Bom, antes de começar...
Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco) pertence a Masami Kurumada e alguns personagens pertencem à TOEI Animation.
CAPÍTULO II - Boate Athenas
A noite veio rápido, ás vezes a vida de investigador particular é assim mesmo, geralmente não temos muito trabalho a fazer. Bairro Floresta, zona norte da capital, avenida Farrapos pra ser mais detalhista, avenida lotada de prostíbulos, night clubs e boates, vulga "zona" da cidade, geralmente homens de dinheiro e chefões do crime freqüentam esses lugares. Boate Athenas, bem, não se sabe muito sobre ela, sabe-se apenas que não fez nem um mês da inauguração. Lugar bastante luxuoso, colocava muitas boates na sola do pé.
- Kamus, se me der licensa, vou dar uma olhada lá na striper. - Miro paquerava a striper de longe.
- Escute, fique ligado. Estou de olho em você. - Nem esperou eu terminar de falar, já havia desaparecido no meio da multidão.
Decidi então ir para o bar, sentei-me e notei que o barman me olhava com cara de poucos amigos, bem não era pra menos, lembro dele trabalhando na Thessalônica, boate à qual ficava no bairro Bom Fim, talvez por minha causa ele perdeu seu emprego, já que a boate foi fechada devido ao reconhecimento de que os donos do local eram da máfia grega, os irmãos Aiória e Aioros Giannakos, e por causa desse escândalo acabei perdendo o meu emprego também, eu deveria estar com a mesma cara à qual aquele sujeito me olhava.
- Pois não? - Veio até mim, com a mesma cara.
- Bem... Asterion, não é? - Depois de dizer seu nome, seu olhar ficou mais agressivo.
- O que deseja?
- Me vê um Martini, com água e açúcar por favor.
- Só um minuto.
- Espere! Você está com essa cara por que se lembrou de mim lá da Thessalônica?
- Esqueça, isso é passado, já trago o seu Martini. - Depois de pensar um pouco, melhorou um pouco a cara.- Aqui está.
- Obrigado. Você não conhece o dono da boate?
- Não, fiz entrevista com o gerente.
- E ele está aí?
- Ainda não chegou.
- Está bem, obrigado. Quando vê-lo me avise, ficarei por aqui.
- Ora, ora... Quem está aqui! - Senti uma mão em meu ombro e uma voz muito familiar.
- Ikki! Quanto tempo. - Surpreendi-me.
- Como vai Liverault? Ainda nessa vidinha de boates?
- Quando não se tem mulher em casa, procura-se uma. Falando em mulher em casa, o que faz aqui? Se a Esmeralda sonha...
- Não é nada disso que você tá pensando. Eu só vim aqui porque é a despedida de solteiro do Hyoga e o Saga liberou todo mundo, menos o Seiya ficou junto com ele.
- E como está a delegacia?
- Bastante movimentada. Barman! Por favor me vê um Scotch puro.
Dossiê do Ikki...
Nome: Ikki Amarilla
Idade: 28 anos
Nacionalidade: Brasileira
Profissão: Investigador da polícia civil, ex-parceiro de Kamus.
História: Filho do grande ex-policial Dohko Amarilla, e irmão mais velho de Shun. Ikki seguiu os traços do pai e se tornou investigador, por tres anos foi parceiro de Kamus Liverault, até ele ser demitido da polícia, atualmente Ikki trabalha sem parceiros. Quando está de bom humor, o que não é uma coisa muito fácil; é amigo, prestativo e bondoso. Mas geralmente é irônico, sarcástico, frio e solitário (aí uma das coisas que ele e Kamus se tornaram grandes amigos). Um dos seus pontos fracos é o irmão mais novo, outro é a sua mulher Esmeralda, à qual trata como uma verdadeira rainha. Ikki detesta receber ordens, age por conta própria, dono de uma grande intuição, na hora de colocar seus planos em prática, não pestaneja.
- Não me diga que...
- Sim, seu aluno puxa-saco daqui um pouco chega, ele virá com Kanon.
Logo duas pessoas conhecidas minhas chegam até mim e Ikki.
- Kamus! Quanto tempo. Como está? - Shun, irmão mais novo de Ikki parecia alegre ao me ver novamente.
- Olá Shun. Estou bem. E como vai a sua esposa e seus filhos?
- A June e os garotos estão bem.
- Que bom, mande lembranças à eles. - Logo olhei o outro, era Shiryu, parceiro de Seiya. Apesar de ser um rapaz frio, é boa gente, creio que não somos tão bons amigos, porque talvez meu velho rival deveria pregar que não sou um cara legal. - Shiryu, como está? - Perguntei em um tom mais amistoso.
- Tudo bem Kamus. Como está a vida de investigador particular? - Me perguntou esboçando um leve sorriso por eu ter demonstrado tom amistoso.
- Ultimamente está tudo parado. Não há muitos casos já que as pessoas lhes procuram mais do que a mim. Creio que vocês estão atolados de casos.
- Nem tanto, Seiya é rápido com raciocínios e acaba resolvendo eles em dois toques, em jeito parecido com o seu, inclusive. - Claro, agora ele tem toda a delegacia, deve ser o empregado do mês sempre. Sinceramente com a arrogancia dele, não sei como consegue se dar tão bem.
- É que nós dois fomos treinados por Shion. Seiya foi o último aluno dele, depois o Dohko assumiu.
- Escutem, me perdoem, mas acho melhor vocês dois irem para a sala para providenciar os ultimos detalhes.
- Tá certo, mano. Bem, foi muito bom te rever, Kamus. - Shun se despedia cordialmente.
- Shiryu, espero podermos conversar mais uma hora dessas, por mais que você seja parceiro do meu ex-rival, quero tê-lo como amigo. - Estendi a mão.
- Agradeço muito, é só marcar e a gente pode conversar. Até mais Kamus. - Apertou a minha mão e acompanhou Shun até uma das salas VIP da boate.
Agora o perfil dos outros policiais.
Nome: Shun Amarilla
Idade: 24 anos
Nacionalidade: Brasileira
Profissão: Perito da inteligência da Polícia Civil.
História: Filho caçula de Dohko Amarilla, e irmão mais novo de Ikki. Shun juntamente com Ikki decidiu entrar no ramo o qual o pai trabalhou por mais de 20 anos. Conhecido por sua grande dedicação, Shun é um dos especialistas que cuida dos retratos falados e dos vestígios deixados nos diversos crimes. Inteligente, pessoa de bom coração e amigo, ao contrário do irmão. Mal humor não existe no vocabulário desse menino. É casado com June, uma moça muito bonita e tem dois filhos: Orfeu e Albion.
Nome: Shiryu Couto Sugiyama
Idade: 27 anos
Nacionalidade: Brasileira
Profissão: Investigador da Polícia Civil, parceiro de Seiya Cavallera. Formado em direito na Universidade de Pequim.
História: Filho de um japonês e de uma brasileira. Shiryu estudou na escola Israelita, que se situa no bairro aonde mora, apesar de não ser de origem judaica e tão pouco praticar a religião deles. Shiryu viajou para o Japão, Israel e China, tendo um gosto muito forte por este último por onde morou por 5 anos, aonde aprendeu kung fu, mandarim e cantonês. É casado com uma chinesa de nome Shun Rei, que é uma esposa dedicada e carinhosa. Responsável, geralmente distante (o que afeta muito a suas relações de amizade, porém quando este tem grande amizade, faz de tudo por ela), sincero e calculista. Criou admiração pelo crime desde pequeno quando via os filmes policiais chineses, sem a aprovação de ser policial de seu pai. Após descobrir que Shiryu fez treinamento para policial, com Dohko Amarilla, seu pai o mandou para a China para conhecer a sua "terceira pátria", como costuma dizer. Lá entrou na faculdade de direito tendo as despezas pagas pelo pai, para criar responsabilidade começou a trabalhar em um restaurante em troca de ensinamentos sobre a cultura chinesa. Após retornar, decidiu mudar-se de casa e morar com sua esposa no bairro Higienópolis. Quando voltou encontrou Dohko e este lhe ofereceu a vaga de policial sendo parceiro de seu ex-colega de treinamento, Seiya Cavallera, o qual desenvolveu grande amizade.
- Escute, até hoje não entendo o motivo que você saiu da polícia.
- Se eu te dissesse que nem eu sei o motivo, você acreditaria? - Coloquei minha mão no ombro dele para parecer mais confiante.
- Você... sempre tão cheio de mistérios. Mas se você diz, acredito.
- Ei! Lá não e o Kanon?
- Ih! É mesmo, bem, é melhor você se esconder, o Hyoga tá atrás dele.
- Tá certo. Até mais Ikki. Escute, eu já lhe paguei não é? - Perguntei ao barman, que me acenou negativamente com a cabeça. - Pegue e fique com o troco.
- Até. - Ikki fazia sinais para me dispersar na multidão e foi o que fiz.
- Kanon! Finalmente! Se vocês demorassem, mais uns 10 minutos eu iria embora.
- Não venha reclamar, Amarilla. Por culpa do Saga e suas baboseiras eu tive de ficar lá terminando os relatórios. Aquele que estava com você não era o Kamus?
- Kamus!? Aonde está o meu mestre? - Hyoga olhava para todos os cantos.
- Sim era, mas ele foi para uma sala VIP com uma das moças da boate.
- Que pena, queria tanto que ele estivesse junto comigo na minha despedida de solteiro. - Hyoga lamentava.
- Chega de lamentações, o que estamos fazendo ainda aqui? Vamos! Shun e Shiryu devem estar nos esperando. - Disse Ikki empurrando os atrasados.
Nome: Hyoga Freitas
Idade: 24 anos
Nacionalidade: Brasileira
Profissão: Investigador da Polícia Civil, ex-aluno de Kamus.
História: Nascido em Porto Alegre, Hyoga foi um garoto de sorte, tendo sempre o apoio de sua mãe, Natássia Freitas. Frequentou boas escolas e decidiu se tornar policial após a morte do pai, que seguia tal profissão. Foi para o centro de treinamento e lá conheceu Kamus Liverault o qual se tornou um ídolo para o jovem, depois de ter seu ídolo como um "mestre", Hyoga já havia a determinação suficiente para se tornar um ótimo policial e conseguiu. Tem o estilo, mas não tem o jeito de Kamus, é só tocar ofensivamente no nome de seus pais ou do prórpio Kamus, que Hyoga se torna sentimental ao extremo, coisa que Kamus sempre repreendeu Hyoga. Além de ex puxa-saco de seu "mestre", foi um dos que mais sentiu quando este foi demitido, e desde então Hyoga tenta procurá-lo para ter um relacionamento fora do antigo emprego do ex-investigador. Atualmente está noivo de uma garota de classe média chamada Eiri.
Nome: Kanon Baroli
Idade: 38 anos
Nacionalidade: Brasileira
Profissão: Escrivão da Polícia Civil.
História: Irmão gêmeo do delegado Saga Baroli, tem um temperamento diferente do de Saga. Kanon nasceu em Porto Alegre e optou pela carreira policial juntamente com Saga. Após anos de investigações, Kanon virou delegado juntamente com Saga, que já assumira antes de Kanon pela eficiência e dedicação prestadas. No temperamento Kanon é mais descontraído que Saga, é bem integrado com os policiais, está sempre de bom humor, levando sempre a vida numa boa. É solteiro e está a procura de uma esposa.
Enquanto isso, numa das salas vip, ouvia-se gargalhadas e música alta. Nela, haviam dois homens bem vestidos jogando carta.
- Sua vez, irmão. - Disse o moço que estava de terno azul escuro.
- Está bem, já vou jogar. - Disse o outro, de terno marrom, parecia mais novo.
- Ih, você me deu a carta que fecha o meu jogo. Você perdeu.
- Droga! - o moço de terno marrom deu um soco na mesa.
- Acalme-se. Vamos jogar mais uma.
- Não estou assim por causa disso.
- Então por que?
- Já que voltamos, quero meter as minhas mãos no maldito policial estuprador de mulheres e enforcá-lo.
- Estuprador de mulheres!? Pelo que me lembro pegamos sua mulher em flagrante com ele na sua cama, e me lembro também que ela estava com cara de satisfeita. Só vi dois chifres crescendo em sua cabeça. - Disse rindo, o rapaz de terno escuro.
- Ora, cale-se Athanasios! - Disse o outro, furioso, dando mais um soco na mesa.
- Deixe de ironias, Nikolas. Sabe bem que sua mulher não é santa.
- Mas você tinha que ver ela me pedindo desculpas. Se ajoelhava em prantos, pedindo perdão. Ao menos ela se arrependeu e estamos muito bem.
Enquanto Aiória explicava à Aioros, a porta da sala se abriu, entrando dois homens, em trajes de segurança e atrás um com trajes bem mais refinados.
- Bem vindos de volta, irmãos Giannakos.
- Solo! Então foi você o responsável pelo nosso retorno? Athanasios, por que não me contou que esse almofadinha estava por trás de tudo?
- Eu não queria que você soubesse Aiória. Preferi deixar que você soubesse no retorno a Porto Alegre. Aioros sabia, mas pedi sigilo porque sei que você é do tipo que gosta de fazer as coisas do seu jeito. - Disse o homem de trajes refinadíssimos.
- Por que nos trouxe para cá?
- Simples. Eu lhes trouxe de volta porque preciso que vocês eliminem meus rivais e aqueles que podem vir a me prejudicar, resumindo, vocês trabalharão para mim em troca desse favor.
- Eu!? Trabalhar pra você!? Enquanto você fica com a pose de bom samaritano, eu e o meu irmão teremos de fazer o trabalho sujo pra você!? Sem essa! Pegue qualquer um de seus barquinhos asquerosos e me leve de volta. Se Aioros quiser trabalhar pra você, é problema dele. Eu prefiro voltar pela enésima vez pra Grécia.
- Escute, também tenho sangue de mafioso grego em minhas veias. Meu avô apesar da fortuna que herdou era chefe da máfia em Athenas. Logo depois dos serviços, estarão livres para fazerem o que quiser. Eu ainda lhes ajudei, comprei um estabelecimento para que possam voltar aos seus negócios.
- Não preciso do seu dinheiro sujo, seu esterco de filantropo!
- Você acha que pode falar assim com o senhor Solo? - Um dos seguranças se pôs a frente de seu chefe.
- Está tudo bem, Io. Você não tem escolha. Terá de aceitar, do contrário, não sairá vivo dessa sala. - Falou esboçando um sorriso maligno.
- Está me ameaçando? Athanasios!? Vai deixar ele falar assim comigo, seu irmão!?
- Senhor Solo, por favor deixe eu conversar com Aiória. Ele detesta ser pego de surpresa. Apenas me dê 5 minutos.
- Está bem. Sorento e Io, vamos nos retirar.
Nome: Aioros Athanasios Giannakos
Idade: 32 anos
Nacionalidade: Grega
Profissão: Chefe da Máfia Grega em Porto Alegre
História: Aioros nasceu em Athenas, já carrega a máfia grega no sangue. Seu pai era um dos mais temidos mafiosos, até que foi morto pelos mafiosos rivais quando este tinha 17 anos, já iniciado na máfia. Aprendeu muito com o pai e ensinou muito ao irmão caçula, Nikolas Aioria, que desde que o pai morreu, criou uma personalidade fortíssima, que é sempre acalmada pelo próprio Aioros. Após acabarem com os principais culpados pela morte de seu pai, os irmãos Giannakos cruzaram o Atlântico e vieram para a pacata Porto Alegre, aonde montaram uma boate e ganhavam bastante. Depois de serem descobertos por Kamus Liverault, tiveram que fugir para Creta. Aioros é calmo, apesar de ser mafioso, tem boa índole, é um sujeito que as vezes nem aparenta ser mafioso pelo bom humor, é casado e não tem filhos.
Nome: Nikolas Aiória Giannakos
Idade: 29 anos
Nacionalidade: Grega
Profissão: Chefe da Máfia Grega em Porto Alegre
História: Aiória, como prefere ser chamado, já que acha o seu primeiro nome muito comum (na Grécia), nasceu em Athenas e é o irmão mais novo de Aioros Giannakos, mafioso grego. Após a morte de seu pai, que foi um mafioso de renome, Aiória criou um gênio explosivo e personalidade fortíssima. Assassino afobado e impiedoso, muitos o chamam de "Leão" devido a sua voracidade contra o seu alvo. Aiória veio junto com o irmão Aioros para o Brasil, aonde montaram uma boate que virou uma das mais frequentadas da cidade, até que Kamus Liverault, investigador de renome, revelou o esconderijo dos irmãos Giannakos, não deixando escolha para estes que fugiram para Creta. Só se sabe que o investigador francês é um dos alvos do Leão. Aiória quando não está de bom humor (quase sempre) vive brigando, discutindo, mandando e xingando seus capangas, é afobado, impiedoso e sempre acaba sendo controlado pelo irmão mais velho, mas quando está de bom humor abusa do sarcasmo e da ironia. Aiória é casado com uma linda moça ruiva chamada Marin, desejo de muitos homens, realização de alguns e não possuem filhos.
Usa juntamente com Aioros a identidade de Nikos Popoulos, na qual enganam garotas bonitas, geralmente modelos não-famosas para "desfilar" na Grécia, depois de passar por um período por lá voltam e atuam na boate de Aiória e Aioros.
Nome: Julian Solo
Idade: 25 anos
Nacionalidade: Brasileira
Profissão: Milionário, herdeiro de uma construtora naval e filantropo.
História: Julian Solo nasceu em Porto Alegre é o herdeiro da construtora naval Posseidon. O que muitos não sabem é que por detrás da imagem do milionário filantropo, corre um sange mafioso em suas veias. Seu avô, Spyridon Poseidonius, foi um grande mafioso na Grécia, devido aos lucros que ganhava lá (o avô de Julian adorava eliminar os concorrentes e isso fez o mercado naval grego possuir apenas a empresa dos Poseidonius, que tinha outros aliados fora desse ramo). Spyridon teve um filho, Pacos Poseidonius, que não queria seguir os passos do pai e fugiu para o Brasil, aonde o pai não o encontraria (Pacos mudou o sobrenome para Solo) . Logo Spyridon teria seu neto, Julian. Quando o pequeno Julian tinha oito anos, Pacos faleceu e Julian foi criado pelo avô que soube da existência do neto e que abrigou a nora em sua casa. Aos 15, Julian perde o avô e se torna dono da Posseidon. Após remexer nos arquivos do avô, Julian descobre o porquê de toda aquela fortuna e muitos mafiosos já estavam de olho na empresa do velho Spyridon e na vida de seu neto. A mãe de Julian, acabou sendo morta pelos mafiosos, em tom de ameaça. Julian acaba vendendo a empresa na Grécia e decide voltar para Porto Alegre. Lá apaga o passado de mafioso do avô, se transformando uma personalidade carismática da sociedade. Julian é inteligentíssimo, simpático, mas também é calculista e tem tendências a seguir tanto os passos do pai quanto do avô e é formado em economia, administração e engenharia. É casado com uma moça chamada Thetis, não tem filhos.
Nome: Io
Idade: 24 anos
Nacionalidade: Uruguaia
Profissão: Segurança pessoal de Julian Solo
História: Não se sabe da históia desse capanga. Sabe-se que tem personalidade forte e é um assassino cruel. É conhecido como "A Besta".
Nome: Sorento
Idade: 24 anos
Nacionalidade: Brasileira
Profissão: Braço-direito de Julian Solo
História: Braço-direito e velho amigo de Julian Solo. Sorento teve vida estável e conhece Solo desde criança quando Pacos Poseidonius veio se refugiar de seu pai, Spyridon Poseidonius, em Porto Alegre. Logo Solo e Sorento se tornaram grandes amigos até a morte de Pacos quando Solo foi abrigado pelo avô na Grécia. Na volta de Solo para Porto Alegre, Sorento e Solo se encontraram e Solo decidiu fazer de seu amigo, seu braço direito nos negócios, trabalhando como seu secretário, com o tempo Sorento ficou sabendo dos negócios de Solo, mas mesmo assim decidiu continuar a seu lado. Muitas das filantropias feitas por Solo são sugeridas por Sorento para ocultar o lado mafioso do milionário. Sorento é cordial, tranquilo e muito comunicativo.
- Escute Aiória, ele não tá de brincadeira. E eu não poderei fazer nada por você. Pense, quer ficar com sua mulher?
- Sim, mas...
- Depois nos damos um jeito nele, isso eu te prometo. - Aioros cochichou para o irmão.
- Ok.
Aioros abriu a porta e pediu para Julian Solo adentrar a sala.
- E então?
- Como você disse, não tenho escolha, farei apenas pela minha esposa, não quero deixá-la. - dizia rangendo os dentes.
- Muito bem. - Solo mudara a expressão em segundos de um sorriso maligno passou a um sorriso de satisfação. - Vim aqui avisá-los de que há policiais no recinto, não querendo ser rude, peço para os dois e a seus rapazes para irem ao estabelecimento que é de vocês, pode ser perigoso ficar por aqui.
- Policiais!? Essa é minha chance de pegar aquele maldito tira! - Aiória afobava-se.
- Escuta Aiória, nos garantiram que o tal investigador não está mais na polícia. - Aioros pôs a mão no ombro do irmão caçula.- Vamos embora, encontraremos tal homem, outra hora.
- Está certo, irmão. RAADAMAANTHYS!- Um grito ecoou pelo corredor.
- Já estava aqui fora, senhor Aiória. - Disse Radamathys, um dos capangas dos irmãos Giannakos. - O senhor Solo mandou um dos dele nos dizer que era hora de irmos embora.
- E aonde estão os imprestáveis do Moses e do Algol? - Retrucou Aiória.
- Senhor Aioria, estão no banheiro. Senhor... deve saber que depois de fazer aquilo, a maioria dos homens vão ao banheiro, tirar água do...
- Tá, tá, não precisa de detalhes. Chame-os, estamos indo para o carro.
- Sim senhor.
Aiória e Aioros, junto com seus subordinados adentraram os carros e saíram dali. Kamus entrara em uma área permitida para os trabalhadores e decidiu se vestir de garçom para ir à sala da direção, pois se fosse como detetive teria muito trabalho para falar com o dono do estabelecimento. Chegando nas escadas para o andar superior aonde ficavam, Kamus que olhava pra baixo bateu de frente com uma muralha.
- Ei! Aonde você vai? - perguntou o homem gigante.
- Bem... Algheti - Li na hora o crachá do segurança - como Asterion está ocupado servindo na copa, pediu-me que fosse ver o que o senhor Freitas e seus convidados pediram, porque se embaralhou com os drinks.
- Hum, se Asterion pediu... passe. - Depois das palavras do gigante, respirei aliviado e ia à passos rápidos pelo corredor.
- Ei! - Saiu gritando o segurança. Tive de parar.
- Sim. - Tentei disfarçar a lástima.
- Não se esqueça de anotar os pedidos, já é a segunda vez que acontece isso com Asterion.
- Ah, tá. Pode deixar. - Agradeci e continuei a andar pelo corredor. Nessa hora Algheti já tinha voltado para a porta que separa as salas vip da parte principal da boate. Fui ao banheiro, tirei as roupas de garçom e segui adiante até ver, a sala da direção e bater em tal porta.
Se viesse alguns minutos antes, talvez se encontraria com o homem que quer matá-lo.
- Hum, que estranho. - reclamou Solo, sentado em sua mesa. - Sorento pode abrir a porta. - O seu secretário o fez.
- Boa noite, senhor... Solo! - Me espantei ao ver o filantropo sentado na mesa do dono do estabelecimento.
- E você? O que deseja? - Perguntou Solo.
- Sou Kamus Liverault...
- Ex-investigador da polícia, muito bem. Li muito sobre você. Sente-se, à que devo a honra.
- Obrigado. - Sentei-me. - Em primeiro lugar, peço desculpas por ter de driblar seus seguranças e entrar sem avisar. Mas provavelmente o senhor não me atenderia se fosse anunciado.
- Você é inteligente, Liverault. Não é a toa que é famoso pelo seu trabalho. Mas me diga, à que veio?
- Estou a procura de Freya Morais. - Arrastei a foto em direção ao filantropo.
- Conheci ela pessoalmente, moça muito bonita, modelo principal do Atelier Asgard e irmã caçula da dona.
- Ela desapareceu e Hilda, sua irmã me pediu para investigar o paradeiro da moça. E o irmão de ambas, achou esse bilhete no quarto de Freya, que marcara um encontro com ela na quinta feira passada. Se não for um incômodo, gostaria de ver a fita de oito dias atrás.
- Eu não a vi quinta passada por aqui. Mas, talvez ela pudesse ter estado na parte do bar. Por favor me acompanhe. Sorento, venha conosco.
Julian Solo, Kamus e Sorento andaram pelo corredor até uma sala, que tinha o letreiro : Entrada de pessoal autorizado. Julian Solo abriu a porta. Haviam lá dois rapazes que cuidavam as câmeras da salas vip aonde aconteciam cenas quentíssimas. Até que a porta abriu e eles tiveram que colocar as câmeras de todo o recinto.
- Rapazes, boa noite. O senhor Kamus Liverault, gostaria de olhar as fitas de quinta passada do bar. - Disse Julian Solo aos seus empregados que cuidavam da vigilância das câmeras. - Ah, e Liverault, se quiser olhar as outras câmeras fique a vontade, e depois venha a minha sala, gostaria de saber se conseguiu algo. Sorento, vamos. O Io ficará do lado de fora. - E o magnata saiu com o seu subordinado.
- Você é Kamus Liverault! Ex-investigador? - Um deles perguntou. O rapaz de cabelo preto e de olhos esbugalhados.
- Sim.
- Cara! Não acredito!- O outro ficou estático, tinha cabelo branco e era muito feio. - Se meu filho soubesse, ficaria emocionado.
- Muito bem, rapazes. E vocês?
- Eu sou Ichi. - disse o de cabelo branco.
- E eu Nachi. - falou o de cabelo preto.
- Ichi e Nachi, vamos ao trabalho? Depois conversamos sobre o que vocês quiserem. Ponham as fitas de quinta feira passada, por favor.
Após isso, os rapazes colocaram as fitas para eu olhar, mostrei uma foto de Hagen que peguei na casa de Freya para ajudar os rapazes na busca. Após vários goles de café de nós três.
- Senhor Liverault! Dê uma olhada nisso! - Ichi me chamou a atenção.
- Hum... - Era Hagen sentado ao bar na fita em que mostrava o bar. Havia na parte baixa o horário que a fita estava sendo gravada. - Ichi avance até aonde Hagen saiu do bar. - O rapaz concordou e avançou a fita.
- Ichi, pare! - Sinalizou Nachi.
- De dez para as nove da noite até as nove e trinta e cinco. - Anotei,
- Não queria estar na pele desse cara. Levar um fora de uma gata dessas... - Ichi comentou.
- Nem eu, Ichi. Nem eu. - Nachi acompanhou o comentário do colega.
- Ótimo, isso ajuda bastante. Agora poderiam me mostrar a fita da porta de entrada da boate? - Perguntei, e Ichi confirmou com a cabeça. Assiti e vi que somente se dirigiu da porta da boate para o bar e do bar para sair pela mesma porta, mas na saída, Hagen parecia descontrolado. - Muito obrigado rapazes! Pela ajuda. - Agradeci.
- Ah, senhor Liverault... - Ichi falou em um tom encabulado. - O senhor poderia dar um autógrafo ao meu garoto?
- Hum... tá certo, qual é o nome do menino?
- Chiquinho. - Falou Ichi. Enquanto deixava uma dedicatória ao filho dele, isso me deixou meio encabulado também, mas me senti orgulhoso do meu trabalho, era bom ver ao menos que eu tinha um fã, ainda mais um garoto.
- Aqui está.
- "Ao meu querido fã Chiquinho, à pedido de seu pai, meu amigo, um abraço, Kamus Liverault. Estude bastante!" - Ichi leu feliz da vida. - Obrigado, senhor Liverault.
- De nada. Io, agora podemos ir até o seu chefe. - Io me confirmou com a cabeça e me levou até seu chefe.
Chegando na sala da direção, Solo estava sentado sobre sua cadeira enquanto Sorento tomava um café em uma das poltronas da sala. Io pediu a permissão para Solo que no mesmo momento pediu que eu entrasse.
- E então? Conseguiu algo que contribuisse para a sua investigação?
- Sim, o ex namorado dela passou por aqui, ficou uns 45 minutos no bar. Mas nada de Freya.
- Que estranho... Estou realmente preocupado, ainda mais que sou amigo de Siegfried e de Hilda. Se você os ver, mande minhas lembranças e se precisarem de ajuda.
- Mas, antes de ir, posso lhe fazer uma pergunta?
- Claro.
- Quando você, um filantropo decidiu abrir uma boate, se isso vai contra as regras de bons costumes, modos e comportamento da sociedade?
- Desse jeito você parece até jornalista falando... - Solo riu. - Isso que eu faço não deixa de ser uma filantropia, meu caro investigador. Olhe pelo lado das moças, não tem para aonde ir, desprezadas pela família, eu acolhi e dei teto à elas.
- Agora o senhor parece político corrupto. - Ri de meu comentário, Solo também riu.
- Estamos nos dando bem, Liverault. - Disse-me rindo, mas assumiu a sua postura, depois de uma pausa nos risos. - Mas voltando ao assunto, e não é uma boate para qualquer um, gente de muito dinheiro vêm aqui, como políticos, empresários e gente das classes A e B. As verbas recolhidas são 50% para as moças, 25% para as famílias delas e 25% para a caridade. Como os custos de manutenção são escassos, não vejo problema em segurar dinheiro para esperar uma avaria em alguma parte da boate.
- Essa era a minha dúvida, que acabou sendo esclarecida, muito obrigado pela atenção, senhor Solo.
- Até mais, investigador. - Solo me estendeu a mão, parecia ter gostado do papo. E cumprimentei-o e fui ao banheiro para sair como garçom, assim evitando problemas com o segurança.
Depois de retirar as roupas de garçom decidi ir atrás de Miro, que estava se agarrando com uma das moças da boate.
- Err... Com licensa, moça.
- Ah! Vai pro inferno! - Disse Miro se esfregando mais e mais na moça, sem saber que era eu ali.
- Miro. Hora de ir embora.
- Que que há hein, nem te conhe.... KAMUS!!!! - Assustou-se.
- Vamos embora, ou você quer ser pego pelo pessoal lá da delegacia?
- Eles estão aqui?
- Sim, falei com Ikki, Shiryu e Shun. Kanon e Hyoga também estão aí. Se verem você aqui vão ter motivo pra desconfiar de algo.
- Putz! Melhor irmos então. - Deu um beijo na garota e colocou um pedaço de papel nas mãos dela. - Me liga!
Na sala de Solo.
- Senhor Solo, não foi Liverault que...
- Sim, Sorento. Liverault foi pego com a esposa de Aioria.
- E por que não pediu que o deixassem inconsciente?
- Porque Aioria quer pegá-lo com suas próprias mãos, e outra, não vou facilitar para aquele insolentezinho metido á mafioso.
- E por que falou aquilo para Liverault?
- Para desviar ele de que o dinheiro da boate é empregado no meu arsenal e nos meus subordinados.
- Senhor Solo, o senhor é muito bom de raciocínio.
- Obrigado, Sorento.
Porto Alegre, 24 de maio de 2006, 3 horas e meia da madrugada.
Eu e Miro voltamos ao escritório, fui ver se tinha alguma nova mensagem e nada de outros casos para resolver. Sentei na minha mesa e chamei o meu ajudante para acompanhar o meu raciocínio.
- Miro, sente-se preciso que você me ajude. - Após eu dizer isso, ele sentou.
- Diga, o que você conseguiu por lá? Alguma pista que leve ao caso?
- Sim. O ex-namorado de Freya esteve por lá. Ficou cerca de uma hora no bar, na quinta passada.
- E ela?
- Nenhuma pista que nos leve até ela.
- E quanto aos rapazes? - Miro se referiu aos nossos ex-colegas da delegacia. - Eles sabem do ocorrido?
- Não, não comentei nem com Ikki.
- Me conte como vai o turrão do Ikki e seu maninho?
- Estão bem, Ikki parecia bem, Shun estava de bem com a vida como de costume.
- Como está o Tigre e o Dragão? - Referiu-se a Shiryu.
- Está bem, o que me surpreendeu é que ele falou comigo, como se fossemos bons amigos.
- Quanto ao excelentíssimo, corretíssimo, senhor puxa-saco da lei?
- Seiya nem apareceu, ficou na delegacia, com Saga.
- E o seu baba-ovo?
- Tive a sorte de não me cruzar com o Hyoga, apesar de que ele iria para lá.
- E o Kanon?
- Também não me cruzei com ele.
- E o que diabos eles estavam fazendo lá? Já que Ikki, Shun e Shiryu são casados.
- Era a despedida de solteiro do Hyoga.
- O QUÊ!? E esse filho da mãe, nem pra convidar a gente!
- Miro, não haveríamos de nos encontrar com ele, se não fosse na hora. Você sabe que eu evito passar perto da delegacia, o lugar que era o único em que encontrávamos o Hyoga. Mas o mais estranho, foi ver Julian Solo de dono da boate.
- Julian Solo? O empresário filantropo? Dono da Athenas!?
- Exatamente. Estou achando tão estranho quanto você, meu caro ajudante.
- Então está aí! É daí que ele tira o dinheiro das caridades! Mas que cara safado e sujo! Enquanto as mulheres fazem o serviço, ele fica contando as notinhas para dar de caridade.
- Admito que ele seja muito esperto, mas acredito que ele seja uma pessoa de bem.
- E então qual é o próximo passo?
- Iremos na Sicigliana amanhã.
- E se meter com os mafiosos?!
- Miro, teremos de ir pois Giancarlo Rossi é na verdade Carlo Mephisto Maschera.
- Você quer interrrogar o Máscara da Morte!? Só pode estar brincando.
- Não estou brincando. Irei e perguntarei, o que custa a ele falar? Ele nem sabe quem eu sou.
- Você é tão famoso que eu não sei se ele te conhece, Kamus.
- Acredito que não, já que no meu tempo quem se encarregava dele era o Seiya. E enquanto eu o interrogo, você interroga as moças que trabalham para o Máscara da Morte.
- E quanto ao grego que Hilda mencionou?
- Não acredito que seja Nikos Popoulos, pois Aiória e Aioros Giannakos devem estar atirando dardos em Creta.
- Mas você sabe que eles irão voltar, você sabe que quando o Leão marca alguém, ele mata.
- E quando ele vier estarei pronto e o entregarei as autoridades. E agora se me der licensa vou para casa descansar, amanhã à tarde eu retorno.
A fic já está quase completa, são 9 capítulos ao todo. Faltam apenas a segunda parte do oitavo capítulo e o nono capítulo. Espero que gostem. Reviews são sempre bem vindos. Obrigado e continuem lendo.
