Eu sei, hoje não é segunda, mas estou com vontade de postar mais um capítulo e acho que vocês não irão reclamar não é? Rsrsrs.
Outra coisa que eu gostaria de salientar antes do segundo capítulo. A minha leitora Kell (acho que nova, pois não me lembro de tê-la visto por aqui antes) - seja bem vinda, se for o caso - me alertou para o crescimento do mercado de Parteiras ou Doulas no Brasil. Eu fiz um pesquisa antes de começar a postar e inclusive descobri que a USP oferece curso de graduação em obstetrícia, formando Parteiras. A diferença é que aqui a Parteira é vista mais como uma 'auxiliar' nas maternidades ou uma opção de escolha da parturiente ter uma ao seu lado. Na Austrália não. Você chega em trabalho de parto e será atendida por uma, o médico só é chamado em caso de complicações no parto, ou se for uma situação/gestação de risco.
Capítulo 2
Tradução: NaiRK
"Bem, Dr. Cullen. Bem vindo à Maternidade do Hospital de Forks. Eu espero que você goste daqui".
Edward olhou para Bella Swan e de repente estava certo de que ele apreciaria muito a sua estadia aqui. Havia algo sobre ela que o intrigava. Ele não estava planejando em fazer nada sobre isso, mas isso faria o trabalho aqui muito mais agradável.
Ele fechou sua mão, lembrando do choque que sentiu quando eles apertaram as mãos. Era quase como se ele tivesse sido queimado, e ele distraidamente correu os dedos sobre a palma da sua mão, como se fosse capaz de sentir fisicamente o que quer que fosse isso.
Bella Swan não era bonita no sentido clássico. Em vez disso, seu rosto era cheio de personalidade e foram seus olhos que o fascinaram. Eles eram um castanho chocolate escuro, profundos e sentimentais. Edward se perguntou quais profundezas ocultas havia naqueles olhos. Associado com seu cabelo cor de mogno, ela era certamente atraente. Um fato que não passou despercebido por ele. Olhando melhor para ela, seu corpo esguio estava escondido sob o uniforme que ela usava. Ele de repente teve vontade de saber se as pernas dela, cobertas pelo material das suas calças, eram tão bem torneadas quanto ele imaginava.
Puxando-se abruptamente de volta ao presente, ele se livrou dos seus pensamentos. A última coisa que ele queria era se envolver com uma colega de trabalho. Olhe o problema que ele teve com Tanya em Nova York. E seria ainda pior em um hospital deste tamanho. Não, ele apenas aproveitaria trabalhar com sua colega atraente e deixaria por isso mesmo.
"Estou muito certo que eu irei." Ele concordou enquanto caminhavam pelo corredor até o posto de enfermagem.
"Eu suponho que o Dr. Haas deveria ser aquele mostrando as coisas a você, e se você tivesse vindo na próxima semana, ele provavelmente teria. Mas ele está tendo um merecido dia de folga hoje." Bella explicou. "Tem sido difícil para ele, já que ele tem coberto turnos e cuidado da maioria das consultas na clínica. Ele está de plantão, se precisarmos dele".
"Bem, fico feliz por ser capaz de livrá-lo de parte da carga." Edward disse quando eles pararam no balcão. A enfermeira ali parou o que estava fazendo e olhou para eles, seus olhos arregalando de surpresa quando viu o homem extremamente bonito parado com Bella.
"Karen. Este é o Dr. Edward Cullen. Ele é o nosso novo obstetra".
"Cullen? Você é...?"
"Sim, o Dr. Cullen é filho de Carlisle Cullen." Bella disse, divertindo-se com a reação da enfermeira ao vê-lo pela primeira vez. Isso a fez se sentir levemente melhor. Obviamente não é apenas comigo, ele parece ter esse efeito sobre a maioria das mulheres.
"Oh. Isso pode ficar confuso." Karen sorriu. "De qual Dr. Cullen estamos falando? Enfim, bem-vindo ao hospital. Nós estamos certamente felizes por tê-lo aqui." Ela disse, estendendo a mão para apertar a mão dele.
"Obrigado".
"Como Carlisle não vem até a maternidade muitas vezes, eu não acho que nós teremos um problema." Bella disse.
Os outros concordaram e Bella continuou a orientação de Edward. "Esta é Elaine. Ela é a secretária da obstetrícia e ginecologia aqui. Ela marca consultas médicas, faz grande parte da papelada e geralmente mantém os médicos em ordem. Não é isso, Elaine?" Bella riu, fazendo as apresentações. Edward apertou a mão da mulher mais velha. "Este é o seu escritório." Ela disse, mostrando-lhe a sala. "Se você precisar de alguma coisa para ele, deixe Elaine saber".
Edward olhou ao redor e viu que parecia que tinha tudo o que ele precisava. "Quando fazemos as consultas?"
"Nós fazemos as consultas de pré-natal às segundas e quintas-feiras. Você as compartilhará com o Dr. Haas. Consultas de pós-parto são geralmente às terças e sextas-feiras. Obviamente, isso pode mudar, especialmente se houver uma emergência, ou uma cesariana de emergência. Nós tentamos agendar cesarianas às quartas-feiras, já que não há consultas nesse dia".
"Claro. Então, quem estava atendendo as consultas pós-parto de hoje se o Dr. Haas está de folga?" Ele perguntou.
"Nós cancelamos as consultas de hoje, o que significa que sexta-feira será agitada." Bella fez uma careta.
"Eu trabalhava em um hospital em Nova York. Deverá ser uma brisa comparado a isso." Ele sorriu.
Deveria haver uma lei contra aquele sorriso, pensou Bella. Ele positivamente desorienta o cérebro. "Sim, eu suponho que seria." Ela concordou. "Embora nós tenhamos os nossos momentos".
Bella o levou através das salas de parto, parando para apresentar Edward aos funcionários que eles encontraram no caminho. Cada mulher pareceu um pouco atordoada quando olhou para ele. Parece que Carlisle concorria agora com seu filho na categoria médico sexy, pensou Bella.
Ela o levou para as salas de parto, desprovidas de pacientes no momento, e mostrou-lhe onde tudo era mantido. Também mostrou a ele onde ficava o berçário com suas pequenas incubadoras.
"Podemos atender a quatro bebês se necessário, mas nós os transferimos para Seattle se suas condições forem críticas demais para serem cuidados por nós".
"Via ambulância?" Ele perguntou, olhando para as instalações enquanto falava.
"Principalmente, mas tivemos que fazer transporte aéreo em uma ou duas ocasiões. Há um heliporto na parte de trás do hospital".
"Vocês têm um pediatra na equipe?" Ele perguntou, olhando para ela, com sua atitude toda profissional.
"Sim, nós temos dois. A Dra. Cooper só trabalha em meio período, no entanto. Ela tem filhos pequenos." Bella explicou.
Enquanto eles faziam seu caminho em torno da maternidade, Edward continuou fazendo perguntas. Bella estava impressionada. Ele perguntou sobre todas as facetas da unidade, sobre os pacientes, funcionários, procedimentos. Ele estava ansioso para aprender o máximo que podia sobre como a vida funcionava no Hospital de Forks. Ele ouviu Bella atentamente, seus olhos olhando diretamente nos dela enquanto ela falava.
Bella podia sentir borboletas em seu estômago quando seus olhos encontravam os dele. Ele era tão malditamente lindo. Ela tomou o maior cuidado para não tocá-lo, não querendo saber se haveria uma repetição da faísca que sentira antes.
"Bem, eu acho que já lhe mostrei quase tudo. Você quer se encontrar com algumas das mães que estão nas enfermarias?" Ela perguntou.
"Claro, por que não?" Ele respondeu. "Mostre o caminho".
Bella o levou para as enfermarias e o apresentou às mães e seus bebês. Edward, como Bella estava começando a se acostumar, deslumbrou a maioria delas. Ela sorriu interiormente enquanto elas alisavam os cabelos, ajeitavam as roupas e se endireitavam quando eram apresentadas a ele.
O homem era positivamente letal. Ali estavam mães de recém-nascidos, a maioria provavelmente cansada demais para pronunciar duas palavras coerentes juntas, se envaidecendo na presença deste médico deslumbrante. Quando Edward pegava seus filhos e os embalava enquanto falava suavemente, todas elas se apaixonavam, independentemente se eram casadas e felizes. Bella quase podia ver as mulheres suspirando quando eles se moviam para a próxima mãe.
Bella teve de admitir que sentiu algo engraçado ao vê-lo segurando os bebezinhos. Ele parecia tão à vontade com eles, embalando-os habilmente enquanto falava baixinho com cada um. Claro que, como obstetra, ele tinha que ter muita experiência em segurar bebês. Ainda assim, havia algo muito atraente sobre observar um homem tão grande segurando um bebê pequeno e indefeso.
Bella se perguntou se ele era casado, ou tinha filhos. Como ela não tinha sabido da sua existência até hoje de manhã, ela obviamente nunca perguntou a Carlisle sobre ele. Alice só havia mencionado seu irmão de passagem, e Bella nunca havia perguntado. Se não era casado, ele tinha que ter uma parceira, Bella pensou. Um homem como ele não poderia ser solteiro na sua idade. Bella olhou para ele secretamente enquanto ele falava com outra mãe. Ele parecia ter por volta de 30 anos. Ele teria que ter passado pelo menos seis anos estudando para o seu diploma, depois, fazer a sua residência para estar em sua posição atual. Seu hospital anterior obviamente pensava muito bem dele se não queria abrir mão dele.
Com nada para julgar sua habilidade como médico ainda, Bella pensou que, se ele fosse qualquer coisa como seu pai, então ele devia ser um bom médico. Mesmo sua irmã Alice era ótima no que fazia, desenhando e vendendo roupas. Sim, eles eram uma ótima família e deveriam fazer tudo certo.
No momento em que terminaram de encontrar todos, Bella sugeriu que era hora do almoço. Ela planejava comer alguma coisa da lanchonete e assumiu que Edward procuraria seu pai para almoçarem juntos. Em vez disso, ele perguntou se podia ir com ela.
"Eu quero te fazer mais perguntas e nós podemos conversar enquanto almoçamos." Ele disse.
Sentindo-se um pouco desapontada, Bella concordou. Ah, pelo amor de Deus! Claro que ele quer falar sobre trabalho. O que você achou? Que ele queria ter um almoço romântico com você? Cresça, Bella, ela disse a si mesma com firmeza.
Pegando um sanduíche, Bella sentou em uma das mesas no restaurante quase vazio. A maioria do público da hora do almoço já tinha saído, então havia muitas possibilidades de escolha de onde sentar. Edward se juntou a ela e se lançou em mais perguntas, que Bella respondeu tão bem quanto podia.
Bella tinha acabado de terminar seu sanduíche quando seu pager soou. Devido ao equipamento médico sensível, eles não podiam utilizar celulares que pudessem interferir com o equipamento. Portanto, os bons e antiquados pagers ainda eram a melhor maneira de entrar em contato com outros funcionários.
"Com licença, eu vou ver o que está acontecendo." Bella disse, levantando e indo para um dos telefones para os funcionários espalhados por todo o hospital. "Aqui é Bella." Ela disse contra o aparelho.
Edward observou enquanto ela falava ao telefone. Bella obviamente sabia o que estava fazendo. Ela tinha acabado de passar as últimas duas horas mostrando-lhe ao redor, respondendo suas perguntas e o apresentando aos funcionários e pacientes. Ele se perguntou quantos anos ela tinha. Ela parecia ter uns 25 anos, ou por aí. Apesar da sua juventude, ela parecia muito experiente em seu trabalho. Ela foi capaz de responder a maioria das suas perguntas e parecia bastante popular em torno da unidade.
Ele se encontrou a estudando enquanto ela falava. Seu cabelo estava preso em um coque e ele podia ver a delicada pele do seu pescoço. Parecia macia e agradável ao toque. Seus olhos se moveram para os lábios dela, observando seus movimentos enquanto ela falava. Ele realmente não tinha percebido o quanto eles eram carnudos e naturalmente rosados, especialmente o lábio inferior. Sua mente de repente estava repleta de pensamentos totalmente inadequados com aqueles lábios.
Com um pequeno aceno de cabeça, Edward rejeitou as imagens. Ok, então ela era mais atraente do que ele inicialmente lhe deu crédito, mas isso não significa que você pode pensar assim, ele disse a si mesmo. Ele era um profissional e ele agiria como tal. Sem mais pensamentos sexy sobre colegas.
Bella caminhou de volta para a mesa e começou a recolher seu lixo. "Eu terei que sair. Uma das nossas gestantes acaba de dar entrada e eu pedi especificamente para cuidar dela." Ela explicou. Pegando seu lixo, ela caminhou para eliminá-lo antes de voltar para o elevador. Com seus pensamentos já no trabalho à frente, ela não notou Edward andando atrás dela. Quando ele falou, ela pulou assustada.
"Desculpe." Ele sorriu. "Eu ia perguntar se poderia ir junto, mas você saiu tão rapidamente que eu tive que correr para alcançá-la".
"Oh, eu sinto muito, eu não percebi." Ela respondeu, sua testa franzida intrigada. "Você realmente queria vir? Você não começou devidamente ainda".
"Eu sei, mas eu já estou aqui, então eu posso ajudar." Ele disse, seguindo-a até o elevador. "Se isso estiver bem com você, é claro. Eu sei que você é mais do que capaz de lidar com as coisas." A voz dele sumiu.
"Não. Oh, não. Eu não tenho nenhum problema com isso. Eu teria que chamar um médico, de qualquer maneira, se houvesse problemas. Eu só quis dizer que, como você acabou de chegar na cidade, você poderia querer se instalar primeiro." Bella explicou.
"Eu estou bem. Minha mãe não tem pressa de se livrar de mim." Ele disse.
"Ok então." Bella disse, impacientemente esperando o elevador chegar ao seu andar.
"Posso perguntar por que você pediu para cuidar deste caso?" Edward perguntou.
O elevador finalmente chegou e Bella respondeu enquanto eles saíam. "Eu tenho um interesse especial neste caso. A mãe teve uma grande quantidade de problemas para engravidar e teve um histórico de abortos espontâneos. Ela foi internada três vezes com ameaça de aborto, que felizmente nunca se concretizaram. A partir da metade da gestação, o corpo dela pareceu finalmente sossegar e ela ficou livre de complicações no trimestre final. Eu formei um vínculo com ela ao longo da sua gravidez e prometi que, se eu estivesse de plantão quando ela entrasse em trabalho de parto, eu cuidaria dela. Todo o pessoal aqui sabia que deveria entrar em contato comigo quando ela chegasse. Ela chegou cerca de meia hora atrás, mas a enfermeira que a admitiu achou melhor me deixar almoçar, já que, quem sabe quanto tempo ela levará para dar a luz".
"Este é primeiro bebê dela?" Edward perguntou enquanto eles caminhavam para as salas de parto.
"Sim, é. Como eu disse, ela e seu marido têm tentado por alguns anos, durante os quais ela sofreu uma série de abortos espontâneos. Eles praticamente tinham desistido de ter um bebê quando ela ficou grávida novamente. Eles estiveram nas pontas dos pés, sempre esperando o pior. Acho que eles só relaxaram um pouco quando chegaram ao ponto onde sabiam que o bebê tinha uma alta probabilidade de sobrevivência se nascesse antes da hora".
"Eles sabem o que terão?" Edward perguntou, sua mente processando as informações de Bella.
"Não. Eles não queriam saber. Não que eles se importassem, de qualquer maneira. Eles só queriam um bebê saudável".
Edward assentiu. "Isso é bom. Acho que descobrir parece tirar um pouco da emoção de ter um bebê, você não acha?"
Bella só podia concordar. "Sim, eu penso a mesma coisa. Eu não quereria descobrir".
"Não está planejando em ter algum em breve, não é?" Edward perguntou, antes de se chutar mentalmente. O que diabos o fez perguntar isso? Agora ela pensará... o que diabos ela pensará?
Olhando para ele, Bella balançou a cabeça enfaticamente. "Não".
Abrindo a porta da sala de parto, Bella caminhou até a enfermeira que já estava lá. "Oi, Sue. Como estão as coisas? Como está a Sra. Evans?"
"Oi, Bella. Olá, Dr. Cullen." Ela respondeu, terminando de fazes suas anotações. "Ela está bem no momento. Eu a verifiquei e ela está com apenas cerca de quatro centímetros de dilatação, então ela terá um tempo ainda pela frente. Devido ao seu histórico, eu achei que ela se sentiria melhor se ficasse aqui, em vez de enviá-la para casa para esperar um pouco mais. Sua pressão arterial está bem e o bebê parece bastante feliz ainda".
"Isso é ótimo, Sue. Obrigada. Eu assumirei agora e o Dr. Cullen quer ficar, então nós deveremos ficar bem. Isso é, se não tivermos mais internações hoje." Bella disse, movendo-se para lavar as mãos.
"Não seria a primeira vez." Sue comentou. "Então você experimentará seu primeiro parto no Hospital de Forks, Dr. Cullen?" Ela perguntou a Edward.
"Eu espero que sim, Sue. Eu posso muito bem passar pelo primeiro para dar sorte." Ele sorriu. "Eu vou apenas observar, já que eu sei que Bella é mais do que capaz de lidar com as coisas. Eu apenas estarei aqui como apoio, se necessário." Ele se moveu para lavar as mãos também.
"Bem, divirtam-se, crianças." Ela gritou quando saiu do quarto. Edward riu.
"Vamos, eu vou apresentá-los." Bella disse, movendo-se para a suíte número um. Edward a seguiu, ansioso para começar.
Os únicos ocupantes do quarto eram a mãe em trabalho de parto e seu marido. Ela estava sentada na cama, esfregando sua enorme barriga.
"Oi, Carol." Bella cumprimentou quando eles entraram no quarto. "Eu vejo que o grande dia finalmente chegou".
A mulher assentiu, seu rosto mostrando excitação e apreensão. "Parece que sim." Ela concordou, olhando para o estranho com uma pergunta em seus olhos.
"Carol, eu gostaria que você conhecesse o nosso novo obstetra, Dr. Cullen." Bella apresentou. Virando-se para Edward, Bella o apresentou aos futuros pais. "Dr. Cullen, estes são Carol e David Evans, que estiveram esperando por esse dia por muito tempo".
Edward se aproximou e apertou as mãos de ambos. "Boa tarde. Esse será o primeiro nascimento que eu acompanho no meu novo emprego, então eu estou muito animado." Ele sorriu, exalando charme e tranquilidade.
"Eu estou tão feliz que nós finalmente conseguimos um novo médico." Carol disse, parecendo tão encantada com o novo médico como qualquer outra mulher hoje. "O pobre Dr. Haas teve que trabalhar muito".
"E eu estou muito feliz de estar aqui. Eu só vou observar hoje, já que sei que a Enfermeira Swan é mais do que capaz de cuidar de você".
Carol olhou para Bella. "Oh, Bella, você certamente deixará o Dr. Cullen ajudar, não é?"
Bella balançou a cabeça em perplexidade. Havia alguém que este homem não poderia encantar? "É claro que o Dr. Cullen pode ajudar se ele quiser".
Balançando a cabeça em satisfação, Carol sorriu brevemente antes de fazer uma careta de dor quando outra contração começou. Bella se inclinou para frente e colocou a mão em sua barriga, querendo sentir a força da contração. Satisfeita que não foi muito forte ainda, Bella fez a anotação do tempo.
"A que distância as contrações estão umas das outras, Carol?" Ela perguntou.
"Cerca de 10 minutos, mais ou menos." Informou a futura mãe. Bella assentiu quando a resposta confirmou suas descobertas.
"Bem, Carol, parece que você tem algum tempo ainda. Eu só vou ouvir o bebê e então eu vou sugerir que você e David dêem uma caminhada por aí. Isso ajudará a acelerar as coisas um pouco. A gravidade é o nosso maior amigo, sabe?" Bella disse, movendo-se para pegar o monitor cardíaco fetal. "Eu também sugiro algo para comer se você puder".
Bella ligou o monitor e o estendeu para Edward. "Você quer fazer as honras?"
Edward sorriu largamente, fazendo o coração de Bella se agitar brevemente. Que bom que o coração dela não estava sendo monitorado. Ela teria sido pega.
Ele pegou o equipamento e começou a segurá-lo contra a barriga de Carol Evans. Depois de movê-lo um pouco, ele localizou os batimentos cardíacos do bebê. O som saiu do monitor alto e claro. Tum, tum, tum, soou o batimento cardíaco do bebê através do monitor. Estava muito rápido, como era o normal para fetos.
"Ele parece muito feliz." Edward disse, desligando o monitor. "A Enfermeira Swan está certa. Você deve andar um pouco. Sendo seu primeiro bebê, nenhum de nós tem nenhuma ideia de quanto tempo o trabalho de parto demorará. Obviamente, quando as contrações começarem a ficar mais próximas e mais fortes, nós saberemos que as coisas estão acontecendo".
"As contrações doem agora." Carol disse. "E elas só vão piorar?"
"Receio que sim, Carol." Bella sorriu com simpatia. "Mas, pense nisso como a forma do seu corpo tendo a certeza que você possa conhecer seu bebê o mais cedo possível. Carol, se você sentir que não pode lidar com a dor, você pode sempre tentar o gás*, ou até mesmo fazer uma epidural".
*Gás: alguns hospitais dão óxido nitroso (gás do riso) para as mulheres para aliviar as dores do parto.
Carol balançou a cabeça com veemência. "Não, eu posso nunca ser capaz de ter outro, então eu quero sentir tudo." Bella assentiu em compreensão e eles saíram da sala, David Evans apoiando sua esposa.
"Eu posso ir para o meu escritório e começar a me instalar enquanto esperamos." Edward disse. "Eu voltarei um pouco mais tarde, ou então me chame se as coisas começarem a acontecer".
Bella acenou em concordância e o assistiu ir. Foi uma espécie de alívio quando ele saiu e ela pôde relaxar. Ela não conseguia explicar, mas se sentia estranhamente tensa na presença dele. Como se uma força estivesse atuando sobre ela, puxando-a para ele.
Envolver-se com um colega não estava definitivamente nos planos de Bella. Era simplesmente ímã para o perigo. O Hospital de Forks era simplesmente muito pequeno para evitar alguém que você não quisesse ver se as coisas terminassem mal. Ela tinha visto isso acontecer durante a sua formação, colegas desesperadamente tentando agir normalmente quando um caso de amor tinha azedado.
Oh, não seja estúpida, Bella. Não há nenhuma maneira que alguém como Edward Cullen fique remotamente interessado em você, ela disse a si mesma. Isso é um ponto discutível. Os Edward Cullen deste mundo estão apenas interessados em tipos como as supermodelos. E você certamente não é uma, Bella.
Depois pegar um lanche rápido para trazer de volta para a unidade enquanto os Evans estavam andando ao redor do hospital, Bella pediu à enfermeira no balcão para chamá-la se eles voltassem antes dela. Decidindo dar ao elevador um descanso, ela meio que desceu correndo as escadas de incêndio. Esperando na fila no refeitório com um sanduíche natural, um número de colegas do sexo feminino fez um interrogatório sobre o novo médico. O elevado interesse era ligeiramente irritante, então Bella pediu desculpas e voltou para a Maternidade o mais rápido possível.
Sentada à mesa com a outra enfermeira, Cassie, elas conversavam com facilidade enquanto Bella comia o que provavelmente seria o seu jantar. Carol passou por ela algumas vezes com o marido, parando de caminhar quando uma contração a atingia.
"Como está indo, Carol?" Bella perguntou quando a mulher se inclinou sobre o balcão do posto de enfermagem, ofegando levemente enquanto esperava a dor passar. "A dor está ficando mais forte?"
"Oh, sim." Ela arquejou. "Eu pensei que doía antes, mas aquilo não era nada".
Algumas horas haviam passado desde que os Evans começaram a caminhar, então Bella sugeriu que eles voltassem para a sala de parto.
"Eu darei outra olhada para ver quanto você está dilatada." Bella disse, segurando um dos braços de Carol para sustentá-la. Ela podia ver que as contrações estavam definitivamente ficando mais próximas.
Enquanto Carol subia na cama, outra contração a atingiu, fazendo a mulher gemer de dor. Bella colocou a mão em sua barriga e notou que a contração estava mais forte e mais longa do que antes.
"Apenas relaxe enquanto eu vejo quanto você está dilatada." Bella acalmou. "Dave, que tal você segurar a mão de Carol enquanto eu faço isso. Nunca é a coisa mais agradável, não é?" Carol balançou a cabeça.
Bella realizou o exame e observou que Carol estava com aproximadamente seis centímetros de dilatação. Tirando as luvas, ela sorriu para Carol, que estava realmente começando a lutar com a dor. "Seis centímetros. Você está bem e verdadeiramente em trabalho de parto agora, Carol".
"Você acha?" Carol resmungou.
Bella riu suavemente. "Você está indo muito bem. Suas contrações estão acontecendo a cada três minutos agora".
"Quanto tempo você acha que levará, Bella?" Dave perguntou, parecendo preocupado com a dor no rosto de sua esposa.
"Sendo uma marinheira de primeira viagem, é impossível dizer. Pode ser uma hora, ou podem ser dez horas. Tudo depende do corpo dela".
"Dez horas? Oh, Deus." Carol gemeu. "Eu não acho que aguentarei dez horas".
"Quando você quiser analgésicos, é só pedir".
"Não, eu farei isso sem uma epidural".
Bella assentiu e sentou-se com eles enquanto as contrações de Carol ficavam mais e mais próximas. Ela lembrou Carol de utilizar os mecanismos de enfrentamento que aprendera nas aulas de pré-natal. As futuras mães usavam várias posições para tentar diminuir o desconforto.
Edward entrou e ficou ao lado de Bella. "Como ela está indo?"
"As coisas estão realmente se movendo agora. Eu suspeito que ela esteja com quase dez centímetros de dilatação pela duração e proximidade das contrações." Bella disse, tentando se afastar dele sem ser óbvia.
Edward assentiu em concordância. "Como está o coração?"
"Bem e forte. Sem preocupações a esse respeito." Ela respondeu. "A pressão arterial dela está muito bem também".
Após cerca de 15 minutos, Carol começou a gemer continuamente e começou a chorar. Ela se agarrou ao seu marido e chorou que queria ir para casa, que ela não queria mais ter este bebê, que ela queria que a dor sumisse.
Bella pediu para ela deitar para que ela pudesse confirmar que Carol estava totalmente dilatada. Colocando as luvas, Bella realizou o exame e disse aos futuros pais que Carol estava, de fato, com dez centímetros de dilatação.
"É por isso que você está tão emocional, Carol. Você está indo para a fase de transição. Você pode estar segurando seu bebê dentro de algumas horas." Ela disse a eles.
"Graças a Deus. Eu não sei... se... eu... posso aguentar... muito mais tempo." Carol ofegou, enquanto a dor irradiava através do seu corpo. Ela agarrou a mão do seu marido como se fosse a única coisa a ancorando ao planeta.
Sem aviso, Carol disse que vomitaria. Totalmente esperando por isso, Bella pegou uma tigela cirúrgica, que foi prontamente usada por Carol, que então começou a chorar.
A fase de transição entre dilatar e empurrar era geralmente a parte mais dramática do processo de nascimento. As mães se sentiam fora de controle, enquanto seus corpos assumiam, o que tinha que ser até certo ponto. Não havia como voltar atrás. Empurrar o bebê para fora agora era a única opção que restava.
Depois de apenas dez minutos, Carol gritou que precisava empurrar. Edward e Bella aproveitaram a deixa para deixar o pacote de parto pronto e colocar seus aventais e luvas estéreis.
"Respire, Carol." Edward disse. "Você tem que empurrar durante uma contração para obter melhores resultados".
"Sim, o Dr. Cullen está certo." Bella concordou. "Se você fizer o que nós dissermos, esperançosamente você não rasgará, ok?"
Carol balançou a cabeça, incapaz de falar.
"Como você quer dar à luz?" Bella perguntou. As mães em trabalho de parto sempre tinham a opção de dar à luz em qualquer posição que se sentissem mais confortáveis. Algumas preferiam sentar na cama, outras com o banco de parto, um banquinho que tinha um recorte para permitir que a parteira pegasse o bebê. Algumas gostavam de ficar agachadas, enquanto outras usavam o pufe para se apoiar.
Bella desencorajava o parto deitada se fosse possível, pois descobriu que a mãe se esforçava ao máximo com a dor nessa posição. Ficar de pé também ajudava com gravidade.
"No pufe." Carol afirmou, ainda ofegante.
Agarrando o pufe e o colocando na cama, os três ajudaram Carol a subir e se ajoelhar no pufe. Dave veio e sentou ao lado dela, segurando sua mão quando ela gritou quando outra contração começou. Bella amava quando a mãe preferia se apoiar no pufe, já que lhe dava acesso amplo para o canal de parto. Ela também descobriu que menos mães precisavam de pontos após o nascimento.
"Ok, Carol, eu quero que você empurre com essa contração." Bella instruiu. Ela podia sentir a cabeça do bebê. "Empurre com os músculos do seu estômago, Carol. Não com a garganta".
Carol fez o que lhe foi instruído e grunhiu e gemeu enquanto empurrava com toda a sua força.
"Ok, respire agora." Bella disse quando a contração diminuiu.
Edward estava ao lado dela, observando o processo. "Você está indo muito bem, Carol. Eu posso ver o topo da cabeça. Pouco tempo agora".
O padrão de empurrar e respirar continuou por mais 20 minutos, até que a cabeça do bebê começou a coroar.
"Agora, Carol, empurre com toda a sua força." Bella pediu, suas mãos prontas para ajudar a retirar a cabeça do bebê do canal de parto.
Chorando e gemendo ao mesmo tempo, Carol empurrou tão forte quanto seu corpo a permitiu.
"Aarrrghhh..." Ela gritou quando a sensação de queimação da cabeça do bebê coroando a consumiu.
"É isso aí, Carol, a cabeça está quase fora." Bella gritou. Com mais um empurrão gigantesco, a cabeça do bebê saiu.
"Agora, respire, Carol. Eu preciso girar os ombros do bebê. Não empurre até que eu diga, não importa o quanto você queira." Bella insistiu.
Edward estava ao lado dela, pronto para pegar o bebê assim que nascesse.
Bella virou delicadamente a cabeça do bebê, a ação fazendo os ombros do bebê girarem, facilitando o surgimento do canal de parto.
"Ok Carol. Um último empurrão quando a contração começar e você terá o seu bebê", disse Bella.
Exausta, Carol apenas balançou a cabeça. Trinta segundos depois, a próxima contração começou e ela empurrou com toda a energia que lhe restava. Bella, orientando o bebê, gentilmente puxou ao mesmo tempo e, com um suave 'plop', o bebê nasceu.
Sem qualquer estímulo, o bebê abriu a boca e soltou um gemido, o som era mais parecido com o miado de um gatinho do que o choro de um bebê.
Dave se aproximou, seu rosto radiante quando olhou para o bebê. "Carol, é uma menina!"
Carol começou a chorar de alegria enquanto ansiava pelo bebê que estava finalmente aqui. "Uma menina. Eu tenho uma menina." Ela soluçava, de felicidade e exaustão.
"Você quer cortar o cordão, papai?" Bella perguntou, segurando a tesoura cirúrgica. Edward estava segurando o bebê, e Dave estendeu a mão para fazer as honras. Com um pouco de esforço, ele cortou o cordão umbilical que parecia de borracha, sorrindo o tempo todo.
Edward fez um teste APGAR rápido em um minuto e deu o bebê para Bella, que o colocou nos braços da sua mãe, deixando que as duas se encontrassem pela primeira vez. Edward faria outro teste aos cinco minutos e, em seguida, faria uma verificação mais aprofundada, mas isso podia esperar.
"APGAR em um minuto é 9." Edward disse enquanto Bella anotava. O teste de Apgar era uma rápida verificação da cor do bebê, respiração, reflexos e pulso, que era feito em um minuto e cinco minutos após o nascimento. Era usado para determinar se havia uma causa de preocupação imediata. A nota máxima era dez, então a pontuação do bebê dos Evans era muito boa.
Edward verificou se a mãe precisava de pontos e extraiu a placenta, declarando-a saudável antes de descartá-la. Desculpando-se com Carol, ele levou o bebê para fazer um rápido exame. Bella estava limpando Carol e eliminando os resíduos.
"Como ela está, Dr. Cullen?" Bella perguntou, observando-o manipular os minúsculos membros, verificando se havia algum problema.
"Ela é uma pequena beleza." Edward disse, sorrindo para o pequeno bebê. "APGAR em cinco minutos é 10. Tudo parece perfeitamente bem até agora." Envolvendo-a de volta no cobertor, ele pegou o bebê chorando e a segurou contra o peito, cantando baixinho para ela.
Bella o observou embalando o bebê e sentiu uma onda de ternura por ele. Ele parecia tão à vontade com a criança. Bella olhou para eles e sentiu uma atração irresistível por Edward neste momento. A vontade de agarrá-lo e beijá-lo a dominou.
Ela recuou e tentou banir o pensamento. Era apenas uma reação à emoção da noite, depois de assistir uma de suas pacientes favoritas finalmente dar à luz ao filho que ela desejava. Isso era o que estava acontecendo. Nada mais.
Edward entregou o bebê para a mãe com um sorriso. "Ela é um bebê lindo e saudável, Carol. Parabéns".
Os novos pais sorriram e agradeceram profusamente. "Por favor, agradeçam a Bella. Ela fez todo o trabalho." Edward protestou. "Eu fui apenas um espectador".
Carol pediu a Bella um abraço, que Bella prontamente deu. "Vocês já têm um nome?" Bella perguntou.
Carol olhou para o marido, que assentiu. "Nós estávamos pensando em chamá-la de Danielle Bella".
Os olhos de Bella se encheram de lágrimas de emoção. "Oh, uau. Obrigada. É um nome lindo".
"Obrigada por tudo o que você fez. Não só agora, mas durante a gravidez. Você aturou os meus medos e lágrimas".
"Foi um prazer." Bella disse. "Agora, nós deixaremos vocês três a sós para se familiarizarem um pouco. Então, nós a levaremos para a enfermaria. Você pode tomar banho aqui, se quiser. Você quer alguma coisa para comer ou beber?"
Eles balançaram a cabeça, seu foco agora na sua filha recém-nascida. Bella e Edward saíram do quarto.
"Você fez um ótimo trabalho, Bella." Edward elogiou, observando enquanto as bochechas dela ficavam rosa. Ela obviamente ficou envergonhada pelo elogio, pensou Edward. Era realmente muito charmoso.
"Obrigada, mas é o meu trabalho." Bella disse, odiando o fato de que estava corando novamente. Por que ela não podia simplesmente aceitar elogios sem ficar toda estúpida sobre isso?
"Não, eu posso dizer que é mais do que apenas um trabalho." Edward disse.
Eles se entreolharam por alguns instantes, o coração de Bella martelando. Edward foi o primeiro a quebrar o feitiço. "Eu acho que deve ser muito além do seu horário de sair?"
Bella assentiu. "Sim, o seu também. Por que você não vai embora? Você provavelmente já perdeu o jantar da sua mãe".
"Eu liguei para o meu pai antes e disse que poderia chegar tarde. Tenho certeza que ela me guardou alguma coisa." Edward riu. "Eu acho que eu vou indo. E você?"
"Eu vou apenas instalar Carol na enfermaria e depois vou embora." Bella disse, caminhando em direção ao posto de enfermagem.
"Ok. Pois bem, eu a verei amanhã?" Edward perguntou.
Bella assentiu e observou quando ele voltou para o seu escritório para pegar o casaco e saiu. Ela fez a transferência de Carol e seu bebê para a enfermaria, desejando boa noite para a família feliz.
Depois de pegar sua bolsa e casaco, ela se despediu e saiu para a noite.
Nem sei descrever o que um Edward segurando um bebê faz comigo. E com vocês? Hahaha.
O próximo será na programação normal.
Beijo,
Nai.
