Queridíssimos, como sabem eu gosto mais no Nyah! hahaha... Maaaaas, aquele site resolveu me deixar de castigo (não só a mim, a todo mundo que não consegue mais logar por problemas técnicos). Por isso, ao invés de postar nos dois sites no mesmo dia, posto hoje só aqui até o Nyah! ressurgir das cinzas hehe... Gostaria de agradecer com muito carinho a querido Blorry (e responder aqui ao seu pedido de continuação com outro capítulo) e a Runa (continunando na trama normal agora, voltada aos filhos, estou deixando a relação sado dos dois para outra fic, visando não misturar as coisas - espero que você goste!).

Beijo enorme com muito carinho lembrando a todos que quanto mais reviews, mais eu posto. Acabo dando preferência ao outro site pela quantidade maior de feedbacks que me dão por lá :) Beijos com muito carinho, SarinhaMyuki.

POV Camus

Eu estava caminhando com o meu noivo, estávamos de mãos dadas num momento para lá de agradável. Sorríamos um para o outro, trocávamos carícias e desejos mudos de nos encontrarmos na cama em breve.

Meu celular tocava e vibrava dentro do bolso, levou algum tempo até eu sair do transe que os olhos de Milo me colocavam. Eu tirei o celular do bolso sem qualquer vontade, tendo que desviar de Milo que tentou arrancá-lo de minhas mãos.

- Alô?

- Camus, estou na sala principal do Santuário, venha para cá agora por favor.

- Mestre!

Era Shion, que ao que eu imaginava estava viajando e não no Santuário. O que será que havia acontecido para me chamar assim, não era de seu feitio.

- Estou a caminho. O que aconteceu?

- Estou com Isaac, quando chegar conversaremos.

Ele desligou, eu olhei para Milo com aquela cara de "problemas".

- O que houve?

- Não sei, Shion está com Isaac e quer me ver agora. Não disse o que aconteceu.

Eu tentei não fazer alarde, mas estava muito preocupado. O que raios meu mestre estava fazendo com meu filho, será que Isaac havia aprontado alguma coisa? Só a ideia de ter que encarar meu mestre me deixou fora de mim.

Aquele clima romântico foi temporariamente quebrado por aquele telefonema fora de hora, eu me perguntava o que havia acontecido. Milo me acompanhou também interessado no que Isaac estava fazendo com o grande mestre.

Chegamos em menos de quinze minutos com passos rápidos, encontramos Isaac na recepção. Milo logo se apressou, correndo na direção do meu filho mais velho e o abraçando. Isaac, obviamente, estranhou e fez careta. Eu o encarava, aliviado de certa forma por estar tudo bem.

- Está tudo bem, Isaac? – Eu perguntei com a voz grossa e sem demonstrar qualquer emoção, apenas o observando para ver se encontrava algum machucado.

Ele abriu a boca para responder, mas não pode continuar, pois a voz de Shion ecoou do final do corredor.

- Camus, Milo, entrem.

Eu olhei para o meu noivo e seguimos a voz de Shion, deixando Isaac para trás. Na hora, tanto eu quanto Milo parecíamos nostálgicos, fazia algum tempo que não caminhávamos por aquele corredor juntos em direção ao escritório do grande mestre.

- Sentem-se.

Obedecemos, e eu quase me diverti da face de Milo que estava nitidamente amedrontado. Senti vontade de zombar da situação, mas a expressão de Shion não permitia.

- Casamento, huh?

Shion olhou para nós com uma das sobrancelhas levantadas. Eu sorri.

- Sim, mestre.

- Já era hora de vocês dois se acertarem e pararem de dar problemas.

Eu me segurei para não revirar os olhos, Milo estava se segurando na cadeira. Aquilo realmente era cômico, Milo estava com medo de Shion?

- Milo, não precisa sentir medo, você já é bem adulto para isso não? – Pelo visto Shion também notou a expressão de frango trêmulo do escorpiano.

- Eu nunca tive medo de você!

Milo cuspiu, foi minha vez de abrir os olhos preocupado. Shion fechou os olhos perigosamente em direção ao meu noivo.

- Só não quero ouvir ladainha do meu menino.

Eu achei melhor cortar aquela cena.

- Er... Mestre, o que o Milo quer dizer é que queremos saber o que aconteceu para o senhor ter nos chamado aqui com urgência.

Olhei feio para Milo, ele deu de ombros e cruzou os braços sustentando o olhar de Shion. Se meu noivo não parasse, aquilo não acabaria bem, eu tinha certeza.

- Talvez tenha sido com você que Isaac aprendeu a responder tão delicadamente aos outros, não é, Milo? – Foi a vez de Shion alfinetar com ironia.

- Melhor do que aprender com o senhor que só sabe reclamar de tudo e de todos. – Por Athena, eu precisava acabar com aquela situação que estava saindo do controle.

- Milo, acho melhor você ficar com Isaac enquanto eu converso com o Shion, não?

- CLARO QUE NÃO, ELE TAMBÉM É MEU FILHO!

- Milo, você está sendo infantil, por favor...

Eu falei baixinho, entredentes, encarando Milo. Se havia algum problema ali com Isaac, eu queria resolver e não perder tempo com aquela baboseira de pai super-protetor que Milo ostentava.

Shion franziu o cenho e levou a mão até o nariz, depois fez um gesto passando lentamente os dedos pelas sobrancelhas. Com certeza ele estava nervoso, eu o conhecia bem. Eu também estava começando a ficar, já que não conseguia descobrir o que Isaac havia aprontado.

Milo era esperto, estava armando aquele teatro para safar a cara de Isaac. Mas eu sabia dos joguinhos do meu escorpiano e não iria deixar aquilo continuar.

- Mestre, primeiramente, me perdoe pela postura de Milo, que não age mais assim há muito tempo! Com certeza ele está usando uma de suas artimanhas para salvar a pele do nosso filho, que com certeza deve ter feito algo sério para que nos chame aqui no meio do dia.

Shion me olhou, como quem entende o que está acontecendo. Milo bufou com os braços cruzados e ficou quieto em sua cadeira, dando-se por vencido tanto por mim quanto por Shion. Ele murmurou um pedido quase inaudível de desculpas e disse que queria ficar lá para entender o que tinha acontecido.

- Bom, me expliquem uma coisa, porque Isaac não está na escola? Você já não tinha desistido de ensinar as crianças em casa, filho?

Eu adorava quanto Shion me chamava de filho, eu sabia que não era e jamais seria como Mu para ele, mas ele era o que eu tinha mais próximo de um pai em toda a minha vida.

- Bom, desisti sim. Hyoga já está matriculado há algum tempo na escola e Isaac fazia um intercâmbio na Austrália. Porém, ele teve que voltar mais cedo e não consegui vaga na escola para o meu primogênito.

Shion franziu a testa, aquilo era um mau sinal.

- E porque ele voltou antes do intercâmbio?

Eu quase engasguei.

- E- eu não sei ao certo, na verdade ainda não tive tempo de tirar a história a limpo. Mas não acho que tenha acontecido nada grave.

Shion me encarava sério.

- E como você não conseguiu vaga na escola para ele?

- Na verdade, eu deixei que ele mesmo fosse conversar na escola. Olha, mestre, eu sei que pode parecer um pouco de displicência da minha parte, porém nosso casamento está chegando e estamos com... Bem... Alguns problemas a resolver – Olhei feio para Milo o lembrando os buracos no orçamento – E por isso tive que contar com a ajuda dos meninos nos últimos tempos.

- Camus, Camus – Ok, ele repetiu meu nome duas vezes, isso nunca era um bom sinal partindo de Shion. – Você é o reitor da universidade mais importante da Grécia, chefe administrativo de quase todas as escolas daqui, inclusive essa em que os meninos estudam, e não parou para fazr a matrícula do seu próprio filho? Como acredita numa resposta dessas?

Eu olhei para minhas mãos, não gostava daquilo, Shion me fazia parecer incompetente e desligado da educação dos meus filhos.

- Meus filhos não mentem. Não acho nada absurdo mandar ele próprio fazer a matrícula.

- Ah, e você nem sequer checa se realmente é verdade?

- Ah, ele já tem idade suficiente para...

Eu parei de falar com o olhar de Shion. Alguma coisa lá estava acontecendo que eu não sabia ao certo o que, mas era sério.

- Ok, o que está acontecendo, o senhor pode me explicar, mestre?

Eu não falava num tom muito respeitoso com Shion, mas eu não gostava de ser colocado na parede daquela maneira.

- Pois bem, seu filho vem arranjando encrencas. Ele é esperto, nunca fica em evidência, mas sempre está por perto quando tem algum cavaleiro mirim dando trabalho. Porém, recentemente, eu mesmo voltei para o santuário por causa de um boato de drogas entre nossos adolescentes.

Fiquei pasmo, acho que congelei após ouvir o nome de Isaac e logo depois drogas.

- Meu filho está usando...

- Calma, Camus. Ainda não consegui averiguar exatamente o que está acontecendo. Então, quero sua ajuda para tanto. Sobre Isaac tudo que eu sei é que ele NÃO foi tentar se matricular e mentiu sobre a ausência de vagas.

Eu respirei aliviado, apesar de apertar os punhos ao notar que havia sido enganado e que estava descobrindo isso por Shion.

- Olha filho, eu sei que você é um ótimo mestre, mas talvez deva ficar de olhos mais abertos. Não estou aqui para passar sermão, mas...

- Pois então não passe.

Eu disse seco. Acho que pareci até com Milo que, por sua vez, me olhou assustado e se levantou junto comigo.

- Preciso resolver algumas coisas agora. Depois conversamos.

Virei as costas e fui embora, com certeza Shion não ficou nem um pouco feliz. Eu me arrependi logo no caminho, pois ele só estava querendo me ajudar e nada mais. Se não fosse por ele, jamais descobriria essa palhaçada que Isaac resolveu me aprontar.

Andei até a recepção, pronto para pegar Isaac pelo pescoço, mas ele não estava mais lá. Obviamente devia ter fugido para dar um tempo para que eu me acalmasse. Eu respirei fundo, não ia sair caçando o menino naquele estado.

- Milo, vamos deixar Isaac voltar mais tarde e eu converso com ele.

- Acho uma ideia maravilhosa – Disse o escorpiano todo satisfeito com meu estado de espírito equilibrado.

- Precisamos ir até a prefeitura agora agilizar a publicação das proclamas para o nosso casamento, que será dentro de duas semanas.

Milo sorriu para mim e me deu a mão, tentei retribuir o olhar e o carinho em vão, ele notou que minha cabeça estava em outro lugar.