VOLTA PARA MIM

Autora: ShiryuForever94

Gênero: yaoi/romance/angst/comédia/lemon

Casais: Saga e Kanon, Camus e Milo, Shion e Dohko

PRESENTE DO AMIGO SECRETO DE NATAL DO FORUM YAOI PARADISE

De: ShiryuForever94/Lune de Balron

Para: Angel/Mime

Bem, minha querida, tentei fazer o melhor que pude. Seus pedidos foram parcialmente atendidos. Coloquei Saga e Kanon como personagens principais mas também incluí Milo e Camus. Fiz uma fanfic de acordo com o que pediu, apenas peço desculpas por um ou outro palavrão na briga dos irmãos. Não pude evitar. Cenas melosas, eu tenho um problema com elas. Não sei se ficaram muito melosas minhas cenas de amor, espero que esteja razoável. Tentei um yaoi romântico do jeito que você gosta e incluí tudo o mais que você pediu, lemon, comédia, angst, drama e também uma música. Não é uma songfic mas uma fanfic com song... XDDD Espero que aprecie. Imensos beijos e, foi um prazer tirar você.

VOLTA PRA MIM

Capítulo II - Confusão

- "Saga?" Ah, bela dor de cabeça. Acordara com dores no corpo. A farra tinha sido boa. Nada demais, bebida, mulheres e homens. Uma bela briga com leões de chácara, sem usar o cosmo ou não teria graça. Viu as marcas roxas. Tudo isso para quê? Procurava por algo e não achava. O vazio. Não adiantava. Espiou seu irmão com a mão protetoramente sobre seu peito e sorriu. Reparou que estava nu e viu a bacia de prata com água e o algodão. Reparou que estava razoavelmente limpo. Observou agora sério os traços marcados de lágrimas de Saga. Por que ele tinha chorado? Oras, Saga era forte demais e orgulhoso demais. Devia ser impressão sua. Não deviam ser lágrimas. Levantou-se e tomou um banho, vestiu as roupas do irmão, como de hábito, roupas de treino, apesar de tudo, tinha seus deveres. Olhou o relógio. Três da tarde? Credo. Dessa vez perdera mesmo o senso de tempo. Voltou ao quarto e sacudiu levemente o outro.

- "Irmão, quer treinar comigo?" Viu-o abrir os olhos meio confuso. A expressão por um instante feliz ao fitar os olhos azuis mas depois...

- "Kanon, seu desgraçado, quer me matar de preocupação? Você não acordava, não reagia... Pensa que é o que? Um adolescente rebelde? Tenha modos!" Saga pulara da cama um tanto zangado e fora em direção ao outro, deu-lhe um tapa nas faces com força e cruzou os braços, arfando de raiva.

- "Ora, seu... seu..." Kanon não esperava aquilo e não ia engolir calado. Voou em cima do outro e derrubou-o no chão. Deu-lhe um soco no rosto e viu o sangue jorrar dos lábios machucados. - "Não sou criança, não sou sua responsabilidade. Deixe-me em paz, apenas me deixe em paz." Levantou-se e saiu quase quebrando a porta com a batida, encostou-se nela do lado de fora e fechou os olhos tentando respirar.

Por que? Por que tinha que ser assim? Será que era muito cedo para se encher de álcool novamente? Quem sabe dessa vez bebesse tanto que morresse. Sem mais dor, sem mais a dor do amor por Saga. Sorriu cinicamente e saiu gingando, pegou a chave de um dos carros da Fundação. Em algum lugar do mundo era noite. Podia beber... Olhou suas roupas. Não adequadas para uma noitada mas... Talvez o baixo meretrício de Atenas não estranhasse tanto. Sexo. Pago. Sem sentimento. Sem mais nada. Esquecimento. Mulher ou homem? Tanto faria. Preferia homens mas nada o iria consolar mesmo. De preferência alguém parecido com Saga. Procuraria por ele em cada cabelo longo, em cada peito forte, procuraria por ele em cada gemido de prazer. Prazer que gostaria de ter com ele. Mas não podia. Jamais poderia. Conhecia seu irmão. Certinho demais e sério demais. Droga de vida.

- "KANON!" Levantou-se enxugando o sangue dos lábios e fechou os olhos. Sua fúria aumentou ao sentir o cosmo do irmão se afastar, cantarolando... Ele não ligava a mínima mesmo. Olhou em torno. Tinha tudo não tinha? Servia a uma deusa, era um guerreiro sagrado.

Não tinha nada.

Nada sem Kanon. Tomou banho e se arrumou. Tinha uma reunião às 4 da tarde. Não podia se atrasar. Avisou Camus que iriam juntos.

Saori Kido olhava pelas janelas da sua imensa sala na sede das empresas Kido. Ser uma adolescente e controlar um império era quase insuportável. Seria impossível se não fosse pelo conselho deliberativo altamente qualificado e pela assessoria paga a peso de ouro para resolver quase tudo. A ela cabia dar os rumos da empresa, decidir as aplicações dos imensos fundos em causas éticas e que tivessem finalidades sociais. As empresas visavam ao lucro mas tinham um alcance maior. Digno de uma deusa... Deusa? Não pedira por isso. Preferia ser alguém normal. Ás vezes o peso de sua divindade a deixava deprimida. No entanto, quando essa sua face assomava, sabia que era seu destino.

Onde estavam Saga e Camus? Ah, Saga... Levantou-se e passeou pelo local. Tão ricamente decorado seu amplo gabinete. Viu os dois Cavaleiros Dourados entrarem, de terno e gravata, os cabelos presos em rabos de cavalo baixos. Seus olhos brilharam ao ver o imponente geminiano pedir desculpas pelo ligeiro atraso de cinco minutos e se responsabilizar por Camus, que jamais se atrasava, ter chegado àquela hora.

- "Queria nos ver Senhorita Kido?" Os olhos de Saga eram tristes. Não estava bem. Pensou nas palavras de Milo. Sim, aquele amor o estava matando.

- "Saori... Pode me chamar de Saori, ora Saga, não precisa ser tão formal..." Deslizou pelo gabinete e sentou-se no sofá de couro branco, o tailleur bem cortado cor de madrepérola ressaltando a sua beleza e deixando-a tão mais velha do que seus 17 anos. Cruzou as pernas e fez sinal que se sentassem perto dela. Em cima da mesinha de centro, pastas de couro preto com diversos contratos e pedidos de fundos para investimento em diversas áreas. Começaram a despachar documentos. A reunião durou duas horas e meia. Era quase noite. Com um suspiro, a Deusa se levantou, secretárias eficientes recolheram tudo. Virou-se para os dois que aguardavam instruções.

- "Haverá o grande baile dos mantenedores do Museu hoje à noite. Está lembrado Saga? Havia convidado Camus para me acompanhar mas mudei de idéia. Você irá comigo."

- "Senhorita, não creio que seja adequado. Por que não chama Hyoga, Shiryu ou mesmo Ikki de Fênix? Teriam prazer em acompanhá-la." Era o que Camus temia. O olhar da garota, fixo nos traços perfeitos de Saga.

- "Não. Quero um acompanhante mais... maduro... Você vem Saga?" Um sorriso encantador.

Saga olhava Camus com uma grande interrogação. Então parecia que era verdade. O Aquariano viera falando a ele sobre o que achava da excessiva atenção de Saori quanto aos dois. Viu o olhar dela. Aquilo ia ser complicado. Abriu a boca para negar-se mas não conseguiu. A mocinha o enlaçou pela cintura e erguendo-se um tanto, era bem mais baixa, deu-lhe um beijo na boca. Nada muito profundo mas Saga arregalou os olhos e segurou-a encarando-a.

- "SENHORITA!" Olhos azuis de um grego estupefato receberam como resposta um meigo sorriso.

Camus olhou para o teto. Isso não podia estar acontecendo. Repetia para si mesmo que era muita encrenca para um só geminiano. Amar um irmão rebelde e ter uma deusa apaixonada para administrar. Pensou que era um homem feliz. Tinha apenas Milo. Se bem que... Não, Milo jamais se enquadraria na palavra 'apenas'. Amava-o.

- "Nos vemos às dez, traje a rigor por favor e, isso é um pedido pessoal de Atena." Saori sequer comentou o fato, deu meia-volta como se nada tivesse acontecido.

- "Mocinha, isso não foi uma atitude razoável. Sabe muito bem que somos seus Cavaleiros, não seus acompanhantes em festas." Camus tinha que falar alguma coisa uma vez que parecia que Saga havia estranhamente emudecido.

- "Aquário, eu sei o que é melhor para todos. Agora se me dão licença. Conversamos sobre isso depois. Tenham uma boa noite." Nem minimamente abalada. Sim, ela sabia das preferências sexuais de Saga. Sabia muito bem. Mas, quem poderia dizer que tal não mudasse? Talvez ele ainda não tivesse encontrado a mulher certa. Uma deusa. Sorriu intimamente ao ver o grego olhando-a de maneira... estranha. É, quem sabe...

Do lado de fora da sala, Camus percebeu o outro perdido em pensamentos. Achou melhor saírem dali e logo estava a sós com um geminiano de cenho franzido.

- "Saga, você sabe que ela está iludida por você não sabe?"

- "Hein? Ah, aquilo. Talvez não seja má idéia de todo." Falou aquilo como se não fosse nada demais.

- "Insanidade é algo normal na sua família? ENLOUQUECEU DE VEZ? Ela é uma criança. Pior, é nossa deusa, pior ainda... É UMA MULHER!" O francês entrava no carro pensando que deveria logo arrumar a vida de Saga e Kanon antes que aquilo virasse uma confusão sem limites.

- "Vai ver por isso que daria certo. Quem sabe meu problema com Kanon se resolva? Eu o esqueço e pronto." Um sorriso muito triste era tudo que ele conseguia.

- "Sei... E eu vou casar com Marin e ter 8 filhos... Milo provavelmente vai se descobrir morto de tesão pela June e pedi-la em casamento... Não, já que estamos em algum inferno paralelo... Que tal propor a Shaka que se case com Seika? Melhor ainda... Mu pode vir a ser pai de uma coleção de garotinhos lindos com a Shunrei... Gostou? Se é para enlouquecer, porque não casamos logo o Shion com seu irmão e fica tudo em paz?"

- "SHION? Como assim SHION? Desde quando ele está interessado no meu irmão? Ele não é o namorado do Dohko? E Kanon tem um caso com ele? COMO É QUE VOCÊ NÃO ME CONTA ISSO?" Agora o geminiano dava toda sua atenção para o francês. Quase bateu o carro quando ouviu Camus falar de Shion. Será que era verdade? Mas Shion não era de Dohko? Quer dizer... As sobrancelhas em arco de Camus e o meio sorriso dele o fizeram pisar no freio imediatamente e dar um leve tapa na coxa forte do cavaleiro de aquário.

- "Saga... Você vai bancar o absurdamente imbecil até quando hein? Claro que Shion não tem nada com Kanon. Tenho certeza que o problema é que ele te ama. Desesperadamente."

- "Ah, mas isso eu já sei, embora pareça por vezes que nos odiamos, somos irmãos. Nos amamos, amor fraternal." A palavra 'irmãos' saía de sua boca como uma maldição.

- "Você quer um esquife de gelo com ou sem decoração providenciada pelo Afrodite? Amor fraternal? Só se desejo sexual agora virou coisa fraternal." Isso estava ficando ridículo. Eram duas toupeiras gêmeas?

- "Eu já disse que o que sinto é errado e..." Algo o perturbou fortemente e se concentrou. Uma oscilação, algo emaranhava o cosmo dele como uma doença... KANON! Sentiu a agitação, sentiu confusão. Ele parecia tão alterado. Olhou agoniado para Camus.

- "Vamos Saga, vou avisar Milo pelo celular. Algo muito errado aconteceu. Eu também senti e ele está perto. Não sei como... Aqui é o pior bairro de Atenas..."

Chegaram a um velho edifício caindo aos pedaços na parte mais pobre de Atenas. Milo os tinha alcançado, velocidade da luz tem lá suas vantagens, e subiram correndo os degraus até o que parecia um apartamento. Pintura descascada na porta. O que diabos o gêmeo de Saga fazia ali?

Camus bateu na porta, tentando ser educado. Ouviu palavrões do outro lado e nem teve dúvidas. Deu um suspiro de enfado, ajeitou a gravata, olhou de lado para Milo e... Derrubou a porta num potente soco, rachando a madeira em vários pedaços e avançando quarto adentro.

- "KANON! Onde você está?" Saga viu corpos... Homens e mulheres, alguns nus, gargalhadas altas de um grupo que se esfregava num sofá destruído, o cheiro era péssimo... Enjoativo e enojante. Urina, suor, sexo, haxixe, maconha... Drogas... Inferno.

- "O cosmo dele vem de lá de dentro. Fica aqui Saga, por favor. Eu vou até ele." Milo estava sério e nem esperou resposta. Avançou determinado e firme e abriu uma porta. Lá dentro, homens, mulheres e... Kanon. Uma das mulheres, sem roupa alguma avançou sobre escorpião e lambeu-lhe o braço. Um movimento e o loiro a fez saber que não devia se aproximar. Dois homens cambalearam até ele com cara de confusão mas Saga estava logo atrás e quase os mata jogando-os contra uma parede.

- "Kanon, o que fez, Kanon..." Saga olhava estupefato. Kanon estava lá, ao que parecia apenas de cuecas, jogado numa cadeira com um homem nu sobre si que o lambia e apalpava, esfregando-se nele. O pior era... Parecia-se... com ele mesmo. Longos cabelos, o corpo mais ou menos do mesmo porte, embora um tanto macilento e menos musculoso.

- "Vá embora... Não preciso de você... Deixe-me em paz... IRMÃOZINHO." Falou a última palavra com escárnio, a voz engrolada. Estava bêbado ou muito pior. Saga avançou e retirou o rapaz de cima de seu gêmeo, ouvindo-o dizer que fora muito bem pago pelo "serviço" e que não ia devolver a grana de jeito nenhum.

- "Ei, justo quando pego um viadão bonito? Geralmente são uns xexelentos nojentos que vêm... Nunca carne de primeira como esse aí. Ele até usa camisinha."

- "Apenas vá embora e, acredite em mim, tem sorte de não ser morto hoje." Milo olhava a face em fúria de Saga. Os irmãos encaravam-se sem palavra. Kanon não parecia estar no planeta no momento, começou a rir, não... Ele gargalhava.

- "Ele não está apenas bêbado. Ei, rapazinho, que foi que ele tomou? Ou usou?" Camus tinha até medo da resposta mas precisava saber.

- "Quanto levo nisso? Hum, se quiser posso te dar uma chupada. Baratinho. Você é bonito." O rapaz vestia suas calças amarrotadas e olhou para o belo ruivo de terno elegante. Parou de respirar com uma dor excruciante. Milo de Escorpião luzia sua unha afiada. Acertara-o apenas com uma scarlet needle. Era o suficiente. A dor o deixaria mais quietinho.

- "Milo, não precisava nada disso. Vamos rapaz, apenas responda." Aquário queria saber. Kanon agora falava palavras desconexas enquanto Saga, extremamente sério, vestia-o com as calças e o colocava no ombro, ouvindo-o falar obscenidades em grego. Lágrimas começaram a correr do olhar do gêmeo mais velho. Por que? Por que Kanon tinha que fazer aquilo?.

O rapaz gemia mas tentava falar. Olhou com cara de pavor para o loiro escorpiano e jurou a si mesmo que era melhor ter apenas velhotes nojentos como clientes.

- "Uísque... hum... ai... isso doeu... E haxixe... Muito mesmo. Ele me disse que precisava esquecer, nunca vi alguém tão auto-destrutivo. Ele podia ter quem quisesse com uma beleza assim mas... Não sei porque, escolheu vir aqui. Ui..."

Milo estava impassível. Era um homem de gênio forte. E era ciumento. Muito além do razoável. Camus sabia disso. Nem se dignou falar mais nada. Ajudou Saga a levar Kanon. Viu a chave de carro que Saga balançava nas mãos. Pelo chaveiro era um dos carros da fundação. Kanon não tinha juízo?

- "Kanon, por que faz isso comigo?" Era tudo que Saga dizia com o irmão agora desmaiado no seu colo, no banco de trás do carro que Camus conduzia. Logo atrás, Milo levava o carro que Kanon pegara "emprestado".

Chegaram ao Santuário e dessa vez Saga não suportou e deixou-se ver em lágrimas, levou Kanon para o quarto, novamente, acariciou-lhe os cabelos, chamou Shaka e Mu para cuidarem dele. O indiano ficou impressionado com a dor soturna no coração de Saga e tentou fazer com que ele falasse mas o olhar sombrio que recebeu do grego o fez desistir.

- "Não se preocupe Shaka, vou resolver isso." Olhou para Camus, Milo , Mu e Shaka e disse num lento suspiro que ia para a festa com Saori. Camus tentou demovê-lo mas ele estava... estranho.

Após algum tempo, Saga reapareceu. Perfeito num smoking preto, sério e elegante. O cabelo estava preso com uma fita de veludo preta. Seu perfume era adequado. Ele inteiro parecia adequado. Tão... Aprisionado.

- "Eu voltarei tarde. Mu, Shaka, obrigado e... Nem sei o que dizer Camus, você e Milo têm sido meu suporte." Tentou sorrir mas não conseguiu. Perdido em pensamentos, ficou olhando para o jovem de cabelos azulados que estava inconsciente na cama e seu cosmo se expandiu, uma tristeza imensa que atingiu os demais cavaleiros e fez Mu arregalar os olhos. Os olhos e lábios de Saga tremiam em lágrimas mudas. Amor, tanto amor... Numa mescla de emoções fortes. Amor e tristeza. Enxugou-as e suspirou. Tinha uma festa para ir.

- "Ame-o. Saga, não podem continuar assim." Shaka já sabia do que acontecera e estava sinceramente preocupado. Confusões no Santuário não eram incomuns, mas os "shows" de Kanon estavam ficando famosos.

- "Eu já o amo, Shaka. Para azar dele. Boa noite a todos." Nem quis esperar resposta, entrou no carro e foi para a tal festa.

- "E eu pensando que Aldebaran fosse o touro teimoso." Mu preocupava-se também. Nada podiam fazer. Ouviram um gemido, não, vários e logo Kanon surgia, completamente fora de si.

- "Saga? Onde você está? Por que vive me deixando? Por que não pode me amar? Por que tenho que viver se não tenho você? POR QUE EU PRECISO VIVER?" Uma onda de energia descontrolada derrubou uma parede. O geminiano preparava outro golpe. Parecia... o Explosão Galática...

- "TEMBU HORIN!" Shaka não hesitava, nunca. Viu Kanon ficar impedido de atacar e apenas murmurou algo para Mu que pegou o general marina no colo e o levou para o quarto.

- "Contigo não tem conversa não é Shaka?" Milo estava sério. Aquilo estava fora de controle.

- "Grandes poderes, grandes responsabilidade. Isso vai ser bem difícil. E onde diabos Saga foi?"

Camus explicou tudo e o virginiano ficou impressionado. Passou a horrorizado quando o aquariano mencionou a pequena conversa interrompida sobre Saori.

- "Ele não pode estar falando sério... Ele não sabe que isso vai destruir não apenas a ele mas a seu irmão e... Saori?"

- "Olha Shaka, quem é bom de convencimento aqui é o Kanon. Se nem ele consegue quebrar a insensatez do irmão, quem conseguiria?" Mu retornava um tanto aborrecido. Proteger a deusa era uma coisa, namorá-la era... impensável.

- "Nem quero ver quando Kanon souber." Milo pensava freneticamente. Tinham a festa de Natal na semana seguinte. Se dependesse dele, juntaria os gêmeos antes daquilo.

- "Nada mais podemos fazer a não ser tentar recuperar Kanon e ajudar Saga com isso. Vamos nos revezar. Não podemos nos dar ao luxo de um homem poderoso como o dragão marinho usando drogas e tendo um comportamento amalucado." Camus ponderou olhando a todos que apenas assentiram.

A noite passou razoavelmente calma mas, na manhã seguinte... Nas manchetes de todos os jornais a grande notícia: SAORI KIDO FLAGRADA COM SEU NAMORADO, SAGA DE GÊMEOS! Abaixo, uma foto do casal, aos beijos na festa beneficente.

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Certo. Eu sou malvada. Vejamos o que diabos Kanon vai achar de tudo isso. Grande abraço.