Capitulo 2 – S.O.S (rescue me)
Quando Carlo estacionou o Audi A5 prateado em frente a boate pode ouvir o audível suspiro das Amazonas que se concentravam na fila do lado de fora. Ninguém conseguia tirar os olhos do magnífico veículo e tampouco disfarçar a ansiedade para saber quem era o dono dele que se escondia atrás dos vidros fumê.
Dentro do carro, com o aparelho celular em punho Carlo confirmava a informação que recebera com Shun de Andrômeda poucas horas antes no Salão Comunal dos Cavaleiros do Zodíaco. Shun não disfarçou o susto quando fora sacudido por Carlo perguntando onde estava Afrodite.
- Ele foi jantar fora com o Shaka e o Mu, depois ia para o Pala Atenah, uma boate no centro.- O jovem cavaleiro respondera tranqüilo. Mas...
- Eu preciso ver ele, menino bonito.- Carlo disse sorrindo. Shun corou do dedo dos pés a face imberbe. Era um menino realmente muito bonito, Hyouga cansava de dizer isso a ele, Afrodite esgotava-se em elogios a cada treino, desde que passaram a ser mestre e pupilo.
Mas ouvir um elogio daquele gabarito de Máscara da Morte era praticamente uma novidade de cair o queixo.
- Bem, ele vai estar lá. Quer o número de celular dele? – Shun perguntou prestativo.
- Acho que ele te mataria se você me desse.- Carlo falou rindo. Foi nesse momento que Shun percebeu o quanto o homem a sua frente estava mudado. O olhar malévolo e ensandecido fora completamente substituído por um olhar frio e distante, que destoava do sorriso que ele lhe exibia. Olhar sofrido. Mas por que ou por quem um homem como Máscara da Morte sofreria?
Shun ficou alguns segundos parado olhando para Carlo. Os olhos perscrutando cada expressão. Aquele era um assassino frio e cruel, um homem que matara mulheres e crianças até ser derrotado na batalha das doze casas. O que um homem como ele queria com Afrodite?
- Então não vou dar o telefone. – Shun disse dando as costas para Carlo e se sentando novamente no banco comunal de madeira de pinho. Carlo agradeceu e antes que Shun percebesse já não havia mais Cavaleiro de Câncer no salão.
Agora lá estava ele parado dentro do carro, falando com Shun no telefone novamente. O cavaleiro de Câncer não se sentia tão ridículo desde que tinha visto sangue pela primeira vez. Tinha apenas treze anos e seu mestre mandou que ele matasse o primeiro homem de sua vida. Um horror, o homem tinha corrido, esperneado, implorado. O infeliz tinha roubado uma galinha e algumas cebolas de um mercado local e fora levado pelos próprios aldeãos para seu mestre julgar.
Horrendo. Cruel. Seu mestre espancou o homem, queria mutilar as mãos do infeliz e Carlo e os outros meninos que disputavam a Armadura de Câncer foram obrigados a ficar olhando aquela selvageria. Seu mestre espancava um homem que era pele e osso, os olhos esbugalhados, sufocando com o próprio sangue.
"Pois bem." Gritara o mestre "mate-o, Carlo."
A multidão era uma massa disforme de calor humano gritando. Pedindo para matar o ladrão. Deus, o homem estava com fome. Ele estava faminto. Tinha mulher e filhos. Era somente carne de frango e cebola. Uma vida humana vale tão pouco?
Máscara da Morte tinha que aprender que sim. E foi assim que ele colou suas mãos no pescoço do homem que já o olhava desesperado. O sangue grosso escorrendo do queixo pelos chutes que recebera do mestre. Os olhos implorando ao garoto que Carlo era. Aterrorizado demais. Afinal todos na ilha viam que aqueles meninos não eram normais. Eles aprendiam a cortar pedras com as mãos, a se movimentar mais rápido que a luz do sol, a resistir a tudo em nome de uma Deusa. E agora estavam prestes a aprender a tirar a vida humana sem remorso algum.
"Pelo amor de Deus, meu filho" o homem pedira.
Carlo lembrara do pai naquela hora. Seu amado pai que ficara orgulhoso de enviar o filho a serviço do Santuário, que ficara orgulhoso de saber que Carlo seria cavaleiro do Zodíaco, respeitado mundialmente, secreto, protetor da nação.
Será que seu pai sabia que além da infância roubada Carlo se tornaria um assassino frio. Um homem que matava pais de família? Pais como os dele, que tinham filhos e mulheres?
Não ele não saberia.
"Mate-o ou eu o farei Carlo" O mestre falou desferindo-lhe um potente golpe no plexo solar que o fez curvar-se de dor sob os joelhos. O sangue tomou-lhe os lábios, mas isso era o de menos. Ele poderia matar rapidamente o homem enquanto o mestre o espancaria, arrancar-lhe-ia os dentes, cortar-lhe-ia as mãos, enfiar-lhe-ia galhos de árvore sob a carne. Prolongaria o sofrimento do infeliz.
"Menino pelo amor de Deus..."
"Cale a boca!" A voz que saía da boca de Carlo não era mais a do menino do signo de câncer romântico e feliz que costumava ser. Era a voz de Máscara da Morte. A voz ridícula de um pré-adolescente sangue suga como a dos meninos das aldeias africanas que lutam até a morte com crianças e adultos por comida. A voz dos soldados enviados para o Vietnã perdidos no meio do mato, sendo ceifados de vida por uma causa distante, uma causa que mata, que dá poder a um país, mas ceifa a vida de um indivíduo.
Sangue como sempre sangue, para manter a ordem, para criar o caos, tinha que derramar sangue.
"Cale a boca por favor" Carlo chorou assim que começou a apertar a traquéia do homem com tamanha força que deslocou a última vértebra da coluna. O pescoço ficou mole, a boca do homem se abriu em um O perfeito ainda tentando respirar. As mãos fracas tateavam o rosto de Carlo pedindo por clemência a principio, depois em desespero e por fim em agonia eterna, tentando cegar o rapazinho que esmagava sua traquéia. Até que depois de alguns segundos que pareciam a eternidade, Carlo sentiu que o homem morria.
Ridículo. Era um espetáculo ridículo. Soltou o cadáver no chão frio de terra. A multidão recuou ao passo que a mulher do falecido veio correndo do meio da multidão e começou a socar Carlo.
"Matem-na." O mestre disse para os outros dois rapazes que disputavam com Carlo a armadura de Câncer.
Os rapazes não sabiam nem por onde começar. A mulher se debatia e gritava chorando sobre o marido.
"Ela quer ir junto" matem-na. O mestre ordenou.
Tito e Nero correram até a mulher e começaram a chutá-la. Ela se contorceu. Gritou, tentou desferir algum golpe inútil. Como uma mãe hiena que ensina os filhos a matar os irmãos em luta por sobrevivência ou até mesmo por crueldade, o mestre incitava a morte, convidava- a para sentar-se em sua mesa comer com eles.
Em poucos minutos a mulher estava morta.
O que mais apavorava Carlo era ver o rosto das pessoas da multidão. Eles não falavam nada. Só assistiam como antigamente todos assistiram o crucificar de Cristo, depois o extermínio de pessoas chamadas de bruxas. Só assistindo a morte alheia como se tudo aquilo fosse somente um espetáculo.
O corpo da mulher ficou ali sangrando ao lado do marido morto. Nero e Tito estavam exaustos de tanto bater e engolir o choro.
Mesmo quando os matou na luta pela armadura de Câncer, Carlo nunca conseguira esquecer a face dos dois, aterrorizados, infelizes. Que Deusa era aquela que eles protegeriam que não via aquilo?
Assassinos era o que eles eram. E quando o mestre olhou para ele e disse:
"Olhe Carlo, olhe bem para o rosto desses infelizes. Olhe essas bocas escancaradas, os olhos aterrorizados e saiba que você que o provocou. Que eles não puderam fugir de você porque você é a morte, e a morte é o maior medo do homem. Se você provocá-la, você será temido. E com isso respeitado."
"Como se eu fosse uma doença" Carlo chorava por dentro. "Como se eu fosse o diabo."
"Os homens não temem o diabo, eles temem a morte. E você colocou na cara desse homem a máscara da morte. Eternamente." – O mestre disse sorrindo. "Esse é o seu troféu."
Foi o primeiro de uma série de assassinatos. Foi o primeiro de uma série de glórias errôneas e malditas.
Odioso era o que ele era. A morte em pessoa.
Desencostando a cabeça do volante Carlo se perguntava se a morte poderia de fato amar alguém.
Tinha entrado há pouco tempo mas já se sentia aliviado. Perdera um pouco de tempo verificando se o carro do cavaleiro de Peixes estava no estacionamento, e ficou feliz ao ver que o loiro ainda não havia chegado.
Correndo os olhos pelo estabelecimento Carlo percebeu porque o mesmo era o ponto de ferveção mais badalado de Mikonos e apreciado por seus companheiros Cavaleiros. Era um local alternativo.
Ou seja,uma boate onde não tinha problema sua opção sexual desde que você não discriminasse nenhuma a sua volta. E como era bem sabido por Carlo, e infelizmente até pela própria Athena,alguns cavaleiros e amazonas possuíam gostos bem peculiares, principalmente por seres do mesmo sexo.
Carlo tinha visto Mu e Shaka aos beijos logo assim que pisara na boate. Shyriu e Ikki se amassavam contra a parede do fundo perto do bar, e inúmeras amazonas mostravam como se tratar bem uma mulher uma a outra. Fora isso, os casais heterossexuais proliferavam entre as mesas e na pista de dança, animada pela DJ Marin.
Di di di di di da di di dadi dey. So just call me whenever your're lonely.
I can be your friend, I can be your honey…
A música ecoava alta no meio da pista enquanto as amazonas rebolavam ao som da batida do Hip Hop Caribenho de Rihanna. Que soava sensual demais para Carlo, que abrindo espaço entre as meninas seguiu direto para o bar. De lá ele poderia ver, com sorte, quando Afrodite entrasse no estabelecimento.
O som envolvente da voz da moça lhe esquentava o sangue italiano o lembrando que poderia quem sabe arriscar uns passos na pista. Afinal de contas Carlo adorava musica. Adorava ritmos. Adorava tanta coisa que deixara para trás no tempo, vestindo aquela máscara que todos odiavam com primor.
De fato estava sendo um pouco sacrificante ter que se expor, expor de fato o seu lado humano para pessoas que acharam a vida inteira que ele era um estúpido, um carniceiro. E ele não poderia culpa-los. Não poderia condena-los por terem essa imagem dele. Mas Carlo se sentia tão sozinho. Sentia-se execrável. Ficara feliz quando Saga e Shaina se mostraram disposto a se relacionar com ele... Mas os motivos deles obliteraram qualquer chance de algo mais profundo. Ele não era um pênis. Ele era um homem completo. Era um homem com gostos, um homem que tinha tantos erros a confessar, tantas histórias para contar, mas ninguém parecia querer ouvi-lo.
Encontrando o mármore branco do bar com seus dedos morenos, Carlo viu-se em frente ao simpático barman que lhe sorria. Ficou confuso, fazia tanto tempo que não entrava em um bar, nem saberia o que pedir. E estava seco. Estava ansioso. E se Afrodite chegasse, o que diria, como o abordaria. Estava se sentindo com treze anos novamente, treze anos, Oh meu Deus! Um menino e o seu primeiro beijo. Um menino desajeitado tendo que se confessar para o padre, antes fosse um padre. Não Afrodite, aquela explosão de autoconfiança e beleza em forma de homem. Aquele ser odioso e encantador.
- Merda! – Carlo exclamou, um pouco alto demais.
- Eu peço seu perdão? – o garçom falou tocando seu braço.
- Ah, não foi com você, meu rapaz. – Carlo sorriu para o menino. – O que me aconselha para apimentar a noite? Preciso tomar coragem para chegar junto de um cara... que me odeia. – ele suspirou infeliz.
O garoto riu penosamente.
- Quem seria burro de dispensar um homem bonitão como o senhor?
- Falo sério... Ele me odeia. O que sugere?
- Cerveja é fraco, Vinho é modulador, depende da sua pendência a romântico ou a piegas, vodka é forte demais, cachaça é foguete... te tira a prudência...
- Ou seja, me passa um copo d'água. – Carlo disse gargalhando. Mas parou de rir assim que seu olfato captou o cheiro de rosas. O cheiro dele.
- Meu Deus! – o garçom falou embasbacado olhando para a porta dupla da boate. – Afrodite nos presenteia com seu filho mais belo essa noite!
Carlo girou sobre os calcanhares, encarando a porta. E lá vinha seu anjo diabólico concebido entre os roseirais do Éden. Os cabelos loiros soltos cascateando sobre os ombros, a pele do rosto cor de alabastro reluzindo ao efeito das luzes que refletiam no estrobo enorme de espelhos ovais no centro da pista. Vestia uma camiseta preta e cavada, que ficava um pouco abaixo de seu umbigo. Era uma malha colada ao corpo, com detalhes de cristal svaroviski e ínfimos cristais, e fendas laterais que deixavam a mostra o peitoral achatado e perfeitamente malhado, os ombros fortes e de pele perfeita, fora a entrada do lado de seus quadris profundamente marcados, e os músculos do abdômen inferior, perfeitos e definidos. Nos antebraços um bracelete de ouro branco, por cima das munhequeiras negras de couro. A calça era de cintura baixa e de seda branca, bem leve, marcando todos os contornos do rapaz de Peixes.
Era uma visão. E a visão olhava bem para ele.
- Meu Deus! – Carlo foi fulminado pelo olhar do pisciano que vinha dançando até ele, os quadris mexendo de um lado para o outro, sensual, dono de si. Os olhos de todos cravados nele. Um Deus. Carlo engoliu em seco quando viu os olhos de um azul celeste sobre os seus olhos negros. Inquisidores.
Mascara da morte quase perdeu o sustento das pernas quando as mãos de Afrodite tocaram seu ombro, forçando uma aproximação por causa da música alta. O Sueco inclinou-se um pouco fazendo com que seus lábios se colassem ao lóbulo da orelha direita de Carlo que sentiu um repuxão em suas partes baixas. O perfume de rosas o inebriando. O enlouquecendo.
- Shun me ligou, dizendo que estava me procurando Carlo. – ele foi direto. Fez Carlo virar-se para ele.
S.O.S, alguém o salvasse. O resgatasse daquela imensidão azul que eram os olhos de Afrodite. O içassem como uma âncora do fundo do abismo que aqueles olhos colocavam entre ele e Afrodite. Quis chorar tamanha sua impotência. O mundo parecia rodar.
- Sim, eu preciso, eu precisava, eu queria... – Carlo ensaiou a resposta.
- Mas não vai dar Carlo. – Afrodite apressou-se em dizer. O rosto de Carlo crispou-se de angustia.
- Mas...
- Não vai dar, – Afrodite disse ajeitando os cabelos loiros atrás da orelha, a franja lhe tapando uma parte do rosto. Como aquele homem conseguia ser tão feminino e tão masculino ao mesmo tempo? Como conseguia aquele poder sobre ele. Se sentia esmagado por aquele "não vai dar" como uma mosca presa em um copo.
- Não sou digno de um papo? – Carlo falou baixo. – Não posso ao menos te pagar um drink?
- Não. – Afrodite disse arqueando uma sobrancelha. – Não é nada pessoal Carlo, mas eu não saio com homens que não dançam... – Afrodite riu da expressão se aliviando no rosto de Carlo que pareceu injetado de um ânimo súbito. – E você dança?
- Mesmo que não dançasse, aprenderia. – A voz do garçom disse logo atrás deles no balcão. Afrodite sorriu.
- Mesmo? – o pisciano perguntou a Carlo que olhou para o garçom com vontade de manda-lo para o quinto dos infernos antes de responder ao pisciano. Estava preso naquela teia de aranha, nos espinhos de rosas da floresta de espinhos da Bela Adormecida, e se o preço era se arranhar, teria que enfrentar a floresta, matar o dragão do medo e da insegurança, e pegar o pisciano de jeito. Mas porque ele tinha a impressão terrível de que poderia desabar a todo instante.
- Ok, você vai me odiar quando a musica acabar, eu sou péssimo. – Carlo falou choramingando. Os olhos de Afrodite caíram sobre ele sérios, antes de falar:
- Carlo, eu já te odeio. – Afrodite disse puxando ele pela mão e ao fim soltar uma sonora gargalhada.
– Vamos fazer esse Dj ter vontade de aumentar o som! Onde estão os meus garotos? – o sueco falou carregando Carlo indo para o meio da pista meio desajeitado.
I want to let you know
That you don't have to go
Don't wonder no more
What I think about you
Carlo sentiu as mãos de Afrodite correndo ao longo do seu abdômen lentamente. A batida da bateria se elevava junto com as batidas de seu coração excitado. Aquele loiro não sabia o que seu toque provocava nos homens, ou então sabia demais e não se importava em provocar ataques cardíacos.
- Pode me tocar. – Afrodite disse para Carlo. – Não tenha medo.- sussurrou subindo suas mãos e envolvendo o pescoço do homem com os braços. Seus cabelos loiros tocando o rosto suado de Carlo.
- Eu estou sem graça.- Carlo disse tentando seguir os passos de Afrodite.- Não sei dançar essas coisas. É sensual demais para um europeu esse ritmo dos trópicos. Isso que você faz com as cadeiras...
- Eu sou europeu. – Afrodite disse rebolando ainda mais, colando seu sexo ao de Carlo, roçando-o por cima da roupa.
- Você é a sensualidade com nome de gente. – Carlo disse olhando nos olhos do pisciano. Seus lábios próximos demais. Sentia os olhos de todos na pista sob eles. Inclusive os de Kanon e Misty que acabavam de chegar.
- Eu sei que sou.- Afrodite respondeu abrindo os braços e roçando seu peito no de Carlo.
If it's loving that you want
Then you should make me your girl, your girl
If it's loving that you need
Then baby come and share my world, share my world
If it's loving that you want
Then come and take a walk with me, with me
If it's loving that you need
I got it right here baby, baby
- Assim você me desarma. – Carlo choramingou.- Pega leve. Você já percebeu porque eu estou aqui. – Carlo falou tremendo. Seu coração descompassou. O ritmo da musica se animava e as pessoas esbarravam neles com seus passos extrovertidos e empolgados.
- Se é o que você quer, então você tem que me fazer a sua garota. Se é o amor que você precisa, então amor venha e conheça o meu mundo... Se é o amor que você quer, venha e caminhe comigo... – Afrodite cantarolou. – relaxa bobinho. Estou te sacando desde que você me viu nas rosas. Gostei do seu olhar.- o sueco confessou. Carlo se sentiu ruborizar
Foi tão obvio assim ?
Obvio o suficiente. – Afrodite disse sorrindo. A fileira de dentes mais perfeitos e brancos que Carlo já tinha visto.
Now it's obvious to need a friend to come hold you down
Be that one you share your everything when no one's around
Baby come tell me your secrets, and tell me all your dreams
'Cause I can see you need someone to trust
You can trust in me
Di di di di da da dey
So just call me whenever your lonely
Di di di di da da dey
I'll be your friend, I can be your honey
- é obvio que você está deslocado aqui. Vamos para o bar, lá tem um lugar mais confortável e ainda dá para ouvir a musica.- Afrodite disse calmamente.
- Mas você curte essa musica. Se curte ficamos. Eu me viro. – Carlo disse ensaiando os passos. Afrodite o enlaçou pelo pescoço carinhosamente.
- Você... eu nunca imaginei que você...
- Fosse carinhoso? – Carlo respondeu secamente. – Você me despertou isso.- respondeu, mas a sua resposta foi se afastando quando sentiu os lábios de Afrodite tomarem os seus. Possessivos, dançando com os dele, comungando. Carlo sentiu seu mundo girar, tudo desanuviar. Seus dedos tomaram ritmo próprio e dançaram com os quadris de Afrodite, lentamente. A ponta dos pés se revezavam para que as coxas e os quadris se encaixassem com o do loiro que o beijava com tanto gosto. Carlo provava o paraíso.
If it's loving that you want
Then you should make me your girl, your girl
If it's loving that you need
Then baby come and share my world, share my world
If it's loving that you want
Then come and take a walk with me, with me
If it's loving that you need
I got it right here baby, baby
It been so long I've had this feeling
That we could be
Everything we've ever wanted baby
Your fantasy
I won't push to hard or break your heart
'Cause my love's sincere
I'm not like any other girl you know
So let me erase your fears
Di di di di da da dey
So just call me whenever your lonely
Di di di di da da dey
I'll be your friend, I can be your honey
Afrodite estava perdido naquele beijo, naquele jeito de macho de Carlo. Na verdade quando Shun ligara para ele dizendo o que pensava, foi só a confirmação de seus desejos. E ele desejava Carlo. Ele queria aquele homem, e o quis assim que bateu os olhos na figura masculina mais desajeitada da boate.
Tentou disfarçar o quanto pode, jogar o quanto conseguisse, mas era irresistível. Os olhos de Carlo pediam, imploravam por ele. E ele, claro deu o que o homem pedia com todo ardor.
- Afrodite...- Carlo gemeu separando o beijo.- Eu vou me descontrolar. Quero você demais... – ele disse choramingando- Para que tudo corra como uma noite só, sem conversarmos, sem sequer eu dizer o que eu estou sentindo...
- Eu sei o que você sente Carlo. – Afrodite falou calmamente.
- Sei- Dido disse rindo. – E eu quero que você saiba, que você não deve partir. Não se importe mais com o que penso sobre você... Só partilhe o meu mundo. O resto vai se ajeitar.
I want to let you know
That you don't have to go
Don't wonder no more
What I think about you
Continua ...
A musica utilizada ao longo da fic se chama If it's the loving that you want da cantora Rihanna. Eu ia escrever mais diálogos mas achei desnecessário porque a letra diz tudo que o Afrodite tem de dizer ao Carlo.
Nota 1: Respondendo ao review que recebi. Estou fazendo o Afrodite afeminado porquê no momento me convém. Não acho o fato de ser afeminado um fator limitador, ou limitado pela beleza, nem muito menos degradante para o Afrodite. Eu o coloco afeminado mas não o discrimino em momento algum. É o jeito dele na minha fanfic e ponto. Acho que devem ter outros escritores que o fazem máculo, procure por eles... nessa fic ele vai ser BIBA sim, e com muito orgulho . Glamou e gliterrr, e claro inteligência. ( Espero não ter de voltar a discutir esse ponto)
Nota 2: Querida leitora, o Saga não quis transar na frente da Shaina com o Carlo, porque ele se sentia envergonhado de estar com outro homem na frente dela. Ou seja um fator limitante dele.
Agora aos Agradecimentos:
Shaina, amei o review. As ever. Que bom que vc gostou da minha, da nossa, da Ophiocus no Shaina perfeita e safadona. Adoro a Shaina!!
Carlinha. Thanks a lot
Flor de Gelo... É isso aí continue acompanhando, e naum seja tímida, review me.
A.Kinney é menino, não é uma menina não e pelo amor de Deus, não me confunda com uma menina. Eu tenho piu piu viu?
Bjus e review me.
