- MAKE YOUR WISH -


Desculpem a maldita demora, eu alonguei a fic dmais. i-i
Daê ficou difícil pra krl montar ela.
Mas agora q sei o que fazer, tô postando :)
Então comentem *w*


-VOCÊ TEM QUE DISTRAIR ELA. – A forma natural que Roland disse para ele no telefone o fez erguer a cabeça para o relógio da torre. Ainda era cedo. Quase meio dia, e ele estava parado no meio da cidade agradecendo mentalmente pela diferença com Storybrooke que era tão calma... Tão... – Papa?!

-Sim, estou aqui. Desculpe...

-Achou ela?

-Ainda não... – Ele finalmente a avistou saindo da biblioteca, o olhar preso no horizonte, as mãos nos bolsos do sobretudo, e o vento movimentando seus cabelos. Ela ainda não o viu.

-Papa...?!

-Ela acabou de sair. Uh... darei um jeito de conversarmos.

-Tá bem. – Roland falou alguma coisa e desligou.

Robin enfiou o telefone no bolso da calça e andou a passos rápidos até Regina, que ainda olhava adiante e não o viu se aproximar, ela se assustou quando sentiu sua mão envolvê-la pela cintura e puxá-la, mas sorriu logo em seguida.

-Robin... – Sua risada baixa prendeu sua atenção e ele a olhou com um meio sorriso. – De onde você veio?

-Estávamos na Lanchonete da Vovó...

-Estávamos? Os meninos—

-Não. Com Frei Tuck e Will. Onde você tava?

-Na biblioteca... – ela suspirou.

-Tudo bem?

-Sim. Emma e eu estivemos olhando alguns livros do autor... coisas do Rumple, e Merlin... Enfim...

-E tá tudo bem?

Ela o envolveu em um abraço, circulando seu pescoço.

-Agora está tudo ótimo.

Robin sorriu de volta e a puxou para um beijo.
O som do relógio a afastou e ele franziu o cenho quando encontrou os olhos castanhos com um brilho diferente.

-Que foi?

-Nada...

-Conheço essa sua expressão. Vamos... O que foi?

-É estranho pensar o quão... Tranquilo está... tudo? E ainda assim...

-Se preocupar? – ele angulou a cabeça de leve abraçando-a. Ouviu sua respiração e a apertou contra si escorando o rosto em seu ombro. – Não é errado se preocupar, meu amor... Pelo contrário.

-Mas... Não tem nada errado acontecendo. Isso é só paranoia! – ela repreendeu a si mesma.

-Regina... – Robin levantou seu rosto para que encontrasse seus olhos. – Nós dois sabemos que tranquilidade não é algo que dura muito tempo por aqui... Mas não se preocupe, está bem? Digamos que as coisas vão ficar bem paradas por um tempo. E se qualquer problema surgir, aprenderemos a lidar com ele.

Ela sorriu tocando seu rosto de leve e o abraçando em seguida.
Robin fechou os olhos retribuindo ao abraço e respirou fundo.

~MH~

REGINA QUASE FOI ATROPELADA...
Duas vezes. Na primeira, ela conseguiu segurar Roland mesmo quando ele trombou nela concentrado demais no videogame de Henry para erguer a cabeça ou até frear suas passadas. Era perigoso andar sem olhar para frente, e ela deixou isso claro com um arquear de sobrancelhas.
Principalmente quando ele sorriu um pedido de desculpas em resposta.

-Ah, não Morri. – lamentou-se Roland e quando encontrou seu olhar de novo, e ele deu um passo para trás.

-Que pressa é essa, querido?

-Uh... Sorvete?

-Você comeu? Tudo direitinho...?

Antes que ele respondesse, veio o segundo atropelamento, na verdade dessa vez foi o quase atropelamento. Henry estava prestes a trombar levando-a consigo e eles não teriam uma queda muito agradável, Robin agilmente a puxou a seu encontro usando a si mesmo como escudo, enquanto seu filho freava três metros adiante, e Roland olhava de um para o outro sem conter uma risada.

-Gina quase foi atropelada...

Ela arqueou uma sobrancelha para Robin que deu de ombros, a mão ainda em sua cintura protetor, e Henry que a encarou preocupado e parando ao lado do mais novo.

-Vão dizer o motivo da pressa?!

Os dois se olharam.

-Sorvete. – respondeu Henry dando de ombros.

-Sorvete! – concordou Roland lhe entregando o videogame.

Regina riu e encarou Robin que deu de ombros levemente, sua mão ainda envolvendo a cintura dela.
Roland foi a frente em uma corrida e Henry o seguiu ainda rindo um pouco.

-Ei... Roland, você acabou com a bateria!

-Desculpe.

Robin girou nos calcanhares para encará-la quando percebeu que ela tinha parado.
O olhar confuso.

-Ei, tudo bem? – Regina encontrou os olhos azuis, e eles tinham acabado de deixar a Lanchonete, e voltariam para casa em uma caminhada já que a mansão ficava no fim da rua. Os dois andando devagar agora, quando Robin a abraçou por trás descansando as duas mãos em sua barriga e escorando a cabeça em seu ombro e respirando fundo. – Ainda está preocupada?

-O quê? – ela encontrou seus olhos azuis. – Ah, não... Não vou ficar com esse tipo de pensamento na cabeça, pelo menos não agora. – e angulou a cabeça de leve em um sorriso que quase o fez se sentir culpado. Quase. Olhava atentamente para os garotos que saíram em disparada para frente, e agora tinham cada um, um pedaço de galho que usavam como espadas. – Por que tenho a impressão que estão aprontando alguma coisa?

-Quem?

Ele ainda tinha a mão em sua cintura, e se afastou para olhá-lo nos olhos.
Um olhar desconfiado e ao mesmo tempo divertido.

-Meus três garotos... – ele sentiu a mão dela se fechar na sua e foi sua vez de franzir o cenho e segui-la.

-Nossa garota favorita. – murmurou Robin não impedindo sua própria risada.

Regina sorriu para ele, sua mão descansando em seu queixo quando se aproximou.
O rosto a milímetros de distância do dele, e encontrou seus lábios em um beijo calmo.
Adiante, a voz dos garotos a fez sorrir outra vez.

-Isso é magia, Henry!

-Mas não vale usar magia.

-Mas eu usei... Então eu venci.

-Magia não vence sempre, Roland.

-Vence sim.

-Vence não.

-Vence sim.

-Não.

-Sim...

-Não.

-Sim.

-Não.

-Okay...Regina os cortou aproximando-se. – Entrem num acordo, e então terão sorvete.

-Sim. – falou Roland.

-Não. – respondeu Henry.

Ela levou as mãos na cintura.

-Usemos um talvez então. – sugeriu Robin. – Pelo menos por enquanto?

-Ah, cara. – Reclamou Henry.

-Papa... Ele tinha que estar no chão. – Lamentou Roland com um sussurrar cúmplice. – Ei... Sorvete! – e mudou de ideia saindo em disparada quando a dita sorveteria entrou em seu campo de visão.

Henry riu seguindo o mais novo para dentro
Robin girou levemente para olhá-la. Sua garota.
E nunca se cansando de encontrar seu lindo sorriso.

~MH~

NÃO ERA A PRIMEIRA VEZ QUE REGINA TINHA AQUELE SONHO.
Definitivamente, e para sua própria tranquilidade, faria com que fosse a última. Infelizmente, já havia abrido os olhos para o... nada. Estava em uma espécie de cômodo branco. Um quarto vazio e cheio de neblina. E aparentemente enorme, ela olhou para si mesma, estava usando um longo vestido negro com um detalhe na perna direita deixando uma parte dela a mostra, saltos também pretos, o cabelo longo preso para trás e uma maquiagem pesada no rosto. Sombra nos olhos e batom vermelho vivo nos lábios. O vestido deixava as costas nuas.

Os trajes de Rainha... Má.
Ela olhou para os lados e andou alguns passos.

Continuou andando.
Não havia uma saída.

Parecia estar caminhando em círculos e começou a se irritar. Ergueu uma das mãos para fazer magia mesmo que para lançá-la no vazio e ver se talvez conseguiria uma direção, mas nada saia de suas mãos. Franziu mais o cenho e sentiu uma espécie de efeito de ondas a cercarem. Olhou de novo para si mesma. Suas roupas agora era um longo vestido cinzento, uma capa em um vermelho sem vida, seus cabelos cumpridos estavam soltos e desgrenhados. Levantou a mão olhando-a.

Começou a correr mesmo em linha reta.
E de novo... nada mudava.
Parou e ergueu a cabeça para o alto. Foi quando mudou de novo.
Ela agora estava sob um lago negro. Sobre. A. Água.
Simples assim. E quando dava um passo para trás, tentando fugir, era engolida pela mesma de uma só vez.

Regina tentava gritar, escapar, se erguer... mas não conseguia.
Sua voz não saía, seu corpo não obedecia...
... mas finalmente ela acordava assustada, e com a respiração fora de controle. O coração batendo a mil.
A voz de Robin e o toque de sua mão em suas costas lhe trazia conforto.

-O que foi...? Outro sonho...?

Em resposta, ela apenas girava para abraçá-lo enfiando o rosto em seu peito e fechando os olhos.
Não estava sozinha. Então porque sua cabeça insistia em lhe dizer isso? Literalmente. E seu coração se comprimia daquela forma como se confirmasse a dura realidade? Inferno...
... queria apenas parar de ter esse estúpido pesadelo.