? Por que você perguntou isso?"

"De-de-desculpe", eu me desculpei recuando. "Eu só queria…"

"Não, me desculpe", desculpou-se, deixando os ombros caírem e dando um passo à frente. "Eu tive umas horas difíceis. Acabei de descobrir que estou indo mal em Cálculo II... miseravelmente. Estou falando de algo como... vinte e cinco", ela diz, vasculhando seus papéis para me mostrar um teste com um grande vinte e cinco escrito em vermelho.

"Wow", eu disse, sem jeito. "Isso é muito ruim…"

"Mas não é por isso que estou aqui no estacionamento chorando aos céus em futilidade", ela agitou as mãos no ar. "Meu carro foi rebocado e minha colega de quarto não pode ir comigo porque ela está trabalhando no asilo e o local do reboque fecha às cinco. Então, eu tenho que pegar minha cachorra no veterinário às quatro ou eles vão me cobrar uma taxa de internação durante a noite e eu não vou ser capaz de tirá-la de lá até amanhã. Então, é uma merda ser eu neste momento", ela bufou, mostrando o dedo para o céu. "Pare de olhar para mim, porra!" Ela gritou para um bando de garotas que estavam de fato olhando para ela.

"Eu acho que meio que é" eu disse, tentando fazer uma piada. Ela não riu.

"Seu nariz se curou muito bem", ela disse, tocando levemente meu rosto.

"Ahh!" Nós dois pulamos com a corrente que se moveu através de nós quando os meus óculos caíram no chão.

"Desculpe por isso. Provavelmente eu reuni estática durante meu show de agora", ela se desculpou. "Você não tem que ficar comigo. Você provavelmente tem uma aula ou algo assim. Posso chamar um táxi," ela me disse enquanto enfiou a mão na bolsa.

"Está tudo bem", eu parei ela. "Eu-eu vou levá-la," eu ofereci. Eu não sei o que aconteceu comigo. Eu senti essa vontade de ajudá-la. Além disso, ela parecia ser uma boa pessoa. Seria bom ter uma amiga.

"Sério?", ela perguntou. "Você não se importaria? Você não me conhece muito bem. Isso não…"

"Está tudo bem," eu dei de ombros. "Eu terminei por hoje. A não ser que você... "

"Oh, eu terminei", ela disse, caminhando até mim. "Onde está o seu carro?"

"Eu vou mostrar a você," eu disse, levando-a para o meu Volvo.

"Você dirige um carro de mamãe", ela brincou enquanto entrou no banco do passageiro.

"Isso não é um insulto original", eu informei a ela quando entrei.

Enquanto nos dirigíamos em silêncio, eu pensei comigo mesmo, ela pegou carona com um completo estranho. Eu não podia sequer começar a pensar o quão perigoso isso era... neste mundo.

"Você não deve aceitar carona de estranhos," eu a repreendi. Imagine se eu fosse alguém mau. "Eu poderia ser um louco."

"Você não deveria dar carona para estranhos. Eu sou uma pessoa louca", ela olhou para mim. Ela não piscou. Oh, Deus. "Fique frio, cara. É uma piada. Você parece ser um cara legal. Além disso, sem ofensa, mas eu totalmente poderia levar você em uma briga até a morte," ela riu.

Ela provavelmente poderia. Eu era incrivelmente fraco para um homem.

"Obrigada por isso. Eu não tenho certeza se Victoria poderia sair do trabalho sem aviso prévio", ela disse, olhando para fora da janela.

"Quem é essa?" Eu perguntei.

"Ela é minha colega de quarto e minha melhor amiga. Estamos presas um a outra desde que as nossas mães nos tornaram amigas", ela revirou os olhos.

"Ela trabalha com os idosos. Isso é legal da parte dela," eu pontuei, fazendo uma pequena conversa.

"Não é por escolha", ela riu. "O tribunal mandou. Ela foi pega dirigindo bêbada no ano passado. Era 80 horas de serviço comunitário ou prisão."

"Oh," eu disse, chocado.

"É aqui!" Ela me alertou. "Você vem? Às vezes, os proprietários demoram para pegar os cães. Pode ser uma longa espera", ela disse. Eu dei de ombros e a segui.

"Bella!" uma mulher de meia-idade, com cabelos loiros veio da parte de trás. "Snooki está esperando por você", ela sorriu. "Toda vez que ela ouve a campainha da porta, ela tenta correr para fora", ela disse antes de ir para a sala de trás. Ela trouxe uma pequena cachorra vermelho felpudo. Era claramente uma cachorra para garotas.

Tanya odiava cães. Ela disse que eles fediam e eram muito carentes.

"Como ela foi hoje?" Bella perguntou, entregando a senhora seu cartão de crédito. "Ela é uma Pomerania Mini," Bella me informou enquanto acariciava o animal.

"O comportamento dela está muito melhor", a mulher bufou. "Ela não teve nenhuma explosão hoje."

"Snooki é minha alma gêmea", Bella explicou. "Ela fica um pouco exagerada às vezes", ela sussurrou enquanto olhava para o canto onde tinha um golden retriever com um gesso em sua perna. "Eles entraram em uma briga por um brinquedo no outro dia. Isso não terminou bem."

"Onde está sua bolsa?" Eu perguntei, olhando ao redor.

"Nós não precisamos de uma bolsa", ela acariciou o pelo da cachorra. "Nós estamos bem."

"Você não precisa de uma?"

Tanya tinha uma bolsa para combinar com cada uma de suas roupas para poder andar com Diva.

"Não", ela disse. "Não se preocupe. Ela é treinada", ela me disse enquanto abri a porta para ela. "Obrigada."

Assim que entrei no carro, a cachorra de Bella saltou de seu colo em minha direção. Por força do hábito, eu imediatamente cobri o rosto. Eu cometi o erro de não levar um ataque de animal muito a sério uma vez e Diva, a gata de Tanya, agarrou meu pescoço muito forte. Esta cachorra, no entanto, optou por saltar para os meus braços e esfregou seu rosto contra minha bochecha.

"Ah..." Bella murmurou: "Ela gosta de você."

"Acho que sim", eu disse, pegando-a para acariciá-la.

"Ooh!" Bella gritou, "Nós precisamos chegar ao lugar de reboque."

Eu liguei o carro e comecei o caminho para ir buscar o carro de Bella. Notei algo no meu espelho retrovisor que me distraiu. Bella estava balançando para frente e para trás em sua cadeira e olhando para fora da janela.

"Você está bem?" Eu perguntei, preocupado. "Você está doente?"

"Não", ela disse. "Você está dirigindo lento… pra… caramba", ela me disse, observando os carros ao nosso lado.

"Eu estou dirigindo no limite de velocidade", informei a ela.

"Eu sei. Você está dirigindo muito devagar. Nós nunca vamos chegar a tempo", ela bufou, encolhendo os ombros.

"Eu não vou mais rápido," eu disse a ela. "Eu estaria colocando ambos em perigo."

"Os limites de velocidade são diretrizes, não regras. Todo mundo sabe disso", lamentou. "Aquele cara no ciclomotor acabou de nos ultrapassar", ressaltou.

"Era uma moto."

"Ciclomotor", ela argumentou. "Por favor, vá mais rápido", ela implorou.

"Não", eu disse a ela.

"Você é chato", ela fez beicinho, olhando pela janela.

Eu continuei dirigindo... no limite de velocidade... e nós chegamos ao reboque. Bella correu para dentro. Eu fiz o mesmo.

"Desculpe. São 17:05. Estamos fechados. Você pode voltar amanhã às 9 para pegar o seu carro", o homem disse, olhando para Bella engraçado. Eu não aprovava. Um homem não deve olhar para uma mulher assim.

Bella parou antes de virar-se lentamente para olhar para mim. Então, seus olhos começaram a lacrimejar, seguido por seu lábio tremendo.

Eu imediatamente comecei a me sentir mal. Eu poderia ter passado um pouco do limite. A culpa foi minha. Eu deveria ter escutado. Ela provavelmente me odiava agora.

"Bella, eu sinto muito. É minha culpa. Vou buscar você amanhã... " eu comecei.

"Por favor, senhor," Bella choramingou. "Por favor, Eu preciso do meu carro. Eu realmente preciso do meu carro, por favor." ela começou a chorar.

"Sinto muito, senhorita..." o homem começou.

"Eu tenho que pegar a medicação da minha avó e levar a minha irmã para a escola amanhã de manhã às seis," ela começou novamente. "Ela vai para um passeio. Não pode se atrasar. É o meu trabalho cuidar dela. Não é u-u-uma", ela começou a gaguejar e soluçar. Lágrimas corriam livremente pelo seu rosto. "Por favor, senhor", ela começou de novo, com os ombros tremendo com soluços.

Agora eu realmente me sentia mal. Ela era uma estudante que provavelmente estava trabalhando para ir bem na faculdade, enquanto eu nunca tive que trabalhar. Então, ela tinha que cuidar da sua avó e sua irmã. Eu deveria ter ido mais rápido. Ela definitivamente me odiava.

"Eu preciso do meu carro. Tive que implorar ao meu primo para ir me buscar na faculdade", acrescentou apontando para mim. "Por favor, senhor, por favor? Eu realmente preciso disso. Eu sei que é as regras, mas ninguém está aqui. Nós não vamos dizer a ninguém", ela esperava. "Por favor?"

Huh?

"Sinto muito", ele disse.

"Mas..."

"Eu vou deixar você pegar o seu carro. Mas eu vou ter que cobrar um dia extra de depósito", ele disse baixinho, tocando no ombro trêmulo de Bella. Ela ainda estava chorando.

"M-m-mas", ela gemeu mais forte. "Eu não tenho dinheiro suficiente para pagar por dois dias. Eu só tenho o suficiente para um dia e mais cinqüenta dólares para o remédio da minha avó", ela começou a chorar novamente. "Eu não tenho esse dinheiro", ela começou a tremer com soluços enquanto agarrou meu colete-suéter e afundou-se um pouco. Neste ponto, eu estava basicamente segurando-a. "O que eu vou fazer?", perguntou ela, balançando a cabeça.

"Está tudo bem," eu disse a ela, acariciando sua peruca. "Eu vou pagar…"

"Venha, querida", o homem ordenou: "Deixe-me ver sua identidade e vou cancelar o segundo dia."

"Sério?" Ela sorriu enquanto limpando o nariz.

"Não diga a ninguém", ele ordenou. "Eles vão pensar que estou ficando mole."

"Obrigada," Bella sorriu levemente antes de dar ao homem os documentos necessários. Ele foi até a garagem para pegar o carro.

"Bella, eu sinto muito ", eu me desculpei abraçando-a. "Deve ser tão difícil para…"

"Será que ele já foi?", ela perguntou.

"Uh... sim", respondi, olhando para ele pegando um carro esportivo branco.

"Bom", ela disse, enxugando os olhos e assoando o nariz. "Essa foi por pouco", ela sorriu.

"Vo-você estava fingindo isso?" Eu perguntei, incrédula. Ela assentiu e deu uma risadinha. "E a sua avó e sua irmã?"

"Os meus avós estão mortos e eu sou filha única", ela respondeu, pegando sua carteira. "As pessoas têm um fraquinho por velhos e crianças", ela encolheu os ombros. "Eu menti, mas por uma boa razão", ela apontou para mim. "Nós estávamos apenas cinco minutos atrasados. Ele estava sendo um idiota", ela disse.

Ela estava certa. Nós não estávamos tão atrasados. Eu não podia acreditar que ela chorou assim do nada. Isso foi meio que... incrível.

"Você deve pensar que eu sou infantil, né?" ela riu. "Onde diabos esse cara está com a porra do meu carro?"

"Eu não acho isso," eu disse a ela. "Eu estava pensando o quão incrível foi você chorar por nenhuma razão."

"É um dom", ela encolheu os ombros com indiferença. "Isso me rendeu o papel de Blanche DuBois no segundo ano."

"Você estuda teatro?"

"Uh... não," ela riu da minha suposição.

"Por quê?"

"Isso não me estimulou."

"Então o que você estuda?"

"Eu estou indecisa", ela disse, olhando pela janela para procurar seu carro. "Onde ele está? É melhor ele não estar comendo donuts nas minhas coisas!"

"Espere um minuto", eu disse depois de sua declaração interior afundar. "Você está no último ano, com uma indecisa?"

"Sim."

"Como é que isso aconteceu?"

"Eu terminei com a minha graduação em geral. Além disso, eu tenho tomado todas as aulas de introdução que me interessam. Uma vez que eu terminar, tudo que eu tenho é que fazer mais quatro turmas. Vou me formar no tempo certo. Vou escolher algo eventualmente. Eu sou boa em tudo... menos matemática, aparentemente... realmente, só em matemática. Quer dizer, que idiota só coloca duas perguntas em um teste?" ela disse, puxando seu papel de teste novamente. "Eu só vou abandonar. Não é nada demais", ela disse, colocando o teste de volta em sua bolsa.

"Você não tem que abandonar", eu disse ela.

"Uh... sim, eu tenho", ela retirou seu papel de novo e circulou o vinte e cinco com o dedo.

"Eu vou ajudar você", eu disse. Ela olhou para mim de forma engraçada. "Que-Quero dizer, eu sou bom em matemática e ciências. Você tem que ser para estar na escola de medicina. Eu posso estudar com você por uma hora ou algo assim quando você precisar," eu disse a ela enquanto empurrei meus óculos.

Eu não sabia por que ofereci isso. Eu mal tinha tempo suficiente para dormir. Mas, eu senti a necessidade de ajudá-la como tive hoje mais cedo.

"Você faria isso?", ela perguntou. "Você mal me conhece", ela disse a si mesma. Ela olhou para o espaço por um segundo até que o som de um motor a puxou para fora de seu transe. "Tudo bem", ela sorriu, pulando fora do balcão e correndo para o carro dela.

"Esse é o seu carro?" Apontei para um carro esportivo branco. Ele tinha um design elegante no capô. Parecia como um pássaro.

"Sim", ela disse abraçando o capô de seu carro. "É um Trans Am de 1979", ela me disse, dando ao homem o seu cartão de crédito para pagar. O homem olhou para ele engraçado e foi embora. "Eu amo você, Tracy."

"Você chama o seu carro de Tracy?" Eu perguntei.

"Sim, Tracy Trans Am", ela sorriu, colocando Snooki em seu carro.

"Senhorita", o homem saiu segurando o cartão: "Algo está errado com o seu cartão."

"Desculpe?" Bella perguntou, confusa.

"Eu continuo passando e nada acontece", ele disse, sem jeito. "Eu sinto muito…"

"Podemos entrar?" Ela sorriu, dirigindo-se para dentro. "Espere aqui, por favor", ela me perguntou antes de seguir o homem para dentro.

Eu limpei meus óculos e olhei para ver melhor. Então eu me aproximei mais. O homem estava balançando o cartão no rosto de Bella. Ela começou a sacudir a cabeça e pegou o cartão dele, indo na mesa para o telefone. Depois que ela fez uma ligação, ela sorriu e o homem bufou e escreveu um recibo. Eu tinha apoiado na porta para abrir um pouco para ouvir e ter certeza que ele não estava dando a ela um momento difícil.

"Sinto muito senhorita", ele rasgou o recibo e entregou a ela enquanto revirava os olhos.

"Claro que sente", ela revirou os olhos em troca e se virou para a porta. Ela passou por mim e foi para o carro dela. "Você se importaria se nos encontrássemos amanhã?" Ela me perguntou. "Meu professor está nos dando um outro teste. Ele concordou com a média dos testes juntos. Então, se eu tirar uma nota decente, eu vou falhar um pouco."

"O-Okay", eu concordei, dando-lhe o meu telefone para que ela pudesse colocar o seu número nele.

"Ligue ou mande mensagem ou qualquer outra coisa", ela correu. "O teste é na próxima segunda-feira", ela explicou.

"O-Okay", eu disse. "Eu vou falar com você mais tarde."

"Vejo você depois, Edward", ela sorriu antes de sair do estacionamento do reboque e acelerar para longe.

Ela dirigia como Alice.

Eu sorri, andando de volta para o meu carro. Eu tinha feito uma nova amiga. Ela não me provocou ou me fez sentir estranho. Ela falou comigo como se eu fosse... normal.

Bella PDV

"Victoria… porra sim!"

"Oh, sim… Oh, Deus!"

"Maldição… merda!"

"Bem ai. Não pare, porra!"

"Oh, Deus", resmunguei, cobrindo os ouvidos com o meu travesseiro e virando, xingando a excelente acústica da minha casa. Victoria parecia estar gostando do seu tempo com seu mais novo sabor da semana, Preston. Pelo menos, eu acho que esse era o seu nome.

Ela era muito vocal, como se os vizinhos não pudessem dizer. Eu podia ouvi-los do meu quarto... porra de voz esganiçada.

Snooki pulou na minha cama para enrolar-se ao meu lado. Eu estava tentando o meu melhor para terminar o meu trabalho de história. Era para amanhã. Eu decidi fazer o meu sobre como a América era um participante desconhecido no Apartheid na África do Sul. Tinha que ser de vinte páginas. Eu estava na página dezessete, o que era muito foda. A única coisa que me restava era a minha conclusão e a bibliografia. No entanto, eu não conseguia me concentrar, devido à maratona de sexo que minha colega de quarto estava tendo. Marquei um site com informações pertinentes sobre isso antes de ir para a cama e contar minhas perdas para a noite.

Maldita seja, Victoria.

Irritada, acordei às seis horas da manhã para terminar o trabalho. Perto das oito, eu finalmente tinha terminado. Eu acabei indo além do limite um pouco. Agora que as coisas fáceis acabaram, eu poderia finalmente me preparar para a aula.

Eu amava o meu guarda-roupa. Era uma bagunça do caralho. Eu gostava de me vestir como eu queria. Eu passei muito tempo fazendo o que deveria fazer... e que tinham me dito que era o que eu deveria fazer, como eu deveria fazer, e quando eu deveria fazer. Era surreal, ser capaz de fazer minhas próprias escolhas e me vestir como eu queria.

Vadia.

Eu procurei o meu espírito e me senti... roxa. Peguei uma camisa roxa, um jeans azul, e um Converse roxo. Deixei meu cabelo natural. Sem peruca hoje. Eu estava um pouco chateada que eu tive que jogar fora a minha peruca roxa no mês passado. Ele acidentalmente caiu no vaso quando eu estava no banheiro. Eu não tinha sido capaz de encontrar uma outra que eu gostasse desde então. Peguei algumas pulseiras roxas, verdes e douradas e peguei o elevador até a cozinha para pegar um rápido café da manhã.

"Ei, garota," Vic suspirou, bagunçando meu cabelo. "Indo natural hoje?"

"Foda-se", respondi, mostrando o dedo para ela com um sorriso.

Eu odiava meu cabelo natural. Não é o cabelo em si... mas o que ele representava.

"Como ficou o seu trabalho?"

"Vinte e quatro páginas," Eu me regozijei um pouco. "Isso é um recorde pessoal."

"Estranho", ela balançou a cabeça. "Você provavelmente vai ter um 'A' nele também."

Chateava Victoria que eu fizesse meus trabalhos meia-boca e ainda tinha um "A" em todas as matérias.

"Hey, Bella," o novo cara de Victoria me cumprimentou, abraçando Victoria por trás.

"Hey..." Eu acenei com a minha mão, tentando lembrar do seu nome. Eu não consegui, então comi uma barra de Skinny Bitch.

Eu amava isso.

"Eu tenho que ir, Vicky", ele sorriu, beijando-a no pescoço. "Eu te ligo mais tarde."

"Okay", ela cantou, encolhendo os ombros em emoção enquanto ele saiu. "Oh meu Deus", ela bufou. "Ele não quis ir na noite passada", ela reclamou.

"O quê?" Eu perguntei, rindo. "Você parecia estar se divertindo na noite passada", eu acusei.

"Tanto faz", ela zombou, comendo uma tigela de cereais. "Isso foi apenas um sexo tarde da noite... pelo menos para mim foi", ela admitiu, balançando a cabeça. "Nós tivemos relações sexuais três vezes e ele está agindo como se estivesse apaixonado. Ele me convidou para ir à igreja com ele para conhecer seus pais", ela estremeceu. "Não, obrigada. Estou me livrando dele."

Ouch.

"A devoradora de homens ataca novamente", eu anunciei na minha voz locutor.

"Eh..." ela ergueu os ombros, colocando a tigela na pia. "Chega de falar sobre mim", ela mudou de assunto. "Precisamos fazer com que você transe."

"Victoria..." Eu avisei.

"Sério", ela implorou: "Junte-se ao clube. Penis é incrível. Você não pode ser uma virgem para sempre, Bella. Você é jovem. Você é obcenamente... rica. Você é gostosa... quase tão gostosa quanto eu."

Victoria tinha tomado como uma ofensa pessoal o meu estado de virgem desde que ela perdeu a virgindade na nona série. Ela se preocupava com minha boceta tanto quanto a dela. Era legal quando você pensava sobre isso... e estranho.

"Vic..."

"Você e eu... juntas? Os homens que não terão chance", ela argumentou, arqueando as sobrancelhas. Dei-lhe um olhar de vadia em troca. "Você é chata!" Ela reclamou, caminhando em direção à garagem.

"Indo para algum lugar?" Eu o provoquei, balançando as chaves do carro em seu rosto.

"Vadia", ela mostrou o dedo para mim enquanto fomos para a garagem juntas.

"Não é minha culpa que você foi pega dirigindo bêbada e seu pai levou seu carro", eu sorri.

No ano passado, Victoria foi pega dirigindo bêbada e foi presa. Os pais dela descobriram e tiraram sua linda Ferrari vermelha.

"Podemos pegar a...?"

"Não", eu respondi, caminhando para o meu carro.

"Por favor?" ela perguntou, sentando-se no capô da Mercedes McLaren.

"Não", eu disse de novo, jogando minha bolsa no banco de trás do meu Trans Am.

Eu amava o meu carro. Eu paguei por isso com o meu próprio dinheiro.

"Que tal o Porsche?"

"Nop", eu disse a ela, enftizando o "p".

"O Corvette 62?" ela perguntou, abrindo a porta.

"Nuhuh," eu disse, ligando o carro.

"E sobre a Cheeta?" ela tentou, balançando as sobrancelhas. "Vamos totalmente parar tudo", ela implorou.

"Óbvio que não!" Eu reclamei, abrindo a porta da garagem.

"Mas, ela é a única de todas", ela começou. "Foi um presente. Seu pai pode ser negligente, mas ele é um doador incrível de presentes", ela apontou para a garagem e a obscena casa que meu pai tinha construído para mim... só para ir à faculdade.

"Por que você o chama de Cheetah, afinal?" Eu perguntei, pressionando a palma da mão sobre o identificador de trancar a casa antes de sairmos.

"Parece que soa como um quando você acelera o motor", ela fez beicinho.

Ela decidiu me dar o tratamento do silêncio todo o caminho para a faculdade. Eu tinha sido imune a essa forma de tortura desde que eu tinha seis anos. Eu realmente não me importava. Eu gostava do silêncio.

"Tenha um bom dia na escola, querida," eu pedi na minha voz maternal. "Brinque direitinho com as outras crianças."

"Tenha um bom dia", ela revirou os olhos, saindo do carro. "Oh, traga seu violino quando você vier me pegar na orquestra. Certo?"

"Tanto faz," eu respondi, saindo do carro.

Eu tive um dia cheio hoje. Eu tive que entregar o meu trabalho de História. Então tive um teste na minha aula de Cálculo II, seguido da provavelmente mais chata palestra na minha aula de Literatura Moderna.

Eu fui para a minha aula de História bem na hora de entregar o trabalho.

"Ah... Srta. Swan", o Dr. Truman sorriu sem entusiasmo. "Estou ansioso para ler isto."

"Espero que sim", respondi secamente.

Sentei-me na sala de aula e rabisquei no meu papel enquanto ele falava. Ele me fez perguntas. Eu respondi. Era o mesmo em todas as aulas. Ele nos deu um questionário sobre o que nós deveríamos ter lido... há duas semanas. Eu tive o único 'A'. Todo mundo estava irritado, porque eu me dei bem... de novo. Eu não dou a mínima.

Meu professor... de todos os meus professores, realmente... tinha um problema comigo. Era principalmente porque eu estava sentada na sala de aula, não fazia nada, e ainda era capaz de obter um "A" em sua matéria... em Harvard. O que eu poderia dizer? Eu era apenas tão boa. A maioria teria pensado que isso era por causa de quem era meu pai. Esse não era o caso. Na verdade, muitas pessoas não sabiam sequer quem eram meus pais. A verdade é que... eu era apenas inteligente. Só Victoria e o Dean sabiam. Eu gostava de manter dessa forma. Acho que eu poderia creditar... ou culpar... a minha mãe pelo meu desempenho escolar. Vadia louca. Optei por culpá-la.

Depois que eu saí da História, eu tinha um intervalo de quinze minutos para chegar a minha aula de Cálculo II. A aula parecia ser bastante normal. Sentei-me, tirei a minha calculadora, e esperei para começar o teste. Após esta aula, eu tinha um intervalo de três horas. Eu poderia ir para casa, almoçar, e depois voltar. Logo, o professor começou a distribuir os testes. Eu não tinha certeza, mas acho que eu o vi sorrir para mim quando ele me deu o meu. Eu balancei a cabeça e olhei para o teste.

Era uma página.

Com duas perguntas.

Duas perguntas difíceis.

Eu olhei para as perguntas. Então, eu olhei para elas novamente. Foi então que eu percebi uma coisa. Oh, Deus…

Eu não sabia as respostas.

Mas que diabos?

Isso nunca tinha acontecido comigo!

Eu olhei para as perguntas de novo. Eu era inteligente. Esse era o meu negócio... um feito se você quiser chamar assim. Fui treinada para ser inteligente. Talvez eu estivesse olhando para isso do jeito errado. Não... Eu ainda estava confusa. Será que ele estava brincando comigo? Quem só coloca duas perguntas em um teste?

Merda.

Olhei as duas perguntas pela maior parte do tempo da aula. Não foi até o professor me notificou que eu só tinha dez minutos para o que eu escrevi o que pude e entreguei. Foi muito ruim.

Fui para casa e pensei sobre o que tinha acontecido. Eu estava... em estado de choque. Eu não fui para minha aula de literatura. Ele provavelmente iria só falar sobre o projeto que tínhamos na próxima semana, de qualquer forma. Eu não podia acreditar que eu tinha acabado de presenciar. Eu nunca tinha tirado menos do que um "A" na minha vida. Eu tinha sido... programada para não fazer isso. Antes que eu pudesse pensar mais, meu telefone tocou. Era a minha mãe. Vadia.

"Foda-se, muito", eu ri, pressionando o botão "ignorar". Eu não estava com disposição para sua merda.

Eu descansei e assisti TV até chegar a hora de buscar Victoria. Eu trouxe meu violino como ela tinha pedido. Talvez alguém que ela conhecia precisava usá-lo. Deus sabe que eu não tinha usado. Eu decidi colocar a minha peruca preta. Combinava com o meu humor. Snooki latiu em aprovação antes de eu sair.

Estava um pouco frio lá fora, então eu peguei o casaco do misterioso que tinha encontrado na semana passada na biblioteca. Quando eu estava estudando, eu tinha adormecido. Logo depois, eu senti um toque no meu ombro, seguido por esta faísca. Sendo sonolenta, eu desconsiderei e afastei o dono mostrando meu dedo. Ele... pelo menos eu acho que era um ele, porque o casaco cheirava a um homem... deixou um casaco confortável caído sobre mim para que eu não sentisse frio. Eu tentei dar-lhe de volta quando eu acordei, mas parecia que ele tinha ido embora.

Você simplesmente não ama a Boa Ação do Dia?

"Bella," Victoria saltou quando me viu estacionar. "Você tem que me ajudar a mostrar para aquela cadela quem é que manda."

"O quê? Por quê? Quem?" Eu perguntei, confusa.

"Jessica Stanley", ela revirou os olhos. "Ela está andando por aí toda a semana agindo como se ela fosse o presente de Deus para a orquestra. Ela não vai parar de falar sobre quantos especialistas o pai paga a treiná-la", ela fez uma pausa, falando nesse tom que as crianças de voz utilizavam para zombar das pessoas. "Normalmente, eu iria mostrar a ela, mas eu toco violoncelo. Então, eu preciso de você para me ajudar a estragar o seu dia", ela correu.

"Isso soa como um problema pessoal," eu pensei. Eu não era fã de ser usada para irritar alguém.

Eu tinha o suficiente dessa merda.

"Você tocou com a orquestra russa quando tinha doze anos!"

"Então?"

Ela estava agindo como se eu tivesse uma escolha nisso.

Campeões são bem-arredondados.

Foda-se. Era essa voz novamente.

"Por favor?" ela perguntou de novo. "Ela está falando uma e outra vez sobre como ela vai vencer. A verdade é que ninguém vai contra ela por medo. Você é destemida... incrível... e mil vezes melhor do que ela. Ela está mesmo fazendo Mike vir," Ela revirou os olhos.

"Newton?" Perguntei interessada.

"O único e pervertido", ela respondeu, entrando no prédio.

"Eu vou fazer isso", eu sorri.

Eu odiava Mike Newton desde o colegial. Sim, eu o conheço há muito tempo. Eu me recusei a masturbar ele após o baile de reencontro no décimo ano. Ele não era nem mesmo o meu par. Depois disso, ele começou um boato de que eu era lésbica. Aparentemente, esta mentira era plausível porque todo mundo acreditava nisso... exceto Victoria. Mesmo depois de tudo isso, ele ainda tentou entrar em minhas calças em cada oportunidade. Se isso não foi o suficiente para me irritar, seu senso de direito era. Seu tio era dono da empresa Newton Outfitters. Isso permitiu Mike pensar que ele era melhor do que todos. Ele viveu toda a sua vida nas sombras do legado de outra pessoa. Idiota.

"Por quê?" Victoria perguntou, confusa com a minha cooperação súbita.

"Se eu tocar violino vai fazer a noite de Mike miserável, eu poderia viver com isso", eu disse, seguindo-a para dentro.

Depois de ser condenada a togar Sonata ao Luar, eu fiz o que me foi pedido. Cada segundo era uma tortura, fazendo-me desejar que acabasse. Finalmente, eu toquei a última nota para um aplauso retumbante. O professor levantou-se para bater palmas para mim, enquanto eu olhei para ver Victoria dando Jessica um sorriso de merda. Meu trabalho foi feito. Abri a porta para ir para casa. Ouvi um som esmagador seguido por um "Ai!"

Eu olhei para ver um cara da minha idade uivando no chão de dor. Por instinto, eu tentei ajudá-lo. Eu estava com medo que eu poderia ter tornado tudo pior, no entanto. Eu corri para o banheiro para molhar um pano, rezando para o nariz do cara não ter quebrado. Eu não queria ser processada. Voltei e ajudei a limpar o nariz e rosto. Quando todo o sangue saiu, eu tive a chance de ver o rosto do rapaz.

Ele estava com um par de óculos de lentes grossas, um colete-suéter e calça cáqui que eram cerca de meio dedo mais curto. No entanto, eles funcionavam para ele. Seu cabelo parecia ter uma espécie de cor de cobre... meio como uma moeda de um centavo. Eu não poderia realmente dizer, porque ele tinha um monte de gel de cabelo nele. Além disso, seus olhos eram de um verde estranho. Eles eram como verde floresta.

Ele era fofo. Eu queria abraçá-lo.

Descobri que o nome dele era Edward. Ele também começou a faculdade de medicina neste semestre. Ele parecia um cara legal. Ele não estava irritado que eu quase o matei com a porta. Eu acho que ele estava chateado que eu ficava perguntando se ele estava bem. Eu não poderia evitar. Ele parecia tão ferido. Depois, dei-lhe de volta o casaco confortável. Isso me deixou triste. Eu estava começando a realmente gostar desse casaco. Além disso, ele cheirava bem... como um homem temperado.

"Esse cara está bem?" Vic perguntou quando eu sai.

"Eu acho que sim," eu argumentei. "Ele disse que estava tudo bem."

"Essa merda foi brutal. Parecia um filme de Quentin Tarrantino", ela balançou a cabeça.

"Espero que ele não tenha quebrado", eu suspirei, como meu celular tocou... de novo. Era a minha mãe. "Ugh," Eu engasguei, ignorando a chamada.

Esse foi o dia mais interessante que eu tive em muito tempo.

O próximo par de semanas foram chatos. Foi até que eu recebi um pacote pelo correio.

Bella,

Para apimentar o seu armário horrível e melhorar o seu mau gosto. Use.

- Mãe

Revirei os olhos e levei a caixa para dentro. Encontrei vários artigos de roupa de todas as principais marcas de grife. Gucci, Versace, Louis Vuitton, Chanel, Jean Paul Gaultier... tudo isso. Eu não usava essa merda. Ela sabia disso. Eu gostava de fazer compras em brechós, Goodwill e no Exército da Salvação. Ela só não entendia... ou aceitava.

Vadia.

Ela sabia que eu não gostava de grifes. No entanto, a cada temporada, ela me enviava toneladas de roupas, como ele eu fosse mudar de ideia. Ela enviou uma carta, juntamente com alguns insultos. Era outra forma de tentar me fazer sentir como se eu não fosse bom o suficiente. Quem assinava um cartão com "Mãe" nele, afinal?

Peguei a caixa e levei para Vestidos Para O Sucesso. Era uma instituição de caridade local para as pessoas que estavam ruins em sua sorte e precisavam de roupas novas para ajudá-los a conseguir emprego. Coloquei a caixa na porta e bati antes de entrar no meu carro e ir embora. Essas pessoas poderiam fazer melhor uso deles do que eu jamais faria.

Quarta-feira era o meu dia preguiçoso. Tive Cálculo II e aula de cinema. Minha aula de cinema foi chata... como de costume. O professor lembrou-nos que precisávamos ter nossos filmes individuais feitos até o próximo mês. Eu ainda não tinha começado a editar o meu ainda. No início do semestre, eu fiz toda a filmagem. Eu só precisava editar. Eu iria fazer isso, eventualmente. Eu dirigi para o prédio de matemática para a aula. Eu estava completamente entediada... mais uma vez. No final da aula, o Dr. Patterson entregou-me o meu teste. Era vinte e cinco.

Vinte e cinco?

Vinte e cinco!

Isso não podia ser.

Eu ouvi aquela voz irritante na minha cabeça.

Você é uma campeã. Campeões não falham.

"Desculpe-me", eu perguntei ao Dr. Patterson depois da aula, "Hum..." Mostrei-lhe o meu teste "Isso está..."

"Não", ele me interrompeu. "Você falhou."

"Mas..."

"Você não pode ser preguiçosa em todas as aulas e esperar passar", ele sorriu, arrumando suas coisas. "Eu sugiro que você abandone o curso", ele sorriu saindo.

Huh?

Saí do prédio em transe. Eu não podia acreditar que eu tinha falhado. Eu não falhava, eu tinha falhado com vinte e cinco. Um vinte e cinco! Eu não podia acreditar nesta merda. Eu caminhei até o estacionamento para descobrir que meu carro não estava lá. Eu tinha coisas para fazer hoje. Eu não tenho tempo para isso. Isto não era algo que eu fazia normalmente, mas eu tive um chilique. Fiquei falando berrando, gritando e batendo o pé no estacionamento. Pior dia de todos.

"Bella?" Eu ouvi alguém chamar meu nome.

Era Edward.

Sorri para sua bondade. Ele não só se ofereceu para me levar para pegar minha cachorra. Ele me levou para buscar o meu carro também. Ele é bom. Snooki parecia gostar dele também. Ela não o atacou como faz com a maioria das pessoas. Nós não falamos muito no caminho até lá. Ele me pareceu do tipo quieto. Eu não queria deixá-lo desconfortável e assim eu continuei quieta também. Uma das coisas que notei foi que ele parecia... triste. Eu tentei brincar com ele sobre quão devagar ele estava dirigindo. Eu não acho que ele pegou isso. Então, eu fiquei em silêncio.

Depois de fazer um pouco de cena de choro no reboque, eu estava com medo de que ele pensaria que eu era louca. A maioria faz de qualquer maneira. Eu fiquei um pouco chocada ao descobrir que ele pensou que eu era legal. Ele até se ofereceu para ser meu tutor em Cálculo II. Eu não queria abandonar. Eu nunca fui de admitir a derrota... não em qualquer coisa. Fui para a cama feliz naquela noite porque eu tinha feito um novo amigo e tinha uma solução para o meu problema atual.


YAY! Conheceram a Bella s2 Ela é uma das melhores Bellas que já vi em fics. O Edward tem sérios problemas de confiança. Ele é inteligente, bom aluno, mas deixa as pessoas fazerem ele de tapete, a Tanya o tratava muito mal na verdade, mas o bichinho estava (e ainda está) cego de amor. Mas a Bella chegou, e ela vai perceber esse lado dele e será o que ele precisa.

Obrigada pelas reviews, meninas! Fiquei muito feliz com os comentários e em ver que vocês gostaram *-*

Continuem deixando seus pensamentos, quero saber o que acharam dessa Bella

Volto na sexta que vem

Beijos

xx