N/A: Nooossa! Eu não esperava tantas reviews! Muito obrigada a todos que leram o prólogo e me animaram a postar o capítulo 1! Não percam a fé porque já tenho um esboço da fic e acho que ela vai realmente ficar legal (embora talvez não nesse capítulo.. hehe)!

Beijos a Eilen, Flavinha Greeneye, Diana P. White, aNGELA.xD, Natalia Lima (adoro suas fics, garota!), ArthurCadarn, GaBi PoTTeR e 22K(Procura-se um Lar é 10!)!

Eu esperava postar mais cedo, me desculpem... Ah, é Feliz 2006!

Capítulo 1

- O que eu quero dizer, James, é que você está fazendo tudo errado.

Depois dessa sucessão de declarações incomuns, do uso de seu primeiro nome e da atitude simpática a professora McGonagall fixou seu habitual olhar atento em James. O quê – pelo amor da magia – a professora esperava que ele fizesse? Que discutisse suas táticas (frustradas) de conquista com Minerva-Eu-Sou-De-Gelo-McGonagall?

Ora, durante os últimos anos ele realmente acreditara que aquela mulher tinha bom senso!

Então James ficou parado, totalmente abobalhado. Ele sempre se orgulhara de ser extremamente corajoso, mas, nesse momento toda sua coragem lhe faltava. Aquela nova McGonagall com seu sorrisinho estava deixando-o apavorado!

- Professora, a senhora não vai... hum... comentar isso com ninguém, vai? – Ele estava estranhamente inseguro.

Ela o olhou por sobre os óculos.

- Não, não vou. – Ele respirou aliviado. – Mas que isso não se repita.

James ficou mais calmo. Não só pela garantia de que continuaria vivo pela próxima semana - afinal, se Lily descobrisse que andava sendo seguida por um desesperado James, iria azará-lo até ter reunir a calma necessária para preparar um veneno eficiente – mas também porque a velha Minerva voltara a se manifestar e com essa professora ele poderia lidar.

- Sim senhora. – Ele virou-se para sair.

Sair! A porta estava a alguns metros. Ele estava quase a alcançando! Mais alguns passos e finalmente estaria fora daquele ambiente incômodo. Ele ainda não entendia o porque dos sorrisinhos e opiniões da professora, mas, definitivamente, não queria descobrir.

James Potter não queria falar sobre Lily Evans. Esse era um assunto muito delicado para ele, que o dividia apenas com seus amigos mais próximos. Não queria que mais ninguém soubesse o quanto ele gostava dela, ou se preocupava com ela, ou o quanto gostaria que – de vez em quando – aqueles olhos verdes brilhassem para ele.

Mesmo que esse assunto não fosse exatamente um segredo, graças à popularidade do maroto e as táticas cada vez mais extravagantes para conquistar o amor da ruiva, nunca fora a intenção do rapaz discuti-lo com um professor. Francamente!

Então quando os dedos treinados do apanhador da Grifinória roçaram a fechadura, a voz da professora soou pela sala.

- Sabe, Potter, ainda tem um assunto que eu gostaria de discutir com você. Sente-se e coma uns biscoitos.

Pela primeira vez na vida James se viu desejando uma detenção. Isso! Talvez fosse por isso que ela o fizera voltar. Mas pra que diabos estava oferecendo biscoitos? Piscou diversas vezes para a lata escocesa e pegou um. Enfiou-o na boca, nervoso.

- Bem, Potter, não posso negar que acompanhei os seus esforços em sair com Lily Evans.- A professora começou, em uma mistura bizarra entre a nova e antiga Minerva: tinha o tom e o jeito habituais, porém continuava no assunto inusitado.- Ao longo desses anos eu observei seu pequeno capricho evoluir para uma contínua obsessão e depois, para isto.

Fez um gesto amplo indicando o rapaz a sua frente.

Apesar do tópico, o método da professora deixou James mais à vontade. Como se discutissem alguma transfiguração mais complexa ele perguntou, curioso:

- Isto? O que a senhora quer dizer?

Ela lhe lançou um olhar grave.

- Me diga o senhor. – Pediu.

James não hesitou.

- Afeição. – Ele achou que "paixão" não definiria a dimensão do sentimento e que "amor" era uma palavra muito forte. Depois de uma pequena pausa acrescentou. – Afeição sincera, professora.

Ele não sabia o que o fizera dizer aquilo. Se fora um impulso, o poder que a mulher tinha de extrair informações, a sua coragem inconseqüente e grifinória ou se fora, ainda, aquele biscoito! O que ele sabia era que, por algum motivo, ele agora queria que a professora soubesse que ele gostava de Lílian. Que gostava dela daquele jeito. Quão contraditório alguém pode ser?

De qualquer forma a professora parecia satisfeita e seus lábios finos quase sorriam.

- Então, até que isso evoluísse para... hum... uma afeição eu acreditava que esse assunto não me traria maiores problemas. Não se pode acertar sempre, não é Potter? Você conseguia aumentar o número de confusões quando a Srta. Evans estava por perto. Fora as que o senhor mesmo criava... Mas ainda estava tudo sobre controle. Apesar desse conflito ter tomado dimensões que eu, a princípio, não imaginara vocês continuavam bem, saudáveis e executando belíssimas azarações.

James sorriu de leve. Esse último elogio fora para a Lily, a cada dia ela o surpreendia com um feitiço diferente e criativamente doloroso.

- Até agora eu assisti pacientemente a esses desencontros afetivos. Por mais censurável que fosse o comportamento de vocês, eu limitei minha atuação aos castigos quando necessários. A minha interferência não parecia justificável já que, como eu disse, vocês continuavam bem. Mas então alguma coisa aconteceu.

O rapaz inclinou-se mais para frente, curioso.

- O que estou dizendo é que isso começou a afetar os senhores de maneira negativa. Falo de dispersão nas aulas, queda do rendimento geral nas disciplinas, péssimo aproveitamento no campo de quadribol, tudo isso no seu caso, sr. Potter.

Quadribol! Então era por isso que Minnie estava tão interessada. A possibilidade de perder a taça sempre a fazia ficar fora de si!

- E agora essa idéia maluca de seguir a srta. Evans durante as tarefas da monitoria. – Ela suspirou levemente.- Estou bastante preocupada com o senhor, o sr. Black e o sr. Lupin me disseram...

Ele teve um sobressalto.

- O que Sirius e Remo andaram..?

- Não importa. – Ela o cortou, censurando-o por tê-la interrompido. – O que o senhor precisa saber é que eu estou disposta a dar um fim a essa história.

James sentiu algo morrer dentro dele. Ela não poderia... Poderia?

- A Senhora não pode me proibir de ver a Lily! – Ele levantou, em pânico. E se ela usasse um feitiço de desvio ou uma azaração permanente? – Eu vou recorrer a Suprema Corte dos Bruxos, ao Dumbledore!

- Por Deus, não! Acalme-se Potter, não seja tão tolo! – Ela estava assustada com a imaginação do rapaz. – Eu não estou pensando em uma solução tão trágica, embora... – Ela agora estava pensativa. – Embora no seu quinto ano a Lily tenha tentado me persuadir a executar um feitiço de desvio no senhor... bem, talvez se eu...

- Er... professora? Eu estou curioso sobre a sua proposta. A anterior,é claro. – Mais que depressa James deu seu sorriso comportado.

Ela deu um olhar vitorioso.

- Pois bem, eu pretendo ajudá-lo, Potter. Ajudá-lo porque acho que é o certo a se fazer, e porque o senhor não é o único que está tendo problemas com esse assunto.

O rosto de James se iluminou com o olhar significativo da professora. Não pela proposta – ele sequer refletira sobre ela – mas pelo feixe de esperança que ele se permitiu cultivar ao escutá-la.

- Quer dizer que a Lily..?

- Quero dizer que a srta. Evans tem me parecido bastante aérea e desanimada quando geralmente está sempre cheia de energia e disposta a pôr ordem neste castelo. – Respondeu com humor. – Apenas isto.

- Mas a senhora acha que nós..?

- Acho que estou lhe dando um voto de confiança, sr. Potter. E espero que não me desaponte.

Ele não iria. James sabia como a professora gostava da Lily.

- E como exatamente a senhora pretende ajudar? – Ele perguntou.


Sirius gargalhava por cinco minutos inteiros, com poucas pausas para respirar.

- James... Potter – Ele estava rouco, as palavras saindo com dificuldade.- tendo aulas... com... Minnie!... cara, é o fim... o fim!

Remo estava mais controlado, escondendo o riso a custo.

- Explique melhor, Pontas. A McGonagall vai te ajudar com a Lily?

- É. - Ele lançou um olhar zangado a Sirius.- Estou desesperado, cara.

O lobisomem lançou um olhar que dizia "dá pra notar", mas James fingiu não reparar.

"Imagine...! A repercussão... e se a moda pega! Minnie e uma agência de encontros!"

- Como exatamente McGonagall vai te ajudar?

- Eu... não sei. Mas ela disse que iria. – Respondeu o maroto irritado, ainda ignorando Sirius.

"Aconteça o que acontecer... não a deixe te convencer a usar um kilt!"

- Falando nisso, ela mencionou que conversara com vocês.- James fez uma careta acusadora.

- Bem, nós dois estávamos preocupados com o seu desânimo, achando que isso pudesse estar se tornando perigoso e, sabe, ela nos pressionou... – Deu um sorriso amarelo.

"Aluado, talvez ela conheça umas canções beeem românticas na gaita-de-fole"

Remo, solidário, também fingia não ver o ataque histérico do colega.

- Tudo bem. – James simplesmente não conseguia ficar zangado por muito tempo. Não com eles, a sua família. Embora Sirius estivesse realmente tentando!

- E você acha mesmo que isso vai funcionar?

"Quem sabe ela transfigura você em alguém 'saível' para a Lily!"

- Sirius – Remo observou – nós já tentamos isso. Não deu certo, lembra?

- Ah, é! – Ele coçou a levemente a cabeça, ainda entre risos/latidos. Depois se voltou para James. – Pooonta-a-as! Deixe-me ir... com você! Por favor! Quero saber o que tia Minnie entende de encontros!

- Eu me atiraria no lago antes de levar você comigo, Almofadinhas!

- Isso não é... justo! Eu poderia te ajudar!- E caiu novamente na gargalhada.- Espere, espere! Vou servir de cobaia nas aul-

Mas James não estava mais escutando. Ele deixara o dormitório, bufando, em direção à escada de acesso, passando a mão pelos cabelos diversas vezes, assanhando-os ainda mais. Já no último degrau foi alcançado por Sirius que tinha uma das mãos sobre as costelas, deixando de rir em um louvável esforço em ser menos idiota.

- Escuta, cara. Foi mal pelas risadas... só que você tem de entender que se as garotas souberem que o famoso Potter – ele abaixou a voz. – precisa de dicas da Mi... vão preferir sair com o Ranhoso.- Voltou ao tom normal, dando sua risada-latido característica.

- Eu não preciso de dicas sobre garotas... preciso de ajuda com a Lily. Toda a ajuda que puder conseguir.

- Ok, mas o que há de errado com a minha ajuda? – Sirius soou aborrecido.

- Cara, eu preciso de algo mais engenhoso que um armário de vassouras...

Sirius pareceu ofendido, mas insistiu:

- Ok, então o que há de errado com a ajuda do Remo?

- Almofadinhas, todos os planos do Aluado incluem uma mudança radical na minha personalidade. E nós também já tentamos isso, está lembrado?

- Ah é... isso foi muito divertido...

- É, e extremamente doloroso.

Os dois riram e sentaram-se nas poltronas em frente à lareira que antes estavam ocupadas com livros grossos. James tinha o olhar perdido nas chamas e Sirius, que estava inquieto, aos poucos foi estreitando os olhos na direção do amigo.

- Sabe, Pontas, não que eu tenha acreditado, mas... você estava alardeando um encontro com a Fawcett hoje a noite. O que você estava fazendo de verdade? Porque eu duvido que Minnie fosse oferecer ajuda a você se te encontrasse em um canto com a Emma..!

-...

Sirius fizera a inconfundível cara de quem desconfia de algo. Algo realmente constrangedor. Ele aproximou-se de James, claramente fungando o ar em volta dele.

- Você cheira a uma mistura incomum!

James endureceu na cadeira. Sirius tinha um olhar acusador. Fungou mais uma vez.

- Deixe ver... – uma fungada – cheira a vestes bem passadas, pergaminho, perfume de... hum... lírios, tinta e xampu barato.

Parou bem em frente a James e sentenciou:

- James Potter, você esteve com Lily Evans!

Um silêncio pairou no Salão Comunal. Sirius com sua expressão triunfante aguardava uma reação de James. Este, quando parecia ter decidido entre impressionar-se com o olfato do amigo e desmenti-lo imediatamente, foi interrompido por uma voz irritada que vinha de algum ponto atrás deles:

- Pois bem, eu gostaria de saber como!

Aquele tom autoritário era inconfundível.

Lily Evans avançava para os dois rapazes.

- Você estava escutando nossa conversa? – James se recuperou, para o alívio de Sirius que ainda estava abobalhado.

- Se vocês não se incomodam em fazer alarde no Salão Comunal não vou ser eu a me importar com a privacidade dos dois. – Respondeu com indiferença. – Não se preocupe Potter, eu apenas entreouvi a conversa, não é como se estivesse espiando os dois.

James bufou.

- E o que é que você está fazendo aqui a esta hora?

- Potter, não pense que pode me policiar. São vocês que me devem explicações!

- Na-ã!- Disse Sirius, triunfante.- Eu tenho um álibi! Estive a noite toda com o honorário monitor Remo John Lupin e o Peter! Tenho provas! Provas!

Antes que Lily pudesse dizer algo Sirius correu para o dormitório masculino.

Grande Vira-lata traidor!

A garota esperava de braços cruzados, quando James também desapareceu por atrás das poltronas. Contendo um resmungo irritado, Lily contornou os móveis do Salão Comunal para impedir que o maroto fugisse. Postou-se estrategicamente de frente a escadas do Dormitório Masculino, em um ponto que pudesse ver a lareira.

Qual não foi sua surpresa ao ver James abaixado? Ele não parecia estar fugindo, apenas procurando alguma coisa e de costas ela não conseguia ver o que era. Enquanto se aproximava do rapaz – mantendo sempre a distância segura de três metros - ele se levantou de supetão e caminhou até a escadaria do Dormitório Feminino. Chegando lá, parou, como se esperasse que ela fosse até ele.

Foi aí que ela viu a pequena pilha de livros que ele carregava - seus livros, os livros que descera para buscar...

- Obrigada Potter. E então..? O que o Black quis dizer com...

- Lily, você não me viu a noite toda. Como eu poderia?

Ela não respondeu. Em um gesto rápido ele passou os livros para ela.

- Agora, durma bem porque a semana vai ser muito cansativa. Para todos nós.

E com essa promessa estranha, ele foi em direção ao seu dormitório.


James bateu a porta do quarto. Remo estava parcialmente visível entre sua coleção particular (e extensa) de livros.

- Grande, cara! Valeu mesmo! – James sentou em sua própria cama e encarou Sirius, ao lado.

- Então... isso quer dizer que você não vai me deixar ir junto?- Perguntou, com um sorriso inocente. Ele deduzira corretamente o que James estava fazendo naquela noite e James não iria desculpá-lo por isso.

- Eu preferiria levar o Snape!

- Qual é, eu quero ajudar!

O maroto não respondeu. Remo ergueu-se em meio a pilha de livros frustrado e resmungando:

- Ah, tem que estar aqui em algum lugar! Vocês vão ver, é realmente adequado para a situação! – E voltou desaparecer sobre a pilha.

- Eu não tenho culpa se você agiu como um idiota apaixonado, James. Boa Noite. – Lembrou Sirius.

E Sirius, enquanto pegava no sono, esboçou – também ele, por que não? - um plano em sua adorável cabeça doentia.

N/A: O que, afinal, Minnie tem para dizer? Como o Sirius irá ajudar? O que Remo está procurando? E onde está o pequeno Peter? Não perca as respostas para (algumas d)estas e outras perguntas nos próximos capítulos! Hehe...

Muito obrigada por lerem, até a próxima!

Beijos

Milla Muliphein

Obs: Reviews são bem vindas!

Obs2: 22K me perguntou como a Minnie sabia que era o James… bom ela deduziu. Suspiros masculinos rondando Lily Evans só poderiam significar uma coisa. Tá bom, que poderia ser outra pessoa, poderia... mas… ah, vocês entenderam!

Espero que sim…

O.o'

Obs3: Um feitiço de desvio é... bem... um feitiço que eu inventei! Duh! Ele foi inspirado em uma frase que ouvi de minha irmã (ou será que foi uma amiga dela?) que é assim: "Me mira, mas me erra". Simples, esse é o efeito extraordinário do feitiço do desvio: ele faz a pessoa te "errar" sempre, fazendo o dito-cujo desviar involuntariamente de você. Útil, porém complexo!

(aiminhamentedoentia)