"A menina limpou o filete de sangue que escorria pelo canto de sua boca com o canto das mãos enquanto a outra apoiava seu corpo contra a parede.

-Você parece cansada...

Ela tentou respirar, e o fez dificultosamente.

Não ia se render as palavras dele dessa vez.

Ia mostrar que não tinha mais problemas com as palavras dele, elas não a atingiam mais.

-Você está cansada, e quer parar. Conheço um animal quando quer recuar, são os animais fracos e medrosos que não tem coragem de terminar uma batalha.

Ela soltou a parede e correu até ele com uma velocidade maravilhosa para suas condiçoes fisicas, acertando um chute que por azar dela não atingiu a barriga dele, ele pegou os pés dela no ar fazendo com que o resto do corpo fosse de encontro ao chão por intermédio da gravidade.

A menina gemeu de dor.

Não sentia mais o róprio braço de tanta dor.

-Fraca.

Ela estreitou os olhos para o homem.

Jorou naquele momento a si mesma que o mataria.

-Sei que quer me bater, sei que está com raiva, e isso não te dá vantagem em uma batalha! - Ele esbravejou enquanto ela se contorcia no chão. - Com esse gemidos parece um animal indefeso, seus inimigos devem te temer... você teme animais indefesos?

Ela tentou se levantar e se afastar dele.

-IIE! NINGUÉM TEME ANIMAIS INDEFESOS!

Ela saltou do chão ofegante interronpendo os gemidos.

-MATTE! - A mulher de longos cabelos negros gritou fitando o homem prestes a golpear a pequena menina. - Já chega!

Acordei com a voz da aeromoça avisando que já estavamos no Japão.

Respirei fundo.

Sonhos, pesadelos... passado.

Eu deveria querer esquece-lo, eu talvez até queira esquece-lo, mas se eu o fizer ele vai deixar de ser passado e será futuro, pois tudo o que aprendi não saberei mais, e errarei novamente, amarei novamente, e isso seria um suicidio.


Treinada para matar

Capitulo II: Arrumando as malas

Rin saiu do elevador visivelmente irritada.

Será que ninguém respeitava o cansaço dessa vida de agente? Ela indiretamente era uma funcionária publica, merecia isso como qualquer um.

Dessa vez ele teria que dar uma explicação muito boa para ter tirado novamente sua possibilidade de descanso.

Aquela empresa, se é que se pode chamar assim, estava um completo caos. E ela não estava com humor para mais uma reunião.

"Informações novas sobre o darkangel..."

E ela com isso? Só porque mais um criminoso com problemas psiquicos tinham aprontado deixando algumas pistas ela tinha que ser tirada do seu momento de descansa, ah, fala sério!

Atravessou o corredos em largos passos até que parou ao ve-la.

O que mais se precisa em um momento de estresse, uma máquina de refrigerante.


Respirei fundo entrando no quarto do hotel.

Só haveria navios para Okinawa no próximo dia. Como havia esquecido um detalhe como esse?

Arranquei o sobretudo e joguei sobre a cama.

Começei a tirar, armas, facar, adagas, espadas, deixando apenas uma pequena defesa, uma pequena arma silenciosa.

Um verdadeiro assassino nunca abaixa a guarda.

Tirei as botas e as coloquei em um canto especifico do quarto, nunca se sabe quando será a próxima batalha, mas é sempre esssencial saber onde tudo está caso ela aconteça.

Liguei a televisão no canal do noticiário, e para a minha surpresa, não era sobre mim.

Sair do país é sempre uma tática eficiente, as pessoas tem uma memória curta, e muitos casos para averiguar.

Passei minhas mãos sobre a cama para detectar algum sensor ou apenas para saber se era seguro.

Nunca se sabe quantos inimigos se tem, muito menos o que eles são capazes de fazer para te eliminar.

Deitei sobre o alvo lençol perfeitamente colocado sobre o colchão.

Em pouco tempo estaria no lugar em que eu posso chamar de lar, ou algo parecido.

Enfim um trabalho no meu território.


O dono dos belos olhos dourados saiu do elevador com uma certa indignação no olhar.

Incrivel como o amor fraternal nem passava perto do seu coração, mas graças a kami seu irmão ia viajar, pra uma ilha aos arredores do Japão, e ao menos isso o consolava naquele dia "cheio" digamos assim.

Começou a caminhar a seu destino sendo interrompido pelo som dos chutes que uma jovem aplicava a uma pobre máquina de refrigerantes.

Ia ignorar, mas ao ver a máquina automaticamente deligar e reiniciar em segundos lembrou que aquilo era patrimonio publico.

-Porcaria de máquina! Solta logo o meu refri ou devolve o meu dinheiro!

-Incrivel como as pessoas sempre acreditam que objetos inanimados como máquinas de refrigerante podem entender o que elas falam.

Rin olhou para a origem da voz.

O belo homem caminhava até ela com aquele tom sarcástico na voz.

-Não acha?

Rin olhou o homem que olhava a olhava com um visível deboche, no olhar e na voz.

-Iie.

-Eu também não acho. - Ele falou dando uma leve batida na pequena caixinha onde se colocava as moedas. -Tenho certeza.

O refrigerante caiu segundos depois.

Rin arregalou os olhos.

Maquina miserável, também tinha sido seduzida pelos olhos dourados!

Ele olhou o refrigerante e deu as costas a ela para retornar ao seu caminho.

Ela pegou o refri e antes que ele virasse o corredor murmurou um obrigada.

-O caixa que repõe o desgaste dos equipamentos do FBI também agradecerão se da próxima vez entender que a máquina não é um ser vivo, ela não pode te ouvir, muito menos te entender.

Rin bufou.

Mais um agente babaca metido a chefe, como detestava esses caras, se não estivesse acima deles, pediria demissão.


Casa dos Tomoeda 7:30 da manhã.

Sango fechou a mala com a escova de dente ainda na boca.

Levou a mala até no corredor, indo direto ao banheiro para enxaguar a boca e a escova.

-Kohako! - Ela gritou saindo do banheiro e jogando a escova na mala.

-O que é? - Uma voz infantil gritou de um comodo próximo.

-Rápido! O avião sai em menos de duas horas!

-Eles sempre atrasam!

Ela murmurou algo incompreensível correndo até o quarto do irmão.

O menino tentava fechar a mala e enfiar a espada kataná de brinquedo lá dentro.

-O que está fazendo?

-O que você mandou! Arrumando minha mala!

-De brinquedos inuteis?

-Não fale assim! Não são brinquedos!

Ela olhou a kataná, o ursinho, o video-game...

-Não são não? E são o que?

-Utensílios de necessidade extrema!

A moça suspirou.

-O ursinho de pelucia Kohako?

-Não é um ursinho de pelúcia! É o Tedd! Sabe que ele não dorme sem mim!

Ela revirou os olhos.

-Tudo bem? Mas ande rápido... e cadê suas roupas?

Ele continuou tentando fechar a mala.

-Kohako... as roupas?

-Vai ser por pouco tempo Sango, e essa que eu estou está limpa!

Sango fechou os punhos.

-Não está com sua mala de roupas pronta?

-Sango-sama! Foi você quam falou que era pra arrumar apenas os utensilios de necessidade extrema!


Inuyasha buzinou várias vezes até que o sorridente menino saísse da casa.

-Inuyasha-sama! - O pequeno ruivo cumprimentou abrindo a porta do carro do rapaz.

-Pirralho... - O rapaz respondeu nem um pouco entusiasmado.

-O que está esperando?

-Nani-o?

-Minhas malas! Acha que elas vão se colocar no porta-malas sozinhas?

-É mais fácil do que eu levantar para ir coloca-las. Pirralho folgado... porque que você não faz isso?

O menino revirou os olhos.

-Por enquanto Inuyasha, você ainda é mais forte que eu, e se eu tivesse a capacidade de coloca-las lá não pediria a você, mas eu acho bom que saiba que estamos atrasados e que o avião sia me nos de duas horas.

-Feh! - O rapaz bufou saindo do carro para pegar as malas do menino, que sorriu de orelha a orelha, como achava o primo infantil.

Shippou entrou no carro sentando no banco ao lado do motorista e colocando o cinto, estava prestes a encontrar Sango e Kohako, para irem todos juntos a uma bela ilha... férias em Okinawa!


Resposta as reviews:

Antes de mais nada quero pedir a todas, um sinto muito bem caloroso e enorme... sinto muito mesmo, foi por falta de tempo, então não foi exatamente minha culpa, foram as circustâncias...

Carol Freitas: Ah, muito obrigada mesmo, sim a assassina é a kagome e desculpa a demora de verdade, espero que tb goste desse capitulo, kissus.

Kanna Nagoky: Obrigada, muito obrigada mesmo pelos elogios e ah, desculpe por te fazer esperar, espero que goste desse capitulo e kissus.

Hana Murasaki-Chan: Ah muito obrigada, e eu tb amo escrever a kagome assim, é complicado mas é super empolgante e emocionante, q bopm que vc gosta... obrigada por acompanha-la e por adiciona-la aos favoritos, isso deixa uma autora iniciante hiper feliz, e desculpe pela demora e espero mesmo que goste da continuação.

Pukazitah: Ah, obrigada de verdade, desculpe a demora, e sim a assassina é a k-chan. Kissus pra vc tb e espero que goste desse capitulo tb.

Bom, espero que gostem desse capitulo e eu realmente sinto muito por ter demorado e por rfaze-las esoerar, e até á aqueles que não mandaram reviews obrigada por lerem, mas mandem sugestões, reviews, deixa uma autora animada e ansiosa para escrever um proximo capitulo.

Amei que vocês tenham lido e apreciado e espero que este capitulo tenha sido bom, apesar de que faz muito tempo que escrevi o outro, ele vai sofrer uma "reforma" (o primeiro capitulo), que eu esoero que seja em breve, e bom... é isso aí...

Kissus,